Reunião do Conselho Municipal de Saúde aprova metas para 2011

Foram aprovados na última reunião ordinária do Conselho Municipal de Saúde de 2010 os planos de ação para 2011 do Programa DST/Aids e Hepatites Virais, da Coordenação de Vigilância Sanitária (Covisa), do Programa Academia da Cidade e do Núcleo Educação Permanente em Saúde (Neps) de Aracaju. A reunião decisória ocorreu nesta terça-feira, 21, no Hotel Aquários, na Orla de Atalaia.

Representantes da sociedade civil, gestores da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), sindicalistas, entidades classistas e movimentos sociais estiveram presentes ao evento. A mesa foi composta pelo presidente do Conselho Municipal de Saúde, Marcos Luis Santana; a vice-presidente, Stella Maris; e o secretário do Conselho Municipal de Saúde, José Rock.

Para o coordenador do Programa DST/Aids e Hepatites Virais de Aracaju, Andrey Lemos, a reunião foi proveitosa, pois foram aprovados pelo conselho os 19 objetivos do Plano de Ações de Metas (PAM) do programa DST/Aids para o ano de 2011.

Dentre essas metas destaca-se a realização de seis campanhas anuais sobre prevenção às DST´s e Hepatites Virais em Aracaju; a disponibilização de um insumo de 100% de preservativos à população aracajuana; ações de redução da incidência da sífilis na capital e ainda a disponibilização mais ampla de medicamentos para DST´s e infecções oportunistas, destacou Andrey.

Reunião

Na última reunião do conselho foram aprovadas ainda metas importantes que permitem uma atuação mais efetiva da Covisa em ações rotineiras e também nos eventos de grande porte promovidos pela Prefeitura de Aracaju. A coordenação do Neps também conseguiu aprovar para 2011 uma série de medidas que vão ampliar a sua capacidade de atuação no tocante a formação dos profissionais que trabalham na saúde municipal.

Já o Programa Saúde da Cidade vai manter no próximo ano o projeto de promoção à saúde na área de educação física. O programa vai expandir os seus pólos de atividades com o objetivo de oferecer a população hábitos que permitem um estilo de vida mais saudável, destacou a coordenadora de Programa de Doenças e Agravos não transmissíveis (Dant), Sayonara Carvalho.

Fonte: Faxaju

Prevenção: única maneira de acabar com a AIDS

A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, mais conhecida no Brasil como AIDS, manifesta-se após infecção causada pelo vírus HIV no organismo humano. O vírus ataca o sistema imunológico, reduzindo a capacidade de defesa, deixando as pessoas suscetíveis a infecções oportunistas e outras doenças.

Segundo o Ministério da Saúde, o número de infectados estabilizou ou entrou em queda nos grandes centros urbanos, mas aumentou nas cidades do interior. Também constata-seque o principal fator de transmissão da AIDS é o ato sexual desprotegido, uma vez que o uso de preservativos ainda é baixo.

A meta do governo é diminuir o impacto da AIDS no Brasil. Temos, em nosso país, um modelo de tratamento da Síndrome que é referência para o mundo. Com o uso de antivirais os portadores de HIV passaram a ter expectativa de vida maior e com melhor qualidade. Muitas pessoas, atualmente, vivem com o vírus.

O preconceito precisa ser enfrentado e toda informação é importante para prevenir e evitar a propagação da AIDS. A discriminação constitui, ainda hoje, a principal barreira para o combate da epidemia. Alguns mitos e medos levam as pessoas ao não diagnóstico do vírus.

Atualmente é possível relacionar-se com um portador do HIV, desde que sempre sejam utilizados preservativos esses casais são chamados de soro discordantes, onde um é portador do HIV e outro não.
Procurar a orientação de um especialista da saúde é o primeiro passo, já que na internet há informações contraditórias. O período da janela imunológica (período que o exame não detecta o vírus), por exemplo, em alguns sites apontam para três meses, outros seis meses. Esse período da janela varia de organismo para organismo. O ideal é procurar auxilio de profissionais da saúde, para que se tenha um procedimento correto.

A única maneira de se detectar a presença do vírus é através de testes de sorologia para HIV ou testes rápidos realizados após coleta de sangue. Os testes são feitos em laboratórios de saúde pública ou particular. Eles devem ser realizados em conformidade às instruções do Ministério da Saúde.

Muitos também se preocupam com os sintomas, mas esses não se apresentam da mesma forma para todas as pessoas. Vale lembrar que o vírus pode demorar até 10 anos para se manifestar no organismo.

Antigamente receber a notícia de que se tinha AIDS era uma sentença de morte. Hoje, os avanços da tecnologia, mesmo não se tendo ainda vacina ou cura, tornam possível viver normalmente. O melhor mesmo é prevenir, evitando o contato com o vírus e, qualquer dúvida, realizar os exames indicados, buscando o diagnóstico o mais rápido possível.

