Cinco casos de Aids são registrados por semana em Itapetininga, SP

Semanalmente, de três a cinco novos casos de Aids são registrados pela Vigilância Epidemiológica de Itapetininga (SP). De acordo com a diretora do setor, Águida Marcondes, o número preocupa as autoridades em saúde.

Ela ressalta que o setor de Vigilância Epidemiológica possui o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA ) para identificação do vírus HIV, hepatite B e C e sífilis. O CTA fica na rua Plácido Cardoso, 140, no Jardim Mesquita. Os testes são gratuitos e devem ser feitos por qualquer pessoa, principalmente por aquelas com maior risco de contaminação. Estão nesse grupo pessoas que mantêm múltiplos parceiros sexuais e fazem uso de drogas.

O teste é feito em 15 minutos, a partir de uma gota de sangue extraída do dedo da pessoa. Caso alguma doença seja identificada, o CTA realiza agendamento para tratamento e aconselhamento por médicos e psicólogos.

Os testes são oferecidos em todas as cidades da região. Uma das formas de evitar o contágio das doenças é a utilização de preservativos. Eles são oferecidos gratuitamente na rede básica de saúde.

A Vigilância Epidemiológica da cidade ainda oferece um serviço de prevenção através da Profilaxia Pós Exposição (PEP), para pessoas que possam ter entrado em contato com o vírus recentemente, pelo sexo sem camisinha. Essa pessoa deve procurar a Vigilância Epidemiológica em até 72 horas após o contato para realizar a profilaxia, que é uma forma de prevenção da infecção pelo HIV usando os medicamentos que fazem parte do coquetel utilizado no tratamento da Aids. Esses medicamentos precisam ser tomados por 28 dias, sem parar, para impedir a infecção pelo vírus, sempre com orientação médica.

Fonte: G1

Brasileiro cria técnica eficaz no combate à Aids

Uma pesquisa  liderada pelo cientista brasileiro Michel Nussenzweig na Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, criou tratamento inovador contra o HIV, causador da Aids. A terapia usa substâncias obtidas de pessoas imunes ao vírus. Por enquanto, o estudo foi testado apenas em camundongos geneticamente modificados.

Segundo a pesquisa, a eficácia do tratamento foi mais duradoura que as drogas antirretrovirais convencionais. O experimento usou anticorpos monoclonais — clonados a partir de uma única célula.

Durante os testes, esses anticorpos conseguiram reduzir a infecção por HIV a níveis indetectáveis nos camundongos. Como o vírus da Aids não infecta roedores, os cientistas tiveram de fazer o teste com camundongos cujo sangue tinha características moleculares humanas.

De acordo com Michel Nussenzweig, a vantagem do tratamento é que os anticorpos são um produto natural. Por isso, explica o cientista, não produzem efeitos colaterais.
O experimento com os camundongos foi feito com a terapia de anticorpos e com as drogas antirretrovirais. Ambas mantiveram a carga de vírus baixa. Mas quando o tratamento acabou, o HIV voltou em poucos dias nos roedores que tomaram a droga. Já os que receberam os anticorpos ficaram sem sintomas por até dois meses.

De acordo com Nussenzweig, a expectativa é de até triplicar o período de eficácia do tratamento nos humanos.

Fonte: O Dia

Apenas 2% das lésbicas se protegem durante o sexo, diz pesquisa em SP

Um levantamento feito pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo com 145 lésbicas entre 18 e 61 anos de idade revela que apenas 2% delas se previnem durante o sexo para evitar doenças sexualmente transmissíveis (DST), como o vírus da Aids.

Segundo o Centro de Referência e Treinamento DST/Aids da secretaria, responsável pela pesquisa, as mulheres que mantêm relações com suas parceiras desconhecem que podem pegar as mesmas doenças que as heterossexuais.

Entre as lésbicas entrevistadas, 33,8% tinham um desequilíbrio da flora vaginal chamado vaginose bacteriana, que causa corrimento. Já exames de fungos mostraram um crescimento em 25,6% das 121 amostras recolhidas – nem todas participaram desse teste.

