PARCERIA: Ministério da Saúde

É com muita alegria que anunciamos o nosso mais novo parceiro!

O Ministério da Saúde!

Sim, felizmente podemos nos unir e contribuir cada vez mais para combater a AIDS e levar mais informação e conteúdos instrutivos que possam trazer benefícios à sociedade.

Esta parceria trará materiais e conteúdos com toda a credibilidade da maior instituição de saúde do país.

Segue alguns deles:

Segue vídeos que ressaltam a importância da prevenção:

Baixe planos de fundos para o Twitter, aderindo à campanha:

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Segue o link para que possa baixar o selo de nossa campanha e torna-se parceiro da causa:

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Revista Veja destaca trabalho contra a aids de brasileiros que atuam pela organização Médicos Sem Fronteiras em Moçambique

Com texto da jornalista Naiara Magalhães, a revista Veja desta semana traz uma grande reportagem sobre brasileiros que trabalham para a organização Médicos Sem Fronteiras em Moçambique. Eles de destacam pela criatividade, disposição e experiência no atendimento aos doentes de AIDS e portadores de outras doenças típicas das regiões pobres. Leia na íntegra:

Eles fazem diferença

Com 20 milhões de habitantes, Moçambique, na costa oriental da África Subsaariana, é um dos mais preocupantes focos do vírus HIV em todo o mundo. Nos grandes centros, como a capital, Maputo, ou a cidade de Tete, a AIDS se faz presente em toda parte. Nas ruas, é raro cruzar com pessoas mais velhas. A expectativa de vida no país é de 47 anos para os homens e de 49 para as mulheres. Ao lado de outras doenças epidêmicas, os outdoors não deixam esquecer: “O que tiveste na tua última relação sexual: amor, sexo ou HIV?”.

Cartazes sobre cuidados com as crianças não reforçam apenas a importância da vacinação contra as afecções típicas da infância. Num deles, na legenda da fotografia de uma garotinha acompanhada pelos pais, lê-se: “Eu já vou fazer o teste do HIV”.

Um em cada sete adultos moçambicanos está contaminado – o equivalente a 15% dessa população. Em algumas regiões, como a de Maputo, o índice é de um em quatro habitantes. Para se ter uma ideia do tamanho da tragédia, no Brasil, a taxa de contaminação pelo HIV é de menos de 1%. Até pouco tempo atrás, muitos moçambicanos nunca haviam ouvido falar emAIDS. Para eles, seus parentes e amigos morriam vítimas de alguma feitiçaria. Ainda hoje é comum que os doentes recorram aos curandeiros na esperança de cura.

Em um país dilacerado pela miséria e por quase trinta anos de guerra encerrada apenas em 1992, a precariedade do acesso aos cuidados básicos de saúde e a falta de informação sobre prevenção e tratamento compõem o cenário ideal para a disseminação do HIV. Metade dos quase 100 000 mortos pela doença todos os anos tem entre 30 e 44 anos – está na plenitude produtiva.

O país padece da falta de profissionais qualificados. O número de médicos em Moçambique não ultrapassa os 500. O de curandeiros, entretanto, supera os 70 000. Por isso, a ajuda estrangeira é crucial na luta contra a AIDS– tanto do ponto de vista financeiro quanto da mão de obra especializada.

A primeira e maior organização humanitária a desenvolver projetos de combate ao HIV em Moçambique foi a Médicos Sem Fronteiras (MSF), em 2001. Prêmio Nobel da Paz de 1999, a MSF foi fundada em 1971, por médicos e jornalistas franceses, e hoje conta com 27 000 profissionais, entre médicos, enfermeiros, psicólogos, arquitetos, administradores, economistas e engenheiros. Ela atua em 65 países conflagrados ou em situação de emergência sanitária.

Atualmente, a equipe da MSF em Moçambique é composta de 31 profissionais – sete dos quais brasileiros. Esses médicos e enfermeiras têm um perfil ideal para o trabalho desenvolvido pela instituição, porque ainda lidam por aqui com doenças típicas de países pobres, como tuberculose, malária e leishmaniose visceral.

