China julga 1º caso portador de HIV discriminado no trabalho

Um tribunal de justiça da província central chinesa de Anhui aceitou tramitar o primeiro caso de discriminação por aids em um ambiente de trabalho na China.

Segundo informou nesta terça-feira (31/08) o jornal oficial China Daily, um tribunal da cidade de Anqing aceitou a denúncia de um cidadão chinês, cuja identidade não foi revelada, contra a secretaria municipal de educação, que lhe negou um emprego de professor após exames que detectaram que era portador do vírus HIV.

O denunciante tinha sido selecionado após provas escritas e uma entrevista pessoal, mas o escritório de Anqing o afastou da seleção após os resultados dos exames clínicos, que foram realizados aos candidatos antes do começo do trabalho.

Zheng Jineng, advogado do denunciante, assegurou que seu cliente não procura nenhuma compensação econômica, e que só quer poder trabalhar, já que passou pelo processo de seleção.

“Espero que o caso possa chamar a atenção da opinião pública e que ajude a proteger as pessoas que buscam emprego perante qualquer tipo de discriminação”, disse o letrado.

Oficialmente, a China reconhece 740 mil portadores do HIV, embora as ONGs elevem o número até vários milhões. Este é o primeiro caso em que a Justiça do país aceita tramitar um caso de discriminação laboral por esse motivo.

Nos anos 80, o Governo chinês considerava a aids como um “mal estrangeiro”, enquanto dezenas de milhares de seus cidadãos se contagiavam dentro do país por conta de negócios ilegais de compra e venda de sangue.

Após anos de esquecimento e discriminação dos portadores do vírus, o Executivo chinês mudou sua atitude com campanhas de prevenção e de conscientização, pedindo à população que não condene soropositivos e doentes de aids ao ostracismo.

Fonte: Portal Terra

Cientistas dão passo importante na luta contra Aids

Depois de 30 anos pesquisando drogas(1) capazes de impedir a multiplicação do HIV em organismos infectados, a ciência está mais próxima de encontrar meios de matar o vírus, o que significaria a verdadeira cura da Aids. Estudos recentes realizados com modelos animais mostram que isso é possível, por meio de mecanismos que fazem o HIV se autodestruir. Embora as pesquisas ainda estejam em estágio embrionário, elas significam um passo gigantesco, tratando-se de uma doença cujo diagnóstico era considerado um atestado de óbito há pouco mais de duas décadas.

Publicado nesta semana no periódico científico Journal of Virology, um dos estudos mais promissores conseguiu estimular a autodestruição do HIV a partir da combinação de duas drogas já aprovadas pelo FDA, órgão de regulamentação de fármacos dos Estados Unidos, utilizadas atualmente no tratamento de câncer. Esse tipo de abordagem, chamado de reposicionamento de drogas, é o mesmo do primeiro medicamento capaz de reduzir a multiplicação do HIV, lançado em 1987. Incialmente, o AZT era recomendado para pacientes com tumores malignos (veja linha do tempo).

“A vantagem em relação a se descobrir uma nova droga é que já sabemos muito sobre essas duas substâncias. Não vamos precisar repetir os estudos. O que teremos de fazer é demonstrar sua eficácia com esse novo enfoque”, explicou ao Correio a médica Christine Clouser, do Centro de Saúde da Universidade de Minnesota, uma das autoras do estudo. “Essa descoberta dá esperança para uma nova abordagem que, um dia, poderá ajudar 33 milhões de pessoas ao redor do mundo que já vivem com o HIV”, completou o virologista molecular Louis Mansky, que também participou da pesquisa.

De acordo com Mansky, as duas drogas — decitabina e gemcitabina, também aprovadas no Brasil —, quando combinadas, conseguiram eliminar a infecção por HIV em ratos, fazendo com que o vírus sofra uma mutação que o leva à morte, processo conhecido como mutagênese letal. “A habilidade do HIV de se modificar é o que faz dele um alvo difícil de se tratar. O que fizemos foi tirar vantagem desse comportamento, estimulando sua mutação, mas de forma a transformá-lo em uma arma contra ele mesmo.”

