Ativistas debatem prevenção do HIV durante seminário no Recife

A prevenção e o tratamento do vírus HIV no Brasil estão sendo tema de discussão de representantes de movimentos sociais, agências da ONU e do poder público durante um encontro que está sendo realizado neste domingo (23) e segunda (24) no Hotel Jangadeiro, em Boa Viagem.

Promovido pela ONG Gestos, o evento visa avaliar o impacto dos compromissos firmados pelo governo brasileiro nas Nações Unidas, que estabelecem novas metas para lidar com os efeitos sociais do vírus até 2015. O fórum será composto por mesas de debates e conferências, capitaneadas por representantes de associações médicas, ativistas e políticos.

Avanço

Em junho de 2001, nas Nações Unidas, representantes de diversos países elaboraram uma Declaração de Compromissos Sobre a Aids, com metas para 2003, 2005 e 2010. O 1º Fórum UNGASS Brasil foi realizado em 2003. No último junho, os países se uniram para avaliar os resultados alcançados e estabelecer novas metas até 2015.

Fonte: Pernambuco.com

Parceria entre Agência Aids, SENAC e Emílio Ribas irá qualificar jovens com HIV para o mercado de trabalho

Uma parceria inédita da Agência de Notícias da Aids, Instituto de Infectologia Emílio Ribas e SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) irá capacitar 350 jovens com HIV para o mercado de trabalho.

Idealizado pela diretora-executiva da Agência Aids, Roseli Tardelli, o projeto começou a ser preparado em maio, quando Roseli organizou uma reunião com representantes do Emílio Ribas e do SENAC para propor a ajuda aos adolescentes que realizam tratamento no hospital e que enfrentam dificuldades para conquistar o primeiro emprego.

“Essa iniciativa é muito importante para o futuro desses jovens. Estamos agora costurando parcerias com gestores públicos e com a iniciativa privada para darem oportunidade de trabalho para 50 adolescentes vivendo com HIV”, disse Roseli.

O curso, que tem a duração de um ano, ocorre nas dependências do hospital referência Emílio Ribas, da Secretaria de Estado da Saúde, com três aulas semanais no período vespertino. Os jovens estão sendo preparados com aulas de empreendedorismo, orientação ambiental, processos organizacionais, informática, atendimento ao público e lições práticas de cidadania com visitas a museus, bienais entre outros roteiros.

Para o diretor do Instituto Emílio Ribas, o médico infectologista David Uip, o programa irá auxiliar o jovem economicamente, além de motivá-lo para a vida. “Vai contribuir principalmente na forma em que ele será inserido na sociedade”, enfatiza.

Nas atividades também estão previstas a elaboração de currículo, como se portar durante uma entrevista de emprego, oratória, além de dinâmicas para auxiliar os participantes no relacionamento interpessoal no âmbito profissional.

Segundo a Secretaria de Saúde, na maioria dos casos, os jovens são órfãos, não possuem apoio familiar e contraíram o vírus por transmissão vertical. Muitos deles foram adotados ou vivem em casas de apoio, sendo que todos buscam independência financeira.

“Estou feliz e acho que esse curso vai me encorajar para conquistar meus objetivos e seguir em frente”, explica o jovem Anderson Correia de Oliveira, de 20 anos, paciente do Emílio Ribas.

Fonte: Agência de Noticias da Aids

‘Queria pai e mãe todos os dias’, diz menina apontada como ‘inadotável’

Ela tem 10 anos, não conhece a família, é portadora do HIV e mora em um abrigo no Paraná. Mesmo contra todas as adversidades, a menina V. sonha com um presente ao qual tem direito. “Queria uma mãe e um pai de verdade (…) todos os dias”, conta. A garota é uma das cerca de 32 mil crianças consideradas “inadotáveis” no país. A lei assegura a todas a possibilidade de serem adotadas até os 18 anos desde que tenham sido juridicamente desligadas dos pais biológicos, mas a burocracia impede o exercício desse direito, segundo análise de especialistas.

“Como a destituição [processo que desliga legalmente a criança da família biológica] demora, apenas 5 mil das 37 mil crianças que estão em abrigos do país podem ser adotadas. Hoje, existem 26 mil famílias interessadas em adotar“, afirma Ariel de Castro Alves, presidente da Fundação Criança e vice-presidente da Comissão Nacional da Criança e do Adolescente da OAB.

