Artista circense é acusado de transmitir Aids para mais de 12 mulheres

O homem de 31 anos teria confessado ter feito sexo desprotegido com pelo menos uma dúzia de parceiras. Entretanto a polícia local afirma que acredita que Godfrey Zaburoni pode ter se envolvido com mais mulheres e procura por outras potenciais vítimas do homem, na Austrália.

Dr. Jeanette Young, do serviço de saúde, disse que Zaburoni dormiu com 7 mulheres em Queensland e outras nas cidades de New South Wales e Victoria. “É preciso que todas as mulheres de qualquer parte do país que reconheçam esse homem e tiveram relações desprotegidas com ele, procurem o serviço de saúde para fazer o teste do soro positivo”, pediu a médica.

Godfrey Zaburoni já apareceu até em programas de TV na Austrália. Ele teria contraído a doença em 1997 e mesmo sabendo que a portava, não se preocupou em prevenção. Zaburoni responde por dois processos por ter transmitido doença grave.

Fonte: Jornal O Dia

Uso de lubrificante durante sexo anal pode aumentar risco de infecção por HIV

Um estudo divulgado nesta terça-feira (25) na Conferência Internacional de Microbicidas, que acontece esta semana em Pittsburgh, nos Estados Unidos, concluiu que fazer sexo anal sem preservativo, mas com uso de lubrificante, pode aumentar em até três vezes as chances de ser infectado pelo vírus HIV, o mesmo da Aids.

O estudo envolveu aproximadamente 900 homens e mulheres de Baltimore e Los Angeles. Segundo os pesquisadores, destes, quem usava lubrificantes estava três vezes mais suscetíveis de transmitir infecções retais.

Um outro estudo complementar também apresentado na conferência mostrou o resultado de testes realizados com marcas de lubrificantes comprados em lojas ou por correspondência. Por meio dele, cientistas descobriram que muitos destes produtos são tóxicos para células e para tecidos do reto. Por isso, se causar o mesmo efeito em humanos, significa que as células da região retal podem ser mais vulneráveis para a infecção pelo HIV do que já são.

Ainda de acordo com a pesquisa, o risco de se infectar pelo HIV durante o sexo anal sem preservativo é pelo menos 20 vezes maior do que o sexo vaginal sem proteção. E as chances aumentam ainda mais se houver outras infecções presentes na região retal.

Fonte: R7

Pesquisadores avançam na criação de gel vaginal que pode prevenir a Aids

Um gel microbicida vaginal testado em macacas, feito a partir de um novo tipo de droga anti-HIV, mostrou que esses animais ficaram mais protegidos contra um vírus semelhante ao da Aids. O estudo foi apresentado durante a Conferência Internacional de Microbicidas, que acontece esta semana em Pittsburgh, nos Estados Unidos.

Os microbicidas são substâncias projetadas para prevenir a transmissão sexual do vírus da Aids. O gel foi o primeiro a ser produzido com inibidores da integrase, uma das três enzimas virais necessárias para replicação do vírus HIV.

Segundo os pesquisadores Charles Dobard e Walid Heneine, do Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos, o novo gel deixou as macacas mais protegidas contra um vírus chamado SHIV, que é uma combinação do vírus da Aids com um outro que afeta os primatas.

Os inibidores da integrase foram uma das últimas substâncias incluídas no tratamento da Aids, atuando com outras drogas antirretrovirais. Novos estudos têm mostrado que esses inibidores podem vencer o vírus HIV quando ele se torna resistente a outros remédios. Esses inibidores podem ser usados tanto para o tratamento de portadores da doença como para prevenir a transmissão do vírus para pessoas não infectadas.

Testes com gel microbicida

De acordo com o infectologista Luiz Antonio Lima, professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), os testes feitos em macacas com produtos à base de gel são promissores, já que os animais não estão se infectando.

– Os estudos em humanos estão na fase de recrutamento das mulheres.

O especialista diz que a vantagem dessa estratégia de prevenção é “colocar na mão das mulheres esse método de prevenção”.