Além disso, o parasita Trichomonas vaginalis, que causa a DST tricomoníase, foi registrado em 3,5% dos casos. Esse protozoário provoca uma infecção nos genitais que pode não ter sintomas ou se manifestar com um corrimento amarelado e malcheiroso, coceira, dor abdominal e ardência ao fazer xixi.

No exame papanicolaou, 7,7% das lésbicas analisadas tiveram um resultado anormal. A contaminação pelo vírus do papiloma humano (HPV), que costuma causar verrugas e pode levar ao câncer de colo do útero, foi vista em 6,3% das mulheres.

Das 136 participantes que fizeram o teste de HIV, 2,9% tiveram diagnóstico positivo, mas todas já conheciam sua condição sorológica. Na análise de hepatite B, 7% receberam resultado positivo e, na C, 2,1%.

De acordo com o médico Valdir Monteiro, que coordenou o levantamento, as mulheres justificam que mantêm relações sem proteção porque não têm noção do risco, confiam nas parceiras e desconhecem métodos de prevenção do sexo oral feminino.

O médico diz que, nesse caso, pode ser usada a camisinha convencional – cortada verticalmente –, uma proteção de látex vendida em casas de material odontológico ou um protetor de língua. Para quem gosta de acessórios como vibradores, pênis de borracha e brinquedos sexuais, o uso do preservativo comum é fundamental, principalmente se os objetos forem compartilhados, destaca Monteiro.

Na pesquisa, 33,1% das lésbicas disseram que usam acessórios na hora do sexo. Destas, 70,8% utilizam pênis de borracha e 45,8% os compartilham. Apenas 54,5%, porém, trocam a camisinha ao dividir os objetos com outra pessoa.

O médico destaca que, se a mulher – homossexual ou não –, perceber corrimento vaginal, coceira, dor na relação sexual, verrugas ou feridas, deve consultar um ginecologista imediatamente.

Orientações sobre DSTs, prevenção e tratamentos podem ser obtidas no estado de São Paulo pelo Disk-Aids, um serviço telefônico gratuito disponível no número 0800 16 25 50.

Fonte: Bem Estar – TV GLOBO

Ativistas se dizem ´espantados´ com mudança no financiamento das ações contra as DST/aids e planejam manifestações

Presidente do Fórum de ONG/Aids do estado de São Paulo, instituição que reúne cerca de 100 organizações não governamentais que atuam contra a epidemia, Rodrigo Pinheiro, disse que se trata de “mais um retrocesso” no enfrentamento da epidemia. “Ter dinheiro carimbado para ações contra as DST/aids é imprescindível, pois sabemos que em muitos estados e municípios os secretários não consideram o combate dessas doenças prioridade”, afirma. “Se o Brasil, que um dia teve uma prevalência do HIV próxima a da África do Sul, conseguiu controlar o avanço da epidemia, isso muito se deve à garantia de verbas para a área”, acrescentou.

De acordo com o Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids, 17,8% dos adultos estão infectados atualmente na África do Sul, enquanto no Brasil esta prevalência estimada é de 0.6%.

Rodrigo contou que ativistas de São Paulo, com apoio da Coordenação Estadual de DST/Aids e programas de DST/aids de alguns municípios paulistas, estão preparando um manifesto que irá recolher assinaturas contra essa mudança no repasse de fundos. Para ele, a não garantia de verbas específicas pode provocar até o fechamento de Programas de DST/Aids em cidades pequenas.

Representante do movimento social de luta contra a aids no Conselho Nacional de Saúde, Carlos Alberto Duarte, de Porto Alegre, disse que uma política indutiva está fundamentada nos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). “Garantir verbas pra aids vai de encontro, inclusive, da lógica da equidade das ações em saúde”, comentou.

Para ele, essa indução de financiamentos no setor é o que garante a realização de praticamente todos os projetos de prevenção do HIV em alguns municípios. No entanto, Carlos Duarte não tem muita esperança com a garantia desse direito. “Pra mim, isso já era previsto. Vários prefeitos e até governadores não têm interesse em trabalhar com populações que consideram de excluídos, como travestis, profissionais do sexo e usuários de drogas. Infelizmente, para esses gestores, a aids ainda está ligada a essas populações. Por isso acredito que com essa mudança as iniciativas contra a doença vão sim ficar mais escassas”, lamentou.

