Campanha de Carnaval no Nordeste realiza mais de 3,2 mil testes de HIV, informa Departamento de Aids

Mais de 3,2 mil testes de detecção do vírus da aids foram realizados durante os quatro dias de Carnaval, informa o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

Em Olinda (PE), onde a ação aconteceu pela primeira vez, o Departamento de Aids ontou um estande na Praça do Fortim, que realizou 568 testes. Desse total, seis exames deram positivos e as pessoas foram encaminhadas para o Serviço de Assistência Especializada (SAE) do município.

O Recife também promoveu a campanha “Fique Sabendo”, por meio de sua Coordenação Municipal de DST/Aids. Na ação, que aconteceu em quatro postos – nos bairros Ibura e Jardim São Paulo e no Centro Histórico (na Praça do Arsenal e no Pátio de São Pedro) – foram realizados 1.501 testes rápidos de HIV e 17 pessoas foram diagnosticadas com o vírus.

Em Salvador, a niciativa da Coordenação Municipal de DST/Aids testou 861 pessoas – 510 no estande montado no Pelourinho e 351 no de Ondina. Sete deles deram positivos. A novidade na capital baiana foi a oferta de testes rápidos de hepatite B, que aconteceu no posto de Ondina. Foram realizados 340 testes com um resultado positivo.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS

Governo (Porto Alegre/RS) quer poder legal ao comitê anti-Aids

Alarmada com os índices “altíssimos” de mortes por Aids em Porto Alegre, a SMS (Secretaria Municipal da Saúde) propôs a legalização do Comitê contra a Mortalidade por Aids, que funciona por decreto desde novembro do ano passado. O projeto de lei, que está na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), obriga a SMS a controlar e monitorar as mortes pela doença na cidade. A expectativa é de que o projeto seja votado em abril.

O coordenador da área de DST/Aids da SMS, Gerson Winckler, disse que o projeto visa tornar permanente o comitê, que reúne cerca de 100 profissionais especializados no assunto. Por meio de decreto, a estrutura pode ser desfeita a qualquer momento. “Para os doentes e infectados, a mudança significa muito. Será possível identificar os fatores mais preponderantes para o óbito e, com isso, evitar novos casos”, disse.

O comitê identificou cinco eixos determinantes para uma mortalidade quase cinco vezes maior que a média nacional em Porto Alegre – entre eles o precário acesso aos serviços de saúde e a vulnerabilidade social dos portadores.

Segundo Winckler, Porto Alegre também tem um dos mais altos índices de diagnóstico tardio no país – quanto mais cedo for detectada a contaminação, maiores são as chance de sobrevivência. Em Porto Alegre, 5% dos mortos sequer sabiam que tinham a doença.

Fonte: Band.com.br

Reynaldo Gianecchini diz que não tem Aids

Em entrevista a revista “Época”, Reynaldo Gianecchini falou sobre diversos assuntos, como a sua batalha contra o câncer, as dificuldades no tramento e ainda revelou que não tem Aids. A públicação chegou às bancas nesse sábado (25).

O boato de que Giane seria HIV positivo surgiu quando ele procurou o infectologista por causa da dor na garganta e dos gânglios. Essa foi a primeira vez que o ator falou abertamente sobre o assunto.

“Eu não poderia jamais fazer o tratamento agressivo que fiz se tivesse aids. Primeiro chequei todos os vírus, todas as bactérias, para depois chegar ao câncer. Por isso posso dizer com toda a alegria do meu coração para quem se preocupa realmente comigo: ’Eu não tenho aids’”, disse Gianecchini à revista “Época”.

O ator ainda disse que volta aos palcos no próximo mês, em São Paulo, com a peça Cruel.

Fonte: Rede Bom Dia

Hepatite C já mata mais que a AIDS

O governo dos Estados Unidos divulgou um alerta por meio do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) informando que as mortes causadas pela hepatite C já ultrapassam as causadas pela AIDS.

A taxa de mortes pela AIDS vem caindo, enquanto as mortes causadas pela hepatite C estão aumentando e, a partir de 2007 as mortes causadas pela hepatite C superam as causadas pela AIDS.

Em artigo publicado no dia 21 de fevereiro, na “Annals of Internal Medicine” um estudo financiado pelo CDC, coordenado pela Dra. Kathleen Ly analisando atestados de óbitos nos Estados Unidos entre os anos de 1999 e 2007, foram confirmadas 12.734 mortes causada pela AIDS e 15.106 por causa da hepatite C no ano de 2007.

Alertam os autores que certamente os números representam apenas uma fração da morbidade e mortalidade na hepatite C, já que por falta de diagnostico da doença a maioria das pessoas não sabem que estão infectadas e no atestado de óbito a causa da morte é atribuída a complicações, não a aquilo que realmente a ocasionou.

