Aids cresce com força entre mulheres no RN, diz Sesap

A Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) divulgou um boletim com dados estatísticos dos últimos dez anos sobre a epidemia de Aids no Rio Grande do Norte. De acordo com o boletim, o número de casos no sexo feminino encontra-se em crescimento passando de 20 homens para uma mulher em 1989, para 2,1 homens para uma mulher em 2009. Em relação à faixa etária a maior concentração de casos é entre 20 e 49 anos (81%).

A epidemia de Aids no Rio Grande do Norte teve início em 1983 com o diagnóstico do primeiro caso. Desde então a epidemia no estado mostra tendências de crescimento, com 178 casos (adulto e criança) notificados em 2000 e 280 casos (adultos e criança) em 2009. Ao longo desses últimos 10 anos observou-se uma tendência de interiorização da doença, estanso presente nos últimos dez anos em 69% dos municípios, contra 55% que havia em 1999.

Dentre as pessoas infectadas no RN, 61,3% são heterossexuais. Os homossexuais (18,7%) e os bissexuais (8,3%), apesar de não apresentarem tendência relevante de crescimento, representam 27% dos casos notificados, o que denota vulnerabilidade dessas populações e a necessidade do fortalecimento de ações específicas, como o Plano de Enfrentamento da Epidemia entre gays, homens que fazem sexo com homens, e travestis.

O boletim mostra ainda que, de acordo com a faixa etária, a maior concentração de casos de HIV é entre 20 e 49 anos (81%), e um crescimento dos casos em maiores de 50 anos, onde em 2000 o total de notificações para essa idade era de 13 casos, passando para 55 em 2008 e 53 em 2009. De 2000 a 2009, no RN, foram identificados 38 casos de Aids em menores de 5 anos, representando 1,7% dos casos de Aids identificados no estado neste mesmo período.

De acordo com o boletim, o número de óbitos em virtude da doença aumentou entre 2004 e 2009. Em 2004 foram 29 óbitos; no ano seguinte 54; em 2006 registrou-se 44 óbitos; em 2007 foram 52 mortes; em 2008, 89; e finalmente em 2009 foram registrados 96 óbitos por conta da Aids. O boletim diz que esse aumento pode ser atribuído aodiagnóstico tardio, à redução da adesão ao tratamento e à dificuldades no acesso aos serviços especializados principalmente na região metropolitana.

Fonte: Diário de Natal

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