NA VIRADA DO ANO TERÁ “CAMISINHA NA ORLA”, EM SERGIPE

 

Nos momentos de festas, as pessoas saem mais, bebem mais ,ficam mais alegres e receptivas para conhecer outras pessoas, freqüentando um número maior de locais do que em outras épocas do ano. As mudanças comportamentais em determinadas pessoas podem levá-las a  novos relacionamentos amorosos.

Em períodos festivos é  importante intensificar a prevenção às Doenças Sexualmente Transmissíveis, Hepatite B e ao vírus HIV (Aids). 

Considerando que a camisinha, além de importante método anticoncepcional,  é o principal método  para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DST), como Aids, gonorréia, sífilis, hepatite B, herpes genital, verruga genital (HPV), entre outras., a Secretaria de Estado da Saúde, em parceria com a Emsetur, disponibilizará, neste período festivo, 5.000 preservativos masculinos e folhetos informativos no Posto de Informações Turísticas da Orla de Atalaia ( na Praça dos Arcos). No dia 31, o Posto ficará aberto das 9 até as 18 horas e no dia  1 de Janeiro , das 12 às 20 horas.

“Existem pessoas que  não se preocupam com o uso da camisinha, e nas festas acabam ´bebendo todas´ e esquecendo do risco que corre. Com camisinha no bolso, as pessoas lembram e podem não deixam de usar, afirma o médico Almir Santana,Gerente do Programa  de DST/Aids da Secretaria Estadual de Saúde.

O Ministério da Saúde vem recomendando que os Estados e Municípios facilitem cada vez mais o acesso aos preservativos. Segundo pesquisa do Departamento Nacional de DST/Aids e Hepatites Virais, as pessoas que mais usam camisinhas são aquelas que recebem gratuitamente, principalmente em eventos, em campanhas  e nas Unidades de Saúde.

 Em Sergipe, a Gerência Estadual de DST/Aids sempre vem defendendo que a camisinha deve ser disponibilizada em todos os lugares, não apenas nas Unidades de Saúde pois estas nem sempre estão abertas quando a população necessita deste importante insumo de prevenção.

Fonte: FAXAJU

Ativistas avaliam de forma positiva decisão do governo dos EUA de retomar envio de verbas para entidades que trabalham com prostitutas

O ativista da ONG Espaço de Prevenção e Assistência Humanizada José Araújo Lima lembrou que o Brasil foi o único país a não aceitar a antiga proposta dos Estados Unidos, já que “o dinheiro vinha manchado de preconceito”. Desde 2005 grupos conservadores pressionaram o ex-presidente norte-americano George W. Bush a bloquear os recursos a essa entidades.

Para Araújo, “mesmo que seja tarde, essa decisão deve ser aplaudida, pois representa um grande avanço. Só lamento o fato de que muitas pessoas poderiam deixar de se infectar se não tivéssemos perdido tantos anos”.

Outro ponto importante que Araújo lembrou foi o fato de muitas profissionais do sexo se beneficiarem com as ações de prevenção que organizações não governamentais poderão executar a partir da retomada do envio da verba
Para o vice-presidente de Grupo de Apoio à Prevenção à Aids (GAPA – SP), José Carlos Veloso, “a decisão reporesenta um avanço no retrospecto da política norte-americana e é muito boa para o Brasil e o mundo”.

Mas, segundo ele, antes de ser firmado qualquer acordo “é muito importante a presença de algum representante da sociedade civil, justamente para garantir o respeito, a cidadania e o direito de escolha da prostituta”.

Veloso, assim, como Araújo, acredita que esse acordo foi um ganho para a sociedade brasileira que trabalha com as profissionais do sexo.

Entenda o caso

Desde 2005, governo dos EUA não repassa recursos para organizações que trabalham no combate à aids entre trabalhadoras do sexo. A medida foi uma resposta à pressão de grupos conservadores do país.

O Brasil – que recebia cerca de US$ 40 milhões por ano dos EUA – não aceitou a condição e rejeitou o dinheiro para continuar seu modelo de combate à doença. O Então diretor do programa de aids do governo brasileiro, Pedro Chequer, defendeu a decisão de ser “fiel aos princípios do método científico “ e não permitir que dogmas e crenças teológicas interferissem no combate à pandemia”. Sem a verba, várias entidades tiveram os fundos esvaziados.

