Reino Unido descobre gene que pode proteger humanos da Aids

Pesquisadores do Royal College of London, no Reino Unido, identificaram, pela primeira vez, um gene que pode proteger o organismo contra o vírus da imunodeficiência humana (HIV). O MX2 é capaz de inibir eficazmente a capacidade do vírus se replicar uma vez introduzido na corrente sanguínea e ativar o mecanismo biológico de resistência ao HIV.

Esta capacidade pode ser a chave para o futuro aparecimento de uma terapia não tóxica baseada na ativação das defesas do próprio corpo para lutar contra o vírus que provoca a síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids).

Mike Malim, principal autor do estudo, explicou que “até agora, sabíamos muito pouco sobre o gene MX2, mas agora descobrimos a função de proteção contra o vírus e sua capacidade de atacar o ponto mais vulnerável do ciclo de vida do vírus. Isso abre novas possibilidades para o desenvolvimento de métodos da terapia não tóxica”.

De acordo com o pesquisador, no futuro poderão surgir duas opções: ou criar uma substância que imite a função da proteína MX2 ou um fármaco que ative o gene MX2.

“O desenvolvimento de drogas que estimulam a defesa do organismo é muito importante, pois eles colocaram em marcha os processos naturais, além de eliminar o problema da resistência do vírus às drogas”, sublinhou Malim.

Fonte: Telesur

Transplante de medula elimina HIV do sangue de pacientes

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Dois portadores de HIV que receberam transplantes de medula óssea para tratamento de câncer no sangue estão livres do vírus há várias semanas, desde que o tratamento com antirretrovirais foi interrompido. Segundo os médicos, ainda é cedo para dizer que eles estão “curados”, mas os resultados, apresentados ontem numa conferência científica na Malásia, são vistos com muito interesse por pesquisadores que buscam uma cura para a aids.

Os dois pacientes – cujas identidades são mantidas em sigilo, por questões éticas – foram tratados num hospital de Boston, nos EUA. Eles tinham linfoma e receberam transplantes de medula óssea para curar o câncer, não a aids, mas o HIV desapareceu do seu sangue após a cirurgia.

Os transplantes foram realizados entre dois e cinco anos atrás, e os primeiros resultados do efeito sobre o HIV foram apresentados em julho do ano passado, mas naquele momento eles ainda estavam tomando antirretrovirais. A novidade agora é que os pacientes pararam de tomar as drogas – um deles há 15 semanas e o outro, há 7 – e, mesmo assim, não há níveis detectáveis do vírus no sangue deles.

Os novos dados foram publicados na revista Journal of Infectious Diseases e apresentados na reunião da Sociedade Internacional de Aids, em Kuala Lumpur, capital da Malásia.

“Não podemos ainda falar em cura. O tempo de acompanhamento é muito curto”, ressaltou a presidente da conferência, Françoise Barré-Sinoussi, que foi uma das cientistas responsáveis pela descoberta do HIV, nos anos 1980. Quando um paciente para de tomar os medicamentos, o vírus costuma reaparecer no sangue cerca de um mês depois, mas isso varia de pessoa para pessoa.

“A doença poderá voltar daqui uma semana, ou daqui seis meses. Só o tempo vai dizer”, ressaltou, também, um dos autores da pesquisa, o médico Timothy Henrich, da Faculdade de Medicina de Harvard e do Brigham and Women’s Hospital, em Boston.

“Não há prazo para declarar uma cura. Esses pacientes terão de ser acompanhados por toda a vida”, disse ao Estado o infectologista Alexandre Barbosa, da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Botucatu. “Por isso os resultados são bastante animadores, mas precisam ser vistos com cautela.”

A medula óssea é o tecido responsável pela produção das células do sangue e do sistema imunológico – que são as células que servem de reservatório e são atacadas pelo HIV. Para receber o transplante, os pacientes precisam ser imunossuprimidos, o que significa que seu sistema imunológico é quase que totalmente destruído, para depois ser reconstruído com as células do doador.

No caso do câncer no sangue, o procedimento serve para erradicar as células tumorais e substituí-las por células saudáveis. No caso da aids, ocorreria o mesmo com as células imunológicas infectadas pelo HIV.

Histórico. Os casos dos dois pacientes de Boston lembram o do famoso “paciente de Berlim”, Timothy Brown, que alguns anos atrás foi declarado “curado” da aids após um transplante de medula para tratamento de leucemia. A diferença crucial é que Brown recebeu a medula de um doador que era geneticamente imune ao HIV. Assim, seu sistema imunológico doente foi substituído por outro resistente ao vírus, e a doença desapareceu por completo (até agora, pelo menos).

Segundo Barbosa, cerca de 1% da população é portadora de uma mutação genética, chamada delta-32, que confere imunidade ao HIV. Elas não produzem uma proteína chamada CCR5, que é uma das “fechaduras” usadas pelo vírus para penetrar nas células humanas (a outra é chamada CD4). “Sem acesso a essas duas fechaduras ele não entra; ponto”, afirma Barbosa.

No caso dos pacientes de Boston, eles receberam medulas de pessoas “normais”, sem a mutação. Mesmo assim, o HIV desapareceu do sangue. Mas é possível que o vírus esteja “escondido” em certos tecidos do organismo e volte a se multiplicar com o tempo. Neurônios, por exemplo, também possuem os receptores CD4 e CCR5, e podem servir como reservatórios do vírus.

Implicações. Mesmo que os pacientes sejam eventualmente declarados “curados”, o procedimento não poderá ser usado em grande escala como uma terapia antiaids, alertam os especialistas. Isso porque o transplante de medula óssea é um procedimento de alto risco, com 10% de risco de morte do paciente. Em portadores do HIV, que já têm o sistema imunológico debilitado pela doença, esse risco é ainda maior. “É muito raro um paciente com HIV ser submetido a um transplante de medula. Só mesmo em casos extremos de vida ou morte, como estes de câncer no sangue”, explica Barbosa.

Ainda assim, para os pesquisadores, é um resultado importante que pode apontar o caminho para estratégias mais eficientes de controle da doença – ou até mesmo o desenvolvimento de vacinas.

(*Com informações do The New York Times e agências internacionais)

Fonte: OEstadão

Hoje é comemorado o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue

É comemorado hoje, 25 de novembro, o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue. Segundo a Fundação Pró-Sangue, órgão vinculado à Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que o número de doadores de um país seja de 3% a 5% do total da população. Contudo, segundo dados do Ministério da Saúde, este índice no Brasil não chega a 2%. O dia foi criado para estimular a doação no País.

Segundo o site da campanha Amigo Doador, realizada pelo Hemocentro São Lucas, no Brasil apenas 1,5% da população doa sangue anualmente. Dentre a parcela doadora, 75% é de baixa renda e 70% estão na faixa etária de 26 a 45 anos. Os homens representam 78% das doações.

Dentre os impedimentos para fazer a doação estão ser portador do vírus da hepatites B e C, da aids, de doenças associadas aos vírus HTLV I e II e da doença de chagas. O uso de drogas ilícitas injetáveis também impede o procedimento.

A Portaria 1.353, publicada pelo Ministério da Saúde no dia 13 de junho de 2011, sobre Procedimentos Hemoterápicos, apesar de ter estabelecido que a orientação sexual (hetero, bi ou homossexualidade) não deve ser usada como critério para seleção de doadores de sangue, também considerou inaptos temporariamente à doação os homens que fizeram sexo com outros homens e/ou as parceiras sexuais deles. O impedimento é pelo período de 12 meses após a relação sexual. Esta decisão foi considerada como discriminatória pelo presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Tonis Reis.

A Fundação Pró-Sangue aponta como requisitos básicos estar em boas condições de saúde; ter entre 16 e 67 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos – menores de 18 anos terão de apresentar documento de autorização; pesar no mínimo 50kg; estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas); e estar alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem o procedimento). Os impedimentos temporários são resfriado; gravidez; amamentação; ingestão de bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação; e ter feito tatuagem nos últimos 12 meses.

