Reunidas em Salvador, mulheres com HIV reclamam do sistema público de saúde e reivindicam mudanças

É o caso de Giselle Dantas,  que vive com o vírus há 13 anos e representa a regional do nordeste do Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas. “O mesmo tempo que eu tenho de infecção, é o tempo que o hospital Giselda Trigueiro está em reforma. Não acaba nunca. No Nordeste falta tudo, principalmente um plano de enfrentamento da feminização da epidemia”, reclama. “O comprometimento dos gestores públicos está muito abaixo dos problemas que a gente vive no dia-a-dia”, desabafa.

O hospital que Giselle falou fica localizado em Natal, capital do Rio Grande do Norte. “Eu mesma já denunciei que tinha uma ginecologista que atendia a gente e nem nos examinava, só perguntava e escrevia no papel.”

Giselle conta também o caso de uma mulher vivendo com aids que ficou “4 meses para fazer uma mamografia”. Segundo suas informações, o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde tem total conhecimento da situação de precariedade na saúde por que passam as mulheres do Rio Grande do Norte. “O Eduardo Barbosa (diretor-adjunto) já foi lá várias vezes, eles sabem de tudo o que se passa.Volto a dizer: falta compromisso dos gestores no nosso estado”.

Infecções no Rio Grande do Norte

O primeiro caso de infecção pelo vírus da aids foi diagnosticado naquele estado em 1983. Entre 2000 e 2009 foram notificados 2.194 casos, sendo que a primeira gestante infectada apareceu em 1993, segundo dados do Correio da Tarde,jornal de circulação local que trouxe os dados com base em informações do Ministério da Saúde.

Em um encontro como este, as mulheres que conversam, trocam olhares, esperanças e expectativas, como Gisele, me parecem esperar um pouco mais. De compromisso de todos? De atitudes concretas que resolvam problemas graves que se arrastam por anos? Que outras mulheres não fiquem na fila por 4 meses para fazer uma mamografia? Tudo isso e mais, talvez a ação solidária, presente e determinada da primeira mulher eleita presidente do Brasil!

Serviço

O evento Saber para Reagir em Língua Portuguesa está sendo realizado pelo Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas, com o Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/Aids (Unaids). A mesma atividade ocorrerá em outras datas, até o final deste ano, nas outras regiões brasileiras, na África, em Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS

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