Olinda faz testes de HIV rápido com moradores de rua e profissionais do sexo

Três mil preservativos e 50 testes de HIV rápido. Esse foi o saldo da ação realizada no Carmo em Olinda, promovida pelo Núcleo de Apoio de Prevenção a Acidentes e Violência (NUPAV) da Secretaria de Saúde de Olinda, através das equipes de profissionais do Consultório de Rua e DST/AIDS, bem como da presença da unidade móvelQuero Fazer, essa vinculada ao Governo Estadual.

A equipe ficou instalada, das 20h às 24h, na rua do sol, ao lado do Núcleo de Segurança da Polícia Militar. Lá, o trailer contou com equipe de profissionais do Quero Fazer, com o objetivo de disponibilizar atendimento à população como teste HIV rápido, palestras e orientações sobre Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis.

Quero Fazer é um programa itinerante que oferece testes rápidos de HIV, com entrega de resultados em menos de uma hora. O diferencial do projeto é que ele vai até as pessoas, com unidades móveis que ficam estacionados próximos a locais estratégicos como bares e boates facilitando o acesso das pessoas para a realização do exame.

Outro serviço disponibilizado neste dia foi através de um veículo (Van) do Consultório de Rua, que circulou pelos principais pontos da cidade convidando moradores de rua e profissionais do sexo para a realização dos testes rápidos que é gratuito, sigiloso e seguro.

Fonte: Prefeitura de Olinda, Pernambuco

Teste positivo de HIV não impede imigrantes de receberem o Green Card

Há quase 4 anos, Congresso dos Estados Unidos retirou o HIV e a AIDS da lista federal de doenças transmissíveis que podem impedir a obtenção da residência permanente (Green Card). Na quarta-feira (18), respondendo às perguntas de vários leitores, o diário NY Daily News, edição de 18 de janeiro, abordou várias situações:

B.C Brooklyn:

“Se eu testar positiva para o HIV, ainda posso receber o Green Card? Casarei ainda em janeiro. Meu noivo é cidadão norte-americano. Eu entrei no país através de um visto, mas ultrapassei a permanência. Já fui casada antes e, recentemente, fui informada que meu ex-marido testou positivo para HIV. Fiz o teste de HIV e, felizmente, deu negativo. Ainda assim, tenho receio”.

NYDN:

“Não é preciso apreensão, pois mesmo se você testasse positiva para HIV qualificaria para a residência permanente. Testar positivo para o vírus HIV ou ter AIDS não mais impede que alguém receba o Green Card. Em julho de 2008, o Congresso revogou a lei que impedia as pessoas que testavam positivas para HIV de adquirirem a residência permanente. Então, em novembro de 2009, o Departamento Federal de Saúde & Serviços Humanos (HHS) retirou testes positivos de HIV e AIDS da lista de “doenças contagiosas de significância pública”.

Na lista do HHS ainda consta o cancro, gonorreia, granuloma inguinal, lepra infecciosa, granuloma linfático venéreo, sífilis infecciosa e tuberculosa ativa. O USCIS pode impedir indivíduos que apresentem as doenças listadas se eles forem o cônjuge, pai, filho ou filha solteira de um residente permanente ou cidadão norte-americano ou assim que uma entidade consular emitir no exterior um visto de imigrante. Candidatos com doenças curáveis, como tuberculose e sífilis, podem adquirir a residência permanente uma vez que não sejam contagiosos.

Carlos, New York:

“A minha esposa chegou aos EUA como residente condicional, mas seu marido a divorciou antes que ela recebesse o Green Card permanente. Se nos casarmos, ela terá problemas em adquirir a residência permanente? Eu sou cidadão norte-americano e vivo no país há 41 anos. Em 1987, a minha esposa, natural da República Dominicana, casou-se com um cidadão norte-americano e recebeu um Green Card temporário de 2 anos. Após chegar aqui, seu marido se divorciou dela na República Dominicana. Ela não sabia sobre o divórcio até que foi ao Departamento de Imigração (ICE) para verificar o status de seu caso e foi informada que ele havia sido encerrado. O seu cartão de 2 anos de validade havia expirado”.