Os pesquisadores da Universidade de Minnesota afirmam que essa é a primeira vez que foi possível atacar o vírus até a morte, sem causar efeitos tóxicos. Como ambas as substâncias já têm aprovação do FDA, eles acreditam que, se os efeitos positivos forem verificados em animais de maior porte, será muito mais fácil desenvolver o medicamento para uso humano. “A primeira coisa que precisamos fazer é descobrir como combinar as duas drogas em forma de pílula, porque, na pesquisa, utilizamos as substâncias injetáveis”, conta Christine Clouser. Depois disso, eles terão de verificar se, em modelos mais complexos que os ratos, as duas drogas combinadas não serão tóxicas ao organismo.

O estudo de Clouser e Mansky vai ao encontro de outra pesquisa divulgada recentemente na revista especializada Aids Research and Therapy . Os cientistas da Universidade Hebraica de Jerusalém também conseguiram destruir o HIV em células infectadas, injetando nas estruturas uma dose de DNA viral. Segundo os autores, somente as células doentes morreram, um aspecto vital para o desenvolvimento de uma terapia baseada na pesquisa.

Um dos autores do estudo, o professor Abraham Loyter explica que, na infecção, o HIV se espalha pelo corpo humano depois que o DNA viral é incorporado ao genoma das células do hospedeiro. Quando isso ocorre, o HIV injeta nos genes da pessoa infectada uma quantidade pequena de DNA, suficiente apenas para replicar o vírus no organismo. O que a equipe de pesquisadores descobriu foi que, aumentando essa quantidade, as células infectadas passam por um processo chamado apoptose, que consiste na autodestruição celular.

“Para atingir esse objetivo, desenvolvemos peptídeos que podem penetrar as células infectadas e estimular a atividade da integração viral. Essa estimulação resultou no aumento do número de moléculas de DNA viral nas células infectadas. Com isso, elas entraram em um ‘estágio de pânico’ desordenado, provocando sua autodestruição”, explicou Loyter ao Correio. “Embora extremamente promissora, a pesquisa é preliminar e precisamos fazer mais testes”, lembra.

Proteína
Já na Universidade de Loyola, nos Estados Unidos, um grupo de pesquisadores procura entender o processo de destruição do HIV com base no estudo de células de macacos rhesus, cujo genoma é 93% idêntico ao dos humanos. Eles usaram um microscópio especial que custa US$ 225 mil para identificar os componentes de uma proteína chamada TRIM5a, que destrói o HIV nos primatas. Segundo Edward M. Campbell, principal autor da pesquisa, a descoberta poderá levar ao desenvolvimento de tratamentos que eliminem o vírus nos seres humanos. O artigo foi capa da edição de 15 de setembro da revista especializada Journal Virology, a mesma que publicou o estudo da Universidade de Minnesota.

De acordo com Campbell, em 2004, outros pesquisadores relataram que a TRIM5a protegia os macacos rhesus do HIV. Primeiramente, a proteína agarra-se ao vírus. Então, outras TRIM5a formam um grupo e destroem o agente. Humanos também possuem essa proteína, mas, ao contrário do que acontece com os macacos, ela protege contra outros vírus, mas não o HIV.

A ideia dos pesquisadores é transformar a TRIM5a em um agente terapêutico efetivo. “Mas, primeiro, precisamos identificar os componentes da proteína que fazem com que ela destrua viroses”, explicou Campbell ao Correio. Ele diz que a proteína consiste em aproximadamente 500 subunidades de aminoácidos, sendo que a equipe de cientistas da Universidade de Loyola conseguiu identificar seis diretamente associados à habilidade de inibir a infecção viral nas células dos primatas — Campbell destaca que não foram usados animais diretamente na pesquisa, apenas suas células.

No microscópio, os cientistas observaram como os aminoácidos identificados alteravam o comportamento da TRIM5a. Como continuação da pesquisa, Campbell diz que a esperança é descobrir um aminoácido que consiga não apenas inibir a infecção, mas matar o HIV. “Uma vez que eles sejam identificados, será possível, por engenharia genética, tornar a proteína mais efetiva em humanos. Mas um melhor entendimento do mecanismo da proteína é necessário para o desenvolvimento de drogas que imitem a ação da TRIM5a”, diz o cientista.