Em Belém, Francisco Rodrigues dos Santos, do GAPA-Pará, disse que os ativistas foram pegos de surpresa com esta mudança no processo de financiamento. “Isso nos espanta, pois acontece há pouco mais de um mês da conversa que o próprio ministro da Saúde teve com presentantes da sociedade civil, quando ficou garantido mais esforços governamentais para o controle da doença”, comentou.

Segundo Francisco, a sociedade civil já tinha deixado claro que estava insatisfeita com as políticas de combate à aids no País, mas mesmo assim, o governo veio na contra mãe das reivindicações. “Na Conferência de Aids em Washington os militantes denunciaram a falta de apoio para as ONGs, depois foram as críticas do manifesto ´O que nos tira o sono´ e a audiência com o ministro Padilha, mas parece que o governo ignora os pedidos do movimento”, exemplifica.

Na próxima terça e quarta-feira, 30 e 31 de outubro, ocorrem, em Brasília, as reuniões especiais da Comissão Nacional de DST, Aids e Hepatites Virais (CNAIDS) e da Comissão de Articulação com os Movimentos Sociais (CAMS), cujas pautas principais serão os problemas apresentados por pesquisadores e ativistas ao Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em setembro. Na quinta-feira, 1º de novembro, haverá encontro do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

Militantes presentes nesses encontros irão criticar o fim da Portaria nº 2313, decisão tomada pelo Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS).

Em nota enviada à Agência de Notícias da Aids, o presidente do CONASEMS, Antonio Carlos de Figueiredo Nardi, afirmou que não há nenhuma perspectiva de desfinanciamento das ações de DST/aids, uma vez que as secretarias de saúde reconhecem a urgência na continuidade e a necessidade de ampliações de ações contra essas doenças. Leia aqui na íntegra.

A Assessoria de Imprensa do Ministério da Saúde informa que tanto a mudança nas regras de financiamento para estados e municípios, quanto o uso das verbas da aids para outras áreas da saúde, segundo denuncia a Gestos, ainda não foram decididas.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS

Dossiê AIDS: proteja-se

O que é HIV?

HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. De acordo com informações contidas no portal do Ministério da Saúde, o vírus, causador da AIDS ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. E é alterando o DNA dessa célula que o HIV faz cópias de si mesmo. Depois de se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção.

Ter o HIV não é a mesma coisa que ter a AIDS. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas, podem transmitir o vírus a outros pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação. Por isso, é sempre importante fazer o teste e se proteger em todas as situações.

HIV é um retrovírus, classificado na subfamília dos Lentiviridae. Esses vírus compartilham algumas propriedades comuns: período de incubação prolongado antes do surgimento dos sintomas da doença, infecção das células do sangue e do sistema nervoso e supressão do sistema imune.

O que é AIDS?

A AIDS é o estágio mais avançado da doença que ataca o sistema imunológico. A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, como também é chamada, é causada pelo HIV. Como esse vírus ataca as células de defesa do nosso corpo, o organismo fica mais vulnerável a diversas doenças, de um simples resfriado a infecções mais graves como tuberculose ou câncer. O próprio tratamento dessas doenças fica prejudicado.

Há alguns anos, receber o diagnóstico de AIDS era uma sentença de morte. Mas, hoje em dia, é possível ser soropositivo e viver com qualidade de vida. Basta tomar os medicamentos indicados e seguir corretamente as recomendações médicas.

Saber precocemente da doença é fundamental para aumentar ainda mais a sobrevida da pessoa. Por isso, o Ministério da Saúde recomenda fazer o teste sempre que passar por alguma situação de risco e usar sempre o preservativo.

Sintomas e Fases da Doença

Quando ocorre a infecção pelo vírus causador da AIDS, o sistema imunológico começa a ser atacado.

De acordo com o Ministério da Saúde, é na primeira fase, chamada de infecção aguda, que ocorre a incubação do HIV – tempo da exposição ao vírus até o surgimento dos primeiros sinais da doença. Esse período varia de 3 a 6 semanas. E o organismo leva de 30 a 60 dias após a infecção para produzir anticorpos anti-HIV. Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso, a maioria dos casos passa despercebido.

