O início do fim da aids

Avanços notáveis na compreensão e no combate ao HIV sugerem que o mundo pode estar vivendo o início do fim da aids. É o que afirma um artigo publicado na semana passada no The New England Journal of Medicine. Depois da primeira evidência de eficácia de uma vacina experimental, anunciada em 2009, surgiram outros indícios de que a doença pode se tornar controlável como nunca. A agência americana que regula medicamentos (FDA) aprovou a primeira pílula capaz de evitar que pessoas saudáveis adquiram o vírus. Nos estudos realizados, a redução no risco de infecção variou de 42% a 73%. A pílula Truvada é composta de duas substâncias já usadas para tratar os doentes. O governo brasileiro não pretende oferecê-la para uso geral por duas razões: o custo (cerca de R$ 20 mil por ano) e a convicção de que estimular o uso da camisinha é a forma mais inteligente de evitar a aids e outras doenças sexualmente transmissíveis. Outra vitória contra a doença é a redução no número de mortes. Segundo a Unaids, um braço da ONU, elas caíram 24% entre 2005 e 2011. A razão é a ampliação do acesso ao tratamento.

Para mais informações: http://revistaepoca.globo.com/diagrama/noticia/2012/07/o-inicio-do-fim-da-aids.html

Fonte: Revista Época

 

 

Mais da metade das infecções pediátricas é causada pelo HIV, informa Correio Braziliense

Reportagens do jornal Correio Braziliense tratam da transmissão vertical do HIV. Segundo o jornal, o leite materno é a principal fonte de nutrição e proteção imunológica do recém-nascido, tendo sido capaz de prevenir 15 milhões de óbitos em uma única década. No entanto, a transmissão do HIV pela amamentação também é responsável por mais da metade do volume de novas infecções pediátricas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que seja considerada a modificação das práticas atuais para prevenção da transmissão vertical do HIV. Confira a matéria:

A duplicidade na ação do leite materno de gestantes portadoras do vírus desafia a comunidade médica mundial a buscar novas estratégias para o uso mais efetivo da medicação antirretroviral. A preocupação de impedir completamente a transmissão do vírus ao bebê é um dos principais temas discutidos na 19ª Conferência Internacional de Aids 2012, em Washington DC, nos Estados Unidos.

A transmissão vertical também foi o tema de destaque da última edição da revista especializada Science Translational Medicine. Philippe Van de Perre e sua equipe mostraram que a existência de reservatórios de HIV no leite materno pode ajudar a entender os fatores que influenciam a transmissão do vírus da mãe para o feto. Segundo o pesquisador da universidade francesa de Montpellier, mulheres com respostas bem-sucedidas à terapia antirretroviral e taxas indetectáveis de HIV no plasma sanguíneo e no leite materno não podem ser consideradas livres do HIV replicante, que transmite o vírus ao bebê.

Ainda que a terapia resulte em uma grande queda na presença do HIV, células que carregam secretamente o vírus podem ser detectadas em todas as mulheres infectadas, até mesmo aquelas tratadas com a medicação adequada. “Essas células podem ser as responsáveis por uma transmissão viral residual de mãe para filho”, afirma o artigo. Dessa forma, a equipe sugere que novas abordagens de terapia profilática são necessárias para prevenir a transmissão de HIV a crianças durante a amamentação.

A busca por uma estratégia de prevenção efetiva é o objeto de um estudo conduzido pela professora de medicina da divisão de HIV da Universidade da Califórnia (EUA) Monica Gandhi, em conjunto com profissionais da Universidade de Makerere, na Uganda. Os pesquisadores querem entender a quantidade de medicação antirretroviral no organismo do bebê e o momento em que ele foi exposto, se na gestação e/ou durante a amamentação. Para isso, os cientistas analisaram amostras de cabelo e do plasma sanguíneo de crianças de 3 meses de idade, nascidas e amamentadas por mães soropositivas. Eles perceberam que dois dos medicamentos tomados pelas gestantes foram transferidos aos filhos somente pela placenta, e um terceiro por meio também da amamentação.