“No Brasil, muitos médicos não apenas estudaram tais moléstias como tiveram a experiência de tratá-las”, diz Simone Rocha, diretora executiva da MSF-Brasil. Soma-se a isso o traquejo dos brasileiros para atender as populações mais carentes, de baixo nível educacional. “Eles sabem como transmitir uma mensagem de jeito simples para que o paciente consiga seguir o tratamento”, diz o coordenador de um dos projetos da MSF em Moçambique, o enfermeiro inglês Christopher Peskett.

Moçambique não é apenas o país com o maior número de brasileiros atuando na MSF, mas é também onde o Brasil faz escola.

Um dos projetos mais bem-sucedidos é o da médica paulista Raquel Yokoda, de 29 anos. O programa desenvolvido pela jovem vem ajudando a mudar um dos cenários mais cruéis da AIDSem Moçambique – o das crianças portadoras do HIV. Atualmente, 147 000 meninos e meninas de até 14 anos estão contaminados. As crianças entre zero e 4 anos mortas pela AIDSchegam a inacreditáveis 19% de todos os óbitos registrados pela doença. Com uma ideia extremamente simples, em seis meses Raquel conseguiu reduzir a taxa de mortalidade infantil em 80% no Hospital Dia de Moatize, nos arredores da cidade de Tete, no centro do país.

Ela transformou a sala de espera num lugar acolhedor para as crianças – uma espécie de brinquedoteca, decorada com motivos infantis. Com isso, ir ao médico passou a ser uma diversão para meninos e meninas que vivem em estado de miséria. Ajudada por moradores locais, Raquel adaptou histórias e jogos infantis à cultura moçambicana para explicar às crianças que elas são portadoras de uma doença que requer cuidados para toda a vida. Como o idioma oficial, o português, é falado por apenas 40% da população, as cartilhas de Raquel tiveram de ser traduzidas para o dialeto nhungue, característico da região.

Numa das histórias para as crianças de 5 anos, a AIDS é simbolizada pela mudança da cor do pelo dos leões. Doente, uma leoa vai atrás dos conselhos de um velho hipopótamo. O tratamento prescrito: a água de um mar vermelho, as folhas verdes das árvores e os raios de sol, todos os dias, para sempre. Ela morre, mas recomenda a seu filhote, o simpático leãozinho Bekhi, que siga à risca as orientações do sábio hipopótamo. Ele obedece e consegue crescer forte e feliz.

“Os pais têm muita dificuldade para contar a seus filhos que eles são portadores do HIV, e que terão de seguir um tratamento até o fim da vida”, diz Alain Kassa, coordenador-geral da missão da MSF em Moçambique. “O projeto de Raquel mudou esse processo, aumentando a participação das crianças no tratamento.” As cartilhas da jovem médica servem hoje de referência em todos os países de atuação da MSF.

“Nós só conseguimos fazer um bom trabalho quando entendemos e usamos a cultura local para nos aproximar dos pacientes”, explica Raquel. Ela voltou para o Brasil no fim de 2007, e agora cabe à historiadora goiana Wânia Correia, de 33 anos, dar continuidade ao projeto.

Uma das grandes inspirações para Raquel foi Laura Lichade, enfermeira moçambicana de 56 anos, com quem trabalhou ao longo de sua estada na África. Durante a guerra civil, enquanto fugia de um tiroteio, Laura pisou no estilhaço de uma mina. Por causa das complicações do ferimento, em 1994, teve o pé esquerdo amputado. Apesar de todas as adversidades, ela se dedica a cuidar de 56 bebês, crianças e adolescentes órfãos. Seis deles vivem na casa de Laura, com paredes de barro e chão de terra batida. Os demais, em um orfanato próximo. Laura fez com que todos fossem testados para o HIV e recebessem o tratamento adequado.

Em Moçambique, 1 milhão de crianças não têm mãe. Delas, 400 000 ficaram órfãs por causa da AIDS. “Costumo dizer às crianças com HIV que os remédios são como as minhas muletas, que me mantêm de pé”, conta ela. “Se elas acharem que podem parar o tratamento porque estão se sentindo bem, cairão, como eu caio sem as minhas muletas.”

Cerca de 70% dos moçambicanos estão nas áreas rurais. Vivem da agricultura de subsistência nas machambas, como são chamadas as pequenas propriedades agrárias. Os centros de saúde e os hospitais ficam longe e a condução de ida e volta é cara – 200 meticais, o equivalente a 12 reais.