Contra o sonho de uma nova família, pesa ainda a expectativa dos futuros pais. Condições impostas por eles eliminam grande parte das cinco mil crianças listadas no Cadastro Nacional de Adoção (CNA). A lista do CNA inclui as crianças que venceram a burocracia e as exigências legais e precisarão de sorte para se  encaixar na projeção dos casais candidatos: meninas brancas, com menos de três anos, sem irmãos, deficiências ou HIV.

“As crianças [sob custódia do Estado] são mais meninos, negros e pardos”, explica Alves. Em Curitiba, até 10 de outubro 41 das 73 crianças no CNA eram brancas. Mas, do total, 38 eram meninos e só três tinham menos de cinco anos.

Na Associação Paranaense Alegria de Viver (Apav), em Curitiba, 18 crianças portadoras do vírus HIV estão fora da fila de adoção, segundo o fundador Newton Nascimento Teixeira. A menina V. é soropositivo e mora na Apav desde bebê e nunca teve o nome no CNA por não ter obtido a destituição do poder familiar concluída.

A menina conta que o presente que sempre quis ganhar no Dia das Crianças é uma casa e uma família. “Eu vou sentir saudades dos meus amigos daqui, mas queria que alguém me adotasse. Eu tenho uma madrinha que passa aqui de vez em quando e me leva para a casa dela para dormir. Eu gosto, mas queria uma mãe e um pai de verdade”, conta a menina.

A fundadora do Movimento Nacional das Crianças Inadotáveis (Monaci), Aristeia Moraes Rau, lembra que, entre os “inadotáveis”, há ainda o dilema dos que atingem a maioridade nos abrigos e ficam de fora do processo. “Além das crianças, nós temos jovens entre 18 e 20 anos que viveram toda a infância na instituição e não tiveram a chance de encontrar novas famílias. O problema desse isolamento não é nem a falta de famílias interessadas e o preconceito. A grande barreira é a demora e a burocracia apresentadas pelo Estado e pela Justiça. Tanto que alguns já completaram a maioridade e já perderam até a esperança de encontrar um novo lar. Mesmo assim, nosso objetivo é inseri-los na fila de adoção e conseguir uma família para cada um”, disse Teixeira.

O jovem Marcos tem 18 anos, vive no abrigo desde os oito e também é soropositivo. “Antes de chegar aqui eu era maltratado em casa e, quando meus pais morreram, a família me trouxe pra cá. Quando eu era mais novo, tinha o sonho de conseguir ser adotado. Hoje não tenho mais esperanças de encontrar uma família, porque acho que será difícil me adaptar, a não ser que seja com uma família que eu já conheça. Meu objetivo agora é continuar meus estudos, fazer medicina e constituir minha família junto com meu irmão, que também mora aqui”, explica o jovem.

“Não entendo por que a burocracia para conseguir a liberação de uma adoção pra uma criança com HIV é tão difícil. Acho que, nesse caso, como as crianças precisam de tratamento, deveriam ter prioridade na fila de adoção. Afinal, além dos medicamentos, elas precisam do apoio e carinho de uma família”, finaliza Teixeira, fundador da Apav.

Segurança
A advogada Izabela Rucker Curi, especialista na área, faz críticas aos excessos da burocracia, mas defende que não se abra mão da segurança jurídica em troca da agilidade na adoção. Segundo ela,  a quebra do poder de família (quando já se esgotaram as possiblidades de a criança voltar para a família original) é mesmo uma das partes mais complicadas do processo.

“Para que essa criança vá para uma nova, os vínculos legais com a família antiga têm de ser rompidos. Isso exige muita gente, muita observação, muito estudo jurídico e muitos papéis para documentação. Quando essa etapa fica pronta, quase não há mais tempo, dentro do prazo de dois anos, para que a criança possa conhecer uma nova família”, afirma.

“Nossa legislação acerta quando dá valor à prevenção ao rompimento de laços familiares. Importante lembrar que ainda existem no Brasil casos de adoção de menores com a exclusiva intenção de alimentar o tráfico de órgãos, por falta de controle rígido e efetivo nos procedimentos de adoção”, afirma a advogada Izabela Rucker Curi.