Respeitando o intervalo de até 60 dias entre as doações, homens poderão passar pelo procedimento até 4 vezes por ano e mulheres, tendo um intervalo de 90 dias, poderão fazer até 3 doações por ano.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS

14 DE JUNHO: DIA MUNDIAL DO DOADOR DE SANGUE

Apenas 2 entre 10 doadores de sangue são voluntários sem laço afetivo com receptores

Levantamento do Banco de Sangue do Hospital A.C.Camargo aponta que somente 20% dos doadores compatíveis procuram pelo serviço sem ter histórico pessoal com pacientes que necessitam de doação. Preocupação aumenta com a próxima das férias de julho e chegada do inverno, quando o número de voluntários costuma ser ainda menor. Banco do A.C.Camargo está operando com menos de dois terços de sua capacidade de armazenamento
Cirurgias com alta complexidade que demandam ampla reposição de sangue e também tratamentos radio ou quimioterápicos que podem afetar a medula óssea e assim alterar a produção de sangue, levando a quadros de anemia e níveis baixos de plaqueta. Estas situações são comuns no cotidiano de um hospital especializado em tratamento de câncer, como é o caso do A.C.Camargo. Desta forma, é fundamental que o Banco de Sangue seja constantemente abastecido para assim poder suprir a necessidade de reposição. Nesta quinta-feira, 14, é comemorado o Dia Mundial do Doador de Sangue.
O Banco do Hospital A.C.Camargo opera atualmente com apenas dois terços de sua capacidade total de armazenamento e há falta mais acentuada de alguns tipos sanguíneos, principalmente os de fator Rh negativo. Levantamento feito pela instituição identificou que o principal fator para o baixo volume de doação está na pequena procura pelos chamados voluntários, pessoas que se candidatam à doação sem ter qualquer vínculo afetivo com algum paciente. “Recebemos uma média de 60 a 70 doadores por dia e, infelizmente, apenas 20% deles são voluntários. Os outros 80% são fruto de ação interna que fazemos junto aos familiares e amigos com a proposta de sensibilizá-los”, destaca a hemoterapeuta/hematologista do A.C.Camargo, Rivânia Almeida de Andrade.
Ainda segundo Rivânia Andrade, é válido ressaltar que a busca espontânea pelo Banco de Sangue torna-se ainda mais primordial nesta época do ano, pois a sazonalidade é, historicamente, um fator que limita o interesse por fazer a doação. “Não podemos repetir o fato de haver queda do número de doadores durante as férias escolares de julho e chegada do inverno. A solidariedade precisa aquecer a boa vontade de todos”, destaca.
DIAGNÓSTICO PRECOCE DE CÂNCER – Além de ter a oportunidade de salvar vidas, o doador de sangue também pode ser beneficiado. Um dos diferenciais do Banco de Sangue do Hospital A.C.Camargo é a Campanha Gratuita pelo Diagnóstico Precoce de Câncer. Para participar, qualquer doador pode assinar um termo no qual autoriza a coleta de alguns tubos a mais para análise, nos quais serão feitos os exames de PSA (antígeno prostático específico) que é um dos meios para diagnóstico de câncer de próstata; além de exames que podem levar ao diagnóstico de câncer de pâncreas ou tireoide.
Ao receber os resultados dos exames, o doador é encaminhado ao serviço de triagem, no qual as informações serão analisadas e, em casa de suspeita de diagnóstico positivo de câncer, é feito o encaminhamento, também gratuito, para consulta com um especialista do A.C.Camargo. A campanha é motivada pelo fato de que, cada vez mais, o diagnóstico precoce é associado com maiores índices de cura. Como comparativo, o tipo mais comum de câncer na população masculina é o de próstata e os 90% de cura em fase inicial deixam longe os 40% registrados na década de 1980.
DIAGNÓSTICO DE AIDS E OUTRAS DOENÇAS – Ao ter o sangue coletado, o voluntário tem seu sangue criteriosamente avaliado por uma equipe especializada. Em até 30 dias, recebe em seu domicílio informações relevantes como a tipagem sanguínea e resultados dos testes de Hepatites B e C, HIV, HTLVI/II, doença de chagas, sífilis, dentre outras. Caso apresente algum resultado positivo, ele pode iniciar imediatamente o tratamento contra a doença em questão. Hepatites B e C, por exemplo, quando não tratadas podem levar a severos quadros de cirrose ou ao câncer de fígado. Para o HIV (vírus da AIDS) há tratamentos que oferecem grande controle da doença e aumentam a expectativa e qualidade de vida do paciente. Os vírus HTLVI/II oferecerem um risco aumento de desenvolvimento de uma doença chamada leucemia-linfoma de células T ou para uma doença neurológica conhecida como paraplegia espástica tropical.
IMPORTANTE SABER:
- A doação de sangue é segura e demora cerca de trinta minutos.
- Todo material utilizado na coleta do sangue é descartável, garantindo a segurança do doador.
- O volume de sangue total a ser coletado não pode exceder 8 ml/kg de peso para as mulheres e 9 ml/kg de peso para os homens. O volume admitido por doação é de 450 ml +/- 50ml, aos quais podem ser acrescidos até 30 ml para a realização dos exames laboratoriais exigidos pelas leis e normas técnicas.
- Doar sangue não altera a pressão arterial, não engrossa, nem modifica o sangue.
- O doador não tem qualquer obrigação de doar sangue novamente. Só faz isso se quiser, com intervalo de 60 dias para os homens e 90 dias para as mulheres.
- É necessário apresentar um documento de identificação com foto, emitido por órgão oficial, ou sua cópia autenticada.
PARA DOAR SANGUE É NECESSÁRIO:
- Ter entre 18 e 65 anos e mais de 55 quilos.
- Estar em boas condições de saúde e alimentado, mas não pode ter ingerido comida gordurosa nas últimas quatro horas.
- Não ter ingerido bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação.
- Não ter tido gripe ou febre nos últimos sete dias.
- Ter feito a última doação há mais de 90 dias se for mulher ou 60 dias se for homem.
- Não ter feito tatuagem há menos de um ano.
- Não estar grávida ou ter tido parto ou aborto há menos de três meses.
- Não estar no período de amamentação.
- Não ter nenhuma doença crônica do tipo cardiopatia, diabetes, tuberculose, doença renal, epilepsia ou hepatite.
- Não ter antecedente ou apresentar fator de risco para doenças infecciosas transmissíveis por transfusão – sífilis, doença de Chagas, Aids, Hepatites B e C, malária, HTLV I/II.
Observação: O uso de medicamentos, vacinas, acupuntura e piercing serão avaliados individualmente.
CUIDADOS APÓS A DOAÇÃO
- A doação não traz riscos para o doador, mas eventualmente, após a coleta do sangue, a pessoa pode apresentar alguns sintomas: tontura, queda de pressão, desmaio, náuseas, vômitos, dor ou hematoma no local da punção.
- Alguns cuidados são necessários para diminuir os efeitos colaterais adversos após a doação: Ingerir bastante líquido, não tomar bebida alcoólica ou realizar exercícios físicos no dia da doação, não fazer força com o braço que foi puncionado, não fumar por no mínimo duas horas e aguardar 30 minutos para dirigir carro e 1 hora para dirigir motocicleta.
- Se o doador sentir alguns desses sintomas ou outros que não considere normal, deve comunicar imediatamente ou retornar ao Banco de Sangue para avaliação e orientação médica.
Sobre o Hospital A.C.Camargo – Instituição filantrópica criada em 1953 por Antônio e Carmen Prudente, o Hospital A.C.Camargo é um dos maiores centros de tratamento oncológico da América Latina. De forma integrada e multidisciplinar, atua na prevenção, diagnóstico e tratamento ambulatorial e cirúrgico dos mais de 800 tipos de câncer identificados pela Medicina, divididos em mais de 40 especialidades. A cada ano identifica e trata 15 mil novos pacientes de diversas partes do país e exterior, totalizando mais de um milhão de procedimentos (consultas, exames laboratoriais e por imagem, internações, cirurgias, quimioterapia e radioterapia, entre outros). Seu corpo clínico é composto por uma equipe fechada de mais de 500 especialistas, a maior parte com mestrado e doutorado. A dedicação e interação destes profissionais em atividades interdisciplinares resulta em um tratamento com melhores índices de sucesso, só comparáveis aos observados nos maiores centros oncológicos do mundo.
Na área de ensino, o A.C.Camargo criou a 1ª Residência em Oncologia do país, em 1953, tendo formado em 2010 o seu milésimo residente. É também responsável pela formação de um em cada três oncologistas em atividade no Brasil. Sua pós-graduação, criada em 1997, é a única em um hospital privado reconhecida pelo Ministério da Educação e foi avaliada com nota máxima durante toda essa década pela CAPES, tornando-se assim, entre escolas públicas e privadas, a melhor do país em Oncologia e uma das duas melhores em Medicina. Tem a maior produção científica da área, com mais de mil trabalhos publicados na última década nas principais revistas internacionais de alto impacto. Centralizou em 2000 o Genoma do Câncer no Brasil, financiado pela FAPESP e Instituto Ludwig. Em 2009, o Hospital foi apontado pela edição 500 Melhores Empresas da revista Istoé Dinheiro como uma das melhores em Saúde pelo terceiro ano consecutivo e pela segunda vez consecutiva entre as 10 melhores empresas de serviços médicos do Brasil na Gestão de
Pessoas, de acordo com o anuário Valor Carreira. Em 2011, o Hospital foi eleito pela terceira vez uma das melhores empresas para Você trabalhar do Guia Você S/A Exame e, em 2012, conquistou a Certificação Internacional pelo Canadian Council for Health Services Accreditation (CCHSA).
Fonte: SEGS

A Aids que (ainda) mata

Dois conhecidos morreram em decorrência da Aids na ultima semana. Um com 29 anos e outro com 33. Ambos bem bonitos e animados. Eu nem imaginava que eles tinham o vírus. E nem eles. Em comum, ambos morreram porque não sabiam que estavam infectados. Esse é, hoje, o maior problema da Aids: morre quem não sabe que tem o vírus e quando descobre é tarde demais.