A próxima fase é marcada pela forte interação entre as células de defesa e as constantes e rápidas mutações do vírus. Mas que não enfraquece o organismo o suficiente para permitir novas doenças, pois os vírus amadurecem e morrem de forma equilibrada. Esse período, que pode durar muitos anos, é chamado de assintomático.

Com o freqüente ataque, as células de defesa começam a funcionar com menos eficiência até serem destruídas. O organismo fica cada vez mais fraco e vulnerável a infecções comuns. A fase sintomática inicial é caracterizada pela alta redução dos linfócitos T CD4 – glóbulos brancos do sistema imunológico – que chegam a ficar abaixo de 200 unidades por mm³ de sangue. Em adultos saudáveis, esse valor varia entre 800 a 1.200 unidades. Os sintomas mais comuns são: febre, diarréia, suores noturnos e emagrecimento.

A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que recebem esse nome por se aproveitarem da fraqueza do organismo. Com isso, atinge-se o estágio mais avançado da doença, a AIDS. Quem chega a essa fase, por não saber ou não seguir o tratamento indicado pelos médicos, pode sofrer de hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns tipos de câncer. Por isso, sempre que você transar sem camisinha ou passar por alguma outra situação de risco, aguarde 30 dias e faça o teste.

Formas de Contágio

Como o HIV, vírus causador da AIDS, está presente no sangue, sêmen, secreção vaginal e leite materno, a doença pode ser transmitida de várias formas:
• Sexo sem camisinha – pode ser vaginal, anal ou oral.
• De mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação – também chamado de transmissão vertical.
• Uso da mesma seringa ou agulha contaminada por mais de uma pessoa.
• Transfusão de sangue contaminado com o HIV.
• Instrumentos que furam ou cortam, não esterilizados.

Evitar a doença não é difícil. Basta usar camisinha em todas as relações sexuais e não compartilhar seringa, agulha e outro objeto cortante com outras pessoas. O preservativo está disponível na rede pública de saúde. Caso não saiba onde retirar a camisinha, ligue para o Disque Saúde (136).

Diagnóstico

O Ministério da Saúde alerta que saber do contágio pelo HIV precocemente aumenta a expectativa de vida do soropositivo. Quem busca tratamento especializado no tempo certo e segue as recomendações do médico ganha em qualidade de vida.

Além disso, as mães soropositivas têm 99% de chance de terem filhos sem o HIV se seguirem o tratamento recomendado durante o pré-natal, parto e pós-parto.

O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito a partir da coleta de sangue. No Brasil, temos os exames laboratoriais e os testes rápidos, que detectam os anticorpos contra o HIV em até 30 minutos, colhendo uma gota de sangue da ponta do dedo. Esses testes são realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nas unidades da rede pública e nos Centros de Testagem e Aconselhamento – CTA. Os exames podem ser feitos inclusive de forma anônima. Nesses centros, além da coleta e da execução dos testes, há um processo de aconselhamento, antes e depois do teste, para facilitar a correta interpretação do resultado pelo paciente. Também é possível saber onde fazer o teste pelo Disque Saúde (136).

A infecção pelo HIV pode ser detectada com, pelo menos, 30 dias a contar da situação de risco. Isso porque o exame (o laboratorial ou o teste rápido) busca por anticorpos contra o HIV no sangue. Esse período é chamado de janela imunológica.

Janela Imunológica

Janela imunológica é o intervalo de tempo entre a infecção pelo vírus da AIDS e a produção de anticorpos anti-HIV no sangue. Esses anticorpos são produzidos pelo sistema de defesa do organismo em resposta ao HIV e os exames irão detectar a presença dos anticorpos, o que confirmará a infecção pelo vírus.

O período de identificação do contágio pelo vírus depende do tipo de exame (quanto à sensibilidade e especificidade) e da reação do organismo do indivíduo. Na maioria dos casos, a sorologia positiva é constatada de 30 a 60 dias após a exposição ao HIV. Porém, existem casos em que esse tempo é maior: o teste realizado 120 dias após a relação de risco serve apenas para detectar os casos raros de soroconversão – quando há mudança no resultado.

