É possível vencer a Aids

Eliminar a doença mais temida nos anos 80 é possível. Entre 2005 e 2011, o número de mortes por Aids no mundo caiu 24%, segundo a Organização das Nações Unidas. O tempo de vida dos pacientes aumentou de cinco meses para 10 anos ou mais.

Entre as incessantes buscas: medicamentos que evitem novas infecções ou curem a doença e o esforço pela universalização do tratamento disponível. A meta da ONU é elevar o acesso a essas drogas a 15 milhões de pessoas até 2015.

Referência na prevenção e tratamento da Aids, o Brasil é um dos responsáveis pelo patamar de atendimento a 70% dos doentes com antirretrovirais na América do Sul, índice considerado o maior entre os continentes.

De acordo com o Ministério da Saúde, atualmente são 490 mil infectados no país, a maioria jovens homossexuais entre 15 e 24 anos. Este é o público-alvo da Campanha Fique Sabendo, que oferece testes rápidos para HIV, hepatite e sífilis. A ideia é aproximar-se desta geração, que não perdeu ídolos com a doença, com informações em bares, boates e redes sociais.

A barreira do preconceito precisa ser transposta. Um dos trunfos é a Portaria nº 2.836/11, que institui a Política Nacional de Saúde Integral de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT). Trata-se de um marco histórico de reconhecimento das demandas desta população, que ecoaram com as estratégias de enfrentamento à epidemia na década de 80 e ganharam o olhar da integralidade.

A descentralização dos comitês técnicos e a criação da identidade social, expressa no Cartão Nacional de Saúde, são frutos da Política. O objetivo é implementar no cotidiano do Sistema Único de Saúde a garantia de atendimento a estes usuários, considerando suas especificidades.

Atenção universal e digna é a arma para vencer a Aids. É hora de chamar os cidadãos, os profissionais de saúde e os jovens a conhecerem e provarem do melhor remédio: um coquetel de prevenção, respeito e cuidado.

Fonte: O Povo

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