Transmissão de HIV cai 90% em São Paulo

O Estado de São Paulo quer eliminar a transmissão do vírus da Aids de mãe  para filho (transmissão vertical) até 2012. Desde 2000, houve queda de 90%, segundo estudo do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids em parceria com pesquisadores do Ceará e da Califórnia.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a estratégia é reforçar os meios de diagnóstico e profilaxia das gestantes. A transmissão do HIV da mãe para o bebê é considerada eliminada quando há até duas crianças soropositivas a cada cem grávidas infectadas.

Segundo a pediatra Luiza Matida, do CRT, a meta deverá ser alcançada “Mas deve-se atentar para a manutenção de ações de vigilância”, diz.

Fonte: E-BAND

Secretaria de Saúde de Camboriú (SC) abre processo seletivo para contratação temporária

A Secretaria Municipal de Saúde de Camboriú / SC, abriu as inscrições para o processo seletivo de contratação emergencial de profissionais dos Programas DST/AIDS, Tuberculose, Hanseníase e Hepatites Virais e Vigilânica Epidemiológica. Os candidatos têm até o dia 13 de agosto para registrar a sua participação, comparecendo na sede do órgão que fica na Rua Presidente Costa e Silva, 329, Centro.

Os interessados precisam apresentar no momento da inscrição uma listagem de documentos como fotocópia da carteira de identidade, título de eleitor, CPF, duas fotos 3X4, comprovante de escolaridade, fotocópia do documento de motorista e diploma, dependendo a vaga que for disputar. Os requisitos básico é ser maior de idade, estar em dia com as obrigações eleitorais e possuir habilitação adequada para o exercício da função.

O teste para os postulantes aos cargos será no dia 17 de agosto, a partir das 18h na Escola Municipal Arthur Sichmann.

Fonte: Clic Rbs

Departamento DST/Aids divulga relatório / Goiás

O Departamento DST – AIDS que presta atendimento no NABS conta com o serviço do CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento ) onde é possível realizar os exames de HIV, Sífilis e Hepatites B e C gratuitamente, inteiramente sigiloso e acompanhado por uma equipe de profissionais de saúde que orientará sobre o resultado final do exame.

Além do aconselhamento são realizadas outras ações de prevenção pelo CTA dentro da unidade de saúde e fora dela como campanhas, projeto de prevenção nas escolas, itinerantes em empresas e instituições governamentais e não governametais.

O CTA também disponibiliza insumos de prevenção como camisinhas masculinas e femininas para a população em geral, materiais informativos e educativos. O departamento de DST – AIDS conta também com o Serviço de Atendimento Especializado que presta atendimento integral aos portadores de HIV-AIDS, de sífilis e outras DST’s por meio de uma equipe de profissionais de saúde composta por médicos, enfermeiro, farmacêutico, assistente social, dentre outros.

Fonte: Folha de Notícias

Laboratórios podem baratear remédios patenteados contra a Aids

As principais empresas farmacêuticas iniciaram negociações para criar um mercado comum de patentes com o objetivo de baratear a fabricação dos remédios e ampliar a luta contra a Aids. A proposta foi debatida nesta quinta-feira (22) pelo Unitaid, fundo internacional de compra de medicamentos, durante a Conferência Internacional da ONU que ocorre esta semana em Viena (Áustria).

A ideia é permitir que fabricantes de remédios genéricos produzam versões mais baratas de medicamentos que ainda sejam patenteados – os donos das licenças poderiam ceder os direitos dos produtos temporariamente, recebendo o pagamento de royalties em troca. A expectativa é que o mecanismo permita que os países pobres economizem mais de R$ 1,8 bilhão (US$ 1 bilhão) por ano na compra dos remédios.

Segundo a especialista em propriedade intelectual do Unitaid, Ellen’t Hoen, a iniciativa, além de ser importante em um momento de crise econômica e de corte de fundos, pode facilitar o acesso aos remédios nos países pobres.

– Quando as companhias chegarem a um acordo, então os fabricantes de genéricos podem fazer uso dessas propriedades intelectuais.

O objetivo é criar um “mercado único” para que os fabricantes de genéricos negociem os direitos de remédios patenteados que fazem parte do coquetel anti-HIV.

Laboratórios grandes, como a Merck, a Tibotec e o Gilead, estão em negociações avançadas sobre o assunto. Mas o ViiV Healthcare (uma parceria entre as gigantes Pfizer e GlaxoSmithKline) ainda resistem a fazer a concessão.

– Quanto maior a concorrência entre os laboratórios de genéricos, menores serão os preços. Estamos no início de um processo que esperamos que não seja muito longo porque a urgência é chave. Queremos que essa política seja a regra.

No mundo vivem mais de 33 milhões de pessoas com HIV, o vírus causador da Aids. Dentre todas essas pessoas, cerca de 15 milhões precisam receber os medicamentos antirretrovirais, que combatem à doença. Mas somente um terço (5 milhões) tem acesso a esses remédios.

Os antirretrovirais impedem a multiplicação do HIV e diminuem a quantidade do vírus no organismo. Com isso, a defesa do organismo melhora e o portador corre menos risco de desenvolver outras doenças.

Esses remédios constituem um tratamento caro, que custam milhares de dólares por ano, e por isso não é acessível em grande escala nos países mais pobres, onde se concentram a imensa maioria dos doentes de aids.