Se um teste de HIV é feito durante o período da janela imunológica, há a possibilidade de apresentar um falso resultado negativo. Portanto, é recomendado esperar mais 30 dias e fazer o teste novamente.

É importante que, no período de janela imunológica, a pessoa sempre faça sexo com camisinha e não compartilhe seringas , pois, se estiver realmente infectada, já poderá transmitir o HIV para outras pessoas.

Tipos de Exames

Os testes para diagnóstico da infecção por HIV são produzidos pela Fundação Oswaldo Cruz, do Ministério da Saúde, e realizados gratuitamente nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e em outras unidades das redes pública de saúde, incluindo um grande número de maternidades. Ligue para o Disque Saúde (136) e veja o melhor local para fazer o teste.

De laboratório:
Teste Elisa

É o mais realizado para diagnosticar a doença. Nele, profissionais de laboratório buscam por anticorpos contra o HIV no sangue do paciente. Se uma amostra não apresentar nenhum anticorpo, o resultado negativo é fornecido para o paciente. Caso seja detectado algum anticorpo anti-HIV no sangue, é necessária a realização de outro teste adicional, o teste confirmatório. Isso porque, algumas vezes, os exames podem dar resultados falso-positivos em conseqüência de algumas doenças, como artrite reumatóide, doença autoimune e alguns tipos de câncer.

Nesse caso, faz-se uma confirmação com a mesma amostra e o resultado definitivo é fornecido ao paciente. Se o resultado for positivo, o paciente será informado e chamado para mais um teste com uma amostra diferente. Esse é apenas um procedimento padrão para que o mesmo não tenha nenhuma dúvida da sua sorologia.
Independentemente do resultado do exame, positivo ou negativo, o paciente é encaminhado ao aconselhamento pós-teste – conversa com o profissional do CTA ou do posto de saúde que orienta sobre prevenção, tratamento e outros cuidados com a saúde.

O Elisa é feito com uma placa de plástico que contém proteínas do HIV absorvidas ou fixadas nas cavidades em que cada amostra de soro ou plasma (que são frações do sangue) será adicionada. Após uma sequência de etapas, em que são adicionados diferentes tipos de reagentes, o resultado é fornecido por meio de leitura óptica, em um equipamento denominado leitora de Elisa.

Teste western blot

De custo elevado, o western blot é confirmatório, ou seja, indicado em casos de resultado positivo no teste Elisa. Nele, os profissionais do laboratório procuram fragmentos do HIV, vírus causador da AIDS.
Para a realização do Western Blot, utiliza-se uma tira de nitrocelulose em que serão fixadas proteínas do HIV. O soro ou plasma do paciente é adicionado, ficando em contato com a tira de nitrocelulose. Depois da adição de vários tipos de reagentes, o resultado é fornecido por meio de leitura visual, pelo profissional do laboratório.

Teste de imunofluorescência indireta para o HIV-1

Também confirmatório, o teste de imunofluorescência indireta para o HIV-1 permite detectar os anticorpos anti-HIV. Nele, o soro ou plasma do paciente é adicionado a uma lâmina de vidro que contém células infectadas com o HIV, fixadas nas cavidades. Após uma seqüência de etapas, em que são adicionados diferentes tipos de reagentes, o resultado é fornecido por meio da leitura em um microscópio de imunofluorescência.

Teste rápido

Possui esse nome, pois permitem a detecção de anticorpos anti-HIV na amostra de sangue do paciente em até 30 minutos. Por isso, pode ser realizado no momento da consulta. Os testes rápidos permitem que o paciente, no mesmo momento que faz o teste, tenha conhecimento do resultado e receba o aconselhamento pré e pós-teste. O teste rápido é preferencialmente adotado em populações que moram em locais de difícil acesso, em gestantes que não fizeram o acompanhamento no pré-natal e em situações de acidentes no trabalho.

