Índice de mortalidade por Aids em Santa Catarina supera média nacional

“Uma porcentagem grande dos portadores do HIV é internada e chega a óbito antes de saber que estava contaminada”, explica Silva. Além disso, há a possibilidade do tipo de vírus que circula por Santa Catarina e Rio Grande do Sul ser diferente daquele encontrado em outros estados brasileiros, o que poderia explicar a maior mortalidade.

O diretor acredita que um dos desafios no combate à Aids é justamente a redução desse índice. “E isso passa pelo diagnóstico precoce da contaminação. Quanto antes a pessoa souber que é portadora do HIV, melhor será sua qualidade de vida”, explica.

Silva apontou avanços importantes no combate à doença no Estado. Como exemplos, ele cita as campanhas de teste rápido em gestantes, que diminuíram drasticamente os índices de contaminação em recém-nascidos, e o programa de redução de riscos, implantado por meio da Lei Estadual 11.063/2003, de autoria do deputado Volnei Morastoni (PT). Por meio dessa lei, o Estado passou a distribui gratuitamente kits de redução de risco para usuários de drogas.

O diretor da Vigilância também apontou a necessidade de readequação das fontes de financiamento das ações de combate à doença, aumento na cobertura do atendimento de pessoas que estão expostas ou vivem com o vírus e maior integração com o Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte: Portal da Ilha