Risco de transfusão de HIV por transfusão diminui

 Risco de transmissão de HIV por transfusão sanguinea vem caindo no Brasil – Resultados do Projeto REDS

Os resultados dos estudos do Projeto REDS – Retrovirus Epidemiology Donor Study – mostram que o risco de transmissão do vírus HIV por transfusão no Brasil (risco residual para HIV) vem caindo em relação a estimativas anteriores.

Embora ainda seja mais alto do que em países desenvolvidos nos quais o risco é de 1/1.000.000-2.000.000 (cerca de 10 a 20 vezes), os  resultados do estudo REDS mostram que, desde a última análise, o risco no Brasil caiu de 1/60.000 para 1/100.000 transfusões.

Como estes números são muito pequenos, muitas vezes é difícil de se ter a dimensão exata do problema. Como exemplo podemos comparar o risco residual para HIV com a chance de se ganhar na loteria federal: se no exato momento de um paciente receber uma transfusão de sangue lhe fosse oferecido  um bilhete de loteria  federal, a chance dele ganhar na loteria seria maior do que se infectar pelo vírus  HIV com a transfusão (1/75.000 contra 1/100.000). Além disso, embora a chance de ganho com a loteria federal seja 600 vezes maior que com a megasena, não podemos dizer que a chance de se ganhar na loteria federal seja alta. Da mesma forma, embora a chance de se adquirir uma  infecção pelo vírus HIV por tranfusão seja 10-20 vezes maior no Brasil do que nos países desenvolvidos, também não podemos dizer que este risco seja alto.

Mesmo assim, o Brasil vem trabalhando sistematicamete para reduzir cada vez mais este risco. E os resultados atuais do estudo REDS mostraram isto: a redução de 1/60.000 para 1/100.000 no risco residual para HIV. Mas, para melhorarmos ainda mais e chegarmos a patamares semelhantes aos Europeus e Americanos, dependemos fundamentalmente de dois fatores:

  • que as pessoas deixem de procurar o banco de sangue para fazer seu teste para HIV (os dados sugerem que este tipo de atitude ajude no aumento do risco no Brasil). Para testagem para HIV os governos estaduais oferecem locais específicos e destinados à este fim. A doação de sangue não deve ser utilizada para esta finalidade.
  • que sejam incluídos testes como o NAT que diminuam a janela imunológica. Os Hermocentros de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Santa Catarina já estão realizado testes NAT em sua rotina e, de acordo com a Gerência Geral de Sangue do Ministério da Saúde, até março de 2011, aproximadamente 70% do sangue público transfundido no Brasil será testado pelo NAT antes da transfusão.

Os resultados obtidos com o estudo REDS são fruto de um esforço coletivo entre 3 grandes bancos de sangue públicos do país: Fundação Pro Sangue Hemocentro de São Paulo, Hemominas e Hemocentro de Pernambuco. Com exceção dos países desenvolvidos, poucos países possuem dados estatísticos como estes. China, Índia e outros países da America Latina, ainda não sabem dizer qual é o risco residual para HIV em sua população de doadores.

Fonte: Fundação Pró-Sangue

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