NYDN:

Uma vez que o ICE reconheça o divórcio de sua esposa, ela não deverá ter problema na aquisição do visto de imigrante. Ela recebeu um cartão condicional de 2 anos duração porque se tornou residente permanente nesse período. Devido ao fato de ela nunca ter se tornado residente permanente incondicional (O USCIS não a aprovou para o cartão permanente), ela pode ser entrevistada nos EUA para a residência permanente. Esse procedimento da lei é chamado “ajuste de status”.

Fonte: Brazilian Voice

Morte de haitiano com HIV deixa saúde pública em alerta no Amazonas

A diretoria da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas (FMT/AM), em Manaus, confirmou nesta sexta-feira (27) a morte de um homem haitiano, que entrou no Brasil contaminado com o vírus HIV. Um casal haitiano também está internado, sendo que o estado de saúde do homem é mais grave. A mulher teve melhora no quadro clínico e está na CTI daquele hospital.

O haitiano morto foi enterrado no cemitério Parque de Manaus, no bairro Tarumã, Zona Oeste da capital, sem velório, apenas com cerimônia religiosa feita pelo padre Gelmino Costa, da paróquia do bairro São Geraldo, responsável pelo acolhimento dos haitianos em Manaus.

A entrada desordenada de imigrantes no País, pelo interior do Amazonas, tem gerado preocupação às autoridades estaduais. O secretário de saúde do Estado, Wilson Alecrim, irá a Brasília (DF) para solicitar do Governo Federal recursos para o reforço na compra de insumos para o diagnóstico e tratamento do HIV e de outras doenças como cólera, febre amarela e sífilis, que são as doenças que mais afetam a população do Haiti.

A diretora da FMT/AM, Graça Alecrim, informou que está preocupada com o avanço do vírus HIV no Estado, que já se encontra em situação alarmante. Entre janeiro e outubro de 2011, foram diagnosticados 800 novos casos da doença.

Devido à viagem desgastante até o Brasil, e em seguida de Tabatinga até Manaus, alguns haitianos portadores do HIV chegam à capital em situação crítica.

“A legislação brasileira não obriga os imigrantes a fazerem exame de HIV antes de entrarem no país. Eles são submetidos a exames após uma conversa franca com os médicos locais. Acreditamos que se não houver medidas eficazes, o índice de contaminação de HIV entre brasileiros pode aumentar”, afirmou Graça.

Segundo o padre Gelmino Costa, cerca de 3,5 mil haitianos estão morando em Manaus. Nesta sexta e sábado (28), estava prevista a chegada de mais de 200 haitianos vindos de Tabatinga, a 1.105 Km de Manaus. Nesta terça-feira (24), 216 já haviam chegado na capital.

Fonte: G1

Contaminação da Aids aumenta na América Latina por falta de prevenção

O número de mortos pela Aids na América Latina diminuiu devido ao maior acesso ao tratamento antirretroviral, mas a contaminação continua aumentando pela falta de programas de prevenção, informou nesta quinta-feira o Programa da ONU sobre a Aids (Unaids).

“Para cada pessoa em tratamento temos duas novas infecções. Assim nunca acabaremos com a doença. Claro que é preciso evitar as mortes, mas mais importante ainda é prevenir o contágio”, disse nesta quinta-feira à Agência Efe o diretor regional para a América Latina da Unaids, César Núñez.

Dois terços do investimento para combater a epidemia na América Latina são destinados ao tratamento, e o restante à prevenção. “Além disso, esses programas se dedicam quase que exclusivamente à população mais afetada: homossexuais, prostitutas e usuários de drogas”, indicou Núñez.

Para ele, os programas de prevenção deveriam ser mais amplos e abranger todas as pessoas, principalmente os mais jovens, que parecem ter perdido o medo da Aids. “Segundo a Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (Cepal), 25% dos partos na América Latina são de menores de 17 anos, o que significa que os jovens fazem sexo sem proteção. Embora seja um dado indireto, nos mostra que eles são passíveis de contaminação. É óbvio que falta informação e educação sexual”, explicou.

