Adriane Galisteu promove evento beneficente

Adriane Galisteu marcou presença no evento de dança Para Todo o Sempre, na última terça-feira, dia 30, em São Paulo. A apresentação teve iniciativa de Adriane e Vera Lafer, e toda a renda do espetáculo será revertida para o hospital paulista Emílio Ribas, em prol do tratamento de pacientes com AIDS.

A apresentadora, mesmo grávida, foi prestigiar o evento, acompanhada da mãe e do namorado, pai de seu filho, Alexandre Iódice. Adriane também aproveitou para promover a camiseta da campanha A cara da Vida, assinada pela grife Iódice.

Para não pagar multa, Globo exibe esclarecimento sobre o vírus HIV

A TV Globo colocou um ponto final, na noite da última segunda-feira (29), na polêmica com o Ministério Público. O órgão exigia que a emissora carioca veiculasse no “BBB” um esclarecimento sobre as formas de transmissão do vírus HIV, seguindo recomendações do Ministério da Saúde. 

 medida atendeu a decisão da 3ª Vara Cível de São Paulo, que determinava multa de R$ 1 milhão à emissora, caso o comunicado não fosse transmitido até o fim da 10ª edição do reality.  O esclarecimento foi levado ao ar no final do primeiro bloco.

O Ministério Público Federal entrou com ação contra a Globo após a emissora veicular uma declaração de Marcelo Dourado, que afirmava que as pessoas não se contaminam com o vírus da AIDS em relações heterossexuais. “Hetero não pega AIDS. Um homem transmite para outro homem, mas uma mulher não passa para o homem”, disse o participante no dia 2 de fevereiro. Na ocasião a postura da emissora foi classificada como um “desserviço” pelo órgão.

Fonte: NaTelinha

ESTADO LEVA TESTE RÁPIDO A BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMILIA EM LARANJEIRAS/SE

 A Gerência do Programa Estadual de DST/Aids levou o teste rápido para detecção do vírus HIV até as mulheres beneficiadas pelo programa Bolsa Família no município de Laranjeiras, a 21 quilômetros de Aracaju. A ação, realizada em parceria com a prefeitura, aconteceu no Centro de Referência em Assistência Social (Cras).

 “A iniciativa integra o plano estadual de enfrentamento à feminização da epidemia de Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis”, informou Almir Santana, gerente do Programa Estadual de DST/Aids, acrescentando que, além do teste rápido, foram realizadas oficinas de sexo seguro e discussões sobre a importância do uso de preservativos masculinos e femininos.

Participaram da ação 83 mulheres, sendo 56 casadas, 17 solteiras, oito separadas e duas viúvas. “Apesar de boa parte das casadas afirmarem que não exigem o uso de preservativos devido à confiança que depositam em seus parceiros, não registramos nenhum caso de contaminação pelo HIV durante a realização dos testes”, afirmou Almir Santana. Segundo ele, em Laranjeiras, há 18 casos notificados de pessoas com HIV.

A realização do teste rápido nos Centros de Referência em Assistência Social será estendida para todos os municípios sergipanos. Em Laranjeiras, a Secretaria Municipal de Saúde também foi orientada a disponibilizar os preservativos no Cras de forma permanente para a população. Conforme o último boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (SES), em Sergipe já foram confirmados 2.299 casos de Aids.

Fonte: FAXAJU

Para ativistas, Brasil não teve capacidade técnica na elaboração de proposta sobre HIV rejeitada pelo Fundo Global

O Fundo Global contra a Aids, Tuberculose e Malária divulgou, no fim da última semana, que negou a apelação do Brasil para financiar projetos contra o HIV e aids, apresentados na 9ª Rodada (2009) da instituição. O fato acontece depois da proposta brasileira ter sido classificada no ano passado na categoria três, ou seja, que não estava apta naquele momento ao financiamento, mas que poderia ser reapresentada e contemplada em futuras rodadas do Fundo diante de reformulações. Na opinião de ativistas consultados pela reportagem o problema aconteceu por falhas do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. “Talvez seja o momento do governo fazer uma autocrítica sobre sua capacidade técnica”, disse o militante Mário Scheffer presidente do Grupo Pela Vidda/SP.