– É importante dar às mulheres esse poder de escolha, para que elas também possam impedir a transmissão. Assim elas não ficam na dependência de o homem usar a camisinha.

Lima ressalta, no entanto, que o gel não exclui o uso do preservativo, que é a única arma comprovadamente eficaz contra a transmissão da Aids.

Gel causa menos efeitos colaterais que medicamento oral

Pesquisadores da Universidade de Pittsburgh apresentaram um estudo que avalia os efeitos colaterais de um gel microbicida vaginal usado, durante a gravidez, para evitar a transmissão do HIV da mãe para o filho durante o parto.

O gel microbicida testado é composto por uma substância chamada tenofovir, que é um medicamento que faz parte do coquetel anti-HIV. Essa substância é usada, por meio de medicação oral, para evitar a transmissão do vírus da mãe para o bebê durante o parto. No entanto, estudos revelaram que, pela medicação oral, partes da substância passavam para o recém-nascido.

O novo estudo, apresentado durante a Conferência em Pittsburgh, mostrou que o uso do tenofovir em gel reduziu a quantidade da droga absorvida pela corrente sanguínea, pelo líquido amniótico e pelo sangue do cordão umbilical. A quantidade encontrada no cordão umbilical era cerca de 40 vezes menor que a quantidade detectada após a medicação oral. Já a quantidade de droga absorvida pelo sangue da mãe era de 50 a cem vezes menor.

Para o estudo, os pesquisadores avaliaram 16 mulheres saudáveis que não eram portadoras do vírus da Aids. Elas receberam uma aplicação do gel na região vaginal cerca de duas horas antes da realização do parto realizado por cirurgia cesariana. Segundo o pesquisador Richard Beigi, da Universidade de Pittsburgh, a descoberta estimula a realização de novos estudos sobre o uso desse gel no combate à doença.

Fonte: R7

SUAZILÂNDIA TRATA AIDS COM ERVAS E REZAS

Mama Fátima promete “resultados rápidos” no tratamento de HIV. Tia Kaawa diz que seu método “é a resposta”. Dr. Samba assegura a cura da AIDS em quatro dias. Os três anúncios, ao lado de dezenas, ocupavam os classificados da edição de 18 de maio do “Times of Swaziland”, maior jornal diário da Suazilândia.

O país ostenta o recorde negativo do maior índice de infectados por AIDS no mundo (26,1% da população de 15 a 49 anos de idade).

Os anúncios são sinais de um fenômeno que, num caso raro de concordância entre governo e ONGs, atrapalha muito o combate da epidemia: o curandeirismo. Estima-se que 90% da população suazi consulte-se com “médicos tradicionais”, cujas poções misturam ervas e rituais espirituais.

Para comunidades distantes de centros de saúde modernos, é a única alternativa. São cerca de 6.800 curandeiros em toda a Suazilândia, organizados na Associação dos Médicos Tradicionais. Seu presidente, Nhlavana Maseko, diz que os ANTIRRETROVIRAIS sozinhos não ajudam a tratar a doença. “É uma estratégia tripartite: medicina moderna, medicina tradicional e poder espiritual. Só assim o tratamento funciona”, diz ele, em frente a uma loja de ervas no mercado central de Manzini, a maior cidade do país.
A declaração pode ser vista como um avanço. Não faz muito tempo, os curandeiros faziam campanha contra as drogas modernas, apregoando que seriam “veneno”.

Nos últimos dois anos, ONU, governo e ONGs capitularam ao poder dos médicos tradicionais e criaram uma estratégia ao estilo “se não pode vencê-los, junte-se a eles”. Passaram a tolerar os rituais tradicionais, desde que os curandeiros, em contrapartida, encaminhassem os pacientes para clínicas modernas.

“Se querem rezar, rezem, mas que pelo menos depois encaminhem os doentes para um hospital”, diz Siphiwe Hlophe, diretora da ONG Swaziland Positive Living.