Vou explicar melhor: esses dois amigos já chegaram ao hospital com alguma doença oportunista (no caso, pneumonia). No hospital, como é praxe, os médicos pediram a coleta de sangue e só então eles souberam que tinham o HIV. E, pior, que o sistema imunológico já havia sido afetado de tal forma que o corpo não conseguia mais lutar contra a doença oportunista. Ainda que os médicos administrasseem o coquetel anti-HIV em altas doses, o corpo não reagiria a tempo. A pneumonia levou ambos a insuficiência respiratória e, consequentemente, à morte.

Por outro lado, tenho amigos (e são vários) que convivem muito bem com o tratamento anti-HIV e levam uma vida bem próxima do normal. Mas, claro, não é fácil para eles: são doses cavalares de remédios diários, exames periódicos e o preconceito todo que ainda sofrem. Ainda que com todos esses percalços, nunca vi nenhum deles que se tratam de forma séria ser internado ou ficar doente. Portanto, mil vezes saber que está com HIV e se tratar do que não saber e acabar no leito de um hospital entre a vida e a morte.

Passado o susto de saber que se está com HIV (ou o alívio de não estar) vem a hora de enfrentar o novo momento e há uma rede enorme de assistência médica e psicológica no Brasil para isso. Não tenha medo e vá se testar.

Escrito por Marcelo Cia

Fonte: MIX Brasil

Tramandaí tem mais de 500 pacientes com Aids

A sigla Aids significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida e o vírus da Aids é conhecido como HIV, e encontra-se no sangue, no esperma, na secreção vaginal e no leite materno das mulheres infectadas pelo vírus. Objetos contaminados pelas substâncias citadas, também podem transmitir o HIV, caso haja contato direto com o sangue de uma pessoa. Apesar de todos os avanços da medicina, a Aids ainda não tem cura, apenas tratamento.
Após o contágio, a doença pode demorar até 10 anos para se manifestar, por isso, a pessoa pode ter o vírus HIV em seu corpo, mas ainda não ter Aids. Ao desenvolver a Aids, o HIV começa um processo de destruição dos glóbulos brancos do organismo da pessoa doente. Como esses glóbulos brancos fazem parte do sistema imunológico (de defesa) dos seres humanos, sem eles, o doente fica desprotegido e várias doenças oportunistas podem aparecer e complicar a saúde dos infectados pelo vírus. A pessoa portadora deste vírus, mesmo não tendo desenvolvido a doença, pode transmiti-la.

 

Segundo a coordenadora geral do DST/Aids em Tramandaí e no Estado, Sandra Catarina Roni, em tratamento no município de Tramandaí, existem 532 pacientes com Aids, e cerca de 1200 já contagiados com o vírus, ainda sem se manifestar. “A doença tem índice altíssimo em pacientes que têm relações estáveis, e índices baixos em usuários de drogas e profissionais do sexo, pois eles sabem que estão sujeitos, e se cuidam com mais intensidade”. Sandra esclarece que o maior perigo está nas meninas que frequentam as festas, e saem de lá acompanhadas de um parceiro, que mesmo sem saber, já está com o vírus do HIV e, de forma irresponsável, praticam sexo sem camisinha, passando o vírus para a parceira.
No município, a divulgação para a prevenção é realizada de varias formas, como por exemplo: folders, campanhas, palestras nas escolas, distribuição de camisinhas, CRAS – Centro de Referência de Assistência Social, Centro da Mulher, Assistência Social, o projeto ‘Extra Muros’ conta com profissionais que, de porta em porta, realizam campanhas de prevenção da doença. Cartazes e materiais de conhecimento público são depositados em diferentes lugares da cidade, como: a prefeitura, Postos de Saúde, entre outros.
O Centro de Testagem e Aconselhamento, localizado no Posto PAI (Posto de Atendimento Integrado), além dos Postos dos bairros: Agual, Tiroleza, São Francisco I, Cruzeiro do Sul e Indianópolis, realizam exames para a detecção do vírus, com apenas 20 minutos de espera, com demanda espontânea, sem necessidade de encaminhamento médico, com enfermeiras treinadas e devidamente capacitadas.

Fonte: Jornal Dimensão

Apesar de proibida a discriminação, homens gays não podem doar sangue

Motivado por uma campanha da empresa onde trabalha, em Belo Horizonte, o produtor cultural Danilo França, de 24 anos, decidiu doar sangue pela primeira vez. Junto com um grupo de colegas, seguiu as etapas previstas: preencheu a ficha de inscrição e foi para a entrevista com o médico do hemocentro. Na momento da conversa, França descobriu que não poderia doar sangue porque mantém um relacionamento homossexual. “Fiquei atordoado, sem graça. Fiquei chateado e me senti discriminado”, disse França.

Uma norma nacional considera inapto à doação qualquer homem que tenha se relacionado sexualmente com outro homem no período de 12 meses. O mesmo vale para heterossexuais que, no mesmo período, se relacionaram sexualmente com várias parceiras.

Entidades de defesa dos direitos dos homossexuais reclamam da restrição e querem reacender o debate sobre o tema. “A cada fato novo, a gente tem que abrir a discussão. Se a pessoa usa preservativo e não tem comportamento de risco, não pode ser impedida de doar”, argumenta Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT).

A regra do Ministério da Saúde, que vigora há mais de sete anos e vale para todos os hemocentros, foi baseada em estudos internacionais que apontam que o risco de contágio pelo vírus da aids (HIV) é 18 vezes maior nas relações entre homossexuais masculinos, na comparação com relações entre pessoas heterossexuais. O motivo é a prática do sexo anal, que aumenta o risco de contaminação por doenças sexualmente transmissíveis (DST). Foi essa determinação que fez com que a Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia de Minas Gerais (Hemominas) negasse ao produtor cultural a possibilidade de doar sangue.

Em junho de 2011, o ministério baixou uma portaria que proíbe os hemocentros de usar a orientação sexual (heterossexualidade, bissexualidade, homossexualidade) como critério para seleção de doadores de sangue. “Não deverá haver, no processo de triagem e coleta de sangue, manifestação de preconceito e discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, hábitos de vida, atividade profissional, condição socioeconômica, raça, cor e etnia”. Mas, na prática, os homossexuais masculinos ativos sexualmente seguem impedidos de doar sangue. Para as lésbicas, não há restrições.

O coordenador de Sangue e Hemoderivados do ministério, Guilherme Genovez, alega que a norma brasileira é avançada quando comparada à legislação de outros países. Nos Estados Unidos, por exemplo, um homem que tenha tido, no mínimo, uma relação sexual com outro homem fica proibido de doar sangue pelo resto da vida. “Acima de tudo, está o direito de um paciente receber sangue seguro”, alega o coordenador, lembrando que os testes não identificam imediatamente a presença de vírus em uma bolsa de sangue.

Desde o ano passado, o governo federal está implantando o NAT, sigla em inglês para teste de ácido nucleico, para tornar mais segura a análise do sangue colhido pelos hemocentros. O exame reduz a chamada janela imunológica, que é o período de tempo entre a contaminação e a detecção da doença por testes laboratoriais. Com o NAT, o intervalo de detecção do vírus HIV cai de 21 para dez dias. Até agora, 59% do sangue doado no país passam pelo NAT. A previsão é que a tecnologia chegue a todos os hemocentros até julho.

Fonte: Agência Brasil

Ministério da Saúde alerta sobre redução do estoque de sangue no feriado

Com a chegada do feriado prolongado da Semana Santa, é comum ocorrer uma redução no estoque de sangue dos hemocentros de todo o País. Muitas pessoas viajam e deixam de doar sangue nesse período. Como o sangue é perecível, a coordenação de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde alerta para a necessidade de reposição do estoque.

“O sangue não é comercializado, o sangue não é fabricado, o sangue é sempre retirado de uma pessoa para ser infundido numa outra pessoa que está numa situação bastante vulnerável, de bastante necessidade. Essa bolsa de sangue pode significar viver ou morrer”, enfatiza o coordenador-geral de Sangue, Guilherme Genovez.

Para evitar a redução nos bancos de sangue, o doador tem como opção procurar o serviço de saúde mais próximo do local onde esteja no feriado e se informar sobre como doar.

Quem pode doar

Para doar sangue é necessário apresentar documento com foto, válido em todo território nacional; ter peso acima de 50 Kg; ter idade entre 18 e 67 anos; podem ser aceitos candidatos à doação de sangue com idade de 16 e 17 anos, com o consentimento formal do responsável legal.