Curandeiros, por sua vez, há por toda parte. Um dos rituais mais comuns no caso de doentes graves é a tatuagem. São feitos cortes de meio centímetro de comprimento nos braços e pernas dos pacientes, e uma mistura de raízes trituradas é aplicada sobre os ferimentos. As lâminas são reutilizadas e os potes de ervas compartilhados entre várias pessoas. Ou seja, a tatuagem é fonte de disseminação do HIV.

Somente quando se dão conta de que as ervas e os banhos dos curandeiros não funcionam, os moçambicanos recorrem aos médicos. Algumas pessoas chegam a caminhar 15 quilômetrosaté o hospital mais próximo, muitas vezes descalças, sob temperaturas impiedosas.

Ao circular pela área rural de Tete, no início de uma tarde de verão, tem-se a sensação de que há alguma queimada por perto. Mas não há vegetação em incêndio, apenas o sol que arde sobre a terra batida. Até resolver ir ao hospital, o militar aposentado Kaneti Chavunda, de 67 anos, sofreu durante quase um ano com uma tosse persistente e uma lesão dolorida nos pés e nas pernas – quadro característico do sarcoma de Kaposi, o câncer mais comum entre os soropositivos.

De sua casa ao Hospital Provincial de Tete, ele viajou duas horas na boleia de um caminhão. Em 25 minutos, Chavunda recebeu o diagnóstico positivo para o HIV. Não demonstrou angústia nem desespero. Olhar parado, em voz baixa, ele comentou: “Vou fazer o que os médicos mandam”. Essa é uma reação comum. Como a maioria das pessoas da zona rural, ele parecia não ter a dimensão da gravidade da notícia que acabara de receber.

Os testes rápidos de HIV e as orientações sobre prevenção e tratamento são conduzidos pelos chamados conselheiros – moradores locais treinados pela equipe da MSF. Dessa forma, os poucos enfermeiros e médicos disponíveis podem se dedicar a atividades de maior exigência técnica.

Uma das enfermeiras responsáveis pela formação dos conselheiros é a paulista Eliana Arantes, de 33 anos, há nove meses em Moçambique. Um de seus parceiros de trabalho mais experientes é o local Felisberto Dindas, de 36 anos. Ele lembra com precisão a data em que entrou para a MSF, a fim de trabalhar como segurança: 23 de outubro de 2001.

Naquele dia, sua vida mudaria em vários aspectos. A princípio, representava a conquista de um bom emprego. Um ano depois, Dindas foi convidado a se tornar conselheiro. “Eu tenho facilidade para me comunicar e conheço muita gente”, diz, com orgulho. Foi também graças ao trabalho na MSF que ele foi diagnosticado como SOROPOSITIVO. Conselheiros com o perfil de Dindas são sempre bem-vindos. Só quem tem o vírus sabe como é receber a notícia do HIV. Só quem vive em Moçambique conhece as dificuldades de seguir o tratamento. Só quem consegue conviver com a infecção, sem cair doente, é capaz de passar a importância da prevenção e do tratamento.

A precariedade do sistema de saúde em Moçambique é aterradora. Acompanhar um dia de trabalho da enfermeira paranaense Janaína Carmello é recuar meio século na história da medicina.

Aos 28 anos, ela é responsável pelo atendimento a grávidas no Centro de Saúde de Domué, na zona rural do distrito de Angónia, no noroeste do país. Sua principal missão é diminuir os riscos da transmissão vertical: a contaminação do bebê por sua mãe. Em suas consultas, não há aparelho de ultrassom ou sonar.

A enfermeira tem de trabalhar com a fita métrica e o estetoscópio de Pinard. A fita serve para medir a barriga da mãe e calcular a idade gestacional do feto, já que a maioria das gestantes não tem ideia de quando engravidou. Em geral, elas só procuram assistência médica no sexto mês de gravidez.

O estetoscópio, desenvolvido no início do século XIX, que Janaína só conhecia dos livros de história da medicina, é usado para medir os batimentos cardíacos do feto. Janaína encosta a boca do instrumento na barriga da gestante, aproxima o ouvido na outra ponta do estetoscópio e ouve o coraçãozinho na barriga da mãe.