Segundo informações publicadas no jornal O Estado de S.Paulo, o novo diretor do Programa Contra a Aids dos Estados Unidos, embaixador Eric Gossby, afirmou que, para não entrar em guerra com os círculos mais conservadores dos EUA, a estratégia será garantir que os recursos não irão para organizações que promovam a prostituição ou lucrem com ela.

Goosby também defendeu o estabelecimento de um acordo com o Brasil para o tratamento da aids em países mais pobres. Os EUA entrariam com os recursos e o Brasil, com o conhecimento e a facilidade de acesso a alguns países africanos. “Todos precisam ter o direito de receber tratamento e prevenção”, disse o embaixador ao jornal paulistano.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS

Polícia do Malauí prende casal gay após casamento

Dois homens do Malauí foram presos e acusados de indecência pública, após terem se tornado o primeiro casal gay a realizar uma cerimônia de casamento no conservador país africano, onde o homossexualismo é ilegal, informou a polícia nesta terça-feira.

O casamento público de Tiwonge Chimbalanga e Steven Monjeza foi realizado numa cerimônia simbólica e tradicional no sábado. “Nós nos conhecemos na igreja onde nós dois rezamos e estamos juntos há cinco meses… nunca me interessei por uma mulher”, disse Monjeza.

– Nós prendemos eles na noite passada na casa deles e os acusamos de indecência pública porque a prática é contra a lei – disse o porta-voz da polícia Davi Chingwalu.

O homossexualismo é proibido no Malauí e pode resultar numa sentença de até 14 anos de prisão.

O porta-voz policial disse que o casal provavelmente vai sofrer novas acusações e ficará detido enquanto as investigações forem realizadas.

Três anos atrás a Igreja Anglicana enviou o bispo Nick Handerson, defensor dos direitos gays, para chefiar uma diocese no Malauí. A congregação não o aceitou, e os protestos levaram à morte de um membro da igreja.

A luta contra o HIV e a Aids, no entanto, lentamente está mudando a posição oficial contra os gays, e o governo fez sua primeira manifestação pública sobre homossexualismo em setembro, quando disse que os direitos gays precisavam ser reconhecidos para ajudar a combater a Aids.

Fonte: O Globo

Exames de Aids em domicílio no Quênia causam preocupação sobre direitos das crianças

O Quênia planeja realizar exames de HIV, o vírus causador da Aids, em 4 milhões de pessoas em suas próprias casas em 2010. Mas recentemente, o grupo Human Rights Watch enviou ao governo queniano uma carta solicitando que o governo garanta que todas as pessoas que realizem os exames – particularmente crianças e adolescentes– tenham seus direitos protegidos durante o processo.

Acredita-se que cerca de 150 mil crianças estejam infectadas pelo HIV no Quênia, uma epidemia amplamente difundida.

A realização de exames e o aconselhamento em casa são considerados cruciais, pois muitas vezes não é possível convencer as pessoas a irem a uma clínica realizar o teste por medo de serem vistas ali.

No entanto, realizar exames em crianças em suas casas pode criar sérios problemas familiares. O grupo pediu que os agentes de saúde obtenham o consentimento de crianças mais velhas em vez de depender do pedido dos pais ou outros parentes, especialmente se a criança estiver grávida ou já for pai ou mãe, além de ficarem próximos da criança quando o resultado for dado.

Ataques às crianças

“Crianças já foram expulsas de suas casas, exploradas ou mal-tratadas fisicamente por seus parentes quando eles souberam de sua condição”, disse o Human Rights Watch.

Um relatório sobre a epidemia de Aids no Quênia, lançado pela organização no ano passado, ofereceu um retrato assustador. Órfãos são muitas vezes mal-tratados ou pouco alimentados por parentes amargurados que passam a cuidar deles.

Alguns pais se recusam a dar drogas anti-retrovirais às crianças, mesmo quando estão em casa, pois o medicamento pode causar náusea, dor ou fome, e a comida é escassa e cara. As informações são da Folha Online.

