Despedida do blog

Olá amigos!

Há exatamente quatro anos entrava no ar o blog HIV EM PAUTA.
O blog nasceu da necessidade de levar mais informação sobre o HIV/AIDS para quem acredita que ela é uma aliada no combate à doença. Infelizmente o blog se resume a uma única pessoa cuidando de tudo e não pude avançar com artigos próprios que pudessem auxiliar ainda mais. Não sou médico, nem especialista no assunto. Sou apenas uma pessoa querendo fazer o bem levando informação. O blog ficou angariado em publicações dos sites diversos que existem na internet e que publicam alguma matéria a respeito do tema. Somos um centralizador de conteúdo. Um facilitador, é verdade.
Há seis anos, um amigo – posso dizer isso apesar de não termos sido tão próximos – faleceu no auge dos seus 27 anos vítima de doenças oportunistas decorrentes da sua fragilidade por conta da Aids. E me lembro daqueles últimos dias como se fossem hoje. O blog foi também uma homenagem para ele.
Queria ter tido a oportunidade de noticiar aqui que verdadeiramente foi encontrada a cura. Queria ter noticiado que nenhum jovem se contaminou. Queria ter noticiado várias coisas mas a luta é diária. Cada passo de cada vez. Mas o que mais eu queria ter noticiado era que as pessoas, enfim, tornaram-se conscientes no respeito ao próximo e usam camisinha, se cuidam, se previnem. Imagine só noticiar isso sem ter a cura da Aids? Seria incrível ver que as pessoas tomaram consciência.
Mas hoje estou aqui para outra notícia: o encerramento do blog. Foram 4 anos, mais de 1.400 postagens, 360 mil visitas e muita, muita boa vontade. O sentimento é de dever cumprido. Sentimento de quem torce em ter plantado uma sementinha de conscientização.
Agradeço aqueles que estiveram com o blog nesse tempo todo, acessando, comentando, perguntando, compartilhando. Obrigado! Obrigado! Obrigado!
A luta continua! E como escrevi no primeiro post publicado em 27/11/2009 – somos um soldado, na imensa guerra. Seja você também.
O arquivo do blog estará disponível para acesso até 31/12/2013. Após essa data será definitivamente removido do ar.
Obrigado mais uma vez!
Mike Sousa – Hiv em Pauta
27/11/2013

Exame que detecta Aids e hepatite C com rapidez passa a ser obrigatório

A partir de agora um exame que detecta com mais rapidez a presença dos vírus da Aids e da hepatite C passa a ser obrigatório na rede pública e particular de saúde de todo Brasil

A vantagem desse teste em relação aos convencionais é que ele detecta a presença do DNA, ou seja, do material genético dos vírus que causam as doenças. Já os exames convencionais só identificam que organismo está infectado depois que um anticorpo se manifesta. Nesse estágio, a doença já está em um estágio mais avançado.

Segundo o Ministério da Saúde, o tempo de detecção da Aids vai cair de 22 para 10 dias e o da hepatite C, de 35 para 10 dias. Dessa forma, o sangue que estiver livre desses dois vírus também vai ser liberado mais rapidamente e com mais segurança para a doação.

Outra novidade anunciada é que a idade máxima para a doação de sangue aumentou de 67 para 69 anos. Com isso, segundo o Governo, dois milhões de pessoas poderão se tornar doadoras de sangue.

Fonte: G1

Prudence cria aplicativo para combater a AIDS

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Com o tema “A nossa batalha é na cama”, a DKT do Brasil, detentora da marca de preservativos Prudence, promove uma campanha em razão da proximidade do Dia Mundial da Aids (1º de dezembro).

A empresa desenvolveu o aplicativo Esquadrão Prudence, jogo eletrônico em que, a cada vez que receber um download, será doada uma camisinha as ONGs Equipe Voluntária Brasil e Barong, envolvidas com a causa de conscientizar a todos sobre o risco do sexo desprotegido.

No aplicativo, o usuário pode escolher entre os personagens “Trooper” ou “Troopete”, soldados que lutam contra o “Vírus HIV” em um labirinto.

O objetivo é encontrar os preservativos que garantirão proteção ao personagem e exterminarão o vírus. “Com esse jogo, podemos atingir de maneira divertida a todos, principalmente os mais jovens.

A Aids continua causando um grande risco à vida e o preservativo é a única maneira de prevenir a doença, e para garantir que o sexo seguro seja também prazeroso, desenvolvemos uma extensa linha de produtos que proporcionam mais prazer para os casais”, enfatiza a gerente de marketing da DKT do Brasil, Denise Santos.

No ano passado foram doados 43 mil preservativos para programas de apoio de combate ao HIV a partir do download do aplicativo. “Este ano, esperamos que esse número seja muito maior”, declara a executiva.

O jogo está disponível para os sistemas Android e IOS e também pela página da Prudence no Facebook.

Fonte: EXAME

Vacina brasileira contra aids testada em macacos pode esbarrar na falta de financiamento, informa agência EFE

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O Brasil começou a testar em primatas uma nova vacina contra a aids que utiliza partes do vírus HIV inalteráveis, ao contrário da maioria de pesquisas realizadas até o momento nas quais são utilizadas a proteína inteira, mas a iniciativa pode acabar esbarrando na falta de financiamento, informou a agência de notícias EFE.

A vacina, que está sendo desenvolvida pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) junto com o Instituto Butantan, tem como objetivo encontrar um método seguro e eficaz de imunização contra a aids para ser usado em seres humanos, declarou à EFE o pesquisador Edécio Cunha Neto.

“Todas as vacinas que foram testadas em humanos estavam baseadas em proteínas inteiras do vírus e nós não queríamos isso. Primeiro, porque as análises não tinham dado resultados e segundo porque a proteína inteira do vírus está altamente especializada em esconder-se da resposta efetiva do sistema imune”, explicou Cunha Neto, um dos responsáveis do projeto.

A opção escolhida pelos pesquisadores brasileiros, que foi aplicada em quatro macacos-rhesus adultos de entre dois e sete anos, foi a de isolar regiões constantes do subtipo mais comum do vírus e escolher dentro delas as mais “identificáveis” pelo sistema imune.

Durante a primeira fase dos testes, serão aplicadas nos macacos quatro doses, das quais três contêm fragmentos do HIV, enquanto a quarta tem como vetor um vírus que causa resfriado. A combinação de ambos os vírus causa uma resposta imune mais eficaz.

O objetivo dos testes, iniciadas no princípio de mês, é começar a identificar como o sistema imunológico responderá à vacina, que a partir do ano que vem começará a ser testada em um número maior de 28 primatas.

Nesta nova etapa, que durará dois anos, serão analisadas as combinações de três vírus diferentes compatíveis com os fragmentos do HIV usados na imunização dos animais.

No entanto, após a polêmica levantada pelas recentes invasões de ativistas no Instituto Royal, Cunha Neto lembrou que em nenhum momento os animais serão sacrificados.

“Como esses vetores virais já foram muito testados em macacos, nossa expectativa é que induzam a uma boa resposta”, declarou.

No entanto, a continuidade do projeto dependerá por último da autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e o financiamento para os testes clínicos em seres humanos, última fase antes do chamado “teste de eficácia” em grupo de população com risco de contrair o vírus.

Caso os testes tenham êxito, a vacina aumentaria as reações dos imunizados ao vírus, a capacidade de transmissão a outras pessoas, assim como uma melhora na qualidade de vida dos pacientes, embora seja pouco provável que erradique a infecção.

“O que vai acontecer no final da linha é que, se tivermos êxito, vamos ter uma vacina testada em um estudo clínico de fase 1 com um bom resultado, mas que vai depender do interesse de investidores e do governo para passar ao teste de eficácia”, disse o cientista.

Neste sentido, o pesquisador não confia na chegada de investimento privado já que, segundo sua opinião, além do custo e o risco de não funcionar, a vacina apresenta oportunidades de lucros “limitadas”.

“Seria uma vacina que depois sofreria uma pressão social muito grande para que o acesso chegue a países pobres, o que não pode ser um bom negócio para as empresas”, acrescentou.

Por este motivo, para Cunha Neto há poucas oportunidades reais de chegar ao último degrau previsto para 2020.

“Para ser realista, a oportunidade de chegar à fase três vai de mais para menos que de menos para mais. Mas, de minha parte, o que eu puder fazer para chegar a este ponto vou fazer”, lembrou.

Em sua opinião, até o momento só o governo brasileiro poderia ser um “potencial investidor” para a quantia exigida que o financiamento do projeto requer, já que só o investimento inicial para os “testes de eficácia” é de US$ 100 milhões.

“Eu não tenho como solicitar esse dinheiro às agências de fomento. Eu posso tentar convencer o governo a financiar esse tipo de despesa, mas para este tipo teste o valor geralmente não é atribuído”, lamentou Cunha Neto.

Fonte: EFE

Promotora entra com ação para anular teste de HIV em concurso da PM do Piauí

 

A promotora de Justiça da comarca de Teresina, Leida Maria de Oliveira Diniz, entrou com uma ação civil pública contra o Estado do Piauí pedindo a suspensão de alguns dispositivos colocados no edital do concurso da Polícia Militar. Os dispositivos referem-se a exigência de exames de sorologia para LUES (sífilis) e HIV e fixa altura mínima de 1,60m para homens e 1,55m para mulheres.

Provocado pelo grupo Matizes pela livre expressão sexual, o Ministério Público do Estado já havia feito uma recomendação para que a Secretaria de Administração modificasse o edital. Ela questionava, além dos dois itens mencionados, a exigência de ao menos 20 dentes naturais e a presença de tatuagens.

O secretário de Administração, Paulo Ivan, e o comando da Polícia Militar fizeram a modificação do edital apenas em relação aos dentes e tatuagens.

Para a promotora, ao cobrar exames de HIV/Sifilis/HCV, o Estado fere os princípios da isonomia, da proporcionalidade e da dignidade da pessoa humana. Leila Diniz reproduziu a portaria do Ministério da Saúde e do Trabalho afirmando que o soropositivo não acarreta prejuízos para a capacidade laborativa de seu portador.

O concurso já teve inscrições adiadas para as mudanças do edital. As provas estão previstas para 1º de dezembro, com 29 mil inscritos para 430 vagas. Os salários chegam a quase R$ 4 mil.

Fonte: Portal Cidade Verde via Agência de Notícias da AIDS

Novo anel intravaginal previne contra vírus da Aids e gravidez indesejada

Um novo anel intravaginal foi desenvolvido para agir contra o vírus da Aids e a gravidez indesejada ao mesmo tempo. O produto, apresentado nesta semana na reunião anual da Associação Americana de Cientistas Farmacêuticos, no Estado norte-americano do Texas, deve começar a primeira fase de ensaios clínicos em mulheres no início de 2014. As pacientes serão divididas em dois grupos: um receberá o anel de dupla proteção e o outro, apenas prevenção contra o HIV.

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Segundo os cientistas, da organização de pesquisa em saúde reprodutiva Conrad e da Universidade de Utah, o anel de poliuretano foi desenvolvido para durar 90 dias, período no qual deve liberar alta dosagem da substância anti-HIV tenofovir e baixa dosagem do contraceptivo levonorgestrel, um tipo sintético de progesterona (hormônio feminino).

O tenofovir é o único composto que tem se mostrado eficaz para redução da transmissão sexual do HIV quando formulado em gel. E os níveis da substância liberados pelo anel intravaginal foram iguais ou até superiores aos da aplicação em gel, destacaram os pesquisadores Meredith Clark e David Friend, da Conrad.

A equipe responsável pelo trabalho realizou testes in vitro e comparou os resultados com estudos farmacocinéticos (o caminho que um medicamento percorre no organismo, desde a ingestão até a excreção) feitos durante três meses em coelhos e ovelhas.

A necessidade desse anel surgiu porque a maioria das gestações indesejadas no mundo ocorre em regiões pobres onde a pandemia de HIV é mais prevalente, como a África Subsaariana. Atualmente existem 35,3 milhões de pessoas vivendo com o vírus da Aids no mundo.

Fonte: O Tempo

Número de casos de DST/Aids entre os mais velhos aumenta 10% em SE

MARiavieira Viúva, Maria dos Santos Vieira, diz que vai se dedicar à castidade (Foto: Marina Fontenele/G1)

 

Os medicamentos utilizados para a disfunção erétil e a reposição hormonal ajudam no desempenho sexual principalmente para pessoas acima de 50 anos. É justamente a partir dessa idade que as pessoas estão mais vulneráveis a contrair Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). Segundo uma pesquisa feita pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), o número de casos de DST/Aids nessa faixa etária aumentou 10% nos últimos cinco anos.

Dos 3.340 casos em Sergipe, 347 são de pessoas infectadas pelo HIV nessa faixa etária. A pesquisa aponta que a sensação de invulnerabilidade e o mito de que o idoso é assexuado são responsáveis por esse dado alarmante. Com a falta do hábito de ir ao médico com frequência para exames de rotina e diagnóstico precoce, os casos em homens somam 247. A quantidade de infecções nas mulheres também aumentou e já chega a 100. Para muitas delas, a vida sexual encerra quando ficam viúvas ou se separam dos seus parceiros.

Maria dos Santos Vieira, 54 anos, ficou viúva há cerca de um ano e descarta a possibilidade de algum dia ter um novo parceiro. “Vou viver na castidade. Muita gente diz que é bom envelhecer com alguém do lado por causa da solidão, mas me sinto bem sozinha com Deus no coração. Quando eu me sentir carente irei socializar com as pessoas da minha igreja”, garante.

A falta de diálogo sobre sexo entre os mais velhos é uma barreira que atrapalha o combate do avanço da DST/Aids. A comerciante Ineide Santos, 58 anos, confirma essa afirmativa. “Sou separada há 22 anos e nem sei o que falar sobre o uso desses métodos preventivos”, afirma.

A educação rígida, na maioria dos casos, tornou a sexualidade um assunto velado, cheio de mitos e preconceitos. “Meus pais nunca falaram comigo sobre isso e nem eu conversei com nenhuma das minhas três filhas por vergonha. Hoje em dia o que elas têm que saber a televisão e a escola ensinam. A única coisa que eu fiz foi pedir para elas terem juízo e não fazer nada de errado”, revela a comerciante Maria dos Santos, 63 anos.

De acordo com José Almir Santana, gerente do Programa Estadual de DST/Aids, até os próprios médicos não questionam sobre a vida sexual dos pacientes durante a consulta e nem dão orientações.

“O idoso não tinha o hábito de usar camisinha na juventude porque a iniciação sexual dele foi anterior à divulgação desse tipo de preservativo. Estudos do Ministério da Saúde revelam que a chance do idoso usar métodos preventivos é cinco vezes menor do que entre a população jovem”, destaca Almir. Segundo ele, uma equipe da SES vai às reuniões de grupos de idosos para levar a orientação e estimular o uso de presevativos femininos, masculinos e gel lubrificante.

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“A discussão sobre esse assunto ainda é um tabu que precisa ser quebrado”, reforça José Mariano
(Foto: Marina Fontenele/G1)

O aposentado Everaldo de Araújo Silva, 69 anos, acredita que entre casais que têm uma relação estável a incidência do uso do preservativo é ainda menor. “Quando temos um compromisso com uma pessoa temos mais cuidados. Uma dessas responsabilidades é a fidelidade e isso diminui as chances de contrair doenças através do sexo, por isso o uso do preservativo acaba não se tornando tanto uma obrigação como em relações passageiras”, opina.

A incidência de infecção do HIV na faixa de 50 a 59 anos representa 76% do total de registros de Aids em pessoas com mais de 50 anos. São 265 casos, dos quais 184 são homens e 81 em mulheres. Entre 60 e 69 anos são 70 casos e entre 70 e 79 anos, o número de pessoas infectadas soma nove entre homens e três em mulheres.

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Júcia Valeriano orienta os filhos sobre o uso de métodos preventivos (Foto: Marina Fontenele/G1)

“Eu acho que todo mundo deve usar camisinha porque tudo é muito incerto. Não dá para saber quem tem a doença só em olhar para a cara dela. A discussão sobre esse assunto ainda é um tabu que precisa ser quebrado”, reforça o aposentado José Mariano de Melo Barbosa, que é casado.

Júcia Valeriano Santos, 65 anos, orienta os filhos sobre o uso de métodos preventivos. “É importante que as pessoas de todas as idades usem o preservativo porque você sabe da sua saúde, mas não sabe a trajetória e hábitos dos outros”, orienta.

Fonte: G1