Secretaria de Saúde vai fazer testes de HIV durante Parada Gay

A Secretaria de Saúde de Rio Preto divulgou, em nota, que vai realizar testagem rápida para HIV durante a 10ª Edição da Parada LGBTS – Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais, promovida pelo GADA – Grupo de Apoio aos Doentes de Aids e Prefeitura, que será realizada neste domingo (26).

A ação será realizada no saguão do prédio da Prefeitura, das 12 às 16 horas. O caminhão itinerante da Secretaria de Saúde também vai dar apoio no atendimento. A expectativa é de que sejam realizados 200 testes rápidos para diagnóstico de HIV. No ano passado, em ação semelhante, foram realizados 86 testes.
 
Durante o evento, agentes de saúde também vão distribuir aos participantes preservativos e material educativo sobre a Testagem Rápida e também realizar orientações sobre DST/HIV/Aids/Hepatites Virais.

De acordo com a coordenadora do Centro Municipal de Prevenção e Diagnóstico em DST/Aids, Aracelis de Castro Achcar, o resultado da testagem rápida para HIV fica pronto, em média, em 40 minutos, ao contrário do convencional que tem resultado entre 10 e 15 dias úteis.
 
“Antes do exame, o indivíduo passa por um aconselhamento onde recebe esclarecimentos sobre a doença, tem a situação de risco avaliada e é orientado sobre implicações em receber o diagnóstico de imediato”, explica Aracelis.
 
Para dar conta da demanda, uma equipe de 30 pessoas ficará responsável pelo Aconselhamento Pré e Pós Testes, realização dos exames e distribuição de preservativos e material educativo aos participantes do evento.

Caso o resultado para o teste seja positivo, o usuário residente em Rio Preto será encaminhado ao SAE -Serviço de Atendimento Especializado, que oferece tratamento tanto aos portadores do vírus HIV como para os doentes de Aids, além de distribuir gratuitamente a medicação para o usuário. Moradores de outras cidades serão referenciados para os serviços de atendimento no seu município de residência.
 
Testes
Os testes de diagnóstico para Aids também podem ser realizados, de forma sigilosa, por meio do Programa Fique Sabendo, em qualquer uma das 25 Unidades de Saúde do município. Porém, como é o método convencional, o resultado fica pronto entre 10 e 15 dias. Além do exame para HIV, também é possível realizar sorologia para sífilis, hepatite B e C.

Já o CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento) que fica no Centro Municipal de Prevenção e Diagnóstico em DST/AIDS, na rua Ipiranga, 291, na Vila Esplanada, realiza as duas formas de testagem para HIV (Rápida e Convencional) como também a testagem para Sífilis e Hepatites Virais, de segunda a sexta-feira, das 7 às 17 horas.
 
No CTA, o usuário também tem acesso a preservativos e pode tirar dúvidas quanto a doenças sexualmente transmissíveis. Se quiser, o atendimento pode ser agendado pelo telefone (17) 3231-9939.

Fonte: Rede Bom Dia

Problemas ósseos atingem 17% dos pacientes com HIV em tratamento

Um levantamento do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), ligado à Secretaria de Estado da Saúde, aponta que 17% dos pacientes em tratamento contra o HIV desenvolvem algum tipo de complicação óssea.

Os soropositivos chegam ao hospital encaminhados pela Casa da Aids do HC ou pelo Centro de Referência e Treinamento DST/Aids de São Paulo. Para atender ao crescente número de portadores do HIV, o Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) conta com um ambulatório pioneiro na América Latina, que já realizou 2.200 atendimentos e, atualmente, tem 400 pacientes fixos.

 Segundo a infectologista Ana Lúcia Lima, que coordena o ambulatório ao lado do ortopedista Gilberto Camanho, diversos fatores podem ser responsáveis pelas alterações osteoarticulares em pacientes infectados pelo HIV, como: presença do vírus nos ossos, uso do coquetel de tratamento, sedentarismo e até questões genéticas.

 “É preciso prestar atenção, pois pequenas queixas ortopédicas, se não tratadas precocemente, podem gerar graves complicações aos soropositivos”, afirma a infectologista do IOT.

 Entre os principais problemas ósseos apresentados por aqueles que usam antirretrovirais há mais de dez anos, estão a osteopenia (diminuição da densidade mineral dos ossos), osteoporose (redução da massa óssea) e osteonecrose (gangrena dos ossos) – principalmente no quadril. Segundo a especialista, o número de casos de osteonecrose entre portadores do HIV é maior que na população em geral e, por causa do diagnóstico tardio, a única opção de tratamento acaba sendo a colocação de próteses articulares.