Quem não pode doar

Quem teve diagnóstico de hepatite após os 11 anos de idade; mulheres grávidas ou amamentando; pessoas que estão expostas a doenças transmissíveis pelo sangue como aids, hepatite, sífilis e doença de chagas; usuários de drogas; aqueles que tiveram relacionamento sexual com parceiro desconhecido ou eventual, sem uso de preservativos.

Recomendações

Nunca vá doar sangue em jejum; faça um repouso mínimo de 6 horas na noite anterior a doação; não ingerir bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores; evitar fumar por pelo menos 2 horas antes da doação; evitar alimentos gordurosos nas 3 horas antecedentes a doação; Interromper as atividades por 12 horas as pessoas que exercem profissões como: pilotar avião ou helicóptero, conduzir ônibus ou caminhões de grande porte, subir em andaimes e praticar pára-quedismo ou mergulho.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS

Brasil vai fabricar equipamento que detecta aids com apenas uma gota de sangue

Foi assinado na última quinta-feira, dia 17, um acordo para a fabricação de um equipamento que faz teste rápido de quatro doenças em gestantes com apenas uma gota de sangue. O acordo é feito entre o Instituto Carlos Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz, e a empresa de equipamentos hospitalares e médicos Lifemed.

O kit já foi criado pela Universidade Federal do Paraná e inclui o aparelho, além de materiais necessários para os exames. Nesse aparelho, gestantes podem identificar em até 30min se estão com HIV, rubéola, sífilis, toxoplasmose e hepatite B. Além do resultado ficar pronto em menos de 1h, o aparelho será portátil. Com isso, poderá ser levado a áreas de difícil acesso, como periferias e zonas rurais.

Porém, o kit deve chegar ao Sistema Único de Saúde – SUS, só em 2014. Nele, o Ministério da Saúde espera também reduzir a taxa de prevalência das doenças entre grávidas, a partir do diagnóstico rápido e precoce no pré-natal. Inclusive, essa é uma das metas do Programa Rede Cegonha, lançado pela presidente Dilma Rousseff. A cada ano no Brasil são registrados cerca de 19 mil casos de sífilis congênita.

De acordo com o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, o aparelho pode diagnosticar até 100 tipos diferentes de doenças, podendo ser usado por até 100 pacientes cada kit. “Esse equipamento, com o tempo, pode incorporar o diagnóstico de outras doenças infecciosas e podemos ampliar (o uso) não somente para o pré-natal, mas para toda a rede básica”, completou Alexandre Padilha, ministro da Saúde.

Investimentos e valores

No período de cinco anos, o ministério deve gastar cerca de R$ 950 milhões com a compra gradual das unidades. Além disso, dois milhões de kits devem ser comprados em 2014 e dez milhões de unidades em 2019. Para o ministro de Saúde, os kits nacionais serão suficientes para abastecer a rede pública de todo o país em cinco anos.

Em 2014, cada kit deverá custa R$ 30,40 no primeiro lote de compras, o que deve diminuir em 2019, quando o preço deve cair para R$ 21,50 de cada equipamento. Para os cofres públicos, a economia é estimada em R$ 177 milhões com a redução de importações e demais custos.

Fonte: Nova Hamburgo.org

Edital exige teste de HIV para concurso público da prefeitura de Matinhos, no Paraná, destaca O Globo Online

Um concurso público da prefeitura de Matinhos, litoral do Paraná, exige teste de HIV, além de exames de sangue e urina. A informação foi destaque no jornal O Globo Online desta quarta-feira. Segundo a reportagem a exigência é de caráter eliminatório. As vagas oferecidas pela prefeitura são nas áreas de Administração, Educação, Saúde e Serviços Gerais.

Segundo reportagem do jornal O Globo Online, desta quarta-feira, um concurso para preencher vagas nas áreas de Administração, Educação, Saúde e Serviços Gerais na prefeitura de Matinhos, litoral do Paraná, pede exames de HIV para os candidatos, além de exames de sangue e urina.

De acordo com o texto, a exigência é de caráter eliminatório. O candidato deverá apresentar os resultados dos exames, entre eles, o que mostra que o paciente não está com o vírus, para só depois realizar exame médico normal.

A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLTT), que promove a cidadania desses grupos da população, recebeu denúncia de moradores do município, segundo o presidente da entidade, Tony Reis.

“Nós recebemos a denúncia de duas pessoas da cidade de que a prefeitura estaria discriminando as pessoas que têm aids. Ninguém deve ser obrigado a fazer teste compulsório de HIV. O objetivo disso é não selecionar o candidato com aids no trabalho. Hoje sabemos que as pessoas com HIV podem sobreviver 20, 25 e 30 anos Isso caracteriza um tipo de discriminação que precisamos combater”.

A Constituição prevê que são invioláveis a intimidade e a vida privada das pessoas, lembra Tony.

Em ofício enviado à prefeitura pedindo o fim da medida, ele cita um parecer de 1989 do Conselho Federal de Medicina a respeito da obrigação de um exame do tipo.

Segundo o texto, a realização de testes sorológicos de HIV viola direitos da pessoa, fere a Consolidação das Leis do Trabalho, além de contribuir em caso positivo para sua marginalização enquanto cidadão.

“A Organização Internacional do Trabalho (OIT) também é contrária a este tipo de medida. Toda a jurisprudência é contra essa tipo de pedido”, explica.

A Associação promete entrar na Justiça, caso não haja uma mudança no edital.

Na prefeitura de Matinhos, ninguém foi encontrado para comentar o caso.

Fonte: O Globo

Estudo revela como HIV se esconde dos remédios anti-Aids

O HIV está conseguindo escapar da ação de drogas antirretrovirais porque é capaz de passar diretamente de uma célula para outra.
A conclusão é de um novo estudo do laboratório do biólogo David Baltimore, ganhador do prêmio Nobel de Medicina em 1975.
Realizando experimentos com culturas de células no Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia), o grupo do cientista oferece uma explicação de por que o coquetel anti-Aids reduz o número de vírus nos soropositivos, mas não cura a infecção.
Em geral, uma célula infectada se rompe e libera HIVs soltos no plasma sanguíneo.

Esses vírus vagam pelo sangue até encontrar outro linfócito T CD4+, a célula do sistema imune que o HIV ataca. É quando os vírus estão soltos que a droga age.

Baltimore e seus colegas, porém, mostraram que uma parcela menor da transmissão ocorre diretamente, de célula para célula, quando dois linfócitos entram em contato no sangue.

É nesses casos que os antirretrovirais falham. A infecção célula a célula não é tão frequente mas, quando ocorre, a quantidade de vírus transferida é grande. Explorando essa brecha de segurança, o vírus consegue sobreviver como um reservatório latente dentro das células, mesmo quando o sangue está repleto de moléculas das drogas antirretrovirais.

ESPERANÇA FRUSTRADA
“No início dos anos 1990, quando os inibidores de protease [primeira classe eficaz de droga anti-HIV] surgiram, os médicos estavam medindo o ritmo de queda da carga viral dos soropositivos e concluindo que, com tal redução, os pacientes estariam curados em alguns anos”, disse à Folha Alex Sigal, cientista que coordenou o trabalho.
“Algumas pessoas vêm sendo tratadas com antirretrovirais por mais de 15 anos, mas, se você para de administrar a droga, o vírus volta.”

Sigal descobriu o problema da transmissão célula a célula ao realizar um experimento em que cultivou linfócitos vivos num pires de laboratório para comparar os dois tipos de transmissão.

Quando as células estavam separadas, o efeito da droga sobre o HIV foi muito mais acentuado do que quando estavam juntas.
Segundo os cientistas, que descrevem o trabalho em um estudo publicado hoje na revista “Nature”, a descoberta é também uma má notícia para a criação de uma vacina terapêutica anti-HIV. Esse preparado estimularia o sistema imune a atacar o vírus, mas sua ação se limitaria ao exterior dos linfócitos. A transmissão célula a célula seria um problema.

Mas há esperança de que isso não ocorra no uso preventivo de uma vacina, afirma Sigal. Se o organismo conseguir combater o vírus logo que ele entra, não haveria brecha para a formação de um reservatório.

Estudos de opções terapêuticas no laboratório de Baltimore, porém, já sofreram uma mudança de abordagem.

“Estamos buscando inibidores de infecção do HIV que não funcionam da mesma maneira que as drogas antirretrovirais”, afirma Sigal.

“Essas novas drogas afetam a célula infectada. Assim, não importa quantos vírus estão dentro dela.”

Fonte: PauloRios.org

Exame de HIV com chip pode substituir teste laboratorial, diz estudo

Um teste de sangue portátil e barato feito com a ajuda de um chip é tão seguro quanto os exames laboratoriais caros para detectar o HIV, o vírus causador da Aids, afirma um estudo feito em Ruanda, na África, e publicado nesta semana na revista “Nature Medicine”.

