Itaboraí já distrbuiu 120 mil preservativos com programa de saúde

Em um ano de funcionamento o espaço que funciona na Policlínica de Especialidades Prefeito Francisco Nunes da Silva, em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, distribuiu mais de 120 mil preservativos masculinos. O local, chamado de “cantinho da prevenção”, é onde está concentrado o Programa Municipal de DST/Aids e Hepatites Virais.

Através de demanda livre, foram distribuídas 122.655 camisinhas desde a implantação do cantinho. Qualquer pessoa pode comparecer ao local e pegar quantos preservativos julgar necessário, sem a necessidade de apresentar documentos.

A comemoração foi marcada por uma palestra da enfermeira Hilária Baptista, que desenvolveu um trabalho de conscientização sobre a importância do uso do preservativo nas relações sexuais e, com auxílio de uma prótese, demonstrou a forma correta de usá-lo.

“Temos que ressaltar que a prevenção é um direito de todos, e a conscientização não é para ser feita só pelos profissionais de saúde. Todo cidadão deve procurar se informar e multiplicar o conhecimento para sua comunidade,” disse Eledir Terra, coordenadora do programa.

Fonte: Agência Rio

Os jovens e a AIDS

A Rede Nacional de Jovens Vivendo com HIV está chamando atenção para um fenômeno recente no Brasil: o da juvenilização da epidemia de Aids. Apesar da ausência de números condensados sobre a quantidade de jovens soropositivos, é fato que cresce a cada dia o número de casos de pessoas na faixa etária dos 13 aos 24 anos que dão entrada com infecção por HIV nas unidades de referência no País e, especificamente, no Estado do Amazonas. Manaus sediará, entre os dias 26 a 29 de maio, o V Encontro Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV, que promete trazer à tona esses e outros temas ligados à problemática da juventude vivendo com HIV no Brasil, na tentativa de definir políticas públicas que ajudem esse público a se inserir socialmente.

Representando a Regional Norte da Rede em Manaus, o estudante amazonense Rayan Damião de Oliveira, 18, contaminado pelo vírus por transmissão vertical (da mãe para o bebê), explica que a programação do evento terá quatro eixos principais – saúde, educação, direitos humanos e incidência política e trabalho. Para ele, essas são hoje as diretrizes que precisam ser trabalhadas sob a ótica da juventude soropositiva. “Lutamos muito por programas sociais que priorizem essas diretrizes, uma vez que os programas desenvolvidos hoje em relação à Aids são sempre voltados para públicos específicos, como homossexuais, mulheres ou pessoas da terceira idade, ou para a prevenção, mas nunca com foco voltado para o jovem que vive com o HIV”, afirma.

Na diretriz da saúde, os jovens vivendo com HIV defendem, por exemplo, a implementação de políticas de reprodução assistida (inseminação artificial) para jovens em idade fértil e que pensam em ter filhos. “Tivemos um caso recente de uma jovem que pertence à rede e tem 27 anos vivendo com Aids e se sujeitou a fazer sexo sem camisinha com o companheiro, que não era portador, tudo para ter um filho, ou seja, ter o direito à reprodução”, afirmou.

Outra pauta do movimento diz respeito à mudança de perfil das casas de apoio, que cuidam de crianças, a maioria órfã de pais que morreram em virtude da Aids. “Hoje, a maior parte dos adolescentes que se criam em casas de apoio não é preparada para a vida, vive num mundo diferente do daqui de fora. A ideia é fazer com que essas instituições ofereçam cursos, capacitação para o trabalho e acompanhamento do desenvolvimento escolar, preparando o adolescente para se inserir na sociedade”, observou.

Na diretriz educacional, a Rede de Jovens Vivendo com HIV/Aids reivindica o apoio dos ministérios da Saúde e da Educação para que incluam nos programas voltados à saúde e prevenção nas escolas a preocupação com os adolescentes e jovens que vivem com HIV/Aids e estão nas salas de aula. “Existem hoje dois programas, criados por meio de portarias ministeriais  – o SPE (Saúde e Prevenção nas Escolas) e o PSE (Promoção de Saúde nas Escolas) que visam a promoção da saúde de forma assistencial, mas não incluem  a realidade de adolescentes e jovens vivendo com HIV/Aids, que  acabam  se  evadindo das escolas”, afirmou.

