Estudo nos EUA indica que leite materno bloqueia transmissão do HIV em ratos ´humanizados´

Um experimento realizado na Universidade da Carolina do Norte mostrou que, em ratos “humanizados”, o leite materno humano impede a transmissão oral do vírus HIV, informou artigo publicado na revista científica Public Library of Science Pathogens. A notícia é da agência EFE e ganhou destaque no Brasil nos sites da revista Veja e do jornal O Estado de S.Paulo.

Segundo explicou a EFE o autor principal do estudo, J. Víctor García, primeiro, os ratos foram reconstituídos para que se tornassem suscetíveis a doenças humanas, como a aids. Entre aqueles que foram expostos ao vírus HIV, 100% foram infectados. Já quando os cientistas administraram o vírus misturado com leite materno humano saudável, 100% ficaram livres da infecção, destacou o pesquisador.

“Os ratos são, por essência, resistentes à maioria das doenças que afetam os humanos”, ressaltou García. “Para usá-los neste tipo de estudos, é preciso torná-los parcialmente humanos. Eles foram trabalhados um por um, introduzindo-lhes células-tronco da medula óssea humana às seis semanas de idade”, explicou o pesquisador. “As células humanas vão a todos os órgãos e áreas similares dos humanos como boca, esôfago, pulmões, intestino, fígado e sistemas reprodutivos que se enchem de células humanas”, acrescentou.

O HIV infecta somente os chimpanzés e os humanos, mas só deixa os humanos doentes. Com a reconfiguração de células humanas, os ratos tornam-se suscetíveis à infecção.

Em seguida, a equipe de García, que trabalhou com mais de 50 ratos “humanizados”, administrou em alguns deles o leite de mães saudáveis misturado com HIV, e a outros apenas o HIV, em ambos os casos por via oral. “Os ratos sensíveis à infecção e que receberam só o vírus adoeceram. Já os que receberam o vírus com leite materno não adoeceram”.

“A próxima etapa do estudo é determinar se o leite de mães infectadas tem o mesmo efeito”, anunciou o cientista. Mas, segundo ele, o que já foi estabelecido pela primeira parte do estudo dá novas pistas sobre o isolamento de produtos naturais que poderiam ser usados para combater o vírus.

As estatísticas indicam que mais de 15% das novas infecções com o HIV ocorrem em bebês e, sem tratamento, apenas 65% deles sobrevive mais de um ano, enquanto menos da metade chega aos dois anos de vida.

O artigo indica que, embora se atribua ao aleitamento um número significativo dessas infecções, a maioria dos bebês amamentados pelas mães soropositivas não tem a infecção, apesar da exposição prolongada e repetida.

Fonte: Agência EFE

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