Teste de saliva

De acordo com a fabricante Oraquick, esse é o teste rápido mais utilizado nos EUA e foi aprovado pelo FDA (Food and Drug Administration) em 2004. Na Europa está entre os três mais usados. Aqui no Brasil foi aprovado pela Anvisa em 2008, porém eles ainda estão aguardando a publicação do selo de validação do Ministério da Saúde. O teste rápido do sangue (aquele do dedo) é mais barato e no Brasil ainda é mais utilizado.
Basta passar uma palheta (parecida com um cotonete) na gengiva e, então, mergulhá-la numa solução líqüida reveladora. Se o resultado for positivo, duas linhas vermelhas aparecerão.

Nos EUA o produto já pode ser encontrado em farmácias, graças à recente aprovação pelo FDA. A unidade custa em torno de 36 dólares

De acordo com um novo estudo conduzido pelo Instituto de Pesquisa da McGill University Health Centre (RI-MUHC ) e McGill University, o teste na saliva é comparável em precisão para o exame de sangue tradicional. A janela imunológica neste tipo de teste também tem as mesmas características dos outros métodos.

Tratamento

O acompanhamento médico da infecção pelo HIV é essencial, tanto para quem não apresenta sintomas e não toma remédios (fase assintomática), quanto para quem já exibe algum sinal da doença e segue tratamento com os medicamentos antirretrovirais, fase que os médicos classificam como AIDS.

Nas consultas regulares, a equipe de saúde precisa avaliar a evolução clínica do paciente. Para isso, solicita os exames necessários e acompanha o tratamento. Tomar os remédios conforme as indicações do médico é fundamental para ter sucesso no tratamento.

O uso irregular dos antirretrovirais (má adesão ao tratamento) acelera o processo de resistência do vírus aos medicamentos, por isso, toda e qualquer decisão sobre interrupção ou troca de medicamentos deve ser tomada com o consentimento do médico que faz o acompanhamento do soropositivo. A equipe de saúde está apta a tomar essas decisões e deve ser vista como aliada, pois juntos devem tentar chegar à melhor solução para cada caso.

Os medicamentos antirretrovirais surgiram na década de 1980, para impedir a multiplicação do vírus no organismo. Eles não matam o HIV, vírus causador da AIDS , mas ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico . Por isso, seu uso é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida de quem tem AIDS.

Desde 1996, o Brasil distribui gratuitamente o coquetel antiaids para todos que necessitam do tratamento. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 200 mil pessoas recebem regularmente os remédios para tratar a doença.

Para combater o HIV é necessário utilizar pelo menos três antirretrovirais combinados, sendo dois medicamentos de classes diferentes, que poderão ser combinados em um só comprimido. O tratamento é complexo, necessita de acompanhamento médico para avaliar as adaptações do organismo ao tratamento, seus efeitos colaterais e as possíveis dificuldades em seguir corretamente as recomendações médicas, ou seja aderir ao tratamento . Por isso, é fundamental manter o diálogo com os profissionais de saúde, compreender todo o esquema de tratamento e nunca ficar com dúvidas

Direitos do Soropositivo

Atendimento, tratamento e medicamento gratuitos
O Sistema Único de Saúde garante o tratamento, o acesso aos medicamentos e a realização dos exames médicos necessários ao diagnóstico a todos os residentes no Brasil.

Sigilo sobre a sua condição sorológica
Em respeito à intimidade e à privacidade, nenhuma pessoa pode divulgar quem tem HIV/AIDS sem prévia autorização, mesmo os profissionais de saúde.

Queda da obrigatoriedade do exame de aids no teste admissional
As empresas não podem mais obrigar um profissional a fazer o teste de detecção de AIDS ao começar em um novo emprego.

Permanecer no trabalho
Nenhum empregador pode demitir o empregado apenas por ter HIV. A demissão por discriminação pode gerar ação trabalhista para que o trabalhador seja reintegrado. Se, além disso, a demissão for constrangedora, o trabalhador pode requerer indenização por danos morais.

Valores do PIS/PASEP e FGTS
O soropositivo tem o direito de efetuar o levantamento do FGTS e do PIS/PASEP, independentemente de rescisão contratual ou de comunicação à empresa.

