ENQUETE: HIV EM PAUTA

Brasil registra remédio que pode prevenir HIV

O remédio Truvada, que recebeu o aval da comissão consultora da agência sanitária dos EUA para ser usado na prevenção de infecção pelo HIV, foi registrado no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O antirretroviral é produzido pela Gilead.

Isso não significa, porém, que a droga passará automaticamente a ser usada no Brasil para tratamento de pacientes com HIV ou indicada antes de relações sexuais desprotegidas com parceiros soropositivos ou com situação sorológica desconhecida.

“O governo precisa discutir qual estratégia será adotada para o medicamento e chamar a sociedade para esse debate”, diz Jorge Beloqui, do Grupo Incentivo à Vida de São Paulo.

No início do mês, uma comissão ligada ao FDA recomendou a indicação do uso da droga, uma combinação de tenofovir com emtricitabina na prevenção da Aids. Isso permitiria que pessoas não contaminadas pudessem manter relações com soropositivos sem usar preservativo.

O remédio já é usado em vários países no tratamento de pacientes com Aids. Se a autorização for concedida pelo FDA, a fabricante poderá também indicar o remédio para prevenir a infecção. O Departamento de DST Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde afirmou que o registro da Anvisa não vai modificar, no momento, a estratégia brasileira de combate à doença.

Fonte: O Estado de São Paulo

Estratégia global de combate ao HIV/aids será na próxima semana durante Assembleia Mundial da Saúde

Nesta sessão, a Assembleia – principal órgão decisório da Organização Mundial de Saúde (OMS) – irá discutir questões de saúde pública, como a implementação do Sistema de Saúde Mundial, as Metas de Desenvolvimento do Milênio e a prevenção e o controle de doenças não-transmissíveis.

Os resultados da Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde, realizada no Rio de Janeiro em outubro de 2011, também serão debatidos na Assembleia. O evento, promovido pela OMS, reuniu autoridades políticas, pesquisadores e representantes de movimentos sociais para traçar estratégias e definir metas para reduzir as desigualdades sociais na saúde em escala local e global.

Outros temas em pauta serão a prevenção e o controle da tuberculose multirresistente, das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e das hepatites virais, além da erradicação da poliomielite.

Entre as estratégias de combate ao HIV/aids no mundo que serão discutidas na reunião está a otimização da prevenção, diagnóstico, tratamento e cuidados; a construção de um sistema forte e sustentável, a redução da vulnerabilidade e a remoção das barreiras estruturais de acesso aos serviços.

A Assembleia também submeterá à aprovação dos países membros a nomeação de Margaret Chan para um segundo mandato como diretora geral da OMS.

Fonte: Agência de Noticias da AIDS

Estados Unidos podem ter testes de HIV de farmácia

Os Estados Unidos estão um passo mais perto de permitir que as pessoas chequem seu status de HIV em casa, com testes simplificados comprados em farmácias.

Um painel de especialistas diz que o exame OraQuick In-Home é seguro e eficiente e que seu potencial de prevenir o contágio é maior do que o risco de resultados falsos.

O FDA, agência americana responsável pela regulação de alimentos e medicamentos, deve decidir ainda neste ano se aprova ou não o teste, que deve custar cerca de US$ 60.

O exame, que leva 20 minutos, tem exatidão de 93% para resultados positivos e 99,8% para negativos, indica o fabricante.

Atualmente os EUA têm cerca de 1,2 milhão de pessoas infectadas pelo vírus HIV e aproximadamente 50 mil novos casos são registrados todos os anos.

Mudança

Os especialistas do Comitê de Recomendações de Produtos Sanguíneos votaram pela comercialização do teste por unanimidade, com 17 votos a favor e zero contra.

Na visão do painel, o teste ajudaria as pessoas que descobrirem ter o vírus a conseguir acesso a tratamentos médicos e serviços sociais.

Eles recomendaram à OraSure, fabricante do exame, que a embalagem do produto contenha alertas visíveis sobre a possibilidade de resultados negativos falsos.

Também foi feita a recomendação de que a embalagem contenha um telefone gratuito de atendimento às pessoas cujo resultado for positivo.

Carl Schmidt, vice-diretor do Instituto de Aids, disse que a aprovação pode representar um marco importante na luta contra a doença.

“Estamos sempre procurando por grandes mudanças positivas, e acreditamos que esta é uma delas. Não só (o teste) vai ajudar a reduzir o número de infecções mas também levará mais pessoas a buscar tratamento e cuidados”, avaliou.

Truvada

Recentemente outro comitê que aconselha a FDA apoiou um medicamento para evitar a contaminação pelo HIV.

Os especialistas aprovaram o uso do Truvada, um comprimido de uso diário que deve ser usado por pessoas não infectadas que estariam correndo risco maior de contrair o vírus da Aids.

O uso do medicamento foi aprovado pelo comitê, com 19 votos a favor e três contra, para que seja receitado para o grupo considerado de maior risco, homens não infectados que têm relações sexuais com múltiplos parceiros também homens.

Também foi aprovada, por maioria dos votos, a prescrição do Truvada para pessoas não infectadas que têm parceiros portadores do HIV e para outros grupos considerados em risco de contrair o vírus através de atividade sexual.

O uso do Truvada já foi aprovado pela FDA para pessoas que já têm o vírus HIV, e é tomado junto com outros medicamentos.