Fonte: G1

‘Maníaco da seringa’ é lenda urbana

Volta Redonda e Barra Mansa

Nos últimos meses uma história vem preocupando os moradores das cidades de Volta Redonda e Barra Mansa. O boato de que haveria pessoas infectadas com o vírus HIV, que estariam andando pelas cidades e passando o vírus para outras pessoas através de seringas contendo sangue contaminado, tem sido alvo de comentários em rodas de amigos, nas empresas, escolas e ruas, além é claro, da internet, onde o assunto tem sido amplamente divulgado através de e-mails e redes sociais. Na sessão “Fale Conosco” do DIÁRIO DO VALE, por exemplo, é comum o recebimento de mensagens relatando o caso.

Diante de tanta repercussão, não é difícil encontrar pessoas que não só acreditam na história, como estão preocupadas em serem atacadas pelos chamados “maníacos da seringa”.

Desde que o boato surgiu, muitas versões da história já foram contadas. Em Volta Redonda, por exemplo, acredita-se que não haveria apenas uma, mas duas pessoas tentando infectar a população com o vírus da AIDS. De acordo com informações divulgadas na internet, seriam dois homens, um moreno e um mulato, que estariam andando pela cidade e que já teriam atacado pessoas nos bairros Aterrado e Conforto e na Avenida Amaral Peixoto. Os maníacos teriam ainda preferência por atacar mulheres e crianças e já teriam sido vistos do lado de fora de escolas do município.

Já em Barra Mansa, a história vai além. O maníaco já teria sido identificado como morador do bairro Vista Alegre. O suspeito teria o vírus HIV e estaria aterrorizando os vizinhos, tentando infectá-los com uma seringa.

Delegados negam registro de ataques

O delegado titular da 90ª DP de Barra Mansa, Ronaldo Aparecido de Brito informou que a denúncia sobre o morador do bairro Vista Alegre foi investigada, mas que nada foi comprovado sobre o suspeito.

– Ficamos sabendo desse boato em julho, através de um vereador da cidade que me relatou a história durante uma reunião na Câmara Municipal de Barra Mansa. No mesmo dia, designei duas equipes para apurar o caso, mas quando eles foram procurar o suspeito, descobriram que ele tem distúrbios mentais e que inclusive, estaria internado em uma clínica psiquiátrica na época. Além disso, os familiares do suspeito negaram que ele tivesse cometido tal ato. Também foi verificado se havia alguma vítima de algum ataque desse tipo, já que os boatos davam conta de que uma moça teria sido atacada, mas ninguém foi encontrado. Como não houve nenhuma prova de culpa do suspeito e ninguém procurou a delegacia para registrar esse tipo de ocorrência, consideramos que esta foi uma denúncia que não procedeu  –  disse.

Ronaldo Aparecido informou ainda que não acredita que exista alguma pessoa na cidade realizando esse tipo de ataque, já que não houve nenhum registro na delegacia sobre o caso.

– Não acredito que essa história seja verdadeira, pois até hoje a delegacia não foi procurada por ninguém que alegasse ter sido vítima desse tipo de atentado. Acho que foi um boato que surgiu e que foi crescendo e se distorcendo ao longo do tempo, de forma que as pessoas passaram a acreditar que realmente fosse verdade – acrescentou.

O delegado de Volta Redonda, Antônio Furtado, também afirmou que não existe nenhum registro de atentado cometido pelo maníaco da seringa na cidade.

– Através de relatos nas ruas chegou ao conhecimento de alguns policiais que haveria um homem que estava andando pela cidade, tentando injetar sangue contaminado com o vírus HIV nas pessoas e que inclusive já teria atacado algumas pessoas. Isso aconteceu há mais ou menos um mês, mas até agora, ninguém foi encontrado. Ainda estamos investigando o caso e os policiais continuam alerta, mas não temos nada de concreto. Não posso afirmar que essa história não seja verdadeira, mas tudo está nos levando a crer que esse caso seja irreal, pois não tivemos nenhum registro desse tipo na delegacia. Realmente acho muito difícil uma pessoa sofrer um atentado como esse e não prestar queixa. Além disso, todas os elementos da história que já investigamos se mostraram falsos, o que poderia ser um indício de que o caso possa ser uma invenção – declarou.

Segundo o delegado, não há motivos para a preocupação da população, pois até o momento nada foi comprovado.