Estima-se que a cada ano ocorram na região 100 mil novas infecções. O número de pessoas com o vírus do HIV aumentou de 1,3 milhão, em 2001, para 1,5 milhão em 2010. Desse total, 36% são do sexo feminino, um número que aumentou dramaticamente nos últimos dez anos, já que em 2001 para cada dez homens infectados havia uma mulher.

Uma das razões que explicam esse crescimento da contaminação entre as mulheres é que elas são contaminadas por seus maridos ou parceiros que tiveram relações não seguras com prostitutas, ou em muitos casos, com outros homens. O principal foco de transmissão na região são os homens que mantêm relações com outros homens sem proteção. “Na América Latina, o estigma contra os homossexuais permanece. Por isso a prática continua sendo escondida em muitos lugares, e esses homens contaminam suas esposas ou parceiras””, disse Núñez.

O Panamá e a Nicarágua foram os últimos países latino-americanos a abolirem leis homofóbicas, em 2008. “Mas o estigma social continua, por isso é preciso fazer campanhas que combatam a discriminação, o que ajudará na luta contra a doença”, especificou Núñez.

De acordo com os dados disponíveis, entre 3% e 20% dos homens latino-americanos têm relações sexuais com outros homens ao longo de sua vida. Dependendo do país, entre 32% e 78% dos homens que fazem sexo com outros homens também mantêm relações com mulheres, e entre 1,7% e 41% são casados.

Atualmente, 64% da população infectada têm acesso a tratamento, algo que precisa melhorar, já que em muitos casos “chega tarde demais, quando a doença já se desenvolveu”.

Núñez destacou um problema que, apesar de estar melhorando, ainda persiste: a falta de planejamento, que gerou a ausência de remédios em países que inclusive são produtores de genéricos, como o Brasil.

Fonte: Agência EFE

Transmissão do vírus aids aumenta na América Latina por falta de prevenção, informa Unaids

Dois terços do investimento para combater a epidemia na América Latina são destinados ao tratamento, e o restante à prevenção. “Além disso, esses programas se dedicam quase que exclusivamente à população mais afetada: homossexuais, prostitutas e usuários de drogas”, indicou Núñez.

Para ele, os programas de prevenção deveriam ser mais amplos e abranger todas as pessoas, principalmente os mais jovens, que parecem ter perdido o medo da aids.

“Segundo a Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (Cepal), 25% dos partos na América Latina são de menores de 17 anos, o que significa que os jovens fazem sexo sem proteção. Embora seja um dado indireto, nos mostra que eles são passíveis de infecção. É óbvio que falta informação e educação sexual”, explicou.

Estima-se que a cada ano ocorram na região 100 mil novas infecções. O número de pessoas com o vírus do HIV aumentou de 1,3 milhão, em 2001, para 1,5 milhão em 2010. Desse total, 36% são do sexo feminino, um número que aumentou dramaticamente nos últimos dez anos, já que em 2001 para cada dez homens infectados havia uma mulher.

Uma das razões que explicam esse crescimento da infecção entre as mulheres é que elas são infectadas por seus maridos ou parceiros que tiveram relações não seguras com prostitutas, ou em muitos casos, com outros homens. O principal foco de transmissão na região são os homens que mantêm relações com outros homens sem proteção. “Na América Latina, o estigma contra os homossexuais permanece. Por isso a prática continua sendo escondida em muitos lugares, e esses homens infectam suas esposas ou parceiras”, disse Núñez.

O Panamá e a Nicarágua foram os últimos países latino-americanos a abolirem leis homofóbicas, em 2008. “Mas o estigma social continua, por isso é preciso fazer campanhas que combatam a discriminação, o que ajudará na luta contra a doença”, especificou Núñez.

De acordo com os dados disponíveis, entre 3% e 20% dos homens latino-americanos têm relações sexuais com outros homens ao longo de sua vida. Dependendo do
país, entre 32% e 78% dos homens que fazem sexo com outros homens também mantêm relações com mulheres, e entre 1,7% e 41% são casados.

Atualmente, 64% da população infectada têm acesso a tratamento, algo que precisa melhorar, já que em muitos casos “chega tarde demais, quando a doença já se desenvolveu”.

