Diagnóstico do HIV evita contaminação dos bebês

Quando assumi na Câmara Municipal de Porto Alegre em 2009 para o meu primeiro mandato, tinha em mente a disponibilização nos postos de saúde, de forma gratuita, dos testes que diagnosticassem, na hora, a presença do vírus HIV em gestantes quando elas procurassem atendimento médico. Logo o vereador Bernardino Vendrúscolo (PSD) se associou a ideia e juntos encaminhamos o projeto para apreciação e aprovação no Legislativo. Foram dois anos de discussões e debates e finalmente em 27 de outubro de 2010, por unanimidade, os vereadores aprovaram o “Programa de Diagnóstico Precoce do Vírus da Imunodeficiência Humana”, que logo passou a ser chamado de “Teste Rápido do HIV”. Hoje é com imensa alegria que vejo o programa ser implantado pelo Executivo nos postos de saúde da Capital. Em recente visita feita pelos vereadores da Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam) à Unidade Básica de Saúde da Lomba do Pinheiro ouvimos dos médicos e técnicos em enfermagem que a implantação do programa vinha dando resultado, mas que a procura pelo teste esbarrava na estrutura do prédio que não permitia total privacidade ao paciente na hora de coletar material para o teste. Solicitei providências à Secretaria Municipal da Saúde, no sentido de garantir privacidade a quem se habilita de forma voluntária a fazer exame.

Aliás, uma das grandes discussões na montagem deste programa foi a resistência de algumas entidades ligadas à saúde e ao amparo das vítimas de Doenças Sexualmente Transmissíveis em relação ao aconselhamento. Por meio de reuniões, fóruns e seminários, ficou provado que o teste rápido não era obrigatório, e que a paciente tinha total liberdade de escolha. Se hoje Porto Alegre é a primeira capital brasileira a realizar este tipo de exame com rapidez e eficiência, é graças a iniciativas como esta que colocam a nossa cidade na vanguarda do País mostrando que se pode fazer saúde pública de qualidade e eficiente sem pagar caro. O teste rápido, com a identificação precoce do HIV, veio para salvar vidas, pois a doença descoberta e tratada no início da gravidez possibilita que a chance de transmissão da mãe para o bebê se aproxime de zero.

Texto escrito por Thiago Duarte

Fonte: Jornal do Comércio

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