– Sabemos que a comunidade está preocupada com esse caso e por esse motivo, não deixaremos de ficar alerta a qualquer sinal de que essa situação esteja realmente acontecendo. Mas como não encontramos nenhum elemento que comprovasse a história, não há porque as pessoas temerem sofrer esse tipo de ataque. Mas gostaria de ressaltar que se por acaso alguém vir um indivíduo em atitude suspeita, que comunique os órgãos de segurança da cidade para que possam fazer a verificação. É importante que as pessoas não tomem nenhum tipo de atitude por conta própria e caso desconfiem de alguém ou vejam alguma coisa, recomendo que procurem as autoridades competentes – aconselhou.

Hospitais negam ter atendido vítimas

Em Volta Redonda, nenhum hospital da cidade relatou a existência de registro de pessoas que tenham procurado atendimento por terem sofrido ataque de alguém usando seringas.

Para o diretor geral do Hospital São João Batista, Sebastião Faria, a história é totalmente inverídica.

– Já ouvi falar sobre esse boato, mas acredito que não passe de mais uma lenda. Até porque no São João Batista, que é um dos principais hospitais da cidade, não tivemos nenhum atendimento dessa natureza – afirmou Faria.

No Hospital Municipal do Retiro também não há registro de ataques.

– Aqui no hospital não tivemos nenhum atendimento de pessoas que tivessem sido infectados por uma pessoa portando uma seringa com HIV. Acho que essa história é falsa, até porque se isso acontecesse, o primeiro lugar que as pessoas iriam procurar seriam os hospitais, o que certamente teria chegado ao conhecimento dos profissionais de saúde do município – destacou Adriane Campos, coordenadora geral do setor de enfermagem do hospital.

Em Barra Mansa, a situação não foi diferente. Na Santa Casa e na UPA (Unidade de Pronto Atendimento), locais que concentram um grande número de atendimentos na cidade, os profissionais de saúde foram unânimes em afirmar que não houve registro de nenhum atendimento de pessoas que tivessem relatado terem sido atacadas pelo maníaco da seringa.

– Não tivemos nenhum atendimento desse tipo aqui na UPA, não sei se houve alguma ocorrência em outras unidades de saúde, por isso não posso afirmar que não tenha ocorrido nada na cidade, mas acho pouco provável que essa história seja verdade – ressaltou o diretor geral da UPA, Carlos Gustavo Medeiros.

– Nunca chegou ninguém aqui na Santa Casa relatando esse tipo de acontecimento. Na minha opinião, se isso fosse verdade, nós teríamos ficado sabendo, pois o principal setor para esse tipo de atendimento é o Pronto Socorro – explicou a enfermeira Camila Beraldo, supervisora do Pronto Socorro da Santa Casa.

Lenda do ‘Homem da Seringa’ está na Internet

A história do “homem da seringa” não resiste a uma simples pesquisa no Google. Uma busca com “seringa”+”aids”+”lenda urbana” no site de buscas retornou, em 17 centésimos de segundo, 2.260 referências. Uma delas lista o caso como uma das “Top Ten lendas urbanas”, junto com a “loira do banheiro”, os “ladrões de órgãos” e o pretenso satanismo da apresentadora Xuxa Meneghel, entre outras histórias fantasiosas.

A lenda, aliás, nem é tão nova: existem registros da história desde 1997, há 14 anos. Uma variação afirma que, ao se sentar em uma poltrona de cinema, uma pessoa sentiu uma agulhada. Ao olhar a poltrona, percebe que existia sobre ela uma seringa – agora devidamente espetada na vítima – e um bilhete que diz “bem-vindo ao mundo da Aids”.

As lendas urbanas são narrativas que se tornam populares entre determinados grupos sociais – ou em populações inteiras, em alguns casos. Em geral, elas partem de um medo disseminado entre as pessoas e se baseiam em uma história aparentemente plausível, transmitida de segunda mão – quem passa a informação diz que conhece alguém, “extremamente confiável”, que teria um parente ou amigo que passou por aquela situação. O interessante sobre esse fenômeno é que, por mais que se apresentem evidências de que as histórias são fantasiosas, sempre surgem “explicações” baseadas em teorias conspiratórias.

Alguns meios de comunicação de massa- como tablóides sensacionalistas e programas populares de rádio e TV – costumavam ser o principal meio de divulgação dessas lendas, até que surgiu a Internet. Com a facilidade de contato fornecida pelos sites de relacionamento e blogs, a rede mundial de computadores se tornou uma maneira fácil de divulgar essas lendas, que, vez por outra, acabam indo parar na grande mídia.