Polêmica no direito ao sigilo
Uma discussão promete gerar polêmica durante o  V Encontro Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids. A que tratará sobre o direito ao sigilo da condição de soropositivos para adolescentes e jovens, uma autonomia pleiteada hoje por adolescentes e jovens que se descobrem contaminados, temendo as manifestações de rejeição e preconceito, principalmente por parte da família. O tema divide opiniões de profissionais de saúde, juristas e lideranças do movimento ONG/Aids em todo o País. E todos se baseiam em parâmetros legais para defender seus pontos de vista.

A situação, segundo a Rede Nacional de Jovens Vivendo com HIV, gera conflitos nas unidades de saúde de referência, onde na maioria dos casos, os jovens são obrigados a levar pai ou responsável quando o diagnóstico é positivo para HIV. “É uma questão legal. O Código Civil Brasileiro assim o determina”, explica um profissional de saúde, que preferiu não ter o nome divulgado. Pelo Código, pessoas com idade entre 16 e 18 anos são parcialmente responsáveis e menores de 16 tem que ser tutelados.

José Rayan explica que o direito à confidencialidade também é garantido por lei. E cita o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Carta de Porto Alegre, documento que resultou do I Encontro Nacional de ONG/Aids, há 21 anos, para embasar seu raciocínio. “Claro que o ideal é que os pais acompanhem os filhos em todas as etapas da vida mas, infelizmente, os casos mais comuns são de jovens rejeitados quando têm o diagnóstico de Aids confirmado”, afirma.

Assistência Especializada
A RNJHA lançou em Manaus o primeiro Serviço de Assistência Especializada (SAE) de acolhimento e orientação para jovens vivendo com HIV. O grupo se reúne todas as sextas, na sala 4, da Fundação de Medicina Tropical, das 10h às 12h.

Fonte: A CRÍTICA

A extinção das ONGs Aids é uma vergonha nacional

No caso dos Governos, podemos usar como exemplo o Estado onde resido, o Estado do Rio de Janeiro, que ocupa, no plano nacional, a terceira posição em casos de aids notificados, entre 2007 e 2010. Além disto, no Brasil ele é o segundo colocado em taxa de incidência de casos de aids por 100.000 habitantes; na região sudeste ocupa, lamentavelmente, o 1º lugar – “medalha de ouro” -. Apesar disto, este estado (sim, com letra minúscula) não repassa os recursos do PAM para as Ongs/Aids, há cinco anos. São mais de R$ 4.000.000,00 (isto mesmo, quatro milhões de reais) de recursos que estão parados, imobilizando e extinguindo o trabalho de prevenção, de promoção da saúde, de defesa dos direitos fundamentais das pessoas vivendo com HIV/AIDS, de apoio psicológico, assessorias jurídicas, grupos de convivência e tantos outros. Devemos lembrar que nós, Ongs/Aids chegamos aonde a falta de vontade política e o braço engessado do Estado não chega.

Para justificar o injustificável, para explicar o inexplicável, o Estado do Rio de Janeiro, através de seus porta-vozes, alegam que financiaram a participação de ativistas em congressos e na publicação de materiais informativos. Uma brincadeira de mau gosto. Estamos falando em salvar vidas, evitar novos casos de aids, fornecer informação de qualidade para a população e dar apoio efetivo as pessoas soropositivas e seus familiares.

Cabe, também, a sociedade, de um modo geral, e aos empresários, de forma particular, parte da responsabilidade sobre este assunto. A aids existe e esta entre nós, não tem cura, não escolhe idade, credo, sexo, classe social, orientação sexual e nem grupo étnico. Os recursos do exterior são bem vindos, mas a luta contra a aids deve ser de toda a sociedade brasileira, e ela deve participar, inclusive, ajudando na manutenção das Ongs/Aids. Por que as grandes empresas se omitem em patrocinar Ongs/Aids,? Uma pergunta sem resposta…

Diante deste quadro, repleto de omissões, falhas, desprezo pela vida humana, inércia e insensibilidade, só resta uma certeza, a extinção das Ongs/Aids em curto prazo e o recrudescimento da epidemia de aids em nosso pais, alcançando milhões de brasileiro.

*Dados Boletim Ministério da Saúde – Ano VII/no 01/2010

George Gouvea é Psicanalista e Presidente do Grupo Pela Vidda/RJ

Contato: george.gouvea@pelavidda.org.br

Fonte: Agência de Notícias da Aids

Beyoncé vai participar de evento contra aids no Festival de Cannes

Artistas como Beyoncé Knowles, Sharon Stone e Janet Jackson participarão do baile de gala anual da amfAR de combate contra a aids em Cannes, cofundada por Elizabeth Taylor, segundo informou nesta semana a instituição.

O evento Cinema Against AIDS 2011, que completa este ano sua 18ª edição, será realizado no dia 19 de maio no hotel Cap-Eden-Roc nos arredores de Cannes e será composto por um jantar e um leilão.

Entre os convidados presentes estão confirmados Patrick Dempsey, de Grey´s Anatomy, Milla Jovovich, Karl Lagerfeld, Freida Pinto, de Quem Quer Ser um Milionário?, Brooke Shields, Gwen Stefani e Donatella Versace.

Nos últimos anos, o baile de gala se tornou uma das maiores festas entre famosos durante o calendário da mostra francesa de cinema.

Além da celebração em Cannes, Cinema Against AIDS festeja a cada ano em diferentes lugares do mundo e, desde 1993 conseguiu arrecadar quase US$ 60 milhões para a luta contra a aids. Os ingressos para participar do evento custam de US$ 6 mil a US$ 100 mil.

Elizabeth Taylor que faleceu após sofrer uma falha cardíaca no dia 23 de março em Los Angeles aos 79 anos, foi um dos exemplos em Hollywood nas tarefas de conscientização sobre a HIV e participou da criação de amfAR.

Fonte: Terra

Teste com africanas para prevenir a Aids é suspenso por falta de resultados

Um teste clínico com mulheres heterossexuais na África que pretendia avaliar a eficácia de um antirretroviral para prevenir a Aids foi suspenso por falta de resultados, informou o Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

A fundação privada “Family Health International” (FHI) anunciou o fim dos testes clínicos de profilaxia e pré-exposição para prevenir o vírus HIV entre mulheres heterossexuais.

“Os resultados preliminares são decepcionantes, sobretudo porque este mesmo procedimento – com a mesma combinação de antirretrovirais – já havia mostrado sua eficácia para reduzir a infecção do HIV entre os homossexuais”, disse o médico Kevin Fenton, diretor do centro nacional para a prevenção da Aids, hepatite e tuberculose.

O estudo dirigido pelo FHI envolveu quase 2.000 mulheres da África do Sul, Quênia e Tanzânia, países com risco de contágio muito elevado.

Metade dos participantes ingeriu diariamente por via oral o Truvada, uma combinação de dois medicamentos antirretrovirais: tenofovir e emtricitabina, do laboratório americano Gilead Science. O outro grupo recebeu um placebo distinto.

No momento da suspensão do teste, o mesmo número de participantes (28) em cada grupo havia contraído a doença, segundo o FIH.

Fonte: AFP

Miss Universo é a nova madrinha da luta contra Aids

A Comissão Latina contra Aids em Nova York nomeou nesta quinta-feira, 21, a Miss Universo 2010, a mexicana Ximena Navarrete, como a nova madrinha que será sua porta-voz na prevenção para evitar o contágio da doença.

A organização Miss Universo tem como incumbência de cada uma das rainhas levar a mensagem contra a Aids.

Ximena, de 22 anos, assistiu ao ato que aconteceu no Time Warner Center em Manhattan da organização sem fins lucrativos fundada em 1990.

“É importante para mim e para a organização Miss Universo demonstrar nosso compromisso e solidariedade para com aquelas pessoas impactadas pelo HIV”, disse a mexicana.

Navarrete se uniu assim a outras rainhas de beleza e um grupo de celebridades que apoiam esta causa, entre elas a cantora Paulina Rubio.

Fonte: Agência Estado

Gays da região sudeste se reúnem no Rio de Janeiro para definir respostas à epidemia da aids

Começou no Rio de Janeiro o sexto dos sete cursos de 40 horas para lideranças gays de todo o país. Os cursos fazem parte do Projeto Interagir “Ações de Advocacy em HIV/Aids para a comunidade de gays e outros HSH”, cujo objetivo é contribuir para o enfrentamento da epidemia e outras doenças sexualmente transmissíveis (DST) entre gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH), por meio da qualificação de organizações da sociedade civil em ações de advocacy e prevenção.

O projeto é financiado pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde e é executado pela Associação Paranaense da Parada da Diversidade (APPAD) em parceria com sete organizações das cinco regiões do Brasil e com o apoio da rede regional ASICAL – Associação para a Saúde Integral e Cidadania na América Latina.

Os cursos enfocam dois aspectos principais: advocacy (incidência política) no Executivo e no Legislativo, a fim de garantir o aumento de ações e recursos financeiros no enfrentamento das DST e HIV/Aids entre a população de gays e outros HSH, bem como aprovar legislação que promova sua cidadania e direitos humanos da comunidade LGBT. O segundo aspecto é a própria prevenção junto a esta população. Ao final do curso, os participantes terão elaborado um plano de advocacy junto ao Executivo e Legislativo, e um plano de prevenção, ambos para implementação nas cidades e estado onde moram.

Segundo dados do Ministério da Saúde, os casos notificados de aids nas categorias de transmissão homo e bissexual estão estabilizados em um patamar relativamente estável, porém elevado – dado o tamanho da população específica – de em torno de 4 mil casos por ano, representando 13% do total anual de casos novos de aids. Um fator que causa preocupação é que existe uma leve tendência de aumento entre jovens gays na faixa dos 13 a 24 anos. O risco relativo de infecção por HIV entre gays é 11 vezes maior quando comparado a homens heterossexuais, e o risco relativo de desenvolver a aids é 18 vezes maior que entre estes últimos. O Ministério atribui esta vulnerabilidade acrescida em parte à homofobia na sociedade como um todo, o que também pode levar ao acesso limitado a serviços de saúde em função da estigmatização.

Apesar dos dados epidemiológicos, o valor médio destinado a ações de prevenção junto à população de gays e outros HSH nos Planos de Ações e Metas dos estados e municípios contemplados pela Política de Incentivo do Ministério da Saúde foi de apenas 4,22% do total para prevenção no ano de 2009. A Política de Incentivo é uma forma de financiamento fundo a fundo (do Fundo Nacional de Saúde para os 27 Fundos Estaduais e em torno de 400 Fundos Municipais de Saúde) especificamente para ações de enfrentamento da epidemia das DST e Aids, dentro do processo de descentralização do Sistema Único de Saúde. As estratégias de advocacy definidas no curso visam à atuação junto às Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde para que haja mais recursos e intensificação das ações de prevenção, diagnóstico e atenção junto aos gays e outros HSH. Também tem o objetivo de promover a efetiva implantação nos estados do Plano Nacional de Enfrentamento da Epidemia de Aids e das DST entre Gays, HSH e Travestis.

Os participantes do curso na cidade do Rio de Janeiro e dos cursos nas demais cidades já participaram de um curso virtual (via internet) sobre advocacy e prevenção, também disponibilizado através do Projeto InteraGir. Os cursos presenciais têm o propósito de aprofundar os conhecimentos já adquiridos e também ampliar a abrangência do projeto para além dos sete municípios e estados nos quais o Projeto já vem sendo desenvolvido.

As sete organizações que atualmente executam o Projeto são: Centro Paranaense da Cidadania, de Curitiba (PR), Movimento Gay de Alfenas (MG); Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual, de Belo Horizonte (MG); Instituto Papai, de Recife (PE); Grupo Liberdade Igualdade e Cidadania Homossexual, de Feira de Santana (BA); Grupo Homossexual do Pará, de Belém (PA); e Associação de Travestis e Transexuais de Mato Grosso do Sul.

Os demais seis cursos realizados até o final de abril, nas cidades de Campo Grande, Salvador, Recife, Alfenas-MG, Rio de Janeiro e Belém do Pará.

Serviço:

Data: 15 a 20 de abril de 2011
Local: Hotel Pouso Real
Endereço: Rua Rezende, 35, Tel: (31) 3221-5010/2242-3329

Horário: 09 às 18 horas.

Fonte: ABGLT