 O grupo do HC também cuida de pacientes com próteses de quadril, providas pelo Programa Estadual de DST/Aids. As cirurgias são realizadas no Centro Cirúrgico do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. “As dores iniciais não devem ser relevadas, mas investigadas”, ressalta Ana Lúcia, acrescentando que, quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores e mais simples são as chances de tratamento.

Treinamento em todo Brasil

 O Brasil tem cerca de 700 mil pessoas contaminadas pelo vírus da aids, sendo que menos da metade sabe que é portadora. “Antes, a doença matava muito rápido. Hoje, com a expectativa de vida prolongada, estamos conhecendo outros problemas que ela acarreta, como os ortopédicos”, diz a infectologista.

 Para conscientizar os soropositivos sobre a necessidade de cuidar dos ossos e das articulações, médicos do IOT têm levado conhecimento a outros Estados. “Além da conscientização dos pacientes, já treinamos médicos no Rio de Janeiro, em Brasília e em outros hospitais de São Paulo, por meio do Programa Nacional DST/Aids”, afirma a médica.

Fonte: Agência Estado

Apesar de avanços, Moçambique não alcançará Objetivos do Milênio para aids

Apesar dos vários avanços, Moçambique não deve atingir as metas de combate ao vírus HIV/aids previstas nos Objetivos do Milênio fixados pela Organização das Nações Unidas (ONU). “Temos de ser realistas e reconhecer que este objetivo dificilmente será cumprido por volta de 2015”, declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Oldemiro Baloi, falando à Agência Lusa, durante encontro que tratou do tema esta semana, em Nova Iorque.

Os Objetivos do Milênio foram estipulados em 2000. Deveriam ser integralmente alcançados por todos os países membros até 2015. A meta estabelecida para a saúde é a inversão da tendência de crescimento da aids, da malária e de outras doenças graves. Também fazem parte dos objetivos a redução pela metade da pobreza extrema e da fome, o estabelecimento do ensino primário universal, a promoção da igualdade de gênero, a redução em dois terços da mortalidade infantil e em 75% da mortalidade materna, a garantia de sustentabilidade ambiental e o fortalecimento de parcerias globais para o desenvolvimento.

O resultado positivo de Moçambique em alguns desses aspectos gerou comentários favoráveis do presidente norte-americano, Barak Obama, durante a assembleia da ONU. Para Obama, Moçambique, Malaui, Etiópia e Tanzânia adotaram políticas de crescimento econômico que, segundo ele, os põe em marcha mais acelerada no combate à pobreza.

Com 1,5 milhão de seus quase 22 milhões de habitantes portadores do HIV, Moçambique é um dos dez países mais afetados pela aids no mundo, com índice de prevalência de 11,5% (no Brasil, por exemplo, o índice é de 0,5%). É vizinho da África do Sul, que demorou mais de dez anos para estabelecer uma política eficaz de combate à transmissão da doença. Também faz fronteira com a Suazilândia, país que tem o maior percentual de infectados no mundo – um em cada quatro habitantes adultos, o que faz com que a expectativa de vida da população seja de apenas de 37 anos.

O coordenador do programa das Nações Unidas para o combate à síndrome (Unaids) em Moçambique é o advogado brasileiro Maurício Cysne. Cearense, está há seis anos em Maputo. Ele acha que, mesmo sem atingir a meta em 2015, o país deu passos importantes nos últimos anos. “Tendo em vista a magnitude do problema, acho que estamos num bom caminho. Em 2005 tínhamos seis mil pessoas em tratamento. Agora são 200 mil”, informou Cysne, lembrando que 60% das moçambicanas grávidas infectadas já recebem os remédios antirretrovirais. Para o especialista da ONU, o grande desafio é conseguir mudar comportamentos de risco e massificar ainda mais o uso do preservativo nas relações sexuais.

“Os ministérios de Comunicação, Transporte e Saúde, apoiados diretamente pelas Nações Unidas, têm programas concretos nos corredores de transportes”, disse ele, para evitar que o vírus seja “carregado” por caminhoneiros, prostitutas e comerciantes que circulam pelas fronteiras com África do Sul, Suazilândia e Zimbábue, no sul do país. No norte, de forte influência muçulmana, a incidência do HIV é bem menor.

Em meio às dificuldades, é na África Subsaariana (onde vivem 70% dos infectados no mundo) que são registrados os maiores avanços na luta contra o HIV. Dados do Unaids mostram que, juntos, os 22 países que ficam ao sul do Deserto do Saara tiveram um declínio de mais de 25% nos novos casos entre 2001 e 2009. Os países mais afetados – Costa do Marfim, Nigéria, África do Sul, Zâmbia e Zimbábue – foram os que registraram as maiores quedas.