O teste, feito em um aparelho do tamanho de um cartão de crédito, também é capaz de detectar outras doenças infecciosas, como a sífilis.

Chamado de “mChip”, o exame derruba três barreiras para o teste de HIV em larga escala em países pobres: a dificuldade de acesso, os altos custos e a demorada espera por resultados.

Segundo o líder do estudo, a novidade permite que as pessoas sejam testadas em qualquer lugar – sem a necessidade de ir até uma clínica.

A expectativa é que o chip custe US$ 1 por unidade – bem mais barato que a alternativa laboratorial.

Fonte: G1

Camisinha deve ser a principal, mas não a única forma de prevenir o HIV, defende ativista Mário Scheffer em artigo para O Globo

Está em curso uma revolução na prevenção do HIV. Cada vez mais evidências comprovam que o uso correto de medicamentos antirretrovirais reduz drasticamente o risco de transmissão do vírus em relações sexuais.

Ao baixar a níveis indetectáveis a quantidade de vírus que circula no sangue e nas secreções genitais, o tratamento adequado, seguido à risca, com adesão do paciente, quase elimina a possibilidade de um portador transmitir o HIV para outra pessoa.

Se todos que se expõem ao risco de infecção tiverem acesso ao teste de HIV o quanto antes e, diante do resultado positivo, iniciarem o tratamento no momento certo, aciona-se um freio sem precedentes no avanço da aids.

Além do proveito terapêutico individual, o tratamento firmou-se como um benefício preventivo global.

Num estudo de resultados ainda cautelosos, com a chamada profilaxia pré-exposição, indivíduos expostos ao risco, ao tomar medicamentos anti-aids, registraram muito mais proteção contra a infecção pelo HIV.

O tratamento antirretroviral de urgência – antes recomendado apenas para gestantes, vítimas de estupro e profissionais de saúde expostos ao vírus – agora já é preconizado para populações vulneráveis que tiveram relações sexuais desprotegidas.

O controle da aids sempre dependerá do comportamento das pessoas e de fatores sociais e culturais. Daí a importância de políticas inclusivas e de direitos humanos, que estimulem situações mais favoráveis à prevenção.

Obviamente, a prioridade continua a ser o uso consistente do preservativo por todos, na maioria das relações sexuais, e por toda a vida. Mas, se tomada como única alternativa, essa política infelizmente se mostra um fracasso retumbante.

O uso dos antirretrovirais como ferramenta para conter a epidemia de aids traz embutido, é fato, o risco de que os interesses comerciais da indústria farmacêutica passem a pautar a política de prevenção. Há que se lembrar, por outro lado, que a simples noção de que a aids tem remédio já mostrou ter um efeito colateral perigoso, ao provocar o relaxamento nos hábitos de sexo seguro.

Além do mais, a ampliação do tratamento com fins preventivos exigiria do Brasil o incremento da sua capacidade de produção de genéricos e a radicalização do questionamento das atuais regras de propriedade intelectual e de patentes.

Por aqui, há mais pedras no caminho: a hegemonia daqueles que negam o perfil de uma epidemia concentrada, vacilantes em expor que alguns grupos e os grandes centros são afetados pelo HIV de forma mais contundente e, por isso, merecem políticas diferenciadas de prevenção; e o alto índice de diagnóstico tardio, com a chegada de milhares de pessoas já doentes de aids na rede de saúde, pois existem pelo menos 250 mil soropositivos que nem sequer sabem que têm o HIV.

É inescapável ao programa brasileiro de aids assumir a prevenção combinada, que consiste em conjugar o tratamento universal e oportuno, com a massificação da testagem rápida anti-HIV, os métodos comportamentais e o uso facilitado de preservativo masculinos, femininos e gel lubrificante, garantindo a livre decisão sobre as opções disponíveis de prevenção.

Para retomar a vanguarda perdida, o país precisa tirar do lugar indicadores estacionados, alterar radicalmente nos próximos anos a dinâmica da epidemia da aids, reduzindo o número de adoecimentos, de mortes e de novas infecções pelo HIV.

Fonte: O Globo

Monstruosidade: Pai injeta vírus do HIV em seu filho bebê

Existem pessoas cruéis, existem criminosos, mas acho que poucas vezes ouvi falar de alguém tão desgraçado do que o pai de Brryan Jackson. Brian Stewart tinha um relacionamento complicado com Jennifer Jackson, que ficou grávida em 1991. Ele não reconheceu a paternidade, mas os testes provaram o contrário.

Quando ela levou seu filho de 11 meses de idade para o hospital com asma algo mudou. Ele passou a estar sempre doente. Visitando diversos médicos e descartando diferentes diagnósticos, Brryan descobriu que era portador do vírus HIV em 1996.

A contaminação do garoto era um mistério, afinal ele não nasceu com o vírus, não havia feito uma transfusão de sangue e logicamente não tinha vida sexual. Foi então que Jennifer lembrou que naquela visita ao hospital em 92 ela deixou seu filho sozinho com Brian.

Ele era responsável por tirar sangue das pessoas no hospital e já havia ameaçado usar uma seringa com sangue contaminado como arma.

O julgamento foi complicado pois ninguém havia testemunhado o ato, mas diversas pessoas confirmaram que ele queria se livrar da família, não queria pagar pensão e que ele tinha acesso a sangue contaminado.

Por fim ele foi condenado à prisão perpétua e o juiz disse ao dar o veredito que Brian era tão ruim quanto o pior criminoso de guerra. “Eu acredito que quando deus finalmente chamar você, você vai queimar no inferno por toda a eternidade”, concluiu.

Hoje Brryan tenta viver normalmente, vai ao colégio, tem planos para a faculdade e faz parte do time de líderes de torcida. Claro que não são só flores, ele já teve que se afastar de amigos por pedido dos pais deles, geralmente não é convidado para festas de aniversário e não pode usar o bebedouro do colégio. Brryan toma diariamente 23 pílulas, 3 medicamentos intravenosos e 2 injeções.

Ele atualmente faz campanha pelas pessoas HIV positivas, pensa em entrar para a política e diz que perdoou o pai. Seus amigos afirmam que ele é uma pessoa muito positiva e que faz de tudo para alegra-los. Brryan faz parte do projeto Kindle, que organiza uma colônia de férias para crianças com o vírus da AIDS.

Quando chagou lá, há 7 anos, Brryan chorava muito e era tímido, mas agora ele ajuda crianças a passarem por este difícil momento.

O garoto é um exemplo de como superar problemas na vida, diz que as vezes acorda de ma maneira que não quer sair da cama, mas eu não perdoaria este cara nunca por ter acabado com a minha vida ainda quando bebê.

Fonte: FátimaNews

Risco de transfusão de HIV por transfusão diminui

 Risco de transmissão de HIV por transfusão sanguinea vem caindo no Brasil – Resultados do Projeto REDS

Os resultados dos estudos do Projeto REDS – Retrovirus Epidemiology Donor Study – mostram que o risco de transmissão do vírus HIV por transfusão no Brasil (risco residual para HIV) vem caindo em relação a estimativas anteriores.

Embora ainda seja mais alto do que em países desenvolvidos nos quais o risco é de 1/1.000.000-2.000.000 (cerca de 10 a 20 vezes), os  resultados do estudo REDS mostram que, desde a última análise, o risco no Brasil caiu de 1/60.000 para 1/100.000 transfusões.

Como estes números são muito pequenos, muitas vezes é difícil de se ter a dimensão exata do problema. Como exemplo podemos comparar o risco residual para HIV com a chance de se ganhar na loteria federal: se no exato momento de um paciente receber uma transfusão de sangue lhe fosse oferecido  um bilhete de loteria  federal, a chance dele ganhar na loteria seria maior do que se infectar pelo vírus  HIV com a transfusão (1/75.000 contra 1/100.000). Além disso, embora a chance de ganho com a loteria federal seja 600 vezes maior que com a megasena, não podemos dizer que a chance de se ganhar na loteria federal seja alta. Da mesma forma, embora a chance de se adquirir uma  infecção pelo vírus HIV por tranfusão seja 10-20 vezes maior no Brasil do que nos países desenvolvidos, também não podemos dizer que este risco seja alto.

Mesmo assim, o Brasil vem trabalhando sistematicamete para reduzir cada vez mais este risco. E os resultados atuais do estudo REDS mostraram isto: a redução de 1/60.000 para 1/100.000 no risco residual para HIV. Mas, para melhorarmos ainda mais e chegarmos a patamares semelhantes aos Europeus e Americanos, dependemos fundamentalmente de dois fatores:

  • que as pessoas deixem de procurar o banco de sangue para fazer seu teste para HIV (os dados sugerem que este tipo de atitude ajude no aumento do risco no Brasil). Para testagem para HIV os governos estaduais oferecem locais específicos e destinados à este fim. A doação de sangue não deve ser utilizada para esta finalidade.
  • que sejam incluídos testes como o NAT que diminuam a janela imunológica. Os Hermocentros de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Santa Catarina já estão realizado testes NAT em sua rotina e, de acordo com a Gerência Geral de Sangue do Ministério da Saúde, até março de 2011, aproximadamente 70% do sangue público transfundido no Brasil será testado pelo NAT antes da transfusão.