Fonte: Agora Paraná

Grupo alemão anuncia provável cura de portador de HIV com uso de células-tronco

Ainda é tudo muito preliminar e os próprios cientistas estão com um pé atrás, mas um grupo alemão acredita ter evidências de cura de um paciente norte-americano com Aids utilizando células-tronco adultas.

Timothy Ray Brown, 44, que vive em Berlim, tinha também leucemia, e por isso recebeu as células-tronco, retiradas da medula óssea de um doador.

O doador das células que Brown recebeu no transplante tinha uma mutação: não produzia a proteína CCR5, fundamental para a multiplicação do vírus HIV no organismo humano.

Após o transplante em 2007, o paciente foi acompanhado pelos pesquisadores da Universidade de Medicina de Berlim.

Em 2009, eles publicaram um artigo científico que falava no “sumiço” do vírus HIV. Agora, na revista científica “Blood”, já falam de “evidência de cura”.

Os pesquisadores lembram que, como o estudo envolve somente um paciente, é necessário ter cautela antes de dizer com certeza que se chegou a uma cura para a Aids. É necessário repetir o trabalho muitas vezes ainda para que se tenha conclusões mais concretas.

Além disso, transplantes de medula são arriscados. Brown, por ter leucemia, teria de fazer um de qualquer jeito, mas submeter pacientes com Aids ao tratamento seria perigoso, ainda mais sabendo que hoje é possível sobreviver muitos anos com Aids.

Fonte: Folha

 

Projeto aprimora detecção da tuberculose em pessoas com HIV

Os Serviços Ambulatoriais Especializados (SAE) de 13 cidades da região Sul farão parte de um projeto-piloto que visa à redução dos casos de tuberculose nas pessoas que vivem com HIV/Aids. A partir deste mês, serão realizadas ações para capacitar equipes com o objetivo de melhorar o diagnóstico e o tratamento oportuno de pacientes infectados pelo bacilo de Koch, causador da doença.

Uma das atividades será a realização de oficinas destinadas aos profissionais de saúde para orientá-los quanto à detecção da tuberculose em pessoas que procuram o serviço ambulatorial. Nos casos em que a doença for identificada, o tratamento, com duração de seis meses, será iniciado imediatamente. Os principais sinais e sintomas são tosse por mais de três semanas, febre e emagrecimento.

A ação é resultado de uma proposta elaborada pelo Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) e pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. A iniciativa conta com financiamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), no valor de US$ 750 mil. O projeto, que terá duração de um ano, selecionou os municípios com prevalência de 20% ou mais de casos de HIV em pessoas com tuberculose, percentual considerado alto pelo Ministério da Saúde.

No Rio Grande do Sul, o projeto beneficiará Porto Alegre e outros nove municípios da Região Metropolitana – Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Esteio, Gravataí, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Sapucaia do Sul e Viamão. Em Santa Catarina, as cidades contempladas são Florianópolis e Itajaí, e, no Paraná, Paranaguá.

O projeto TB/HIV–Sul foi apresentado na sexta-feira passada, no hospital Sanatório Partenon, em Porto Alegre, pelo coordenador do PNCT do Ministério da Saúde, Draurio Barreira. Segundo ele, é necessário investigar diversas associações de sinais e sintomas para antecipar o diagnóstico. “Com o tratamento oportuno dos casos, podemos reduzir óbitos pela doença nas pessoas coinfectadas”, comenta.

No Brasil, são registrados aproximadamente 70 mil novos casos de tuberculose por ano e cerca de cinco mil óbitos. Na região Sul, foram 9.048 novas notificações em 2009, sendo 5.036 no Rio Grande do Sul, 2.361 no Paraná e 1.651 em Santa Catarina.

Fonte: JCRS

Programa de combate às DST´s e Aids conscientiza estudantes – Sergipe

Aprender a prevenir doenças sexualmente transmissíveis de um jeito alegre e divertido. Foi essa a forma que a coordenação do Programa Municipal de Combate às DST´s e Aids encontrou para chamar a atenção dos adolescentes e jovens de escolas municipais da capital para a importância da prevenção. O projeto ´Por uma Geração sem Aids´ foi realizado na tarde de quinta, 9, na quadra da Nossa Escola, no bairro Coroa de Meio.

 

Na ocasião, o professor e membro do Programa Saúde e Prevenção nas Escolas, Roosevelt Costa, o coordenador do programa de combate às DST´s, Andrey Lemos,  e Reginaldo Celestino, que vive com o vírus HIV, responderam a todos os questionamentos dos estudantes de forma descontraída. Também aconteceu uma apresentação de street dance e três alunos apresentaram paródias musicais sobre uso de drogas e combates às DST´s.