Alguns recursos de prevenção, comuns em outros continentes, ainda são inatingíveis na África, por causa da pobreza e da falta de segurança alimentar. “Não existem condições de higiene ou acesso a água potável que nos permitam preconizar a suspensão do aleitamento materno para bebês de mães infectadas”, exemplifica a médica pediatra Mônica Machado, da organização não governamental (ONG) Médicos Sem Fronteiras. “Também não conseguimos falar em fazer partos cesariana no lugar do parto normal – dois fatores que ajudaram muito outros países a reduzir a transmissão vertical (da mãe para o bebê)”.

Por dia, 85 crianças nascem infectadas pelo HIV em Moçambique. Em muitos países, essa forma de contaminação caiu praticamente a zero. “Trabalhei por oito anos em Diadema (SP), e lá só vi isso acontecer uma vez”, lembrou Mônica. Ao olhar o quadro geral, ela se diz “esperançosa”. “É bom olhar pra trás e ver os ganhos que tivemos. Isso nos estimula a continuar lutando. Mas ainda há muito que trabalhar”, disse a pediatra.

Fonte: Correio Braziliense

Atendimento psicológico ajuda gestantes com HIV, indica estudo

Gestantes portadoras do vírus HIV podem ter uma gravidez melhor se, além do exame pré-natal adequado, puderem desabafar suas angústias e sentimentos, segundo informações divulgadas pela Agência USP de notícias. Estudo da Universidade de São Paulo (USP) constatou que, durante a gravidez, os problemas mais comuns se referem a questões emocionais e não clínicas, uma vez que o pré-natal é realizado em um ambulatório diferenciado. A pesquisa concluiu que essas mães precisam de assistência psicológica diferenciada, bem como de um espaço para realizar discussões sobre o planejamento familiar e a educação sexual.

A psicóloga Luciana Trindade Valente Carneiro, autora do estudo “A vivência da maternidade: um estudo com gestantes portadoras do HIV”, explica que há muita insegurança por partes dessas mulheres em relação à e se terão condições de acompanhar o crescimento da criança. Já em relação ao quadro clínico, segundo ela, todas se sentiram muito seguras ao realizar o pré-natal dentro do ambulatório diferenciado.

O estudo constatou que a maioria das gestantes aderia ao tratamento durante a gestação por medo da possibilidade da transmissão do HIV ao bebê – um sinal de que essas gestantes se preocupam com o bem-estar do filho, mas não, necessariamente, do bem-estar próprio. Tal fator, segundo Luciana, é negativo, pois pode significar que a mulher interromperá a medicação após a gravidez. A proposta do estudo é que haja um tratamento e acompanhamento permanentes. para minimizar danos psicológicos e emocionais, comuns em gestantes soropositivas.

Fonte: Editora Abril

Mortes por Aids aumentam em Campo Mourão – PR

O número de novos casos de Aids na região de Campo Mourão, Paraná, em 2010 não apresentou grande variação em relação ao ano passado. Por outro lado, cresceu o número de óbitos. Até setembro, as estatísticas dos órgãos responsáveis pelo tratamento destas pessoas no município mostram um crescimento de 44% em relação ao registrado em todo o ano passado. O principal problema segundo eles é que as pessoas têm medo de fazer o teste e o diagnóstico da doença acaba sendo muito tardio.

Engana-se quem pensa que quem tem Aids percebe os sintomas rapidamente. No começo do ano foi realizado no município um trabalho de busca ativa para encontrar portadores de HIV. De acordo com o chefe da 11ª Regional de Saúde, Rodolfo César Visoni, o resultado surpreendeu, foram descobertos sete casos. “Dentro do programa ‘Fique Sabendo’ a equipe do DST/Aids sai às ruas para encontrar novos casos. E tivemos um número considerável, em uma busca breve, já descobrimos sete pessoas. Pessoas que nem desconfiavam, que ficariam sabendo da doença apenas quando fosse tarde demais”, explica.

Uma das explicações para a fuga dos testes é o medo de descobrir que tem a doença que até o momento não tem cura. “Há um numero baixo de diagnósticos, as pessoas ainda tem um preconceito, um receio. Não o medo de outras pessoas saberem, existe isso também, mas principalmente pelo diagnóstico. As pessoas têm medo de confirmar que tem HIV. Descobrimos muitos casos de pessoas que desconfiam e vem aqui confirmar, mas ainda é bem abaixo, a gente calcula que haja um número bem maior”, diz.