Um nível único de plasma sanguíneo é capaz de refletir a exposição à droga ao longo de aproximadamente 24 horas, enquanto a amostra de cabelo revela a exposição por todo o mês anterior. A partir dos fios, é possível examinar a exposição antes do nascimento da criança. Os bebês no grupo das gestantes que receberam o antirretroviral Lopinavir registraram o equivalente a 87% dos níveis da droga encontrados no cabelo de suas mães. Os índices de Ritonavir – antirretroviral que tem o uso associado ao Lopinavir – foram cerca de 45%. No entanto, quando as amostras de sangue foram estudadas, os níveis nos exemplares das mães estavam como esperado, mas nada foi encontrado na concentração plasmática dos bebês.

A incapacidade de encontrar drogas no sangue dos bebês, mas, sim, nas amostras de cabelo, indica que não houve uma exposição recente. Sendo assim, a amamentação não transferiu as drogas para as crianças. As duas medicações, na verdade, foram passadas ainda no útero. “Talvez esse resultado nos mostre que, para conseguir proteção, não precisamos que o bebê seja exposto a tanto Lopinavir, por exemplo, durante a gravidez, ou ainda que devêssemos usar outro agente. Essa transferência muito alta durante a gravidez pode levar a efeitos tóxicos.” No caso da terceira droga analisada, Efavirenz, os registros nas mechas de cabelo era cerca de 40% do encontrado nas das mães, e os níveis no sangue foram de aproximadamente 15%, demonstrando uma transferência moderada, tanto no útero quanto durante a amamentação. Gandhi afirma que uma das conclusões possíveis é que talvez não se deveria usar o Efavirenz durante a amamentação, pois a transferência é moderada. É possível que, se o bebê for infectado, os baixos níveis da medicação em seu corpo levem à resistência aos medicamentos. Gandhi reforça que ainda não é possível saber precisamente qual o mecanismo de proteção nos bebês dos Antirretrovirais tomados pela mãe.

O infectologista Francisco Ivanildo da Silveira Júnior, do Instituto Emílio Ribas, em São Paulo, explica que os dois estudos afirmam que somente tomar o antirretroviral na gestação ou na amamentação – seja por indicação clínica ou por profilaxia – não é o suficiente. Algumas medicações não são transferidas pelo leite materno e não estão protegendo a criança. “Isso se mostra importante, porque vemos no outro estudo que, mesmo em uma situação de baixa concentração viral, ainda existe HIV dentro de algumas células no leite, e a terapia da mãe não consegue exterminá-lo. Se o bebê não estiver sob profilaxia, esse é o gargalo que justifica a mãe passar o vírus para ele”, diz. Segundo Silveira, a questão é descobrir qual o melhor antirretroviral. “Dependendo do tipo de medicação anti-HIV que é administrada, o coquetel não passa para o bebê, então o risco de overdose é eliminado, mas também é preciso que o antirretroviral não seja tóxico ao recém-nascido. Já existem alguns remédios sob estudo”, conta.

A OMS estima que, em dezembro de 2009, a taxa global de transmissão de HIV de mãe para filho era de 27%. O objetivo é reduzir esse índice para menos de 5% até 2015, diminuindo o número de novas infecções pediátricas para um valor abaixo de 40 mil.

O Brasil

O trabalho de Monica Gandhi será exibido hoje na 19ª Conferência Internacional de Aids 2012. No mesmo evento, a Organização Mundial da Saúde (OMS) apresentará propostas do uso estratégico de Antirretrovirais para a redução significante da transmissão do vírus. A organização recomendará que seja considerada a modificação das práticas atuais para prevenção da transmissão vertical do HIV. A OMS traz como exemplo a oferta da terapia antirretroviral em Malaui, na África, a todas as gestantes infectadas com o HIV, independentemente da força do seu sistema imunológico. A medida não só trataria as mulheres infectadas pelo HIV, mas também preveniria a transmissão para seus filhos e parceiros.