Uma observação mais crítica mostra que muitas dessas lendas são, na verdade, recriações de antigos mitos. Outras têm uma história real como origem, mas são deturpadas ou exageradas enquanto vão sendo passadas adiante.

Lendas e mitos, de Juscelino a Juarez

Em algumas ocasiões, ocorrências que geram comoção nacional acabam gerando lendas. O DIÁRIO DO VALE selecionou alguns desses fatos: a morte de Juscelino Kubitscheck em 1976, a perda da Copa do Mundo de 1982, na Espanha, a morte de Tancredo Neves em 1985, a morte do então prefeito de Volta Redonda, Juarez Antunes, em 1989, e a perda da Copa do Mundo de 1998, na França.

O acidente de Juscelino

Em 1976, um repórter que depois viria a ser chefe de reportagem do DIÁRIO DO VALE, o falecido Dicler Simões, estava entre as primeiras pessoas a chegarem ao local onde um ônibus atingiu o Opala em que viajava o ex-presidente Juscelino Kubitscheck. O político morreu no local do acidente, na Rodovia Presidente Dutra, na altura de Resende.

Até hoje, existem teorias que garantem que Juscelino foi assassinado por agentes do governo militar, mas o caso nunca foi provado.

O doping inexistente dos italianos

Em 1982, o Brasil disputou a Copa do Mundo da Espanha com um time repleto de craques, que é considerado por alguns analistas melhor até do que a seleção que venceu a Copa de 1970, no México. Essa equipe, contudo, caiu diante da Itália – que fazia até então uma campanha que apenas “dava para o gasto” – por 3 a 2, no chamado “desastre do Sarriá”, numa referência ao estádio onde o jogo foi disputado.

Depois da derrota, correram insistentes boatos de que teria sido descoberto um caso de doping na seleção italiana, o que teve inclusive de ser desmentido no ar, ao vivo, por redes de TV. A Itália acabou campeã, derrotando a Alemanha na final – sem que novos boatos de doping surgissem.

O assassinato de Tancredo Neves

Depois de 20 anos de governos militares, em 1984 o mineiro Tancredo Neves foi eleito – indiretamente – presidente da República, mas morreu sem exercer o cargo. O mandato acabou sendo cumprido por seu vice, José Sarney. Oficialmente, Tancredo morreu em 1985, em consequência de uma diverticulite, mas até hoje há quem jure que ele foi assassinado. O caso também nunca foi provado.

O acidente de Juarez Antunes

O sindicalista Juarez Antunes é nacionalmente conhecido como o líder da greve em que três operários morreram dentro da CSN. Ele foi eleito prefeito de Volta Redonda em 1988 e morreu em 1989, pouco mais de um mês após a posse, num acidente rodoviário, quando ia a Brasília. Até hoje, em Volta Redonda, existe quem garanta que não houve acidente e que o então prefeito teria sido assassinado. Novamente, nada foi provado nesse sentido.

A convulsão do Fenômeno

Em 1998, a seleção brasileira que foi à Copa do Mundo da França para defender o título conquistado quatro anos antes nos Estados Unidos teve uma campanha irregular, chegando a perder o terceiro jogo da fase de grupos para a Noruega. Mesmo assim, o time chegou à final contra a França, quando perdeu por 3 a 0, num jogo em que o grande destaque foi o francês Zinedine Zidane.

O fato de Ronaldo Nazário, o Fenômeno, ter passado mal na véspera do jogo e só ter sido escalado minutos antes da partida foi o suficiente para que surgissem boatos que variam de um possível problema conjugal do atleta a uma polpuda quantia oferecida por uma grande empresa para que o time do Brasil perdesse aquele jogo, mas nada comprova que algo desse tipo tenha acontecido.
Fonte: Diário do Vale

Ativistas do Mercosul defendem parceria para compra e venda de antirretrovirais

Enquanto no Brasil são produzidos nacionalmente vários medicamentos que compõem o coquetel antiaids e, no caso de importação, a grande quantidade comprada pelo governo possibilita melhores condições de preços, em outros países da América Latina o custo dos antirretrovirais – essenciais para vida das pessoas com HIV – é bem mais alto.

