Papa diz que Igreja está próxima aos doentes de AIDS

O papa Bento XVI disse, neste domingo (29), que “a Igreja não para de prodigar para combater a aids através de suas instituições e do pessoal dedicado a isso“, após a reza do Ângelus dominical na Praça de São Pedro, onde se reuniram cerca de 30 mil pessoas.
Bento XVI, que lembrou “que em 1º de dezembro se celebra o Dia Mundial contra a Aids”, disse que seu pensamento e suas rezas “se dirigem a cada pessoa atingida por esta doença, especialmente as crianças, os mais pobres e os que são rejeitados”.

“Peço a todos para contribuir com a reza e com a atenção concreta, com o objetivo de que todos que forem atingidos pelo vírus HIV experimentem a presença do Senhor, que reconforta e dá esperança”.

O papa espera que, com a multiplicação e coordenação dos esforços, “se consiga frear e enfraquecer esta doença”.

Bento XVI abordou também a necessidade de esperança no mundo.

“O mundo contemporâneo tem necessidade, principalmente, de esperança, tem necessidade dela os povos em vias de desenvolvimento e também aqueles economicamente evoluídos”, acrescentou.

Fonte: G1

Três mil participam de caminhada contra a Aids em MG

Cerca de três mil pessoas, segundo a Polícia Militar, participaram de uma caminhada contra a Aids em Belo Horizonte, neste domingo (29).

O evento, que já virou tradição, antecede o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, que é comemorado no dia 1º de dezembro.

Pessoas de todas as idades vestiram a camisa da campanha.

Fonte: G1

Portador de HIV, casal gay argentino marca casamento para dia 1º

Os argentinos Alex Freyre e José María di Bello realizarão o primeiro casamento gay na América Latina em 1º de dezembro, Dia Mundial contra a Aids.

O casal deu entrada no processo de casamento nesta segunda-feira em um cartório de Buenos Aires. Eles ressaltaram a importância de um dia como este, que coincide ainda com o debate a ser realizado no Congresso argentino sobre o assunto. “Não podemos acreditar, estamos muito felizes porque hoje concretizamos tanto nosso sonho como o de muitas outras pessoas”, comentou Di Bello. 

A juíza Gabriela Seijas declarou recentemente “inconstitucional” o impedimento para que duas pessoas do mesmo sexo possam se casar, em resposta a um processo apresentado em abril por Freyre e Di Bello, respectivamente de 39 e 41 anos.

Com o apoio de organizações de defesa dos direitos dos homossexuais, eles pediram aos deputados que usem este “avanço social” para aprovar uma lei que reconhecerá a igualdade jurídica ao grupo.

O casal, que tem HIV, escolheu o Dia Mundial contra a Aids para o casamento para “passar a mensagem de não discriminação e estimular aqueles com a doença para que reconheçam seus direitos como cidadãos”, segundo Freyre.

Ambos terão como padrinho o vereador espanhol Pedro Zerolo, embaixador para a América Latina e o Caribe do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids). Assessor do presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, ele trabalha pela igualdade jurídica para homossexuais, bissexuais e transexuais de Espanha e Argentina.

Fonte: Folha de São Paulo

Homossexuais pedem mais políticas específicas de prevenção à Aids no Rio

O aumento da Aids entre homossexuais de 13 a 24 anos, segundo estudo divulgado quinta-feira (26) pelo Ministério da Saúde, é resultado da falta de campanhas e ações públicas direcionadas especificamente para adolescentes e jovens.

O alerta é do integrante do grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT, Cléber Gonçalves, que participou na sexta (27) do 1º Encontro Carioca de Jovens LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais). “A principal diferença [na abordagem entre as faixas etárias] é a linguagem e as estratégias que se utilizam para a prevenção. Pessoas mais velhas têm uma taxa de infecção declinante, enquanto que os jovens têm esse índice ascendente. Isso exige metodologias alternativas e inovadoras que revertam esse quadro”, afirmou Cléber.

Para ele, os adolescentes e jovens estão mais suscetíveis ao contágio porque a maioria não presenciou o drama do início da epidemia, na década de 80, além de cultivar a crença de que os novos medicamentos, em forma de coquetel, tornaram a doença quase inofensiva. “Nós acreditamos que esse fenômeno tenha ocorrido por uma ruptura geracional. As pessoas mais velhas sofreram o pior aspecto da Aids. Viram muitas pessoas se infectarem e morrerem por conta do HIV. Os jovens surgem pós-coquetel e começam a ver a Aids com uma certa naturalidade. Existe uma banalização da doença e, com isso, uma maior negligência em relação ao uso do preservativo”, alertou Cléber, que dentro do grupo Arco-Íris coordena o projeto Entre Garotos, direcionado especificamente para jovens gays e bissexuais. Ele lembrou que, embora o coquetel anti-Aids realmente prolongue a vida do portador de HIV, existem efeitos colaterais severos, que comprometem a qualidade de vida.

A contaminação por HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis também está aumentando entre as mulheres jovens, segundo alertou Marcelle Esteves, coordenadora do projeto Laços e Acasos, que reúne lésbicas e bissexuais, também ligado ao grupo Arco-Íris. “Existe essa falácia de que lésbicas e bissexuais são super-mulheres, que não transam com homens na maioria das vezes, e se sentem livres de todas as doenças. Isso não é verdade, porque elas também se contaminam”, disse Marcelle. O encontro foi realizado na sede da prefeitura do Rio, cidade considerada como um dos principais destinos gays do mundo, por sua diversidade e tolerância. Para o representante da coordenadoria de Saúde municipal, Fernando Zikan, isso aumenta ainda mais a responsabilidade do poder público na questão. “O prefeito Eduardo Paes, na última Parada Gay, propôs a criação de um comitê de atenção ao público LGBT, ligado ao gabinete dele”, lembrou Fernando.