Núñez destacou um problema que, apesar de estar melhorando, ainda persiste: a falta de planejamento, que gerou a ausência de remédios em países que inclusive são produtores de genéricos, como o Brasil.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS

Vulnerabilidade à aids entre idosos é destaque na revista científica da Faculdade de Medicina da USP

Um estudo realizado na Universidade Federal de Medicina do Mato Grosso Sul sobre a vulnerabilidade de idosos à aids foi publicado na edição deste mês da Clinics, revista científica da Faculdade de Medicina da USP.

A pesquisa foi realizada com 329 pessoas de 60 a 69 anos que frequentam centros comunitários em Campo Grande (MS). Os resultados mostram que os parceiros casuais e múltiplos representaram 12% e 34% das experiências relatadas a relação sexual, respectivamente. O uso de preservativos foi relatado por apenas 14% dos pesquisados.

O estudo foi relatado pelos profissionais Marta Driemeier, Sônia Maria Oliveira de Andrade, Elenir Rose Jardim Cury Pontes, Anamaria Mello Miranda Paniago e Rivaldo Venâncio da Cunha.

Sobre a Clinics

É uma revista científica do Hospital das Clínicas de S.Paulo que entra no 67º ano de circulação com os relatos dos melhores estudos e pesquisas da produção científica brasileira. Está indexada nos principais meios de acesso científico mundial: LILACS, PubMed (Medline), PubMed Central, Science Citation Index Expanded (ISI Web of Knowledge), Scopus,Qualis/Capes (classificada como jornal de medicina de circulação internacional) e Ulrich´s Periodical Directory.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS

Prefeitura intensificará as ações de prevenção a DST/AIDS em Boa Vista

A Coordenação do Programa DST/AIDS tem como metas para este ano o fortalecimento das ações de promoção à saúde e prevenção às Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) no município.

Segundo a coordenadora do Programa, Jousiane Castro, em 2011 se intensificou a realização dos testes rápidos de HIV, palestras e entregas de preservativos. “Para este ano queremos intensificar todas as nossas atividades e, principalmente, alertar a população sobre a importância do uso do preservativo em todas as relações sexuais, que é a forma mais eficaz de se prevenir. Também queremos disponibilizar o teste rápido em todas as unidades de saúde”, disse Jousiane.

Em 2011, a coordenação distribuiu mais de um milhão de preservativos masculinos e femininos, tanto nas campanhas educativas quanto nas unidades básicas de saúde.

Além disso, notificou 3.030 casos, entre DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) e Aids. Segundo Jousiane, esse número diminuiu em relação ao de 2010, quando foram notificados 3.210.

Outra meta deste ano é trabalhar para reduzir o preconceito, principalmente da sociedade. Segundo Jousiane, este é um grande problema, pois ainda há muito desconhecimento sobre a doença.

“As pessoas ficam mais com receio do que a sociedade vai pensar do que como os familiares vão reagir. Então, vemos que muitas pessoas têm medo de fazer o exame já pensando no que os outros vão falar. E ainda tem gente pensando que a Aids pega no ar, com o aperto de mão”, comentou Josiane.

TESTE RÁPIDO – Este ano, um dos objetivos da coordenação do Programa DST/AIDS é disponibilizar o teste rápido em todas unidades de saúde. O teste rápido é uma forma de identificar novos casos positivos e encaminhar o paciente para o tratamento. O teste é feito a partir da coleta de duas gotas de sangue do paciente que são diluídas em uma solução que muda de cor, caso haja a presença do vírus HIV.

As duas gotas são submetidas ao mesmo procedimento para confirmar o resultado. Independente disso, os pacientes com suspeita ou confirmação do HIV no teste rápido, são encaminhados para a realização do segundo teste, para confirmar o diagnóstico.

Antes de ser submetido ao teste rápido o paciente recebe as orientações dos profissionais de saúde. Caso o diagnóstico seja positivo, a pessoa é encaminhada imediatamente ao tratamento e acolhimento dos profissionais de saúde. Caso o diagnóstico seja negativo, os profissionais orientam as pessoas sobre os cuidados para evitar a doença.

Fonte: Boa Vista Agora