Sintomas de HIV-Aids

“Amigos leitores,

Ainda que muito a Medicina tenha avançado no estudo da AIDS, e talvez por isso mesmo, pessoas há que estão tomando menos ou nenhum cuidado quando praticam o ato sexual.

O advento do Viagra, possibilitando aos mais idosos fazerem sexo com mais facilidade tem contribuído para o aumento dessa doença.

Tanto assim é que foi constatado o acréscimo dessa doença em mulheres de mais idade – fiéis aos seus maridos. A causa é simples: eles ingerem o Viagra e procuram parceiras mais jovens sem usarem proteção alguma. Chegam à casa ainda sob o efeito do mesmo e, irresponsavelmente têm relações com suas esposas.

Espero que este artigo informe a todos – principalmente aos que pertencem à faixa etária mencionada retro – para que tomem os cuidados necessários em casos que tais”

Mirna Cavalcanti de Albuquerque
NOTA: o autor das excelentes matérias sobre assuntos médicos que posto abaixo é médico brasileiro residente em Portugal (*)

Saiba quais são os sintomas iniciais da infecção pelo HIV e quais doenças definem a AIDS (SIDA)

Ao contrário do que muita gente pensa, ser portador do HIV não é igual a ter AIDS (SIDA). Para o diagnóstico de AIDS é preciso além da presença do vírus, a coexistência de doenças pela imunossupressão.

O HIV age infectando e destruindo os linfócitos, células que fazem parte do nosso sistema imunológico. Este processo de destruição é lento e gradual e os pacientes podem permanecer assintomáticos por muitos anos. Isto significa que algumas pessoas podem ter HIV durante anos e não desenvolver AIDS (SIDA).

A AIDS (SIDA) surge quando o número de linfócitos está muito baixo e a quantidade de vírus no sangue está muito alta. Com poucos linfócitos, o organismo se torna mais vulnerável a infecções, ficando susceptível a diversos tipos de vírus, bactérias, fungos e até tumores.

Na verdade, o HIV em si provoca poucos sintomas. A gravidade está nas infecções oportunísticas, ou seja, aquelas que se aproveitam da fraqueza do sistema imunológico para se desenvolver.

Porém, o HIV em alguns casos pode também causar sintomas. Logo após a contaminação pelo vírus, podemos ter um quadro chamado de infecção aguda pelo HIV, que nada tem a ver com AIDS. É um quadro semelhante a qualquer virose comum.

Neste texto vou falar sobre os 2 quadros clínicos causados pelo HIV:

a.) Infecção primária ou aguda pelo HIV
b.) AIDS (SIDA)


a.) INFECÇÃO AGUDA PELO HIV

Chamamos de infecção aguda pelo HIV o quadro viral que surge dias após o paciente ter sido contaminado pelo vírus. Uma grande quantidade de sinais e sintomas podem estar associados à infecção aguda pelo HIV. Muitos deles, sintomas inespecíficos que ocorrem comumente em uma gama de outros quadros infecciosos, como pode-se ver na figura ao lado (clique para ampliar).

O sintoma mais comum é a febre (38ºC a 40ºC), que ocorre em mais de 80% dos casos.

Também muito comuns são:
• Faringite sem aumento da amígdalas e sem presença de pus.
• Manchas vermelhas na pele (rash) que ocorrem 48 a 72h após o início da febre e costumam durar entre 5 e 8 dias. Este rash costuma se apresentar como lesões arredondadas, menores que 1 cm, avermelhadas, com discreto relevo e distribuídas pelo corpo, principalmente no tórax, pescoço e face. Também podem acometer solas dos pés e palmas das mãos.
• Aumento de linfonodos (ínguas) principalmente em axilas e pescoço.
• Dores articulares, musculares e cefaléia.
Em 10% dos casos pode-se ter também aumento de fígado e/ou baço, úlceras orais, anais e genitais, diarréia e vômitos (podendo levar ao emagrecimento de até 5 kg).

A úlceras parecem estar relacionadas ao ponto de entrada do vírus nas mucosas, semelhante ao que ocorre na sífilis. Úlceras orais indicam contaminação por sexo oral ativo e a úlceras anais por sexo anal passivo. Do mesmo modo, também pode haver úlceras vaginais e penianas.

Existem também casos descritos de hepatite, pneumonia e pancreatite causados pela infecção aguda do HIV.