O Unitaid foi criado em setembro de 2006 pelo Brasil, Chile, França, Noruega e o Reino Unido como um mecanismo de financiamento para a compra e distribuição nos países menos desenvolvidos de remédios contra a malária, a tuberculose e a aids. Durante seus quatro anos de funcionamento, se uniram à iniciativa diversas ONGs e mais 40 países.

Fonte: R7

Africanos acusam conferência sobre aids de ignorar suas necessidades

A Rede Global da Diáspora de Negros Africanos (ABDGN, na sigla em inglês) acusou a Conferência Internacional Aids 2010, que termina nesta sexta-feira, 23, em Viena, de não discutir suas necessidades e de refletir a falta de coordenação sobre a doença reinante em muitos países europeus.

“A política e a resposta programática na Europa sobre a epidemia que afeta os negros africanos marginalizou nossas vozes e a capacidade de articular nossas necessidades para tomar decisões”, disse a organização nesta quarta-feira.

Em comunicado, a ABDGN afirma que a falta de coordenação fez com que os negros africanos fossem ignorados na distribuição de informação e recursos, apesar de muitas dessas comunidades serem de países com alto número de portadores do vírus HIV.

A entidade lembrou que 46% de todos os heterossexuais infectados pelo HIV na Europa Ocidental em 2005 eram imigrantes de países com alto nível de soropositivos.

Fonte: Estadão

ONU cria comissão para melhorar ações contra a aids

A Organização das Nações Unidas (ONU) criou uma comissão para para promover mudanças na comunicação feita para a prevenção da aids em todo o mundo. O marqueteiro Nizan Guanaes foi um dos escolhidos. Além do brasileiro, estão na comissão o arcebispo Desmond Tutu, ganhador do Prêmio Nobel da Paz; a descobridora do vírus HIV e prêmio Nobel de Medicina Françoise Barré-Sinoussi; os ex-presidentes da França Jacques Chirac e do Chile Michelle Bachelet; o cofundador da rede social Facebook Chris Hughes e o astro do basquete Magic Johnson.

Nos últimos 30 anos a aids matou 25 milhões de pessoas e ainda contamina 2,7 milhões a cada ano. O acesso a remédios é essencial, mas uma forte campanha de prevenção é a única forma de frear a epidemia. A Aliança Internacional HIV/Aids alertou que o custo anual de combate à epidemia pode chegar a US$ 35 bilhões (R$ 62 bilhões) em 2030 se os governos não investirem corretamente em medidas de prevenção.

A intenção é de que a comissão indique uma forma reforçar a ideia da prevenção. A ONU teme que essa mensagem não esteja chegando à população dos países mais pobres, que questões religiosas e morais continuem sendo obstáculos e governos tenham como prioridade apenas a compra de remédios.

Fonte: Estadão

Prisões são "incubadoras" de aids, dizem cientistas da ONU

As prisões são autênticas “incubadoras” e “disseminadoras” da aids em diversos países devido a práticas de risco, advertiram hoje especialistas das Nações Unidas na Conferência Internacional de Aids 2010, em Viena. Os médicos exigiram uma mudança nas políticas nacionais.

O consumo de drogas com seringas usadas, as tatuagens e os piercings feitos sem condições higiênicas, assim como as relações sexuais sem proteção são algumas das causas para a maior prevalência da aids e da tuberculose nas prisões. No mundo todo, há cerca de 30 milhões de presos, cuja taxa de prevalência da aids é entre 1,5% e 50% maior do que a do resto da sociedade.

Segundo Andrew Bell, do departamento de HIV da Organização Mundial da Saúde (OMS), as prisões recebem pessoas que, por sua situação pessoal, seja pela marginalização ou sua exposição às drogas, têm “um risco especial de ter aids, tuberculose ou hepatite”, mas frequentemente precisam de atenção apropriada nos centros penitenciários. “As prisões também atuam como um mecanismo que bombeia aids e tuberculose dentro da sociedade”, afirmou Christian Kroll, do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC, na sigla em inglês), já que muitos ex-detentos têm comportamentos que aumentam os riscos de infecção.

O fato de muitos sistemas penitenciários estarem superlotados e de os serviços de saúde não poderem atender os presos de forma adequada é outra das causas da propagação da aids. O tabu representado pelo homossexualismo em certos países colaborou para a falta de políticas que permitam reduzir o risco de infecção de forma efetiva, como a distribuição de preservativos.

Por isso, os especialistas defenderam garantir o direito ao melhor atendimento possível aos presos, assim como políticas de resultados claros, como os programas de substituição com metadona (substância usada no tratamento de dependentes químicos) e a distribuição de seringas descartáveis para evitar a propagação da aids. Os especialistas destacaram Espanha e Suíça como modelos ideais em políticas carcerárias.

Na América Latina, “Argentina e Brasil são dois exemplos de países que claramente querem melhorar a situação nas prisões e que estão se esforçando neste sentido”, disse Fabienne Hariga, especialista do UNODC sobre HIV nas prisões, à Agência Efe.

Um dos problemas de muitos países é que sequer há estudos para avaliar a situação nas prisões, ou seja, não há uma base para iniciar mudanças. Para Lucas Wiessing, do Centro Europeu sobre Drogas, também é necessário acabar com as prisões por posse de pequenas quantidades de drogas, já que nas prisões a situação destes detidos pode piorar.

O UNODC lançou uma guia de atuação que pode servir como orientação aos Governos nacionais nos quais defende o respeito dos direitos humanos, entre eles o direito ao melhor atendimento possível. “Todos os tipos de tratamentos devem ser acessíveis para a população carcerária”, diz o UNODC.

Fonte: Portal Terra