Segundo ele, não dá para creditar a falta do uso de preservativos e da realização do teste à ignorância. “Hoje não é mais assim, antigamente até poderia ser, mas hoje o problema é outro. As pessoas continuam sendo descuidadas e depois vem o temor de confirmar. A gente tem observado um aumento no número de casos e uma menor conscientização no uso de preservativos. Um certo relaxamento da população quanto a procura. Com isso você tem mais pacientes sendo diagnosticados durante a doença oportunista. Com o diagnóstico tardio há o aumento no número de óbitos e de casos de pessoas que abrem o tratamento com doenças fatais”, alerta o médico.

Em todo o ano de 2009, a região de Campo Mourão registrou 9 mortes de pacientes com o vírus. Este ano, em apenas 9 meses, já foram registradas 13 mortes. Além das complicações decorrentes das doenças oportunistas, a eficácia do tratamento com os antiretrovirais também fica comprometida. Para grande parcela das pessoas vivendo com HIV o início do tratamento tem ocorrido já com o sistema imunológico bastante deficitário. “A atenção básica deve estar atenta a isso. O teste de HIV deve ser solicitado com mais freqüência até mesmo nos testes de rotina, assim como o de sífilis.

DST

Além dos casos de mortes por HIV, outro fator tem chamado a atenção de quem lida diariamente com as doenças sexualmente transmissíveis. É o aumento no número de casos de sífilis. “É uma doença considerada silenciosa, mas que revela muito sobre os hábitos dos mourãoenses. Ela é o reflexo da população não usar o preservativo nas relações”, ressalta Poliseli.

Como hoje o tratamento da Aids está conseguindo bons resultados, ele explicou que ela é tratada como uma doença crônica. “As pessoas estão banalizando o risco e isso não pode acontecer. Uma coisa que nunca vou esquecer é um dia que uma mulher veio com a filha e me disse que preferia que a menina tivesse pegado HIV por não usar camisinha do que engravidado. Esse pensamento é absurdo. O tratamento é eficiente, a pessoa tem uma vida praticamente normal, mas a prevenção é sempre o melhor quando se fala em DST”, finaliza.

Fonte: Tribuna do Interior

Mulher atacada por travesti com HIV comemora resultado negativo, destaca Band News

A enfermeira Vilma Lobo, de 47 anos, comemorou o resultado negativo do exame de HIV. Ela foi atacada , no dia 21 de junho, por uma travesti soropositiva no Hospital Regional de Ceilândia, no Distrito Federal.

Enquanto não recebia o resultado, Vilma tomava cinco comprimidos e uma injeção a cada 12 horas.

A travesti Maira (Osmair Miliano) foi presa em flagrante e vai responder por duas tentativas de homicídio qualificado. A pena varia 12 a 30 anos de prisão.

Entenda o caso:

No dia 21 de junho, nervosa com o suposto atraso de cinco horas no atendimento de uma amiga, a travesti, de 28 anos, entrou em desespero e invadiu uma sala onde a equipe de enfermagem guardava as seringas.

De acordo com os funcionários, ela tirou o próprio sangue e saiu correndo pelo corredor ameaçando pacientes e funcionários. Quando a supervisora de enfermagem tentou controlar a situação, teve a mão perfurada. A técnica que tentou ajudar foi mordida no braço.

Segundo nota oficial da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, “a acompanhante (exaltada e agressiva) invadiu a sala de medicação, pegou uma seringa de 10 ml, aspirou seu próprio sangue e gritava que era ‘soropositivo’ e iria injetar o sangue ‘na primeira pessoa de branco que encontrasse pela frente’”.

Ainda segundo a nota, foi solicitada a presença da supervisora de enfermagem que se encontrava no Box de Emergência do hospital. “Ao se dirigir ao consultório médico foi agredida pela acompanhante, que a perfurou quatro vezes na região dorsal da mão esquerda, sendo injetado sangue na mesma. Naquele momento, uma técnica de enfermagem tentou imobilizar a agressora e foi mordida no antebraço esquerdo e levou vários golpes com a seringa na perna direita”.

A Secretaria de Saúde nega que a amiga do travesti tenha esperado cinco horas por atendimento. Segundo a nota, “a chefia de Equipe solicitou atendimento à paciente C.L., a qual foi prontamente atendida e medicada, conforme anotações na Guia de Atendimento de Emergência (GAE). O intervalo entre a admissão da paciente e a medicação foi de vinte minutos”.

Fonte: Band News