No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda que o bebê não seja amamentado pela mãe portadora do vírus. Em vez dessa fonte nutricional, a criança recebe um substitutivo ao leite materno com o objetivo de continuar protegido de uma possível infecção viral vinda da mãe. O infectologista Alberto Chebabo, do Laboratório Exame e do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF/UFRJ), explica que essa medida coloca o país em uma posição de vantagem frente às nações africanas. “No Brasil, conseguimos repor o leite materno com o material dos bancos de leite e com leite em pó. Mais do que a amamentação. Em qualquer mulher que chegue em trabalho de parto sem o pré-natal, um teste rápido de HIV é realizado. Se der positivo, iniciamos a administração de um antirretroviral no parto e orientamos para que não seja feita a amamentação”, detalha o médico.

Ele considera que essas medidas de precaução são os principais fatores que levam à baixa incidência de transmissão vertical no país. Nos países africanos, a amamentação da mãe infectada é aconselhada pelo alto custo da alimentação por fórmula. Além disso, falta água limpa para a manipulação, e o substitutivo não possui as vantagens de prevenção a outras infecções. Por esses motivos, no cenário de recursos limitados, mães infectadas pelo HIV são incentivadas a amamentar seus bebês. No entanto, para proteger a criança da infecção a partir do leite materno, ou a mãe deve receber os medicamentos Antirretrovirais para controlar a sua carga viral ou o bebê deve receber profilaticamente remédios que combatam o vírus.

Fonte: Correio Braziliense 

Diretor reconhece que país ainda tropeça na prevenção a Aids

O diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco, disse que a política brasileira de enfrentamento à doença continua caminhando no sentido do respeito aos direitos humanos. Durante o lançamento do relatório global sobre aids, ele admitiu, entretanto, que o país registra “acidentes de percurso”, como o caso do vídeo de prevenção ao HIV com foco em homossexuais que foi retirado do site do ministério sob o argumento de que seria apenas para veiculação em ambientes fechados e frequentados pelo público gay.

O ocorrido foi mencionado pelo coordenador do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) no Brasil, Pedro Chequer, como um risco de retrocesso para o país. Ele avaliou que o vídeo integrou uma das melhores campanhas de prevenção ao HIV voltada para populações consideradas vulneráveis, por ser direto e objetivo.

“Nosso caminho está marcado. A posição brasileira nos fóruns internacionais é a mais ouvida, porque respeitamos a diversidade e lutamos contra a homofobia”, disse o representante do ministério, Dirceu Greco. “O retrocesso nós vamos segurar”, completou.

Greco lembrou que cerca de 250 mil brasileiros vivem com o vírus HIV sem saber e destacou que o foco do governo federal atualmente é o diagnóstico da doença em grupos vulneráveis. Segundo ele, cerca de 30 mil pessoas iniciam o tratamento antirretroviral no país a cada ano.

Fonte: O Documento

Bahia terá que indenizar menina que contraiu Aids em transfusão

O Tribunal de Justiça da Bahia condenou o governo a indenizar e pagar pensão a uma menina que contraiu Aids durante uma transfusão de sangue no Hospital Roberto Santos, em Salvador, em 1998. Na época, ela tinha três anos. Hoje a jovem tem 15 anos e faz tratamento da doença.

A indenização é R$ 100 mil, além de uma pensão vitalícia no valor de dois salários mínimos. A decisão foi proferida pelo desembargador Salomão Resedá, relator do processo. O governo da Bahia já informou que irá recorrer da decisão no Superior Tribunal de Justiça.

O pai da jovem disse que a menina recebeu o sangue porque estava com anemia. O processo foi aberto em 2005 e em 2010 a causa foi ganha, mas o governo recorreu. Carlos Alberto disse estar inconformado pela decisão do governo em recorrer e que mesmo ganha à causa, o valor é baixo e custeia somente o tratamento médico.

O Estado tem cerca de 500 novos casos de Aids por ano, sendo que o número aumentou cerca de 150% nos últimos três anos.