Para o cientista Abraham Loyter, da Universidade Hebraica de Jerusalém, é preciso ter em mente que, por enquanto, as pesquisas estão em estágios bastante iniciais. “Até agora, esses experimentos só conseguiram ‘curar’ o organismo infectado pelo HIV em pequenos potes de células cultivadas no laboratório”, admite. Mas ele afirma que são iniciativas extremamente promissoras. “Essas descobertas são passos muito excitantes no caminho da erradicação dessa devastadora pandemia global.”

1 – Fim da reprodução
A Aids é tratada com medicamentos que inibem a reprodução do HIV no sangue, mas até agora não existem remédios que conseguem matar o vírus. A terapia combinada dos medicamentos é chamada antirretroviral e, no passado, era conhecida popularmente como “coquetel”. Atualmente, de acordo com o Ministério da Saúde, existem 19 medicamentos desse tipo, divididos em quatro classes diferentes.

Fonte: Correio Braziliense

ONU debate na Austrália melhora da saúde global e prevenção da aids

A melhora da saúde em nível global e, em particular da saúde materna e infantil, por meio da prevenção da aids, é o objetivo principal da 63ª Conferência do departamento de Informação Pública da ONU e das ONG dedicadas à saúde, inaugurada nesta segunda-feira, 30, em Melbourne, na Austrália.

O diretor do escritório da ONU dedicado a combater a aids, Michel Sidibé, disse que com a ajuda das ONGs as novas infecções de HIV se reduziram em 17% e que só na África foram evitadas 400 mil novas infecções, mas também apontou que não se pode trabalhar apenas em prevenir a doença – é preciso melhorar a saúde em geral.

A conferência pretende avançar nos Objetivos do Milênio da ONU que têm como horizonte 2015 e que inclui, entre outros, a erradicação da extrema pobreza e da fome, o acesso universal à educação, a redução da mortalidade infantil e de doenças como a aids, a igualdade entre os sexos, a melhora da saúde materna, a sustentabilidade meio ambiental e a conquista de um pacto global para o desenvolvimento.

“Os objetivos 3, 4, 5 e 6 são um grupo indivisível”, disse Sidibé ao se referir que a saúde é necessária para conseguir a autonomia da mulher, reduzir a mortalidade infantil e combater a aids, a malária e outras doenças.

Mais de 1.400 delegados de 70 países participam do evento, de três dias, no qual as ONGs que trabalham com a ONU discutirão como melhorar suas atividades.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, deu as boas-vindas em mensagem gravada. Ban Ki-moon disse que as conclusões da reunião de Melbourne servirão para a reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro em Nova York, a fim de avaliar o grau de cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

Fonte: Estadão

NOVIDADE: HIV EM PAUTA & VOCÊ CONTRA A AIDS

Queremos conhecer o que VOCÊ está fazendo para ajuda na luta contra a AIDS.

Se você é envolvido em alguma causa, ajuda alguma ONG ou pratica alguma ação que auxilia portadores ou a espalhar a informação do combate à doença entre em contato com a gente através dos comentários. O link está logo após a publicação deste post.

E começamos com Manoel Queiroz, 17 anos, morador de Miguelópolis, interior de São Paulo.  Ele nos enviou o seguinte texto e as fotos da sua ação contra a AIDS, em sua sua cidade, no Carnaval, deste ano.

TEXTO DE MANOEL QUEIROZ (@QueirozManoel)

“Fevereiro, carnaval, muita festa e tudo indica pouco cuidado. Baseado em dados da região, a cada dia uma pessoa adquire o vírus HIV (vírus da imunodeficiência humana) e no carnaval, segundo o Ministério da Saúde, é a época em que mais casos da doença aparecem. Todos sabem que a camisinha é de extrema necessidade, pois ninguém está imune às DSTs (doenças sexualmente transmissíveis). Por isso, o Interact Clube de Miguelópolis, apoiando a secretaria de Saúde, foi até a festa de Carnaval e ajudou na distribuição gratuita de preservativos à população.

Porém, alguns dos mais diversos problemas surgiram: vergonha, medo de acharem que depois iriam para uma transa ou até mesmo dos amigos zombarem apenas pelo fato de ter aceitado o preservativo.

Os integrantes do Interact Clube são jovens iguais a grande parte frequentadora do carnaval, mas mesmo assim, os foliões se intimidavam com o ato de oferecer o preservativo, tanto jovens como alguns adultos que fingiam que nada estava acontecendo.