Os resultados obtidos com o estudo REDS são fruto de um esforço coletivo entre 3 grandes bancos de sangue públicos do país: Fundação Pro Sangue Hemocentro de São Paulo, Hemominas e Hemocentro de Pernambuco. Com exceção dos países desenvolvidos, poucos países possuem dados estatísticos como estes. China, Índia e outros países da America Latina, ainda não sabem dizer qual é o risco residual para HIV em sua população de doadores.

Fonte: Fundação Pró-Sangue

Quase 200 mil pessoas foram testadas para o HIV em aproximadamente um mês no Estado de São Paulo, informa Secretaria da Saúde

Do total de exames, 28.249 foram testes rápidos, com a apresentação de resultado em aproximadamente 15 minutos a partir da coleta de sangue. A projeção inicial era de realizar 20 mil testes rápidos, marca ultrapassada em 41%.

A região de São José do Rio Preto foi a que mais registrou procura pelos testes. Foram 18.650 exames (normais e rápidos) durante a campanha.

Com relação aos exames rápidos, a capital foi a que mais realizou, totalizando 3.212 testes. Em segundo e terceiro foram Santos, com 2.821 exames, e Campinas, com 2.582.

“Esta edição do Fique Sabendo foi um sucesso e a conscientização quanto à importância de se fazer o teste deve continuar após a campanha. É de fundamental importância que as pessoas com vida sexual ativa façam o exame para descobrirem se são ou não portadoras do vírus HIV”, afirma a coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids, Maria Clara Gianna.

Uma apuração preliminar dos testes rápidos realizados em todo Estado aponta a ocorrência de 276 casos positivos de HIV, sendo 71% em homens, com maior prevalência dentro da faixa etária dos 25 a 39 anos e 29% em mulheres, com maior prevalência entre os 40 e 49 anos.

Na edição de 2009, foram registrados 730 casos positivos entre os testes rápidos.

Em parceria com Agência Aids, 1031 testes rápidos foram realizados em cinco unidades do SESC

Para marcar o Dia Mundial de Luta contra a Aids, a Agência de Notícias da Aidspromoveu, com apoio dos Programas Estadual e e Municipal de DST/Aids, aconselhamento e testagem para o HIV nas unidades do Serviço Social do Comércio (SESC) de Santana, Pompéia, Ipiranga, Vila Mariana e Pinheiros.

Um total de 1031 pessoas foram testadas no 1º de dezembro, e 4 receberam diagnostico positivo para o vírus da aids.

A iniciativa contou também com atividades culturais, como uma releitura da obra de Renato Russo pela cantora Lua Reis, uma colagem sobre a história da aids, feita a partir de uma oficina coordenada pela representante da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids, Micaela Cyrino, e uma roda de ciranda com o artista Antonio Nóbrega.

Fique Sabendo 2010 – Testes por região

São José do Rio Preto: 18.650
Mogi das Cruzes: 15.904
Sorocaba: 15.085
Presidente Prudente: 14.688
Campinas: 13.846
Taubaté: 12.864
Osasco: 12.014
Piracibaca: 9.524
Santos: 8.492
Bauru: 7.739
Botucatu: 7.685
Ribeirão Preto: 7.665
Marília: 7.548
Santo André: 7.251
Araraquara: 5.658
Capital: 5.295
Assis: 4.671
Araçatuba: 4.537
Registro: 4.245
São João da Boa Vista: 4.135
Barretos: 3.331
Franca: 3.314
Franco da Rocha: 1.978
Total: 196.119

Fonte: Agência de Noticias da AIDS

HIV EM PAUTA: Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue

Anualmente o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue é celebrado em 25 de novembro, instituído através do Decreto Presidencial nº 53.988 de 30 de junho de 1964. A Semana do Doador Voluntário de Sangue, comemorada na última semana do mês de novembro, foi instituída por um decreto publicado no Diário Oficial da União em 21 de novembro de 2003, assinado pelo Presidente da República Sr. Luiz Inácio Lula da Silva.

E a data é festejada pelos Serviços de Hemoterapia públicos de todo o país.
O Ministério da Saúde, em comemoração a semana, que este ano é de 21 a 27 de novembro, reforçará a campanha Doe Sangue e Faça Alguém Nascer de Novo com a veiculação do filme nas redes de TVs, hotsite:
http://www.facaalguemnascerdenovo.com.br/, spots e email marketing.

Dados sobre doação

No Brasil, 1,9% da população doa sangue. A Organização Mundial de Saúde preconiza que 3 a 5% da população doe sangue, conforme necessidades regionais, estaduais e municipais.
Em reforço ao aumento de nº de doadores voluntários, as hemorredes estaduais desenvolvem programas de multiplicadores como o “Programa Doador do Futuro” e “Clube 25”, que trazem o significativo aumento do número de doadores jovens, entre 18 a 29 anos. Há também, um significativo crescimento das doações fidelizadas na faixa etária entre 29 e 49 anos, o que demonstra um período de busca da determinação de conceitos e questões sociais que permeiem suas ações de saúde neste grupo; e, temos um número mais reduzido de doadores com mais de 50 anos, faixa etária que predispõe a consciência plena de valores e, sobretudo a multiplicação destes em ampla escala social. A legislação atual recomenda que o candidato a doação deva estar entre a faixa etária de 18 a 65 anos.
Mesmo com estas ações de captação de doadores, a hemoterapia brasileira enfrenta o desafio de suprir a crescente demanda de sangue provocada, até mesmo pelo próprio setor saúde, como: o incentivo e aumento efetivo do número de transplante; uso do sangue como suporte terapêutico em patologias hematológicas, propiciadas pelo aumento da atenção integral as pacientes; endemias recorrentes (dengue); imunizações em maior escala (candidatos tornam-se inaptos por pelo menos trinta dias); e, especialmente, a redução de doadores em média de 30% em períodos comemorativos (natal) e festivos (carnaval), paralelo ao aumento de transfusões nas unidades de emergência nestes períodos.

Fonte: Ministério da Saúde

Rio tem casos de infecção simultânea de Aids por HIV 1 e 2, com impacto sobre o tratamento

Brasil já registra a coinfecção por dois vírus distintos causadores da Aids, o HIV-1 e o HIV-2. Pesquisadores da Fiocruz identificaram a situação em 15 amostras de sangue de pacientes do Rio de Janeiro e fizeram ontem um alerta: o problema pode ser ainda mais disseminado do que se imagina e ter um impacto significativo no tratamento.

” Começamos, então, uma busca ativa pelo HIV-2. Por coincidência, pesquisadores do laboratório de análises clínicas Sérgio Franco tinham começado a encontrar resultados que apontavam para a coinfecção “

Os dois vírus causam a síndrome da imunodeficiência adquirida, mas têm origens evolutivas totalmente diversas. Por isso mesmo, apresentam diferenças significativas entre seu genoma e biologia. Originalmente, eram vírus que atingiam populações distintas de macacos, causando doenças diferentes, e que saltaram para populações humanas em momentos diversos.

O HIV-2 teria surgido primeiro, na década de 40, possivelmente na Guiné Bissau. O HIV-1, por sua vez, apareceu uns 20 anos depois, na atual República Democrática do Congo.

“Em relação ao HIV-1, a infecçãopelo tipo 2 difere por ter uma evolução mais lenta para os quadros clínicos relacionados. Também há evidências de que a transmissão vertical (mãe-filho) e sexual não seja tão eficiente quando comparada ao HIV-1″, explica nota divulgada ontem pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC). Talvez por isso mesmo, o HIV-1 tenha se espalhado rapidamente pelo mundo, gerando uma pandemia, enquanto o tipo 2 permaneceu bem mais restrito a algumas regiões da África.

De acordo com números de 2008 da Organização Mundial de Saúde (OMS), dos 34 milhões de soropositivos do mundo, apenas 2 milhões seriam pessoas infectadas pelo HIV-2. Tamanha diferença acabou gerando uma sobreposição do tipo 1 e, em muitos casos, a coinfecção.

No início da epidemia mundial de Aids, nos anos 80 e 90, chegou-se a especular que o Brasil seria um forte candidato a registrar um número significativo de casos do tipo 2, uma vez que o HIV-2 era originário de países africanos de língua portuguesa, ex-colônias de Portugal. Com os testes ainda não muito acurados, havia muita informação contraditória sobre a presença ou não do tipo 2 no país.