Benefício de prestação continuada
Toda pessoa com AIDS que esteja incapacitada para o trabalho e com renda familiar inferior a 1/4 do salário mínimo tem direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago pelo Governo Federal.
Isenção do pagamento de IR

Portadores de doenças crônicas, inclusive a aids, têm direito à isenção do pagamento de imposto de renda, quando receber proventos de aposentadoria, reforma por acidente em serviço e pensão.

Ninguém deve sofrer discriminação por viver com HIV/aids
Caso isso aconteça, recomenda-se ir à delegacia de polícia e fazer um boletim de ocorrência ou ir à defensoria pública ou outro órgão de proteção de direitos, como a OAB, por exemplo.

Informações retiradas dos sites:
http://www.aids.gov.br
http://www.oraquick.com
http://www.fda.gov
http://www.oraquickhivtestkit.com

Fonte: AMOR E SEXO – TV GLOBO

Brasileiro desenvolve vacina experimental mais eficaz contra vírus da Aids

Uma vacina com a combinação de cinco anticorpos conseguiu manter os níveis do vírus da Aids (HIV-1) abaixo dos detectáveis durante mais tempo que os tratamentos atuais, informou nesta quarta-feira (24) a revista Nature. O estudo fo feito pelo imunologista brasileiro Michel Nussenzweig, membro da Academia Americana de Ciências na Universidade Rockefeller, em Nova York.

O tratamento experimental é composto por cinco potentes anticorpos monoclonais, idênticos entre si porque são produzidos pelo mesmo tipo de célula do sistema imunológico, e foi administrado em ratos “humanizados” – ou seja, que dispõem de um sistema imunológico idêntico ao humano, permitindo que sejam infectados com o vírus HIV. Estima-se que esta é uma fórmula que poderia evitar a infecção de novas células.

Nussenzweig observou que, desde que foi iniciado o tratamento, a carga viral tinha caído para níveis abaixo dos detectáveis e assim se mantiveram por até 60 dias após o término do tratamento. Em seguida, o cientista brasileiro comparou resultados ao tratar ratos com uma combinação de três anticorpos monoclonais e, também, com um tratamento baseado em um único anticorpo.

Ao tratar os roedores com uma vacina com três anticorpos, o HIV se manteve em níveis baixos até 40 dias após o fim do tratamento, enquanto a monoterapia só permitiu que o vírus não fosse detectado durante o tempo em que o rato estava recebendo o tratamento, cerca de duas semanas.

“O experimento demonstrou que combinações distintas de anticorpos monoclonais são eficazes na hora de suprimir a replicação do HIV em ratos ‘humanizados’, por isso podem prevenir a infecção e servir para o desenvolvimento de novos tratamentos”, defendeu o especialista em seu artigo.

Na atualidade, o tratamento anti-retroviral em humanos consiste em combinar pelo menos três drogas antivirais para minimizar o surgimento de vírus mutantes resistentes aos remédios.

No entanto, o HIV se armazena em uma espécie de “depósito” ou reservatório viral, o que faz com que a carga viral do paciente se eleve quando o tratamento farmacológico é interrompido, e o vírus volta a aparecer depois de 21 dias.

Apesar dos resultados promissores de Nussenzweig, ainda serão necessários testes clínicos que permitam avaliar a eficácia do tratamento em humanos e medir os efeitos sobre a infecção em longo prazo.

Fonte: Uol

Pacientes com HIV pedem mais atenção aos profissionais de medicina

Filho de médico, o representante das pessoas vivendo com HIV e aids no Conselho Nacional de Saúde, Carlos Alberto Duarte, de Porto Alegre, conta que uma das discussões mais intensa que tem com seu pai, hoje com 83 anos, é sobre a mudança no perfil dos profissionais de medicina. “Meu pai não aceita quando eu digo que agora muitos médicos estão mais preocupados no que vão ganhar, seja financeiramente ou status, por exemplo, do que em salvar ou ajudar pessoas”, comenta.

Para Carlos Duarte, a aids veio mostrar aos médicos que o tratamento de uma doença pode exigir uma enorme integralidade de especialidades da área da saúde. “Nem sempre é apenas um infectologista tratando o HIV, mas sim infectologistas, cardiologistas, nutricionais, fisioterapeutas, entre outros profissionais, ajudando no tratamento da aids e nos efeitos adversos”, explicou.