Muitos homens alegam não fazer o uso da camisinha pelo fato dela incomodar. Mas vamos raciocinar um pouco: se você adquirir uma doença ou até mesmo engravidar sua parceira, sem planejamento, o incômodo será maior. Hoje em dia existem vários métodos de prevenção e a camisinha é um dos mais eficazes.

Grande parte das pessoas pensa de um modo errado sobre as DSTs, acham que “Isso nunca vai acontecer comigo”. É exatamente isso que portadores do vírus dizem que pensaram antes de contraírem o vírus.

Algumas pessoas confiam tanto no parceiro que acabam transando sem camisinha. O desconforto de usar o preservativo é muito pequeno se comparado aos problemas que você terá que enfrentar se adquirir a AIDS (síndrome da imunodeficiência adquirida), por exemplo. Não deixe que sua saúde sexual acabe no carnaval, cuide-se.”

Aguardamos ansiosamente para saber o que você está fazendo contra a AIDS e ajudando a sociedade.

COLUNA: NUTRIÇÃO: Amamentação e o vírus HIV

A transmissão do HIV da mãe soropositiva para o bebê é chamada de transmissão vertical e pode ocorrer durante a gravidez, parto ou até mesmo no período de amamentação.

No Brasil, os dados epidemiológicos apontam um número elevado de crianças contaminadas por suas mães com soropositividade do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). É possível diminuir o risco de transmissão vertical identificando seu status sorológico antes de engravidar. Quando a gestante é identificada soropositiva, serão necessários um acompanhamento pré-natal e profilaxia específica, além de cuidados especiais durante o parto e no aleitamento da criança.

Mas, infelizmente, muitas mulheres tomam conhecimento da própria soropositividade apenas quando descobrem que seu filho está infectado, no pré-natal, durante o parto ou até mesmo no pós-parto.

Ainda que se reconheça que alguns fatores interferem na transmissão vertical do HIV, não há como se identificar o nível real de risco de infecção pelo feto, embora estudos indiquem que, cerca de 65%, ocorre durante o trabalho de parto e no parto propriamente dito e que os 35% restantes ocorrem intra-útero, principalmente nas últimas semanas de gestação. Além disso, o aleitamento materno representa risco adicional de transmissão de 14% a 22%.

As recomendações de amamentação materna para países em desenvolvimento é que as mães HIV positivas se abstenham da amamentação. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, a recomendação é de que mães HIV positivo não amamentem seus filhos, nem doem leite para Bancos de Leite Humano; contra indica também o aleitamento materno cruzado (aleitamento por outra mulher), orienta a “secagem” do leite e disponibiliza gratuitamente a fórmula infantil durante os seis primeiros meses de vida da criança.

Estudos realizados na África do Sul demonstram que as taxas de mortalidade são maiores para lactentes amamentados no seio por mães infectadas por HIV. A alimentação com fórmula industrializada associada à educação adequada e água limpa resulta em uma taxa de mortalidade menor para aqueles lactentes.

A Organização Mundial de Saúde, em 2001, reconfirmou algumas políticas sobre aleitamento materno por mães infectadas pelo HIV e claramente posicionam-se contra a amamentação quando a alimentação de reposição for aceitável, viável, acessível, sustentável e segura, por outro lado recomenda a amamentação exclusiva nos primeiros meses de vida da criança.

Ainda na África do Sul estudos apontaram um risco para os lactentes que receberam alimentação previamente misturados com a amamentação em comparação aos que recebiam amamentação exclusiva até os 3 meses de idade. Pois, acredita-se que a introdução de alimentos sólidos precocemente pode causar dano físico ao trato gastrointestinal do bebê aumentando a probabilidade de penetração de partícula viral no revestimento intestinal ou causando uma reação alérgica.

Contudo, estas e outras questões relacionadas não estão claramente resolvidas e mais estudos estão sendo realizados. Algumas políticas ainda parecem ser controversas, portanto consulte sempre seu médico para maiores esclarecimentos.

Por Juliana Melão Passarella, nutricionista (CRN 30200) com especialização em docência para a Gastronomia. Docente dos cursos técnico e superior em gastronomia pela HOTEC e nutricionista da instituição de longa permanência para idosos, Lar do Aconchego, de São Paulo.