No total, a proposta brasileira de HIV foi rejeitada três vezes: a primeira em 2008, a segunda, mesmo com reformulações, em 2009 e a última em apelação também no mesmo ano. De acordo com o Fundo Global, o país “não forneceu uma descrição adequada das necessidades de capacitação das organizações não-governamentais e da sociedade civil para serem apoiadas no âmbito desta proposta”. Em outras palavras, o Brasil não teria explicado exatamente como os recursos financeiros apoiariam a área.

Para Mário Scheffer, há evidências de falha técnica. “A rejeição reiterada deve estar apoiada em fatos. Então, só nos resta lamentar. É lamentável que um programa de 20 anos deixe passar uma oportunidade de tamanha relevância.” Na opinião do militante, o financiamento seria importante para complementar as ações já existentes. “Não condiz com o respeito que o programa brasileiro tem”, acrescentou.

Scheffer informou também que a participação da sociedade civil na proposta foi política.

O presidente da ONG Espaço de Prevenção e Atenção Humanizada José Araújo Lima tem a mesma opinião de Scheffer. “Não tem como esconder, foi incompetência do Departamento. Nunca foi claro também se houve ou não a contratação de consultoria externa para analisar essas propostas”, criticou.

Visibilidade

Já o vice-presidente do Gapa/SP José Carlos Veloso não acredita que as rejeições aconteceram por falhas técnicas do Departamento, mas por causa da visibilidade do Brasil. “A crise encolheu os recursos financeiros do Fundo Global e o Brasil tem uma imagem boa na área econômica. Embora não seja verdade, no exterior acreditam que toda a sociedade civil está bem aqui”, alegou.

Entretanto, países como México e África do Sul também estão no mesmo patamar de classificação econômica que o Brasil, segundo o Banco Mundial, mas tiveram seus projetos de financiamento contra a aids aprovados pelo Fundo Global.

Questionado sobre isso, o militante acredita que a visibilidade ainda sim é um fator. “O Brasil tem vantagens sobre o México, embora a epidemia seja mais ou menos parecida. O País tem visibilidade econômica maior. As políticas de aids promovidas pelo País são diferentes também.”

Para ele, a saída para obter recursos do Fundo Global é o Brasil pensar em propostas realmente inovadoras nas próximas rodadas.

Conheça o Fundo Global

O Fundo Global de Luta Contra a Aids, Tuberculose e Malária (The Global Fund), sediado em Genebra, na Suiça,foi criado com o objetivo de apoiar ações de controle destas doenças nos países onde há maior incidência. Atualmente, o Fundo Global é o maior financiador internacional de projetos para estas enfermidades, dispondo de recursos da ordem de US$ 10 bilhões, destinados a cerca de 140 países ao redor do mundo.

Criado em 2002, em Genebra, o Fundo Global é formado por representantes de países que compõem o G-8, os oito países mais poderosos do mundo: Rússia, Estados Unidos, Japão, Inglaterra, França, Itália, Canadá e Alemanha e integrantes da sociedade privada que captam recursos e os distribuem para projetos na áreas de malária, aids e tuberculose.

Um quarto do financiamento global da aids é feito pelo Fundo que já aprovou projetos contemplados em 140 países, movimentando recursos de US$ 15,6 bilhões.

Os projetos apresentados recebem análise e têm quatro diferentes classificações: aprovação sem alterações; aprovação recomendada desde que ajustes sejam realizados; não é recomendada a aprovação e os autores são incentivados a fazer mudanças; e, por último, o projeto é rejeitado.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS

Cartilha diz que Aids causa perda de memória

A Igreja Adventista do Sétimo Dia em São Paulo distribuiu cartilhas educativas sobre a Aids, listando sintomas que eram realidade nos anos 1980, época de epidemia.

O material enumera como sintomas “sapinho na boca e na garganta”, “língua inchada”, “diarreia durante mais de um mês” e “perda da memória e da capacidade intelectual”. Além disso, classifica como grupos de risco hemofílicos, viciados e “tatuados”, além dos que “se relacionam sexualmente com muitos parceiros”.

Para o Ministério da Saúde, livretos desse tipo atrapalham campanhas de prevenção à Aids. A Igreja Adventista disse que o material foi distribuído sem conhecimento de instâncias superiores da instituição.