Testes comuns não distinguem tipo viral

Em 1991, o Gafrèe Guinle, que atendia a pacientes soropositivos, registrou, juntamente com pesquisadores americanos, três casos de coinfecção pelos dois vírus. Em 2005, foi registrado também o caso de uma estudante africana. E era tudo o que se tinha no país em termos de casos descritos.

- Recentemente, por conta de um projeto do Ministério da Saúde, que queria saber o que exatamente estava acontecendo, o meu laboratório começou a desenvolver algumas metodologias – conta a geneticista Ana Carolina Vicente, chefe do Laboratório de Genética Molecular de Microorganismos do IOC e coordenadora da pesquisa. – Começamos, então, uma busca ativa pelo HIV-2. Por coincidência, pesquisadores do laboratório de análises clínicas Sérgio Franco tinham começado a encontrar resultados que apontavam para a coinfecção.

Foram 15 amostras testadas no laboratório do IOC, tanto sorologicamente quanto molecularmente, confirmando a coinfecção pelos dois tipos.

Os testes normalmente feitos para diagnóstico de HIV indicam a presença do retrovírus, mas não necessariamente detalham o seu tipo. Do ponto de vista dos bancos de sangue e da disseminação do vírus, o fato de se desconhecer a incidência do tipo 2, como esclarece a geneticista, não é potencialmente perigoso. Ou seja, não há o risco de um doador estar contaminado sem que se perceba. Mas, no caso do tratamento, a questão é diferente.

- No Brasil, o tratamento é universal e pago pelo governo. Ocorre que os antirretrovirais não têm exatamente a mesma performance contra os tipos 1 e 2 do vírus – explica a pesquisadora. – Se uma pessoa está coinfectada e é tratada como se fosse somente tipo 1, ela pode até ter a infecção controlada, mas muitos de seus marcadores podem continuar debilitados. Muitos médicos, nesses casos, podem pensar, erroneamente, que o indivíduo é resistente ao tratamento. E pode não ser nada disso. Mapeando os tipos, poderemos oferecer um tratamento mais específico.

Os especialistas acreditam que uma pessoa infectada pelos dois tipos apresentaria infecções distintas. Mas também, em tese, poderia acontecer a troca de material genético entre os tipos, gerando um vírus híbrido. Pouco se sabe sobre a evolução clínica de uma coinfecção, muito menos sobre o que aconteceria no caso de um híbrido.

- Estamos em comunicação direta com o Ministério da Saúde – conta Ana Carolina. – Claro que temos que expandir esse universo, já há um projeto nesse sentido, o ministério está dando embasamento para criarmos sentinelas em grupos do Brasil todo para o levantamento da situação.

Fonte: AgÊncia O Globo

Veja alguns cuidados que se deve ter antes e depois de doar sangue

Há critérios que permitem ou que impedem uma doação de sangue, que são determinados por normas técnicas do Ministério da Saúde, e visam à proteção ao doador e a segurança de quem vai receber o sangue.

O doador deve…
– levar documento oficial de identidade com foto (identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira do conselho profissional ou carteira nacional de habilitação);
– estar bem de saúde;
– ter entre 18 e 65 anos;
– pesar mais de 50 quilos
– não estar em jejum; evitar apenas alimentos gordurosos nas 4 horas que antecedem a doação.

Impedimentos temporários
– Febre
– Gripe ou resfriado
– Gravidez
– Puerpério: parto normal, 90 dias; cesariana, 180 dias
– Uso de alguns medicamentos
– Pessoas que adotaram comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis

Cirurgias e prazos de impedimentos
– Extração dentária: 72 horas
– Apendicite, hérnia, amigdalectomia, varizes: 3 meses
– Colecistectomia, histerectomia, nefrectomia, redução de fraturas, politraumatismos sem seqüelas graves, tireoidectomia, colectomia: 6 meses
– Ingestão de bebida alcoólica no dia da doação
– Transfusão de sangue: 1 ano
– Tatuagem: 1 ano
– Vacinação: o tempo de impedimento varia de acordo com o tipo de vacina

Impedimentos definitivos
– Hepatite após os 10 anos de idade
– Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças transmissíveis pelo sangue: hepatites B e C, AIDS (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas
– Uso de drogas ilícitas injetáveis
– Malária

Intervalos para doação
– Homens: 60 dias (até 4 doações por ano)
– Mulheres: 90 dias (até 3 doações por ano)

Doe sangue com responsabilidade
Você sabe o que é janela imunológica? É o período entre a contaminação da pessoa por um determinado agente infeccioso (HIV, hepatite…) e a sua detecção nos exames laboratoriais.

No período da janela imunológica, os exames são negativos, mas mesmo assim o sangue doado é capaz de transmitir o agente infeccioso aos pacientes que o receberem.

A sinceridade ao responder as perguntas do questionário que antecede a doação é importante para evitar a transmissão de doenças aos pacientes. Nunca doe sangue se você quiser apenas fazer um exame para aids. Neste caso, procure um Centro de Testagem Anônima e gratuita.

Cuidados pós-doação
– Evitar esforços físicos exagerados por pelo menos 12 horas
– Aumentar a ingestão de líquidos
– Não fumar por cerca de 2 horas
– Evitar bebidas alcóolicas por 12 horas
– Manter o curativo no local da punção por pelo menos de 4 horas
– Não dirigir veículos de grande porte, trabalhar em andaimes, praticar paraquedismo ou mergulho

Fonte: Inca (Rio de Janeiro)

Tipos de sangue – de quem pode receber e para quem pode doar

A+
Pode receber de: A+, A-, O+, O-
Pode doar para: A+, AB+

A-
Pode receber de: A-, O-
Pode doar para: A+, A-, AB+, AB-

B+
Pode receber de: B+, B-, O+, O-
Pode doar para: B+, AB+

B-
Pode receber de: B-, O-
Pode doar para: B+, B-, AB+, AB-

AB+
Pode receber de: A+, A-, B+, B-, AB+, AB-, O+, O-
Pode doar para: AB+

AB-
Pode receber de: A-, B-, AB-, O-
Pode doar para: AB+, AB-

O+
Pode receber de: O+, O-
Pode doar para: A+, B+, AB+, O+

O-
Pode receber de: O-
Pode doar para: A+, A-, B+, B-, AB+, AB-, O+, O-

Fonte: Fundação Pró-Sangue Hemocentro de São Paulo

LOCAIS PARA DOAR

Veja onde você pode doar sangue

Rio de Janeiro

- Hospital do Câncer I (Unidade Hospitalar do INCA)
Praça Cruz Vermelha, 23 / 2° andar – Centro – Rio de Janeiro
Horário: segunda a sexta-feira das 7h30 às 14h30; sábado das 8h às 12h
Para doação de plaquetas é necessário agendar pelo telefone (21) 2506-6064

- Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti – HEMORIO
Endereço: Rua Frei Caneca 08, CEP: 20211-030, Rio de Janeiro/RJ
Telefone: 0800 2820708 Fax: (21) 2224-7030

São Paulo

- Fundação PRÓ-SANGUE Hemocentro de São Paulo
Endereço: Av. Enéas Carvalho Aguiar, 155 1º andar, Pinheiro, CEP: 05403-000 -São Paulo/SP
Telefone:(11) 3085-9484 / 3085-3061 Fax: 3088-8317

- Hemocentro Regional de Ribeirão Preto
Endereço: Rua Tenente Catão Roxo, nº 2501, Monte Alegre, CEP: 14051-140-Ribeirão Preto/SP
Telefone:(11) 853-2254 / 853-8784 fax: (11) 3069-7107

- Hemocentro Regional de Marília
Endereço: Rua Lourival, nº 240, Bairro Fragata, CEP: 17519-050 Marília/SP
Telefone: (14) 421-1868 Fax: (14) 433-0148

- Hemocentro Regional de Campinas
Endereço: Rua Carlos Chagas, s/n, Cidade Universitária Prof. Zeferino Vaz – CP 16198, CEP: 13081-970-Campinas/SP
Telefone: (19) 3788-8733 / 3788-8700 Fax: (19) 3788-8750

- Hemocentro Regional de Botucatu
Endereço: UNESP – Campus de Botucatu – Faculdade de Medicina Distrito de Rubião Júnior s/nº – CEP: 18618-000 Botucatu – SP

Espírito Santo

Centro de Hemoterapia e Hematologia do Espírito Santo – HEMOES
Endereço: Av. Marechal Campos,1468, Maruípe, CEP: 29040-090 – Vitória/ES
Telfone:(27) 3137-2462 / 3137-2463 Fax: (27) 3137-2455

Minas Gerais

Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia de MG – HEMOMINAS
Endereço: Rua Domingos Vieira, 319 – 2º andar – Santa Efigênia, CEP: 30150-240-Belo Horizonte/MG
Telefone:(31) 3241-6333 / 3241-1134 / 3241-6506 Fax: 3241-6507