Ação de prevenção às DST/aids acontece neste sábado no bairro de Santo Amaro, em São Paulo

Equipes do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) e do Centro de Referência (CR) em DST/Aids, da região de Santo Amaro, realizam atividades de prevenção a partir das 8 horas, no Clube escola Santo Amaro, em São Paulo.

As equipes dos serviços especializados em DST/aids realizarão oficinas de prevenção, distribuição de preservativos e orientações sobre DST/HIV/aids ao público que participará das atividades do projeto “Ação Global”.

O Projeto – É resultado de uma parceria entre o Serviço Social da Indústria (SESI) e a Rede Globo de Televisão. A Ação Global Regional, criada em 1996, é um desdobramento da Ação Global Nacional, iniciativa promovida pela primeira vez em 1992. Todos os anos, são realizadas cerca de dez ações regionais em diferentes pontos do estado e uma edição Nacional, geralmente na capital ou na grande São Paulo.

Até 2004, as Ações Globais Regionais tinham como meta atender a população de pequenas e médias cidades do interior, entre 25 mil e 45 mil habitantes. A partir de 2005, o projeto passou a abranger grandes municípios e ter o suporte físico das unidades físicas do SESI-SP, ampliando significativamente o número de atendimentos e o público participante.

Durante a Ação Global, o público tem acesso gratuito a cerca de 60 serviços nas áreas de saúde, educação, alimentação, trabalho, esporte, cultura e cidadania. Outros atendimentos podem integrar o evento, dependendo das parcerias locais.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS

Campanha da ONG Vhiver pretende alcançar 1 milhão de internautas no Twitter

O jovem Thiago Barbosa, 23 anos, é protagonista e embaixador da campanha. Em vídeo divulgado no site www.1milhaosempreconceito.com.br, ele revela o tipo de preconceito que sofre no cotidiano. “Eu estudo, gosto de sair com os amigos, bater papo e curtir a vida intensamente. Ou seja, sou uma pessoa completamente normal. No entanto, a maioria dos meus amigos se afastou quando descobriram minha condição de soropositivo”, disse o ativista que faz parte da ONG Vhiver, entidade que atua na luta contra aids em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Barbosa vive com HIV há nove anos. Segundo ele, informações sobre como o vírus HIV é transmitido podem ajudar na luta contra o preconceito.

O diretor de planejamento da Filadélfia, Gustavo Jabravi, informa que a campanha pretende reunir até o dia 1º de Dezembro, Dia Mundial de Luta Contra à Aids, um milhão de seguidores no perfil @thiagovhiver no Twitter. Sem apoiadores e verba para a empreitada, a agência de comunicação escolheu a rede social, acessível no mundo inteiro, como a principal ferramenta para atingir essa meta.

Essa não é a primeira parceria que a Filadélfia faz com o grupo Vhiver. “Temos um envolvimento gratuito com a organização e acreditamos muito neles, por isso resolvemos utilizar a nossa ferramenta de trabalho para o bem das pessoas”, explicou Jabravi.

A empresa pretende criar com a campanha um impacto na sociedade visando o apoio de empresários ao Grupo Vhiver. Seguindo o perfil do Thiago, o internauta ajuda a entidade a conseguir mais apoios para os soropositivos que necessitam de atendimento psicológico, alimentação e assistência básica.

Para fazer parte do projeto, o colaborador precisa apenas seguir o perfil de @thiagovhiver no Twitter e espalhar a causa, usando a identificação “#1milhaosempreconceito”.

A iniciativa já ganhou o apoio de personalidades conhecidas do microblog como Rosana Hermann, Bruna Surfistinha, Cris Guerra, a empresa Ponto Frio e o programa humorístico Casseta e Planeta. Até o momento o perfil alcançou a marca de quase 1700 seguidores.

Redes Sociais

Agência de Notícias da Aids está presente nas principais redes sociais do País como o Facebook, o Orkut e o Twitter. Os internautas podem interagir com a equipe de redação, enviando sugestões e comentários de reportagens publicadas na internet sobre o tema HIV/aids. Veja a seguir os endereços eletrônicos:

Facebook – www.facebook.com/group.php?gid=114873341868250&ref=ts

Orkut – www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=15144547

Twitter – twitter.com/agenciaaids

Fonte: Agência de Notícias da AIDS