Segundo a assessoria da prefeitura, no entanto, ainda não há prazo definido para a criação do novo comitê.

Fonte: Folha de São Paulo

Adote! A campanha continua!

Na próxima terça-feira, 1 de dezembro, todo o mundo estará celebrando o DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A AIDS e gostaríamos que você entrasse neste espírito de busca por um mundo melhor, sem descriminação aos portadores e buscando esclarecer pontos relevantes para a sociedade nesta questão.

Por isso, desenvolvemos este selo abaixo para que você insira em seu álbum nas redes sociais como ORKUT e FACEBOOK, e envie durante essa semana em todos os emails que enviar para amigos, colegas, parentes.

O objetivo é fazer, mesmo através de um pequeno gesto, que as pessoas olhem e reflitam sobre o que este dia representa, mesmo sabendo que o dia de luta, é todo o dia.

Direitos de portadores de HIV

Conforme a Constituição da República Federativa do Brasil, as pessoas que vivem com HIV, assim como todo e qualquer cidadão e cidadã, brasileiro e brasileira, têm obrigações e direitos garantidos. No seu artigo 196, por exemplo, está inscrito que “saúde é direito de todos e dever do Estado”. No caso da aids, esse direito é sinônimo do direito à própria vida, a ser vivida com dignidade e pleno acesso a uma saúde pública de qualidade.

Por outro lado, reduzir o estigma e a discriminação é ainda uma das principais medidas para uma eficaz e eficiente resposta à epidemia de aids e isso envolve diretamente as PVHA e as populações mais vulneráveis à epidemia de aids e às DST, tais como: gays, homossexuais e outros homens que fazem sexo com homens (HSH), transgêneros, transexuais, travestis, prostitutas, usuários de drogas injetáveis, mulheres, principalmente as de baixa renda, crianças em situação de risco social, além de populações em regime de confinamento, populações que vivem em locais de difícil acesso e outras.

Desde o início da epidemia, organizações da sociedade civil lutam para ver garantidos e implantados esses direitos constitucionais e pressionam governo e a própria sociedade nessa direção. Em 1995, foi criada a Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids – RNP+/Brasil reunindo lideranças e ativistas que vivem com HIV/Aids para somarem forças nessa luta. Em 2005, foi realizado o I Encontro Nacional da RNP+/Brasil, fato que marcou os 10 anos de existência da rede. O lema foi bastante significativo: “Antes nos escondíamos para morrer, hoje nos mostramos para viver”.

Em 1989, durante o ENONG (Encontro Nacional de ONG que trabalham com aids), em Porto Alegre, foi elaborada e aprovada a “Declaração dos direitos fundamentais da pessoa portadora do vírus da Aids”, que transcrevemos a seguir:

I – Todas as pessoas têm direito à informação clara, exata, sobre a aids. Os portadores do vírus têm direitos a informações específicas sobre sua condição.

II – Todo portador do vírus da aids tem direito à assistência e ao tratamento, dados sem qualquer restrição, garantindo sua melhor qualidade de vida.

III – Nenhum portador do vírus será submetido a isolamento, quarentena ou qualquer tipo de discriminação.

IV – Ninguém tem o direito de restringir a liberdade ou os direitos das pessoas pelo único motivo de serem portadoras do HIV/aids, qualquer que seja sua raça, nacionalidade, religião, sexo ou orientação sexual.

V – Todo portador do vírus da aids tem direito à participação em todos os aspectos da vida social. Toda ação que tende a recusar aos portadores do HIV/Aids um emprego, um alojamento, uma assistência ou a privá-los disso, ou que tenda a restringi-los à participação nas atividades coletivas, escolares e militares, deve ser considerada discriminatória e ser punida por lei.

VI – Todas as pessoas têm direito de receber sangue e hemoderivados, órgãos ou tecidos que tenham sido rigorosamente testados para o HIV.

VII – Ninguém poderá fazer referência à doença de alguém, passada ou futura, ou ao resultado de seus testes para o HIV/aids sem o consentimento da pessoa envolvida. A privacidade do portador do vírus deverá ser assegurada por todos os serviços médicos e assistenciais.

VIII – Ninguém será submetido aos testes de HIV/aids compulsoriamente, em caso algum. Os testes de aids deverão ser usados exclusivamente para fins diagnósticos, para controle de transfusões e transplantes, e estudos epidemiológicos e nunca qualquer tipo de controle de pessoas ou populações. Em todos os casos de testes, os interessados deverão ser informados. Os resultados deverão ser informados por um profissional competente.

IX – Todo portador do vírus tem direito a comunicar apenas às pessoas que deseja seu estado de saúde e o resultado dos seus testes.

X – Toda pessoa com HIV/aids tem direito à continuação de sua vida civil, profissional, sexual e afetiva. Nenhuma ação poderá restringir seus direitos completos à cidadania.

Além disso, o PN-DST/AIDS tem financiado projetos de assessoria jurídica, feitos em parceria entre o Ministério da Saúde e as Organizações da Sociedade Civil. Essas organizações têm um papel importante na luta pela defesa dos direitos das pessoas que vivem com HIV/aids por receberem denúncias, assessorarem pessoas vítimas de discriminação e preconceito social e tomarem providências cabíveis nos casos em que os direitos desses cidadãos são, de alguma forma, lesados.

 

Fonte: Governo Federal – Aids.gov.br