Fonte: Jornal Destak

Pessoas com HIV serão vacinadas contra gripe suína nesta semana

Pessoas que vivem com HIV/aids já estão sendo vacinadas contra o vírus da Influenza A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína. O Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, diz que elas devem procurar os postos de 22 de março a 2 de abril, período no qual está sendo realizada a 2ª Etapa de Vacinação contra o Vírus da Influenza A (H1N1).

Nessa segunda fase, haverá vacinação de portadores de doenças crônicas, incluindo “pacientes com imunodepressão por uso de medicação ou relacionada” a este tipo de enfermidade. No mesmo período, serão vacinadas gestantes e crianças de seis meses até as que ainda não tenham completado dois anos.

O departamento afirma que as pessoas que vivem com HIV/aids devem ser vacinadas, independentemente de sua contagem de linfócitos T CD4+. Para os locais de vacinação, precisam informar que possuem doença crônica – não sendo necessária a revelação de seu diagnóstico, por ser resguardado o direito ao sigilo e à confidencialidade.

O Ministério da Saúde diz que os serviços de atendimento devem recomendar às pessoas vacinadas que não realizem a coleta de sangue de carga viral e contagem de linfócitos T CD4+ nas quatro semanas após receber a vacina. A pasta justifica a recomendação porque há a possibilidade de ocorrência do processo “transativação heteróloga”, pelo qual acontece a ativação do sistema imunológico, podendo, com isso, alterar o resultado da contagem.

Fonte: Agência Estado

Maioria das crianças menores de 5 anos com HIV foi infectada pela mãe

O Fundo Global de Luta contra a Aids, a Tuberculose e a Malária divulgou que, atualmente, pelo menos 10.194 crianças brasileiras com até 5 anos de idade foram infectadas pelo vírus em decorrência da transmissão vertical. Os dados são de dezembro de 2009 e, de acordo com a pasta, ainda vão passar por uma revisão. Apenas no ano passado, 481 crianças foram infectadas. De 1996 a 2008, 3.758 crianças morreram em decorrência da aids.

Reuters

Reuters

Apenas no ano passado, 481 crianças foram infectadas com o HIV por suas mães

O assessor técnico do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Marcelo Freitas, explicou que o maior desafio brasileiro na erradicação da transmissão vertical é ampliar o diagnóstico de HIV em gestantes. Segundo ele, mais de 90% das grávidas atendidas na rede de atenção básica chegam a fazer pré-natal mas somente 60% passam pelo teste que detecta o vírus.

Entre as razões para o baixo índice de detecção estão o fato de o médico não oferecer o exame, a recusa da paciente de submeter-se a ele e a fraca estrutura de laboratórios. Nesse último caso, Freitas afirmou que o exame chega a ser feito, mas o resultado não é devolvido ao paciente ou ao médico. A estimativa é de que até 12 mil gestantes de um total de 2,5 milhões por ano apresentem o HIV, entre as mulheres diagnosticadas e não diagnosticadas.

“Em menores de 5 anos, de todos os casos notificados de 1984 a 2009, 94% foram por meio da transmissão vertical. Não tem para onde correr. No caso de criança, a grande via de transmissão é a vertical”, alertou o especialista.

Sobre a possibilidade de erradicação virtual da infecção de mãe para filho, ele avaliou: “É uma possibilidade muito aberta. Não dá pra dizer, sendo que temos todos esse desafios ainda. A gente ainda não pode sinalizar e prometer.”

Entre as medidas consideradas eficazes para evitar o risco de transmissão, segundo o ministério, estão o diagnóstico precoce da gestante infectada, o uso de drogas anti-retrovirais, o parto cesariano programado e a suspensão do aleitamento materno (substituindo-o por leite artificial ou fórmula infantil).

Durante o pré-natal, toda gestante tem o direito e deve realizar o teste para HIV. Quanto mais precoce o diagnóstico da infecção, maiores as chances de evitar a transmissão para o bebê. O tratamento é gratuito e está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

O Fundo Global de Luta contra Aids, Tuberculose e Malária ressaltou que a meta só poderá ser alcançada caso as medidas em progresso e os esforços na área sejam mantidos. Até o final de 2009, de acordo com o órgão, 790 mil grávidas soropositivas de países subdesenvolvidos e em desenvolvimento receberam profilaxia antiretroviral para prevenir a infecção do bebê pela mãe – o índice representa 45% da cobertura do total de mulheres que se encaixam no perfil.

Fonte: Estadão