Em raros casos também pode ocorrer candidíase oral ou vaginal.

 

Tipicamente os sintomas de infecção aguda pelo HIV iniciam-se entre 2 e 4 semanas após a exposição. Porém, já foram descritos casos com até 10 meses de intervalo.

Como se pode notar, são todos sintomas inespecíficos e nenhum deles consegue definir o diagnóstico de infecção aguda pelo HIV. Mais importante que os sintomas em si, é o tempo de intervalo entre o comportamento de risco (sexo sem preservativos ou compartilhamento de agulhas) e o aparecimento dos mesmos.

De qualquer modo, o diagnóstico não é clínico já que várias doenças têm o mesmo quadro, sendo necessário a realização das sorologias ou da pesquisa do vírus para confirmação.

Os pacientes na fase aguda do HIV apresentam carga viral elevadíssima estando portanto altamente contagiosos neste momento.

O quadro de infecção aguda pode durar até 2 semanas, depois desaparece e o HIV fica silenciosamente alojado no corpo por muito tempo.

b.) SINTOMAS DA AIDS (SIDA)

O término da infecção aguda costuma coincidir com a positivação da sorologia pela produção de anticorpos específicos contra o HIV; ou seja, quando a infecção aguda termina, os exames de sangue pesquisando o HIV já costumam estar positivos. Nesta fase, a carga viral (contagem de vírus circulante no sangue) cai e se estabiliza em níveis baixos durante muitos anos.

O HIV ataca principalmente as células de defesa chamadas de linfócitos CD4. A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA ou AIDS) é um quadro de imunossupressão e infecções oportunistas devido aos níveis baixos de linfócitos CD4.

Chamamos de infecção oportunista aquelas que ocorrem aproveitando-se da queda no nosso sistema imunológico. Infecções oportunistas existem não só na AIDS, mas também em doentes transplantados, em quimioterapia, com câncer, ou qualquer outra condição que leve a imunossupressão.

Para se estabelecer o diagnóstico de AIDS é preciso estar infectado pelo HIV e:

1.) ter uma contagem de linfócitos CD4 menor que 200 células/mm3; ou
2.) apresentar uma das doenças definidoras de AIDS, que são:
• Candidíase pulmonar ou traqueal
• Candidíase de esôfago
• Câncer de colo uterino invasivo
• Coccidioidomicose disseminada (uma infecção fúngica)
• Criptococose extra-pulmonar (também infecção fúngica)
• Criptosporíase intestinal (doença parasitária)
• Citomegalovírus (doença viral)
• Encefalopatia do HIV (lesão cerebral pelo HIV)
• Herpes simples crônica (mais de 1 mês de duração) ou disseminada
• Histoplasmose disseminada (infecção fúngica)
• Isosporíase intestinal crônica (doença parasitária)
• Sarcoma de Kaposi (neoplasia típica da AIDS)


• Linfoma de Burkitt
• Linfoma do sistema nervoso central
• Infecção disseminada por Mycobacterium avium complex (infecção bacteriana)
• Tuberculose disseminada
• Pneumonia pelo fungo Pneumocystis carinii (também chamado Pneumocystis jirovecii)
• Pneumonias recorrentes
• Leucoencefalopatia multifocal recorrente (doença viral que ataca o cérebro)
• Sepse pela bactéria salmonela
• Toxoplasmose cerebral
• Síndrome consumptiva (emagrecimento) do HIV
Qualquer paciente que apresente uma das doenças acima, provavelmente apresenta alguma deficiência imunológica, pois são problemas que não costumam surgir em pacientes saudáveis. As doenças listadas acima são típicas de pacientes com imunossupressão, não necessariamente por AIDS. Sua presença, porém, indica obrigatoriamente a investigação do HIV, caso não haja uma causa óbvia para a imunossupressão, como por exemplo, uso de drogas imunossupressoras ou quimioterapia.

Não existe um quadro clínico único da AIDS. O quadro clínico vai depender do tipo de doença que se desenvolver e os órgãos afetados. Se você me perguntar qual os sintomas da AIDS, eu vou responder, depende.

A imunossupressão além de facilitar o surgimento de infecções, também aumenta a frequência de neoplasias malignas. Cânceres como o de colo uterino se tornam extremamente agressivos e linfomas são muito mais frequentes na AIDS que em pessoas sadias. Outros como o Sarcoma de Kaposi são típicos de imunossuprimidos, principalmente em homossexuais.