Distrito Federal

Fundação Hemocentro de Brasília
SMHN Quadra 03 – Conjunto A, Asa Norte, Brasília – DF – 70710-100
Telefone: (61) 327-4462 Fax : (61) 327-4442

Mato Grosso

Centro de Hemoterapia e Hematologia de Mato Grosso – HEMOMAT
Endereço: Rua 13 de junho, nº 1055, Centro, Cuiabá – MT – 78005-100
Telefone: (65) 623-0044 / 624-9031 Fax : (65) 321-0351

Mato Grosso do Sul

Centro de Hemoterapia e Hematologia do Mato Grosso do Sul – HEMOSUL
Endereço: Av. Fernando Correia da Costa, nº 1304, Campo Grande – MS – 79004-310
Telefone: (67) 312-1500 / 312-1502 Fax : (67) 312-1533

Goiás

Centro de Hemoterapia e Hematologia de Goiás – HEMOG
Endereço: Av. Anhanguera 5195, Setor Coimbra, Goiania – GO – 74535-010
Telefone: (62) 291-5020 / 233-5803 Fax: (62) 233 4862

Bahia

Centro de Hematologia e Hemoterapia da Bahia – HEMOBA
Endereço: Av. Vasco da Gama, s/nº Rio Vermelho, CEP: 40240-090, Salvador/BA
Telefone:(71) 357-0900 Fax: (71)357-2718

Alagoas

Centro de Hematologia e Hemoterapia de Alagoas – HEMOAL
Endereço: Av. Jorge de Lima, nº 58 Trapiche da Barra, CEP: 57010-300, Maceió
Telefone: (82)315-2106 / 315-2102 Fax: (82)315-2103

Sergipe

Centro de Hematologia e Hemoterapia de Sergipe – HEMOSE
Endereço: Av. Trancredo Neves, s/nº – Centro Adm. Gov. Augusto Franco, CEP: 49080-470 , Aracaju – SE
Telefone: (79) 259-3191 259-3033 Fax: 259-3201

Paraíba

Centro de Hematologia e Hemoterapia da Paraíba – HEMOÍBA
Endereço: Av. D. Pedro II, 1119, Torre, CEP: 58040-013, João Pessoa/PB
Telefone: (83) 218-7610 / 222-4754 Fax: (83)218-7600

Maranhão

Centro de Hematologia e Hemoterapia do Maranhão – HEMOMAR
Endereço: Rua 5 de Janeiro, s/nº , Jordoa, CEP: 65040-450, São Luis/MA
Telefone: (98) 216-1100 Fax: (98)243-4157

Rio Grande do Norte

Centro de Hematologia e Hemoterapia do Rio Grande do Norte – HEMONORTE
Endereço: Av. Adm. Alexandrino de Alencar, s/nº Tirol, CEP: 59015-350, Natal/RN Telefone: (84) 232-6702 / 232-6767 Fax: (84) 232-6703

Piauí

Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí – HEMOPI
Endereço: Rua Álvaro Mendes, 1988- Centro, CEP: 59015-350, Terezina/PI
Telefone:(86) 221-4927 / 221- 4989 Fax: (86) 221-7600

Pernambuco

Centro de Hematologia de Pernambuco – HEMOPE
Endereço: Av. Ruy Barbosa, 375, CEP: 52011-040, Recife/PE
Telefone:(81) 3416-5430 / 3421-6063 Fax: (81)3421-5571

Ceará

Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará – HEMOCE
Endereço: Av. José Bastos, 3.390 – Rodolfo Teófilo, CEP: 60435-160, Fortaleza/CE
Telefone:(85) 433-4364 / 33-4367 Fax: (85) 433-4420

Amazonas

Centro de Hemoterapia e Hematologia do Amazonas – HEMOAM
Endereço: Av. Constantino Nery , 3240 Chapada, CEP: 69055-200, Manaus/AM
Telefone:(92) 656-4020 Fax: (92) 656-2066

Pará

Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará – HEMOPA
Endereço: Trav. Padre Eutiquio, nº 2109, Bairro Batista Campos, CEP: 66033-000, Belém/PA
Telefone:(91) 242-6905 / 242-2404 Fax: 242-9100 Ramal: 338/ 339/ 340

Acre

Centro de Hemoterapia e Hematologia do Acre – HEMOACRE
Endereço: Av. Getúlio Vargas, nº 2787, Vila Ivonete, CEP: 69914-500, Rio Branco/AC
Telefone: (68) 228-1494 Fax: (68) 228-1500

Amapá

Centro de Hemoterapia e Hematologia do Amapá – HEMOAP
Endereço: Av. Raimundo Alvares da Costa, s/nº – Jesus de Nazaré – CEP: 68908-170, Macapá/AP
Telefone:(96) 212-6139 Fax: (96) 212-6220 PABX: (96) 212-6221

Rondônia

Centro de Hematologia e Hemoterapia de Rondônia – HEMERON
Endereço: Av. Circular II, s/nº, Setor Industrial, CEP: 78900-970-Porto Velho/RO
telefone:(69) 216-5489 Fax: (69)216-5485

Roraima

Centro de Hemoterapia e Hematologia de Roraima HEMORAIMA
Endereço: Av. Brigadeiro Eduardo Gomes, s/nº, CEP: 69304-650, Boa Vista/RR
telefone:(95) 623-1990 / 623-1316 Fax: (95) 623-2634

Tocantins

Centro de Hemoterapia e Hematologia de Tocantins – HEMOTO
Endereço: 301 Norte Conj. 02 Lt. I, CEP: 77.030-010, Palmas/TO
Telfone:(63) 218 3282 Fax: (63) 218-3284

Rio Grande do Sul

Centro de Hemoterapia e Hematologia do Rio Grande do Sul – HEMORGS
Endereço: Av. Bento Gonçalves nª 3.722 Partenon, CEP: 90650-001, Porto Alegre/RS
Telefone: (51) 3336-6755 Fax: (51) 3339-4526

Santa Catarina

Centro de Hemoterapia e Hematologia de Stª Catarina – HEMOSC
Endereço: Av. Othon Gama D’eça, 756 Praça D. Pedro I – Centro, CEP: 88015-240 Florianópolis/SC
Telefone:(48) 251-9700 Fax : (48)251-9742

Paraná

Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná – HEMEPAR
Endereço: Travessa João Prosdócimo, 145, CEP: 80060-220, Curitiba/PR
Telefone:(41) 362-2030 Fax : (41) 264-7029

Fonte: G1

Clínica da Mulher realiza semana de testes rápidos contra o HIV em Rolim de Moura/RO

Dando continuidade à Campanha iniciada no Carnaval, a Clínica da Mulher de Rolim de Moura realizará entre os dias 22 e 26 de março, a Semana de teste rápido contra o vírus do HIV. O exame é gratuito e rápido.

O teste é realizado por meio de uma análise do sangue, onde fura-se a ponta do dedo para a retirada, como no teste de glicose. O resultado é rápido, em 10 minutos o paciente já obtém o resultado. “Todo o diagnóstico é dado de forma individual e sigilosa, preservando a identidade da pessoa para que não haja constrangimento”, esclarece a pscicóloga Ana Fuhji, coordenadora da Campanha no município, destacando ainda o medo da sociedade em relação ao exame. “Muitos deixam de realizar o teste pela gama de preconceito que acreditam ainda existir na sociedade. O que algumas vezes dificulta o diagnóstico, atrasando a orientação de como se tratar”, finalizou.

O atendimento iniciará as 7:00h, seguindo até as 11:00h. Homens e mulheres poderão realizar o teste; a unica exigência é a presença de um maior de idade quando na ocasião o paciente for menor de 18 anos.

Os resultados serão passados por um profissional. Caso seja diagnosticado um soro positivo, a pessoa receberá orientações necessárias e posteriormente seguirá com acompanhamento médico e psicossocial adequados. Para implantação da iniciativa, a Prefeitura convidou cinco profissionais capacitados, formando uma equipe multiprofissional composta por uma psicóloga, uma ginecologista, uma enfermeira, uma técnica em enfermagem e a Diretora da Clínica da Mulher.

Em Rolim de Moura foram registrados até dezembro de 2009, 47 pacientes portadores do vírus da imunodeficiência adquirida, o vírus da AIDS (HIV), sendo 25 em tratamento, duas crianças e três gestantes. Três novos casos foram registrados em idosos em 2010.
De acordo com Ana Fuhji, em Rolim de Moura a faixa etária dos portadores varia de 39 a 49 anos de idade, sendo homens e mulheres casadas.

No Brasil acredita-se que exista 600 mil pessoas com o vírus. Porém, o mais alarmante é que 250 mil ainda não sabem do próprio diagnóstico.

O diagnóstico precoce do HIV AIDS é decisivo para melhorar a resposta ao tratamento.

FOnte: Rondônia Dinâmica