Fonte: R7

Moçambique abre fábrica de medicamentos contra Aids

Moçambique será o primeiro país do continente africano a produzir medicamentos antirretrovirais genéricos contra a Aids, graças à ajuda do Brasil, que financiou parte da fábrica inaugurada neste mês.

O vice-presidente, Michel Temer, esteve presente na inauguração da fábrica.

“Hoje vemos o início da produção”, declarou Temer. “Os medicamentos que eram fabricados no Brasil serão embalados aqui em Moçambique, serão certificados e distribuídos aos moçambicanos”, acrescentou.

A produção de comprimidos propriamente dita começará até o final do ano.

As instalações, que já tinham sido visitadas pelo ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva em 2010, simbolizam “a excelente associação entre os povos brasileiro e moçambicano”, afirmou Temer.

A ideia desta fábrica foi lançada em 2003 e o presidente Lula -um grande defensor da aproximação do Brasil com a África, para onde viajou em 12 oportunidades durante seus dois mandatos- havia prometido que o governo brasileiro estaria comprometido com sua construção durante uma visita à ex-colônia portuguesa em 2008.

O Brasil contribuiu com 23 milhões de dólares, aos quais se somaram 4,5 milhões de dólares da gigante da mineração Vale, que atua em Moçambique.

O objetivo é reduzir a dependência de Moçambique em relação à comunidade internacional, que financia atualmente 80% da compra de medicamentos no país.

Cerca de cem técnicos moçambicanos e outros funcionários estão sendo formados, principalmente no Brasil, para trabalhar na fábrica.

O Brasil oferece acesso universal e gratuito aos antirretrovirais, uma política adotada em 1996 que tornou o país um dos pioneiros na produção de antirretrovirais genéricos, desencadeando intensos debates.

Essa batalha começou em 2001, quando o então ministro da Saúde do governo de Fernando Henrique Cardoso, José Serra, ameaçou quebrar as patentes dos laboratórios.

Após uma queda de braço com os Estados Unidos, que ameaçou levar o Brasil à Organização Mundial do Comércio (OMC), Brasília conseguiu uma redução substancial dos preços.

Moçambique é um dos países do mundo mais afetados pelo vírus da Aids, com 2,5 milhões de moçambicanos, cerca de 12% da população, portadores do vírus da imunodeficiência adquirida (HIV). Mas apenas 291.000 pacientes são tratados com antirretrovirais.

Alguns grupos farmacêuticos privados abriram pequenas unidades de produção de antirretrovirais no continente africano, mas a fábrica moçambicana será a primeira de caráter público que funcionará em grande escala.

Fonte: EXAME

 

Trabalhar ajuda pessoas com HIV a enfrentar a aids, indica estudo da USP

O trabalho e as redes que ele forma ajudam os portadores do vírus HIV a enfrentar a doença. Além disso, experiências anteriores ao diagnóstico da aids também têm função importante no processo de enfrentamento. Um estudo da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, do psicólogo social Dário Schezzi, analisou, por meio de 10 entrevistas com portadores do HIV, quais fenômenos melhoram o processo de enfrentamento da doença e ajudam a viver melhor com ela.

 
A pesquisa, divulgada pela Agência USP de Notícias, observou que o enfrentamento da aids não é tão influenciado por questões posteriores à descoberta do vírus, mas sim por experiências e compromissos anteriores, como vínculos afetivos e projetos em andamento, que motivam os portadores e influenciam na imagem que formam deles mesmos.

 

Segundo Schezzi, a identidade é uma questão importante, pois a aids é uma doença com um estigma de alto impacto e com capacidade de transformar a auto-imagem da pessoa, “e as vivências coletivas influenciam muito na construção de uma nova auto-imagem de cada um. O trabalho influencia na questão da identidade, até por causa de sua própria estrutura e de suas redes, principalmente as afetivas”, diz ele.

 

O “trabalho” foi entendido na pesquisa não só como uma atividade remunerada, mas como qualquer atividade realizada que envolva a transformação de algo e traga um sentimento pessoal de realização e de utilidade, o que englobou ações como o próprio trabalho profissional, cuidar de uma horta, cuidar dos filhos e a militância política.