 

A aluna Gabriella Cabral, do colégio São João Batista, ficou feliz por ter esclarecido muitas dúvidas. O evento está sendo interessante porque estou conseguindo mais informações sobre como devo me prevenir de doenças sexualmente transmissíveis, afirmou.

 

Quem também chamou a atenção e divertiu os presentes foi a mestre de cerimônia do evento, a drag queen Kharolyne Prinscipal. Para ela a realização desse tipo atividade é enriquecedora porque normalmente é difícil chamar a atenção dos adolescentes para a prevenção de doenças. Estou muito feliz em fazer parte dessa tarde educativa. Esse é um assunto muito importante pois já sabemos que é grande o numero de adolescentes infectados pelo vírus HIV, disse.

 

Iniciativa

 

A representante das escolas municipais e coordenadora do Programa Saúde e Prevenção nas Escolas de Aracaju, Cláudia Correia Mendonça, parabenizou a iniciativa do programa municipal. É muito importante oferecer a oportunidade dos alunos conhecerem uma realidade diferente da escola, ouvir uma pessoa que convive com a Aids e os próprios profissionais de saúde falando sobre o assunto. Ainda segundo ela, os alunos recebem uma preparação anteriormente para saber qual o objetivo do programa.

 

Andrey Lemos explica que, para trabalhar com o público jovem, é preciso usar uma linguagem específica. Por isso a iniciativa de sair da sala de aula e utilizar a música, dança e diversão no combate a essas doenças. O resultado do trabalho foi extremamente positivo porque todos se envolveram, fizeram perguntas, tiraram suas dúvidas e, além de tudo, se divertiram bastante, afirmou o coordenador.

Fonte: FAXAJU


Ator pornô soropositivo ataca indústria e defende preservativo

Um ator pornô que teve resultado positivo em um exame para detecção do vírus HIV em outubro e provocou o fechamento temporário da indústria do cinema pornográfico nos Estados Unidos atacou esta quarta-feira o negócio multimilionário e uma clínica da indústria por não tê-lo ajudado.

Em uma emocionante entrevista coletiva, Derrick Burts, de 24 anos, também instou o uso obrigatório de preservativos nos sets de filmagem, argumentando que os exames regulares mensais não são suficientes para manter os atores pornô a salvo de doenças sexualmente transmissíveis.

O ator criticou com ênfase especial a Fundação de Cuidados Médicos da Indústria Adulta (AIM), clínica exclusiva para trabalhadores do setor pornográfico, situada no Vale de San Fernando, ao norte de Los Angeles, que segundo denunciou, o deixou meses sem tratamento.

“As pessoas por trás da indústria (pornô), os peixes grandes, precisam oferecer um sistema que funcione, que proteja seus artistas”, disse Burts, falando pela primeira vez desde que estourou o escândalo.

Caindo em prantos em várias ocasiões durante a entrevista, ele acrescentou: “esta é uma indústria multimilionária e não podem fazer alguma coisa quando alguém dá resultado positivo? É preciso que façam mais” para melhorar este sistema, reivindicou.

Pelo menos quatro grandes produções de filmes para adultos suspenderam suas filmagens, enquanto eram realizados testes em todos os atores. As filmagens foram retomadas cerca de duas semanas depois.

Derrick Burts disse que só havia trabalhado na indústria pornô poucos meses antes de ser informado que havia contraído o vírus causador da Aids, depois de um exame de rotina, a que se submeteu em outubro.

Antes de ser ator, Burts contou ter trabalhado como mágico em cruzeiros de volta ao mundo e como gerente em um hotel da rede Marriott.

“O fato de não se usar preservativo na indústria pornô, que é um trabalho de altíssimo risco, é muito perigoso”, disse Burts ao jornal Los Angeles Times, em entrevista inédita, na qual também se identificou pela primeira vez.

“Uma das razões pelas quais definitivamente eu queria falar é para ajudar outros atores (pornô) a se darem conta do risco que existe” neste trabalho, acrescentou o jovem, após ressaltar que a indústria também precisa de procedimentos melhores para realizar estes exames.

“A AIM gosta de declarar que os exames são suficientes para proteger os atores de doenças sexualmente transmissíveis e do HIV. Isto é completamente falso”, disse Burst.

“Os exames não fazem nada, só te informam o que você tem ou não tem. A proteção real é a gente se proteger com um preservativo”, acrescentou.

Este caso foi o primeiro da indústria este ano e ocorre seis anos depois de que 14 atores tiveram resultado positivo para HIV, o que levou várias empresas a fecharem suas produtoras.

 

Fonte: AFP