Enquanto nos países desenvolvidos uma mãe SOROPOSITIVO é desaconselhada de amamentar seu bebê, de modo a reduzir o risco de infecção da criança, em Moçambique Janaínarecomenda que o aleitamento materno seja feito até os 6 meses. “Aqui, as mães não têm condições mínimas de higiene para preparar o leite artificial, ainda que você o forneça. As crianças ficam com diarreia, perdem peso, adoecem e podem até morrer”, diz ela. Ainda assim, quando as mulheres soropositivas seguem o tratamento à risca, a transmissão vertical do HIV é reduzida.

É dessa forma, com pequenas vitórias, que se trava o combate contra a AIDS em Moçambique. Desde a chegada da MSF, o número diário de novas contaminações caiu de 500 para 440. Pode parecer pouco, mas é uma grande conquista em se tratando de um país da África Subsaariana. E os brasileiros, como Raquel, Wânia, Eliana e Janaína, fazem a diferença em um universo tão esquálido.

Resposta imediata

“Resolvi entrar para os Médicos Sem Fronteiras porque me realizo no atendimento em situações de emergência. A resposta dos pacientes, nessas ocasiões, é muito rápida.

Para um enfermeiro, que é quem cuida dos doentes mais de perto, isso é muito gratificante. Em minha primeira missão na organização, ajudei a conter um surto de cólera no Zimbábue. Agora, em Moçambique, me dedico às gestantes soropositivas, na tentativa de evitar que elas contaminem seus bebês. É um trabalho difícil, disponho de poucos recursos. Para calcular a idade gestacional do feto, por exemplo, tenho de medir a barriga da paciente com uma fita métrica. Num cenário como esse, cada pequena conquista é motivo de orgulho.”

Apoio emocional

“Uma das minhas tarefas é dar continuidade ao trabalho iniciado pela médica Raquel Yokoda. Nossa intenção é estender o projeto de atendimento às crianças soropositivas a todos os centros de saúde e hospitais da capital Maputo. É importante trabalhar a questão da AIDS com as crianças, porque ainda hoje é muito difícil fazer com que os adultos mudem de hábitos por causa da doença. Muitos moçambicanos só agora começam a tomar conhecimento da existência do HIV.”

Wânia Correia, historiadora

Profissão: mãe

“Há 25 anos, fui gravemente ferida ao pisar no estilhaço de uma mina terrestre e fiz um voto de ajudar todas as pessoas que chegassem a mim pedindo auxílio. A vida me mandou crianças órfãs. Cheguei a ter cinquenta delas em casa. Hoje consegui que um orfanato fosse construído para abrigá-las. Muitas delas perderam mãe e pai por causa da AIDS. Por isso, além de cuidar para que elas se alimentem bem e estudem, eu faço questão de que todas passem pelo teste de HIV e, se necessário, recebam o tratamento adequado.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS

Pós-graduados na área da saúde discutem em SP o tratamento como prevenção para o HIV

Usar medicamentos antirretrovirais para prevenir o vírus da AIDS é viável?

Durante um curso em São Paulo sobre patogênese do HIV, voltado para estudantes de pós-graduação na área, o médico e especialista Ésper Kallás deu sua opinião: “a profilaxia pré-exposição deve ser usada como alternativa aos métodos tradicionais de prevenção.”

Kallás conduz em São Paulo o estudo IPREX, uma iniciativa de profilaxia para pré-exposição ao HIV e outros vírus, que reúne mais de 3 mil voluntários (homens que fazem sexo com homens) em onze centros clínicos do mundo, inclusive no Brasil.

Na terceira fase de pesquisa, o IPREX deve ter resultados divulgados sobre a eficácia desse método preventivo ainda este ano.

De acordo com o pesquisador, a ideia é atingir grupos vulneráveis que não conseguem acesso aos meios de prevenção tradicionais.

“É muito interessante pensar que mesmo sendo em um número pequeno de pessoas, grupos vulneráveis, isso pode significar uma grande resposta contra a epidemia, principalmente no Brasil, por exemplo, que é concentrada”, comentou.

Contudo, segundo ele, apenas tomar remédios, sem aconselhamento e distribuição de insumos como a CAMISINHA, não seria uma política eficaz. “Distribuir somente os remédios em uma farmácia é um fracasso”, contou. Para ele, o fato do assunto ser novidade na área, pode atrair pessoas que não receberam informações corretas sobre prevenção.