Nas 15.106 mortes causadas pela hepatite C nos Estados Unidos, 73,4% aconteceram em pessoas com idade entre 45 e 64 anos.

Desculpem enviar está notícia em pleno feriado de carnaval, mas é necessário para que as autoridades de saúde pública atentem para o grave problema que é a hepatite C. Apesar de que a hepatite C é cuidada no Brasil pelo Departamento DST/AIDS/Hepatites é lamentável ver que a campanha de carnaval que está sendo amplamente divulgada neste momento somente fala na AIDS, ignorando que a hepatite C atinge sete vezes mais brasileiros que a epidemia de AIDS. Até quando o ministério da saúde vai tentar esconder a hepatite C debaixo do tapete é um mistério.

Até quando vai deixar morrer na ignorância os mais de três milhões de brasileiros infectados, dos quais mais de 90% não sabem que estão perdendo a vida e estão progredindo para a cirrose, o câncer e a morte é outra incógnita. É necessário que a população fique indignada antes que seja tarde demais para salvar essas vidas.

Fonte: Aqui Sudoeste

Em 27 anos, foram confirmados 7.980 casos de Aids no ES, diz Sesa

Quase oito mil casos de Aids foram confirmados no Espírito Santo em 27 anos, segundo dados fornecidos pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Foram 7.980 notificações no total, entre os anos de 1985 e 2012. No Brasil, em 31 anos foram registrados 608.230 casos da doença.

Segundo a Sesa, dos 7.980 casos no estado, 62% são do sexo masculino e 78% ocorreram por transmissão sexual. Em média, são 500 novos casos por ano. Na faixa etária de 15 a 24 anos, o grupo de pessoas com práticas homossexuais e bissexuais foi o que apresentou maior crescimento da doença, acompanhando a tendência nacional. Em 2004 foram registrados 70 novos casos neste público específico, enquanto em 2010 o número passou para 129.

Em 2010, no estado, do total de pessoas acometidas pelo vírus, 22% eram homossexuais e bissexuais. O número de mulheres jovens com HIV/Aids também teve crescimento. Já em casos transmitidos de mãe para filho, a taxa de incidência em crianças menores de cinco anos caiu 72,43%.

Segundo a Coordenação Estadual de DST e Aids, muitas pessoas ainda deixam de se prevenir e muitos jovens não têm usado preservativo. Pesquisas do Ministério da Saúde apontam que o uso de preservativo caiu para 30%. De acordo com a Coordenação, apesar do aumento de HIV/Aids entre os jovens homossexuais, a prevenção deve ser global e qualquer indivíduo que tenha relação sexual desprotegida pode se infectar.

Fonte: G1 Espírito Santo

SMS marcará presença nas festas carnavalescas de Aracaju

A Secretaria Municipal de Saúde estará presente nas festas carnavalescas de Aracaju. As festas vão contar com as ações de prevenção em saúde, fiscalização de alimentos e atendimento de urgência e emergência. A festa reúne milhares de foliões em diversos bairros da cidade, cantando e dançando frevos e as marchinhas tradicionais.

“A Prefeitura Municipal de Aracaju apoia essa iniciativa de resgate da cultura e este ano não será diferente. A Secretaria Municipal de Saúde marca presença nessa grande festa que é construída pelo povo. A Saúde estará presente com a Vigilância Sanitária, o Programa Municipal de DST/Aids e o Samu 192 Aracaju”, ressalta Silvio Santos, secretário Municipal de Saúde.

Samu

Durante o Carnaval, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de Aracaju (Samu 192 Aracaju) funcionará normalmente. Além do atendimento que é realizado pelo serviço, os foliões do bloco Rasgadinho, que acontece no bairro Cirurgia, contarão diariamente com o apoio de duas viaturas, que permanecerão no local da festa realizando atendimento médico e de enfermagem. Esse reforço é decorrente da grande concentração de pessoas no local.

“Para isso, serão disponibilizadas quatro Unidades de Suporte Avançado e 12 Unidades de Suporte Básico distribuídas nos dias dos Festejos Carnavalescos. Os materiais e equipamentos necessários para o atendimento já estão à disposição das equipes que serão compostas por quatro médicos, quatro enfermeiros, 16 auxiliares de enfermagem e 16 condutores, 16. Queremos que os foliões levem muita alegria para as  ruas de Aracaju. Para que a festa de Momo seja boa do início ao fim, lembramos que se dirigir não beba e se beber não dirija”, diz Maria Cecília Mendonça, coordenadora da Rede de Urgência e Emergência da SMS.

