Pesquisa aponta que cerca de 20% dos portadores do HIV perderam emprego em decorrência da descoberta da infecção pelo vírus

O local de trabalho é onde, geralmente, as pessoas passam a maior parte do dia. Transformar o espaço de relações profissionais em ambiente de proteção da saúde inclui alinhar a iniciativa aos direitos humanos de quem vive ou convive com HIV/aids. Dados parciais de pesquisa em andamento do Ministério da Saúde mostram as consequências da exclusão no mercado de trabalho e a importância da data. Neste próximo sábado, é celebrado o Dia Nacional de Prevenção ao HIV/Aids no Local de Trabalho.

Entre 1.246 pacientes de aids de todo o país, 20,6% dizem ter perdido o emprego em decorrência da descoberta da infecção pelo HIV. Cinquenta e oito por cento dos homens que tiveram diagnóstico da doença não trabalham, enquanto a proporção masculina de desempregados na população em geral é de 33%.

A renda média de quem vive com a doença é menor do que a da população brasileira, apesar do maior grau de escolaridade de quem tem aids. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE, um paciente com aids recebe por mês R$ 785, enquanto o rendimento mensal do brasileiro em geral é de R$ 936.

Como forma de garantir igualdade e promover ações de proteção à saúde do trabalhador, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançou em junho de 2010 uma série de recomendações. Trata-se de princípios para orientar políticas e programas de responsabilidade social na gestão empresarial voltados à prevenção das doenças sexualmente transmissíveis (DST) e aids no mundo do trabalho. O documento, aprovado na 99ª sessão da Conferência da OIT em Genebra, pode ser acessado no site do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais.

Colocar no mural da empresa mensagens sobre HIV/aids e matérias referentes ao tema, além de ofertar preservativos no local de trabalho, são formas simples, mas efetivas de prevenção. Outra medida lúdica para tratar do assunto é incluir palestras sobre aids na Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT).

A formulação e implantação de políticas para o enfrentamento da epidemia de HIV/aids nas empresas foi tema, esta semana, em São Paulo, do Congresso da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV). O evento contou com a participação de integrantes do Conselho Empresarial Nacional de Prevenção ao HIV/Aids (Cenaids). O grupo reúne 15 grandes empresas do país e há onze anos desenvolve programas de enfrentamento à epidemia de HIV/aids no local de trabalho.

Fonte: Agência de Notícias de AIDS

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