Caso os resultados do estudo sejam positivos, provavelmente seja necessário mais pesquisas na área de comportamento. “Tudo indica que estamos no caminho certo e que isso não significaria falta de incentivo do uso de PRESERVATIVOS, mas ainda há a necessidade de mais estudos nessa área, seria algo posterior”, acredita Kallás.

Ainda não há definição também de quanto tempo as pessoas ficariam tomando remédios para prevenir a infecção pelo HIV, mas além de grupos vulneráveis, a iniciativa poderia servir para outros grupos.

“Um casal sorodiscordante que deseja ter filhos, por exemplo, poderia usar essa técnica por um período fértil”, destacou.

O V Curso Avançado de Patogênese do HIV começou na última quinta-feira e vai até a próxima quarta-feira, 3 de março.

Para saber mais, acesse http://www.iprex.org.br

Fonte: Agência de Notícias da AIDS

Associação Brasileira de Apoio aos Portadores de aids de Jundiaí-SP lançou nesta sexta feira sala de informática na entidade

A Abrapa – Associação Brasileira de Apoio aos Portadores de AIDS, organização não governamental sem fins lucrativos lançou nesta sexta-feira 26 de fevereiro, nas dependências de sua unidade de atendimento, uma moderna sala de informática que será destinada aos usuários da entidade e familiares. O objetivo é a inclusão digital.

Número de usuários:

Segundo pesquisa do IBOPE de 2009, o Brasil é o 5º país com o maior número de conexões à Internet. Hoje, 66,3 milhões pessoas acessam a internet no país. Nas áreas urbanas, 44% da população estão conectadas.

Segundo Alexandre Sanches Magalhães, gerente de análise do Ibope, o ritmo de crescimento da internet brasileira é intenso. A entrada da classe C para o clube dos internautas deve continuar a manter esse mesmo compasso forte de aumento no número de usuários residenciais.

Sobre a entidade:

A Abrapa é direcionada as pessoas de baixa renda infectadas pelo vírus HIV/AIDS em Jundiaí e região, de todas as faixas etárias, sendo o seu maior número formado por mulheres e crianças, que atualmente são as classes mais atingidas pela epidemia. O atendimento também é extensivo aos familiares dos soropositivos. Fundada oficialmente em 2004, por um grupo de 12 pessoas que acreditam em um ideal, “A Luta contra a AIDS“, contra a discriminação, a luta por uma vida melhor para o portador do HIV.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS

Secretaria de Saúde garante teste de HIV e sífilis para gestantes

Com a universalização do teste de HIV e SÍFILIS para gestantes, com investimentos de R$1,9 milhão na compra de insumos para o Laboratório Central (Lacen), a Secretaria da Saúde do Estado passa a garantir os testes às grávidas dos 184 municípios já no pré-natal. A portaria do Secretário João Ananias universaliza o acesso ao teste, independentemente do número de habitantes dos municípios.

Oito equipamentos que permitem a realização dos testes de HIV, adquiridos em regime de comodato, estão instalados nas unidades do Lacen na capital e no interior. Diferentemente do que acontece no Ceará, a portaria do Ministério da Saúde limita o acesso, determinando que o teste seja realizado somente nos municípios com mais de 50 mil habitantes. O objetivo da universalização é reduzir a transmissão vertical da AIDS (da mãe para o bebê ainda na barriga).

No País, cerca de 10 milhões de brasileiros já tiveram algum sinal ou sintoma de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). O mais grave é que 18% dos homens e 11,4% das mulheres não procuraram nenhum tipo de tratamento, uma vez que os problemas causados por essas doenças podem aumentar em 18 vezes o risco de infecção pelo HIV, que é uma doença ainda sem cura.

Fonte: Vermelho OnLine

Hospital espanhol descobre porque alguns infectados pelo HIV são imunes à aids

O segredo desse peculiar funcionamento sanguíneo pode estar escondido em uma família de células do sistema imunológico, as células dendríticas, nas quais algumas das moléculas internas – as alfa defensivas – se concentram em quantidade até 10 vezes maiores no pequeno grupo que retém espontaneamente o HIV, se comparado às demais pessoas que possuem o vírus.