Estudos realizados em 2010 mostraram que a droga reduziu o risco de infecção pelo HIV entre 44% e 73% em homossexuais masculinos saudáveis e entre heterossexuais saudáveis que são parceiros de portadores do vírus HIV.

Fonte: BBC Brasil

 

Dourados cadastra 1.185 pessoas vivendo com HIV

A Prefeitura de Dourados, através da Secretaria Municipal de Saúde e do Programa Municipal de DST/Aids e Hepatites Virais, vem intensificando o trabalho de promoção e prevenção das DSTs/HIV/Aids e Hepatites com diversas ações. Em Dourados, o programa tem cadastrado 1.185 pessoas vivendo com HIV/Aids e a média nacional é que para cada caso de HIV positivo existem outras seis pessoas com o vírus. Entre os pacientes, 450 estão tomando remédio e os demais estão em acompanhamento.

A coordenadora municipal do Programa DST/Aids e Hepatites Virais Berenice de Oliveira Machado de Souza ressaltou que o diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento no momento certo. Além disso, mães soropositivas podem aumentar suas chances de terem filhos sem HIV, se forem orientadas corretamente e seguirem o tratamento recomendado durante o pré-natal, parto e pós-parto.

O programa municipal estimula ao diagnóstico precoce da infecção pelo HIV com palestras educacionais e orientações. Isto é uma prioridade na política nacional de enfrentamento da epidemia do HIV/ Aids. O diagnóstico precoce da doença está relacionado à melhor qualidade de vida das pessoas que têm o vírus. O acesso ao exame anti-HIV é um direito de todos os cidadãos.

Dados estatísticos do Ministério da Saúde indicam que existem hoje no Brasil cerca de 630 mil pessoas vivendo com o HIV, o vírus da Aids. Dessas, 255 mil nunca teriam feito o teste e por isso não conhecem sua sorologia. Do ponto de vista epidemiológico, o diagnóstico é fundamental para o controle da epidemia.

Mais informações podem ser obtidas na sede do programa, localizado na Rua dos Missionários 420, no Jardim Caramuru, ou pelo telefone 3423-9150.

Fonte: Fátima News

Unaids busca reduzir HIV entre crianças

O Unaids (Programa Conjunto das Nações sobre HIV/Aids) lançou neste mês a campanha Acredito, Você Pode Fazer Isso, com o objetivo de reduzir casos de contaminação da doença entre crianças até 2015 e assegurar que mães infectadas com o vírus HIV tenham qualidade de vida. No Brasil, a data de lançamento ainda não foi definida, mas fora do país a campanha está no ar desde o Dia das Mães.

 

Pelos dados do programa, a cada ano cerca de 390 mil pessoas no mundo são infectadas pelo vírus e a estimativa é que 42 mil mulheres, que têm a doença, acabam transmitindo-a para os filhos durante a gestação ou morrendo. De acordo com o Unaids, a contaminação entre crianças e as mortes maternas relacionadas à Aids em países desenvolvidos é praticamente zero.

 

Nos países em desenvolvimento, porém, segundo o Unaids, poucas mulheres recebem atendimento de prevenção e tratamento do HIV. Em 2011, líderes mundiais assumiram o compromisso de adotar um plano ousado para combater a doença. Segundo o Unaids, o plano está em curso em vários países.

 

Na internet, o Unaids pede que todos colaborem com a campanha, enviando mensagens e chamando a atenção das pessoas. A artista norte-americana Sujean Rim criou uma série de ilustrações, nas quais aparecem mulheres e crianças, para alertar sobre a campanha.

 

A campanha conta com o apoio de várias organizações não governamentais internacionais, como a OMS (Organização Mundial da Saúde), a Comunidade Internacional de Mulheres com HIV / Aids, e Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância).

Fonte: Band.com.br

Programa Estadual de SP esclarece que responsabilidade do teste de HIV é do governo

A coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo, Maria Clara Gianna, garantiu na tarde dessa sexta-feira, 18 de maio, aos ativistas do movimento de aids que é responsabilidade do governo a realização do teste de HIV. “Os profissionais de saúde capacitados é quem vão realizar a testagem, fazer o pré e pós-aconselhamento e revelar o resultado”, disse durante reunião promovida pelo Fórum de ONG/Aids do Estado.

Entre as preocupações expostas pelos ativistas durante o encontro, consta a possibilidades de resultados “falso-negativos” ou “falso-positivos” em testagens feitas pelas ONGs. “Quem será o responsável por este erro?”, perguntaram.

Maria Clara respondeu que o profissional de saúde que assina o laudo do exame é o responsável pelo resultado entregue ao paciente.

A coordenadora da campanha Fique Sabendo do Programa Estadual de DST/Aids, Karina Wolffenbuttel, sugeriu às ONGs que não quiserem disponibilizar seu espaço para o teste de HIV, o apoio ao governo para a promoção do teste em outros locais, como em praças e escolas.

“Nossa meta até 2015 é reduzir para 15% o diagnostico tardio e ampliar em 100% a população testada para o HIV pelo menos uma vez na vida. Por isso temos que ampliar cada vez mais a oferta do teste de HIV”, explicou Karina.

Hoje, de cada 10 pessoas que descobrem ter HIV no Estado de São Paulo, quatro receberam o diagnostico tardiamente.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS