Ativistas dizem que Conep é lenta e ineficaz

No início de 2010, a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) detectou, pela segunda vez em quatro anos, irregularidades em estudos do laboratório Abbott envolvendo o antirretroviral kaletra. A pesquisa ocorreu sem o aval da Conep, que tem a função de verificar se estudos clínicos com seres humanos são seguros para os pacientes. Segundo resolução de 1996 do Conselho Nacional de Saúde, todas as pesquisas feitas no Brasil com a cooperação estrangeira devem passar pela comissão.

O fato gerou críticas dos militantes de luta contra a aids sobre a competência do órgão.

“Se formos ver de perto outras investigações científicas sobre medicamentos, certamente encontraremos irregularidades”, disse na época o presidente do Fórum de ONG/Aids do Rio de Janeiro, William Amaral.

“Os laboratórios querem colocar remédios no mercado de qualquer maneira, por puro interesse comercial”, afirmou Rodrigo Pinheiro, presidente do Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo. “Essa forma capitalista é repugnante”, completou.

O então vice-presidente do Gapa/SP (Grupo de Apoio à Prevenção à Aids) e integrante do Comitê de Ética em Pesquisa do CRT DST/Aids (Centro de Referência e Treinamento DST/Aids de São Paulo), José Carlos Veloso, avaliou o trabalho da Conep como lento.

Já o coordenador da ONG paulistana Espaço de Prevenção Humanizada e coordenador-adjunto da Conep, José Araújo Lima, avalia o sistema de análise ética da Comissão como “um dos mais respeitados do mundo”.

Fonte: Agência de Notícias da Aids

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