As promessas de cura da AIDS também sumiram do repertório de parte dos médicos tradicionais, embora não tenham desaparecido totalmente, como os anúncios classificados mostram.

Ainda assim, perde-se muito tempo com tratamentos sem eficácia comprovada. E muitos pacientes acabam achando que as ervas serão suficientes para aliviar os sintomas da AIDS.

Além disso, os curandeiros continuam resistentes ao uso de PRESERVATIVOS. “Não é parte de nossa cultura. O homem aqui quer ter filhos. Ele vai ficar usando a CAMISINHA até ficar velho?”, diz Maseko.

Muito melhor, segundo ele, é investir na circuncisão, que reduz o risco de contaminação pela AIDS. O problema, para ONGs, é que o risco não é eliminado, e o homem circuncidado acaba se descuidando do uso de camisinhas. Para os que vêm visitá-lo em busca de ajuda para tratar a AIDS, Maseko receita uma poção. Feita de quê?
“Não revelo. Só digo no dia em que as farmacêuticas revelarem as fórmulas de seus remédios”, declara.

País é o maior exemplo de drama da região sul da África

A Suazilândia é só a face mais crônica de um fenômeno ainda um tanto misterioso. Como a AIDS se implantou de maneira tão grave num pedaço específico do planeta, o sul da África?

Os oito países com maior proporção de contaminados do mundo pertencem a essa região. O nono colocado (a República Centro-Africana) tem metade do índice do oitavo (Moçambique).

Algumas hipóteses são rotineiramente levantadas: fatores culturais, como a poligamia e a suprema autoridade do homem sobre a mulher, são uma tentativa de explicar o desastre.

A negligência oficial, principalmente na África do Sul, desperdiçou anos em debates inúteis sobre as causas da doença e a eficácia de drogas já testadas e aprovadas.

A resistência à CAMISINHA e o conservadorismo de uma sociedade que discute sexo de maneira muito tímida empurram o HIV adiante.

Essa batalha o continente já perdeu. Vem agora outra, centrada em como congelar a epidemia e prolongar a vida dos pacientes.

Tardiamente e ainda com falhas, drogas ANTIRRETROVIRAIS estão sendo distribuídas.
Com doentes vivendo mais, é provável até que a proporção de portadores do vírus aumente, antes de lentamente começar a cair.

O que é certo é que a redução dos índices de contaminados para um dígito ainda está a anos de distância. (FZ)

Fonte: Folha de S. Paulo

Quer ganhar um cadarço da campanha NikeRED Lace Up Save Lives em prol do combate à Aids na África?

Para concorrer a um par de cadarços da campanha NikeRED Lace Up Save Lives, em prol do combate à Aids na África, o @nikeredbrasil preparou uma ação exclusiva no Twitter. A promoção terá início em 18/05/2010 (dezoito de maio de 2010) e o término será em 31/05/2010 (trinta e um de maio de 2010), às 18 horas, horário de Brasília. O par de cadarços será sorteado entre os seguidores do @VivaCazuza e @nikeredbrasil. Para concorrer, basta realizar o seguinte procedimento:

1º – Seguir o @nikeredbrasil no Twitter.

2º – RT a mensagem que divulga o sorteio. IMPORTANTE: para participar é necessário RT os posts que tiverem o link do migre.me sobre o sorteio.

O sorteio será realizado via site random.org, sem qualquer vínculo com o @nikeredbrasil para que seja imparcial e autêntico.

O ganhador será avisado via Direct Message, por isso é importante seguir o @nikeredbrasil (http://twitter.com/nikeredbrasil no Twitter.

O cadarço será enviado pelo correio. O sorteio vale para todo o território brasileiro.

Participe!

Fonte: Sociedade Viva Cazuza

ATENÇÃO: Sigam o HIV EM PAUTA no TWITTER @hivempauta

Cientista: vacina da aids tem chance de ser criada em 20 anos

Apesar de décadas de esforço, nenhuma cura para a aids foi inventada até agora. Os obstáculos são imensos. A mutação do vírus em um dia equivale à que ocorre no vírus da gripe em um ano, e o vírus pode também ficar dormente por tempo indeterminado.