Argentina celebra 1º casamento homossexual da América Latina

Um cartório na província argentina de Terra do Fogo registrou, nesta segunda-feira (28/12), o primeiro casamento homossexual da América Latina.

Os parceiros Alejandro Freyre, de 39 anos, e Jose Maria Di Bello, de 41, – ambos HIV positivo – celebraram a cerimônia civil no sul do país.

O casamento homossexual é proibido na Argentina, mas a governadora da província, Fabiana Rios, emitiu um decreto especial para o casal.

Um juiz da capital, Buenos Aires, proibiu a união dos dois no começo do mês. Eles planejavam se casar no dia 1º de dezembro, quando é celebrado o Dia Mundial da Aids.

O casal então viajou à província de Terra de Fogo, onde conquistou o apoio da governadora.

Apesar de o Código Civil da Argentina proibir o casamento homossexual, a Constituição do país não cita esse tipo de união.

Segundo correspondentes da BBC no país, a governadora explorou essa brecha pouco clara na legislação do país para conceder a permissão para o casal.

“Nós estamos extremamente felizes e animados pelo que isso representa para todos os gays e lésbicas na Argentina”, disse Di Bello.

Críticas

A Igreja Católica demonstrou preocupação sobre o casamento na Argentina. O bispo Juan Carlos disse à imprensa local que a união era “um ataque contra a sobrevivência da espécie humana”.

Além disso, uma associação de advogados católicos questionou a legalidade do casamento homossexual celebrado no país.

Diversos países latino-americanos legalizaram as uniões civis entre casais do mesmo sexo, mas esse tipo de união geralmente confere menos direitos aos cônjuges do que o casamento comum.

Na última semana, o México se tornou o primeiro país da América Latina a permitir o casamento entre homossexuais, mas ainda não celebrou nenhuma cerimônia.

Avanços da medicina ajudam portadores da Aids a viver normalmente

No início, era como uma sentença de morte. A certeza de que só restariam semanas, no máximo meses, de vida. Durante muito tempo, foi essa a situação enfrentada pelos pacientes com HIV, vírus causador da Aids. Mas, com os avanços no tratamento da doença e no desenvolvimento de novos medicamentos que controlam a sua evolução, os soropositivos descobriram que o diagnóstico do vírus não é mais sinônimo de morte, e que é, sim, possível conviver com a doença e levar uma vida feliz.

 
“Foi sorrindo que eu passei por tudo isso e é sorrindo que vou me manter viva”, diz Andréa, portadora de HIV/Aids

Quem vê o rosto sempre sorridente de Andréa*, 40 anos, não imagina a história de vida que ela carrega. Em 1998, foi diagnosticada como portadora do HIV. No entanto, como, na época, a doença ainda não era totalmente conhecida pelos médicos, ela não foi avisada que carregava o vírus, o que só aconteceu um ano depois. “Como eu não tinha nenhuma manifestação, não acharam que era preciso me avisar. Só no ano seguinte, quando os sintomas da Aids apareceram e eu tive minha primeira crise, foi que meu médico me contou que eu tinha a doença”, relembra.

Se o choque inicial é sempre impactante, quando essa nova realidade é acompanhada de uma série de problemas de saúde, a situação de complica ainda mais. “Eu tive todos os sintomas, fiquei semanas no hospital, cheguei a pensar que não sairia dali, mas eu tinha força de vontade, e nunca pensei em desistir”, conta Andréa. Meses depois de sair do hospital, outro acontecimento mudou a sua vida. Num acidente de carro em dezembro de 1999, ela perdeu o companheiro e a única filha. “Se não fosse pela ajuda da minha família, eu não sei se teria conseguido suportar, mas sempre tive muita força de vontade, que me fez seguir em frente”, conta.

Preconceito

Foi então que Andréa descobriu um dos lados mais difíceis da doença: o preconceito e a desinformação. “Quando chegamos ao hospital, depois do acidente, os socorristas não estavam de luvas, aí, logo que eles descobriram que eu sou portadora do vírus, falaram coisas absurdas, me chamaram de aidética e disseram que eu ia transmitir a doença para eles”, relembra.