Vigilância Sanitária

Com a intenção de atuar na prevenção de doenças transmitidas por alimentos, a Vigilância Sanitária estará presente em todos os dias do Carnaval, atuando de forma itinerante, nos bairros onde estarão acontecendo blocos de rua. Equipes da Vigilância estarão circulando pela cidade fiscalizando o comércio ambulante.

“A fiscalização nesse período de eventos é fundamental porque é um momento em que a Vigilância aborda o comércio de alimentos que não possui endereço fixo. Na oportunidade são feitas orientações quanto à manipulação adequada dos alimentos. A Vigilância vai ainda ficar de olho em alimentos manipulados e acondicionados de forma inadequada e que possam causar prejuízo à saúde da comunidade”, reforça Ana Angélica, coordenadora da Vigilância Sanitária de Aracaju.

DST/Aids

O Ponto da Prevenção do Programa Municipal de DST/Aids estará na festa do bloco Rasgadinho. Profissionais da Secretaria Municipal da Saúde estarão no local levando informação e orientações sobre a prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis, com distribuição de preservativos.

“No Carnaval as pessoas estão em festa e animadas, além de dispostas a interagir e a conhecer novas pessoas. Nesse momento a população não pode esquecer da proteção e da prevenção, usar camisinha é fundamental”, afirma Andrey Lemos, coordenador do Programa Municipal DST/Aids de Aracaju.

Serviços

As Unidades de Atendimento Fernando Franco (Zona Sul) e Nestor Piva (Zona Norte) vão funcionar normalmente, assim como o Samu 192 Aracaju, a Urgência Psiquiátrica do Hospital São José e os Centros de Atendimento Psicossocial (Caps) 24h Liberdade e Jael Patrício.

Fonte: Infonet

A AIDS E A VULNERABILIDADE

A percepção da complexidade do sujeito acometido por uma doença o leva, e a todos que estão ao seu redor, a uma reflexão do porquê de seu adoecimento, principalmente no caso de doenças que têm início em situações difíceis, como no caso da AIDS, seja pelos primeiros segmentos da sociedade a serem contaminados, como homossexuais, prostitutas e usuários de drogas, seja pela sua forma de contaminação, por sua rápida propagação e pela alta taxa de letalidade, que causam grandes impactos no modo viver dos indivíduos. Por ser transmitida via sexual, o que interfere na sexualidade, e pela forma como se deu o início da epidemia e os segmentos atingidos, símbolos do preconceito e da marginalidade, é que a AIDS ainda hoje é considerada uma doença da “moralidade”.

Apesar dos avanços, com a redução considerável na mortalidade por AIDS e uma melhora na qualidade de vida das pessoas, o estigma da moralidade e letalidade ainda é bastante presente. A síndrome foi tida inicialmente como a peste gay, pois atingia os homossexuais masculinos “desviantes de condutas” e depois grupos de riscos como prostitutas e “drogaditos”, que também estão fora dos padrões das sociedades judaico-cristãs. Tanto a AIDS como a sífilis são doenças de transmissão sexual, e as duas estão vinculadas ao sentido da moralidade: no caso da sífilis, a mulher pecadora, que é a prostituta; e no da AIDS os homossexuais masculinos. Esses estigmas e preconceitos têm implicações que vão desde o isolamento e a baixa autoestima até o abandono e a rejeição social. Com graves conseqüências físicas e psicológicas, a AIDS é também um fenômeno de natureza social acompanhado de processos de segregação baseados nos estigmas socialmente construídos e ligados às representações da doença.

Quando falamos da morte, cada sociedade reage de forma diferente. A sociedade ocidental tem grande dificuldade em lidar com este tema, não aceitando a nossa fragilidade diante da inevitabilidade de morte. No início da epidemia, receber o resultado da soropositividade era receber sentença de morte. Ainda hoje, apesar dos avanços e da AIDS já ter adquirido o status de doença crônico-degenerativa, ela ainda é carregada da simbologia da letalidade.

Muitos são os desafios que enfrentamos quando lidamos com a defesa da vida. Estar diante da doença – “A doença põe em evidência a fragilidade humana e, no caso das doenças graves e letais, a questão da finitude” (Georgia Sibele) – esse desafio é muito maior. Quando lidamos com o estigma de uma doença como a AIDS, que está associada a preconceitos e tabus desde seu surgimento, o portador de HIV deve ser acolhido nos serviços com suas dores, suas alegrias, suas necessidades, suas diferenças, seus modos de viver, sentir e estar na vida. Os profissionais que o atendem devem se despir de preconceitos e valores preexistentes, principalmente sobre sexualidade e direitos reprodutivos, possibilitar a construção de uma relação de confiança e estabelecer vínculos.

Fonte: Vermelho