Reunidos em São Paulo nessa sexta e sábado para a reunião do Fórum Mercosul, representantes da sociedade civil que atuam contra aids no Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai, Chile, Venezuela, Peru e Uruguai defenderam a possibilidade de uma negociação conjunta na compra de antirretrovirais importados, assim como a criação de meios que facilitem a venda do produto entre os países da América do Sul.

A ideia foi partilhada pela presidente do Grupo de Apoio à Prevenção à Aids (GAPA) de São Paulo, Áurea Abbade, aos internautas que assistiram ao programa Cidadania em Destaque neste domingo.

Além de Áurea, que é uma das organizadoras do Fórum Mercosul em São Paulo, participaram do programa transmitido pela AllTV, Mario Burgos, ativista na Argentina; Andrés Caballero (Bolívia), Mirta Diaz (Paraguai), Julia Campos (Peru), e Marisol Alves (Uruguai).

Entre os principais interesses em comum na região estão a sustentabilidade do tratamento antirretroviral e a prevenção do HIV nos jovens, sobretudo nas mulheres, e nos idosos.

De acordo com o Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (Unaids) – órgão que financiou o Fórum Mercosul em São Paulo -, a prevalência média do HIV na região é bem parecida, variando, por exemplo, de 0.2% e 0.3% da população adulta na Bolívia e Paraguai, respectivamente, a 0.5% e 0.6% na Argentina e no Brasil.

O programa Cidadania em Destaque, produzido pelo Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo, é apresentado pelo Presidente dessa rede de organizações não governamentais, Rodrigo Pinheiro, e transmitido sempre aos domingos às 11h.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS

Futebol contra AIDS

Um jogo beneficiente de futebol  “Joga para a vida” entre os times “Rossitch” e “Red Ribbon United” ocorreu em Moscou.

O jogo foi organizado com apoio do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS). O seu objetivo é chamar atenção pública ao problema da AIDS. Todos os recursos recolhidos serão destinados à realização do projeto de apoio a pessoas que sofrem da doença.

O jogo benéfico faz-se em preliminar do fórum mundial “Objetivos de Desenvolvimento do Milênio na Europa do Leste e na Ásia Central”, dedicado à luta contra AIDS. Além do jogo, uma série de leilões benéficos terá lugar.

Fonte: VOZ DA RÚSSIA

Jornal O Estado de S.Paulo destaca criação de academia para soropositivos em Sorocaba

O jornal O Estado de S.Paulo destaca na sua edição deste domingo, 09 de outubro, o lançamento, na semana passada, da primeira academia de Sorocaba especializada na prevenção e redução da lipodistrofia, um dos efeitos colaterais do tratamento prolongado contra a aids.

Segundo o jornal, a síndrome costuma estigmatizar os portadores do virus H IV, pois provoca anormalidades em seus portadores, como acúmulo de gordura em determina das partes do corpo – em especial abdome, costas e seios e diminuição da massa muscular em outras como pernas e braços. Além disso, gera alterações metabólicas, o que leva ao abandono do tratamento com antirretrovirais.

A academia integra a estrutura do Grupo de Educação à Prevenção da Aids de Sorocaba (Gepaso),entidade que atua na prevenção, tratamento e apoio aos pacientes. De acordo com a presidente Maria Lucila Magno, é a primeira do País com um quadro de profissionais da área médica, nutrição,fisioterapia e educação física, além de parceria com psicólogos e assistentes sociais. “Esta academia vai trazer um novo ânimo para as pessoas que convivem com o vírus HIV e as suas manifestações”,afirma Maria Lucila.

Segundo a presidente da Gepaso, apesar de a luta contra a aids ter se iniciado há cerca de 30 anos,quando foi registrada a primeira prova clínica patologia, ainda há pessoas que pensam que o paciente tem de ser banido de qualquer convívio. “Neste ponto, o cenário do HIV não caminhou nada, ou quase nada.”

A instalação da academia é considerada uma nova etapa para vencer a batalha contra a doença e o preconceito.

Atendimento.
 Os exercícios físicos são orientados e acompanhados por especialistas, visando a melhorar a autoestima e a qualidade devida,estimulando a adesão aos medicamentos.

Os pacientes recebem ainda orientação nutricional.Q atendimento é gratuito.O projeto recebeu R$ 203 mil do governo do Estado de São Paulo, empregados em equipamentos e pessoal.

A academia, instalada no prédio da Sociedade Médica de Sorocaba,na região central da cidade, tem capacidade para atender cem pessoas.

Fonte: O Estado de São Paulo