Em 2003, teve outra recaída e, mais uma vez, chegou a passar semanas no hospital. Por causa da doença, não pode trabalhar, e as dívidas se acumularam. “Eu cheguei a ter a minha prisão decretada por falta de pagamento de uma dívida, por isso, mesmo muito mal, eu não podia me internar, pois seria presa imediatamente. Chegava a perder 3kg em uma só noite”, relembra. Em 2007, veio a terceira e mais forte crise. Andréa chegou a ter um derrame cerebral. “Quando foram me operar, os médicos me falaram claramente que eu não sobreviveria. Mais uma vez, eu tive fé que ia conseguir, que ia superar mais essa, e foi isso que aconteceu.”

Apesar do inesperado sucesso da cirurgia, ela ficou com uma sequela. Durante quase um ano, permaneceu sem a visão dos dois olhos, que aos poucos, foi recuperada. “Eu tenho uma filosofia de vida que diz que qualquer situação ruim pode ser administrada. Assim, eu me agarrava a Deus e sabia que tudo daria certo no final”, conta ela. “Eu raramente choro, tento sorrir o tempo todo, porque eu acredito que o sorriso cura. Foi sorrindo que eu passei por tudo isso e é sorrindo que eu me mantenho viva”, completa.

Há 10 anos, na época em que Andréa descobriu que tinha Aids, a informação sobre a doença ainda era pouca. O HIV ainda matava muito, e ainda existiam diversas dúvidas sobre como conviver com o vírus. Para ajudar quem passava por essa fase de aprendizado, surgiu a revista Saber Viver, editada por Sílvia Chalub e distribuída para pacientes de todo o país. “No início, as pessoas tinham muitas dúvidas sobre alimentação e cuidados com o corpo, e a revista veio para ajudar a resolver esse problema”, conta.

Com o tempo, Silvia descobriu outro problema que os portadores do vírus da Aids enfrentavam: a solidão. “Essas pessoas têm uma expectativa de vida cada vez mais alta, e muitos reclamavam que sentiam falta de amigos ou de relacionamentos. Foi aí que resolvemos criar uma sessão dedicada a isso, para que as pessoas pudessem se conhecer e trocar experiências”, conta, enquanto comemora o 10º aniversário da publicação, que é gratuita.

Nova fase

Para Ana Paula Prado, assessora técnica do Departamento de DST-AIDS do Ministério da Saúde, a melhoria da saúde desses pacientes resultou em uma nova fase, ainda mais difícil. “Há 13 anos, o Brasil universalizou o acesso aos medicamentos para a doença. Com isso, a expectativa de vida desse grupo cresceu muito, gerando um novo desafio, o de fazer com que essas pessoas tenham qualidade de vida”, conta.

Entre os obstáculos a serem enfrentados, Ana Paula Prado aponta o preconceito como o maior e mais difícil. “É uma questão de direitos humanos. A Aids sempre foi uma doença muito estigmatizada e, embora tenha diminuído um pouco nos últimos anos, o preconceito ainda persiste, só que de maneira mais sutil”, conta. “Se antes as pessoas nem chegavam perto, hoje elas já convivem no mesmo ambiente, abraçam e até compartilham copos e talheres. Porém, o preconceito na hora de beijar, por exemplo, ainda permanece forte” completa.

Gilson* , 46 anos, faz parte da geração que presenciou as mudanças no tratamento e na qualidade de vida dos pacientes soropositivos. Diagnosticado há 14 anos, ele se lembra das dificuldades do tratamento no início, e comemora os avanços. “Quando eu comecei o tratamento, só havia o AZT, por isso eu tomava um coquetel com quase 30 comprimidos. Hoje, consigo controlar a doença só com seis”, comemora. “Não tem como negar que, nesse tempo, o tratamento para nós melhorou muito”, completa.

   
Gilson comemora os avanços no tratamento, mas ainda lamenta uma ferida difícil de sarar: o preconceito social

Ele e a mulher têm o vírus. As duas filhas do casal, que nasceram depois de eles contraírem a doença, são saudáveis. Para ele, enfrentar a doença é o mais fácil. Complicado mesmo é transpor as barreiras impostas pela sociedade. “Desde que fui diagnosticado, não trabalhei em emprego fixo mais; mesmo com tanta luta, as pessoas ainda têm preconceito. O mercado de trabalho ainda está fechado para nós”, conta.