O ativista acredita que essa complexidade para o tratamento da aids contribui para que muitos pacientes não recebam bons atendimentos médicos. “Muitos vezes, os pacientes com HIV são mal tratados. Os médicos acabam não seguindo toda essa demanda que exige a doença e só remediam. Os medicamentos antirretrovirais são essenciais, mas apenas eles não resolvem os problemas de saúde das pessoas com aids”, disse.

Em tratamento desde 1996, quando o coquetel antirretroviral se tornou gratuito no sistema público de saúde, Carlos Duarte, informa que até hoje teve apenas dois infectologistas e que sempre foi muito bem atendido. “Mas isso também tem o peso de eu ser filho de um médico que conhecia esse infectologistas”, justifica.

Nair Brito, liderança do Movimento Nacional das Cidadãs PositHIVas (MNCP), se trata em São Paulo com o mesmo médico há 15 anos. Nair é uma defensora da boa relação médico-paciente. “Tenho com meu médico uma relação de proximidade e conseguimos realmente conversar sobre o que é preciso. Ter um médico fixo dá mais conforto e praticidade na consulta e dá segurança para as duas partes”, diz.

A ativista reclama que os médicos que não têm familiaridade com o HIV deixam a desejar no atendimento, pedindo exames que não são necessários ou fazendo perguntas que já não se fazem mais, apenas pela condição de soropositiva. “É como se eu voltasse 30 anos no tempo”, critica. “Fora isso, não tenho confiança nos médicos e fico aborrecida com eles. Recentemente fui a um endocrinologista que me deixou apavorada com o resultado dos exames, e foi somente o meu médico fixo que me tranquilizou e explicou a situação. Esses médicos não têm a experiência em atendimento e acabam assustando o paciente”, complementa.

Beto Volpe, de São Vicente, está em tratamento há 23 anos e conta que já passou por médicos de todos os tipos. Na opinião do presidente do Grupo Hipupiara, a relação entre um paciente com HIV e seu médico é “até que a morte os separe”, e por isso é tão importante a união entre as duas partes. “O médico tem que ter uma escuta super atenta, tem que se libertar de muitos dogmas que aprende na faculdade de medicina e se abrir para outras percepções, e a aids mostra muito bem isso. Embora a doença seja a mesma, ela está ocorrendo em circunstâncias diferenciadas. É necessário ter essa abertura de pensamento e percepção, e que as partes se unam e dialoguem não só na questão clínica como política. O comprometimento tem que ser com a saúde e com a vida”, diz o ativista.

Uma das maiores preocupações de Beto Volpe é com os efeitos colaterais do HIV. Para ele, os médicos não estão conseguindo acompanhar a mudança de perfil da doença, por conta, entre outros fatores, de sua rotina super corrida. “Os efeitos adversos pegam os médicos de surpresa, são os médicos mais abertos que acabam trazendo essas informações, por isso essa necessidade da escuta atenta”, diz.

Segundo o Conselho Federal de Medicina, em 2011, havia aproximadamente 371 mil médicos em exercício no Brasil, mas para se atingir a taxa de 2,5 médicos para cada mil habitantes – estabelecida pelo governo – a ser alcançada até 2020, o total de médicos precisa pular para 520 mil.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda um médico para cada mil habitantes. Mas devido às características de sua demografia – com grupos isolados em diversos estados, contrastando com a grande densidade nas capitais – o Brasil tem áreas inteiras sem um único médico.

Dezoito de outubro foi escolhido como Dia do Médico por ser o dia de homenagem a São Lucas, padroeiro da medicina, conforme a tradição litúrgica. Segundo o catolicismo, São Lucas (ou Lucano) exercia a profissão de médico e também tinha vocação pela pintura. São Lucas nasceu na Turquia no século I, quando esta ainda se chamava Antióquia. Discípulo de São Paulo, ele o seguiu em missão, sendo chamado pelo religioso de “colaborador” e “médico amado”.

Fonte: Agênia de Notícias da AIDS