 

O autor da pesquisa destaca que o trabalho traz uma grande estima social à pessoa, sendo uma perspectiva para que ela se realize. Relacionado a isso, o psicólogo observou também que as condições materiais de vida influenciam o enfrentamento da doença. “A falta de perspectiva de trabalho e ter uma auto-imagem em que não se acredite na sua capacidade produtiva e de realização de seus desejos e projetos de vida são coisas que dificultam muito o resgate de um novo projeto de vida que é essencial ao trabalho de enfrentamento à aids. Quanto maiores as condições de pobreza e dificuldade de acesso à vida material, maior a sua vulnerabilidade ao HIV, pois essa pessoa depende também de aspectos relacionados às suas condições de vida”, diz ele.

 

Schezzi explica que há três tipos de enfrentamento para a doença: o biológico, que é feito com os remédios, o psicológico (em que se avalia a capacidade de reorganização da vida da pessoa frente ao diagnóstico) e o social, que busca incluir a pessoa a realizar seus projetos de vida. “O enfrentamento ao HIV não é só o enfrentamento a uma infecção, ele é muito mais do que isso, até pela questão do estigma”, enfatiza. Por isso, o pesquisador sugere que a questão seja tratada com a perspectiva de inclusão do portador na sociedade.

 

Apoio

 

Outras variáveis ajudam na questão do enfrentamento da aids pelo portador. Além do trabalho e das condições de vida, a própria história de vida de cada um e a fé também influenciaram os soropositivos. “Nada que eles fizeram era tão gratuito, tudo podia ser explicado”, diz o psicólogo. Schezzi destaca que aqueles que tinham forte relação com a religiosidade apresentaram maior aceitação à sua condição de soropositivo, facilitando as ações de concreto auxílio ao tratamento, como a tomada das medicações e menores queixas de sintomas adversos. “Na experiência da fé entendemos que as pessoas aprenderam a não mais desejar controlar seus destinos, o que em algumas situações causa muita frustração, pelas perdas, lutos e estigmas, e então submetiam-se seus desejos a uma força maior. Muitos chamaram de Deus, de natureza ou de força interior”.

 

Para o pesquisador, fica claro que é necessário compreender e facilitar as redes de apoio aos portadores. O autor da pesquisa acredita que os elementos subjetivos contam muito no enfrentamento. Desse modo, aqueles que não têm muitas experiências positivas em sua história estão mais desamparados. Para esses, as redes de apoio e afetivas, poderiam ser oferecidas de modo preventivo pelas unidades de saúde e assistência social, como uma forma de favorecer a resiliência e a capacidade de superação de lutos e perdas.

 

Schezzi acredita que os resultados são úteis principalmente para os profissionais que trabalham na área, trazendo uma nova reflexão para eles. “Eles podem pensar em perspectivas de atuação que vão ao encontro das necessidades socias dos portadores do vírus, além de estabelecer um maior diálogo entre essas necessidades e as equipes de cuidado. A aids envolve várias questões, pensar só na questão da saúde de um modo restrito não resolve os problemas de quem possui a doença”, conclui.

 

A pesquisa Função psicológica do trabalho como elemento de enfrentamento ao HIV/Aids de Dario Schezzi foi orientada pelo professor Marco Antonio de Castro Figueiredo.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS

Ministério da Saúde lança cartilha de atividades físicas para portadores de HIV

Para auxiliar na melhora da qualidade de vida dos portadores de HIV, o Ministério da Saúde lançou, o manual Recomendações para a prática de atividades físicas para pessoas vivendo com HIV e aids. A ideia é que os profissionais estejam aptos a receber os soropositivos no Programa Academias da Saúde, que implantará 2 mil polos de prática de atividades físicas e lazer em todo o Brasil.

O CONFEF participou da elaboração da cartilha e apoia a iniciativa. “Recomendações como essa são fundamentais para que todos percebam a importância da prática de exercícios físicos em quaisquer circunstâncias”, comentou o presidente do Conselho Federal, Jorge Steinhilber.

Fonte: 180 graus