Para tentar reverter essa situação, foi criada a Associação Brasiliense de Combate à Aids, conhecida como Grupo Arco-Íris. A organização não governamental desenvolve um trabalho de capacitação para o mercado de trabalho para quem tem a doença. “O HIV não é mais associado à morte por isso, as pessoas querem cada vez mais trabalhar, tocar suas vidas, viver de maneira normal”, conta a presidenta do grupo e assistente social Adilce da Conceição Silva Lima.

Ela acredita que qualidade de vida não é apenas saúde. “Nós achamos que, para ter uma vida saudável, além do acesso aos serviços de saúde, também são importantes outros aspectos, como a socialização, o conhecimento e o apoio da família”, completa Adilce, que também aponta o preconceito como a maior barreira a ser vencida. “As pessoas precisam entender que quem tem Ais não é uma ameaça para ninguém. Se não fosse assim, eu, que convivo com soropositivos há 15 anos, já teria me infectado”, completa.

» Os nomes são fictícios a pedido dos entrevistados

Fonte: Correio Braziliense

Desinfetantes podem tornar bactéria resistente a antibiótico, diz estudo

Usar desinfetantes faz com que um tipo de bactéria fique resistente a um antibiótico e ao próprio desinfetante, diz um estudo publicado na edição de janeiro da publicação científica Microbiology.

As revelações podem ter implicações importantes sobre a forma como é feito o combate das infecções hospitalares.

Os pesquisadores, da Universidade Nacional da Irlanda, em Galway, descobriram que quando se adiciona quantidades crescentes de desinfetantes a culturas da bactéria Pseudomonas aeruginosa, a bactéria gradualmente desenvolve a capacidade de se adaptar para sobreviver não apenas ao desinfetante, mas também ao antibiótico ciprofloxacina – mesmo sem ter sido exposta a ele.

O experimento demonstrou que as bactérias desenvolveram mecanismos que lhes permitiram expelir agentes como desinfetantes e antibióticos de si mesmas.

A bactéria adaptada também apresentou uma mutação no seu DNA que lhe permitiu resistir especificamente aos antibióticos do tipo ciprofloxacina.

Preocupação

A Pseudomonas aeruginosa é a bactéria que mais provavelmente infectará pessoas que já estão seriamente doentes.

Ela ataca particularmente aqueles com sistemas imunológicos debilitados, como portadores do vírus HIV, pacientes com câncer, diabéticos, pacientes com fibrose cística ou pessoas que sofreram queimaduras graves.

Para prevenir seu alastramento, as superfícies dos hospitais são tratadas com desinfetantes, mas se a bactéria consegue sobreviver e infecta pacientes, eles são tratados com antibióticos.

Bactérias capazes de sobreviver a ambos os desinfetantes e os antibióticos podem ser uma ameaça séria a pacientes de hospitais, alertou o estudo.

Nas altas concentrações em que os detergentes são normalmente aplicados, o surgimento dessas superbactérias é pouco provável, disse o autor do estudo, Gerard Fleming.

Mas “em princípio, resíduos de desinfetantes diluídos incorretamente e deixados nas superfícies em hospitais poderiam promover o crescimento de bactérias resistentes a antibióticos”, disse Fleming.

“O que é mais preocupante é que a bactéria parece ser capaz de se adaptar para resistir a antibióticos mesmo sem ter sido exposta a eles”.

Um número cada vez maior de estudos vem chamando a atenção para a relação entre o uso de desinfetantes e antissépticos e a resistência a antibióticos.

Uma pesquisa publicada neste ano mostrou que lenços umedecidos com desinfetantes usados para proteger pacientes contra a bactéria MRSA podem na verdade ajudar no alastramento do micróbio, porque a solução contida nos lenços é frequentemente insuficiente para matar todas as bactérias.

Além disso, funcionários de hospitais com frequência usam o mesmo lenço para limpar mais de uma superfície. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Fonte: Agência Estado