Diferente do que ocorre nos outros 95% dos infectados, o sistema imunológico dos indivíduos que possuem resposta excepcional ao HIV – os médicos os chamam de controladores de elite – não sofre a progressiva destruição que o HIV provoca normalmente no mesmo dia em que invade o organismo.

Sem receber tratamento, o sistema imunológico de um soropositivo está completamente destruído de dois a três anos depois de iniciada a infecção, e a pessoa começa a sofrer múltiplas infecções e tumores, já que não possui capacidade de defesa.
Poucas Cópias

O estudo do Hospital Clínic, publicado dia 25 de fevereiro na revista científica PLos One, explica que, no início, a infecção é igual para todos: horas depois de entrar em uma primeira célula sanguínea, o HIV se copia até 500 mil vezes e, ainda que na luta contra as células imunológicas morra outras tantas vezes a cada dia, o vírus repete imediatamente essa mesma auto-reprodução.

E assim segue, até estabilizar-se com uma presença constante de cerca de 50 mil cópias por mililitro de sangue, deixando progressivamente a pessoa infectada indefesa enquanto não recebe tratamento.

Em contrapartida, nos controladores espontâneos de HIV, o processo se detém pouco depois do início da infecção.

As moléculas alfa defensivas das células dendríticas desses raros indivíduos conseguem fazer com que o HIV não complete o percurso através do sistema imunológico, ainda que o vírus nunca desapareça do sangue. Um tráfego que o HIV consegue com total facilidade de forma habitual.

Sem tomar remédios, os controladores permanecem anos e anos com apenas 50 cópias do HIV por mililitro de sangue.

Assim, os investigadores sustentam que incentivando a ação das células dendríticas se conseguiria que o HIV não invadisse o resto do sistema imunológico.

As dendríticas são a primeira ligação defensiva que é destruída pelo vírus da aids. Essas células são o veículo que o HIV utiliza para entrar nos glânglios linfáticos, ponto de máxima produção de leucócitos imunológicos.

As alfa defensivas – descritas como uma espécie de antibióticos naturais – sempre foram consideradas uma eficaz barreira contra todas as classes de vírus, e, como suas precursoras, as dendríticas, formam parte da maioria dos estudos em busca de uma vacina terapêutica contra a aids.

Até o momento se desconhecia sua grande presença no sangue dos controladores.

“Quanto mais cópias de alfa defensivas, melhor o controle do HIV”, resumiu o responsável pelo departamento de aids do Hospital Clínic, Josep Maria Gatell. “Agora buscaremos um método com o qual possamos estimular a produção dessas moléculas nas outras pessoas infectadas pelo HIV para que todos atuem como se fossem controladores de elite”, acrescentou.

Esse objetivo não é uma utopia, já que as alfa defensivas podem ser modificadas. “Elas são potencialmente desarranjáveis”, finalizou Gattel.

Tradução: Fábio Serrato

Fonte: Agência de Notícias da Aids

Fifa minimiza riscos da aids durante Copa na África do Sul

A África do Sul é o país com o maior número de casos de aids no mundo. São 5 milhões de pessoas infectadas com o vírus HIV, o que representa aproximadamente 10% da população.

O número gera preocupação nos torcedores que vão acompanhar de perto a Copa do Mundo de 2010, a primeira no continente africano na história. Mas a Fifa fez questão de minimizar a informação após o congresso médico que a entidade realizou no final de semana, no luxuoso resort Sun City, perto de Rustenburgo.

“Hoje em dia está todo mundo bem informado sobre o contato do HIV. Além disso, os torcedores vão se interessar mesmo é no futebol. Acho que as outras atividades físicas serão menos interessantes”, afirmou, em tom de brincadeira, o professor Jiri Dvorak, um dos membros do conselho médico da Fifa.

O presidente do mesmo comitê, Michel D’Hooghe, também não demonstra uma preocupação específica com os anfitriões do Mundial. “A incidência pode ser maior aqui, mas temos que ser cautelosos com o mundo todo”.

Com a proximidade da Copa, o governo sul-africano aumentou nos últimos meses a intensidade das campanhas de prevenção à doença. Antes e durante a competição, mais preservativos serão disponibilizados a quem visitar o país.

“Teremos que aumentar esse número, já que a nação estará vivendo um espírito de festa”, completa o médico Victor Ramathesele, que também participou do congresso do comitê médico da Fifa.

Fonte: Portal Terra