As doenças mais típicas da AIDS são a candidíase de esôfago, a tuberculose (que na forma pulmonar pode ocorrer também em pessoas sem HIV), o sarcoma de Kaposi, a toxoplasmose cerebral, a pneumonia pelo fungo P. carinii e a citomegalovirose.

Aquela imagem do paciente com AIDS, caquético, cheio de lesões de pele e candidíase oral, já não é mais tão comum. O tratamento avançou muito nos últimos anos e boa parte dos doentes mantém seus níveis de CD4 elevados, impedindo a ocorrência de infecções oportunistas. Os pacientes já são diagnosticados mais precocemente e o tratamento costuma ser iniciado antes de fases muitos avançadas da doença.

Mas o HIV ainda não tem cura e ainda mata. Na verdade, quem leva ao óbito não é o HIV, mas sim as infecções oportunísticas e neoplasias secundárias a imunossupressão.

Para ver algumas imagens típicas do HIV/AIDS: AIDS e HIV | FOTOS


(*) Pedro Pinheiro é médico formado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 2002 com reconhecimento de diploma pela Universidade do Porto, Portugal. Título de especialista em Medicina Interna e Nefrologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Título de Nefrologista reconhecido pelo colégio português de nefrologia. Médico Nefrologista coordenador da Clínica Ribadial Fresenius, Santarém. Médico nefrologista do Hospital de Setúbal, Portugal.
Tem dois blogs : “MD SAÚDE” e Oftalmologia e Saude Ocular .
Membros de sua Equipe: Dra. Renata Campos e Dr. Renato Souza Oliveira

Fonte: Brasil Wiki

7 comentários sobre “Sintomas de HIV-Aids

  1. Gente tambem tive sintomas parecidos com os do HIV e estava muito procupado pois essa doenca e um verdadeiro terror. Temos que ter fe em Deus e no senhor Jesus cristo que pode realmente curar essa praga ,no pppevangelho de Lucas cp.1. Vc 37 diz para Deus nada e imposivel.abraco fe e esperanca.

  2. Boa noite.
    Tive uma relação de risco no dia 13/04/13. Um pouco antes disso eu passei por uma cirurgia e vinha tendo diarreia (sempre comi muita pimenta e percebi que estava me fazendo mal sempre quando comia). No dia 11 de maio eu comecei a ficar sem apetite e sentir algumas dores próximas ao pé da barriga, perda de apetite, fraqueza, uma afta que curou em 12 dias e a minha língua ficou esbranquiçada por uns 05 dias. Estou evacuando apenas 1x ao dia mas meu apetite oscila. A cerca de uma semana eu fui ao médico e o hemograma ñ acusou nenhuma alteração nem infecção. Fiz uma ultra-som abdominal e os órgãos estão todos normais. Emagreci 4kg do dia 11/05 até agora 20/05. Sou muito ansioso e fico lendo as coisas na internet e fico temeroso. Será que é coisa da minha cabeça?
    Obrigado e boa noite.

    • Leonardo, boa noite. Certamente são coisas da sua cabeça. talvez vc fique lendo demais e criando expectativas na cabeça e a ansiedade pode até mexer com seu psicológico e fazer com esses sintomas apareçam simplesmente pelo seu pensamento de atração. Se voce tem frequentado o médico, continue. faça o acompanhamento. na dúvida, procure outros médicos para uma outra avaliação e comparar os diagnósticos. abs

  3. Bom dia.
    Ainda não fiz os exames de hiv, hepatite e sifilis q o médico solicitou (sou medroso para essas coisas mas irei fazer). Graças a Deus o meu apetite voltou mas as dores na barriga ainda incomodam um pouco. Estive recordando que já a algum tempo eu venho tendo refluxos, asia e acho que talvez esteja com algum problema intestinal. A diarreia diminuiu muito, pois tem dia q está tudo normal. As fraquezas nas pernas e tremores desapareceram, só preciso parar de ficar observando meu corpo e minhas amídalas várias vezes ao dia. Esqueci de mencionar uma íngua que apareceu na minha virilha esquerda (região do quadril operado em março), mas acredito que deva fazer parte do processo de cicatrização pq a cirurgia ainda é recente.

    Um forte abraço e obrigado ao blog pela atenção aos usuários do mesmo.

  4. Pingback: Sistema De Pos Hiv | Actual Percentil

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