Como ninguém nunca foi curado, não existe uma defesa natural para copiar. E como o vírus ataca as células CD4, que são os “alarmes de incêndio” do sistema imune, vacinas que estimulem a imunidade podem apenas criar mais alvos.

Mesmo em países ricos, o vírus só pode ser controlado: coquetéis antirretrovirais impedem que ele se multiplique. Os pacientes não são curados, mas podem sobreviver até idade avançada.

Com apenas quatro milhões de pessoas sendo tratadas no mundo e doadores hesitando em apoiar 33 milhões ou mais, é preciso um milagre. Mas nenhum parece estar no horizonte.

O mais recente ensaio clínico de uma vacina, na Tailândia, levou seis anos e fracassou. Ela chegou a proteger temporariamente alguns participantes, mas mesmo isso exigiu seis injeções com meses de intervalo. Algo assim é muito complicado para lugares como a África rural, onde iniciativas contra a pólio fracassam com frequência, mesmo envolvendo algumas poucas gotas rosadas na boca de bebês. O dr. Anthony S. Fauci, que supervisionou o ensaio tailandês, afirma que não vê “nenhuma chance” de uma vacina para os próximos anos e estima uma chance “razoável” dentro de 20 anos.

A busca por um microbicida vaginal também está atrasada. As mulheres precisam de um produto simples que possa ser aplicado secretamente, porque muitos homens reagem violentamente à sugestão de que estejam infectados.

Além disso, pelo fato de muitas delas quererem engravidar, ele precisa bloquear um vírus minúsculo sem bloquear o esperma, o equivalente a parar um milhão de motos numa rodovia em que uma frota de caminhões passa facilmente.

Ensaios clínicos que usam substâncias químicas grudentas se provaram infrutíferos. Um teste inicial de espermicida chegou a aumentar as infecções.

Em julho, devem ser divulgados os resultados de um ensaio clínico com um gel contendo a droga antirretroviral tenefovir, que funcionou bem em macacos. A expectativa é que ela não apresente nenhum grande resultado, nem um fracasso absoluto, já que, eticamente, os cientistas precisariam parar o teste prematuramente se os resultados preliminares mostrassem outra tendência.

Sharon Hillier, principal pesquisadora da Microbicide Trials Network, diz ainda estar “esperançosa” de que um gel ou um implante vaginal que libere a droga aos poucos seja desenvolvido algum dia. “Mas”, disse Hillier, “vai ser um processo longo e difícil”.

Fonte: Portal Terra

Saúde faz teste de Aids em praça pública nesta 3ª feira, em Ribeirão Preto

Uma equipe do programa DST/Aids fará testes gratuitos de Aids nesta terça-feira, na praça Monteiro Lobato, no Jardim Centenário, em Ribeirão Preto. O foco do trabalho preventivo, que ocorre das 17h às 21h, são os jovens, segundo a Secretaria da Saúde de Ribeirão.

Uma unidade móvel chamada de “Viação Saúde”, com técnicos da secretaria e agentes do Ribeirão Jovem, estará à disposição dos jovens do bairro para esclarecimento de dúvidas sobre doenças sexualmente transmissíveis, Aids e hepatites.

Além do exame sorológico rápido anti HIV, haverá disponibilização de materiais informativos, distribuição de preservativos e vacinação contra a hepatite B.

O projeto ainda deve ser levado a outros seis bairros de Ribeirão e ao distrito de Bonfim Paulista, segundo a Saúde. Os bairros são os seguintes: Parque Ribeirão, Adão do Carmo, Jardim Maria das Graças, Jardim Aeroporto, Jardim do Trevo e Ribeirão Verde.

Nos dias 22,23 e 24 de outubro, na Cava do Bosque, será realizado o 1º Encontro Municipal de Adolescentes de Ribeirão Preto, cujo tema será “Por uma geração sem Aids”.

Fonte: Jornal A Cidade