Rússia: pessoas HIV-positivas serão autorizadas a adotar crianças

O Ministério da Saúde da Rússia está disposto a permitir que os pacientes infectados pelo HIV e pela hepatite adotem as crianças, escreve o jornal Kommersant.

Segundo a publicação, o Ministério da Saúde enviou ao aparato governamental uma proposta para eliminar o HIV e hepatites crônicas B e C a partir da lista de doenças que proíbem a adoção.

“Se o Ministério da Saúde acreditar que estas doenças de pais adotivos não são perigosas para a criança, esta opção será considerada”, declarou Alexei Levchenko, o porta-voz da vice-primeira-ministra para os Assuntos Sociais, Olga Golodets.

Fonte: VOZ da Russia

Sul-africano teria estuprado filha de 2 anos para ‘curar HIV com uma virgem’

Um homem de Soweto, na África do Sul, teria estuprado a própria filha, de 2 anos, pela crença de que sexo com uma virgem poderia curá-lo do vírus HIV. As informações são do jornal local IOL News.

 

O crime aconteceu no último dia 3 de fevereiro e a mãe da vítima acusa a polícia de negligência na investigação.

 

“Minha filha foi estuprada há dois meses pelo próprio pai. Não sei se um dia ele será julgadado, não sei onde ele está e a polícia não se importa”, desabafou a mãe.

 

O caso voltou a ganhar destaque na mídia sul-africana após outro caso de estupro de uma garota de dois anos, que morreu no hospital, na vila de Pulaneng. Ela teria sofrido abusos de um amigo próximo do pai.

 

Em Soweto, a mãe da vítima diz que a família do marido, que está foragido, a ameaça diariamente: “a irmã dele me liga, diz que estou espalhando mentiras sobre ele. Querem destruir minha vida, não posso sair de casa”, disse.

 

Ela conta que uma conversa que teve com o marido meses antes do incidente podem explicar o caso: “ele me perguntou se eu sabia que sexo com virgens cura HIV. Eu ri, achei que era brincadeira. Perguntei onde poderia achar uma virgem onde em dia e ele me respondeu que até uma criança serviria. Mesmo ele sendo HIV positivo, achei que fosse apenas uma piada doentia”.

Fonte: Portal Terra

Saúde (Sergipe) leva teste rápido de DST/Aids aos trabalhadores da Petrobras

A Unidade Móvel ‘Fique Sabendo’, do programa DST/Aids da Secretaria de Estado da Saúde (SES) está fortalecendo a credibilidade na capital e no interior. Dessa vez, o veículo foi até a unidade da Petrobrás, situada no município de Carmópolis, para participar da Semana de Prevenção de Acidentes da empresa, realizando gratuitamente exames para detecção da Aids e da Sífilis.

De acordo com Almir Santana, gerente do programa DST/Aids da SES, o objetivo de levar o TesteRápido foi fazer com que os trabalhadores, que em geral não procuram o serviço de saúde ou os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) com frequência, detectem precocemente a existência ou não dessas doenças.

“Essa ação dentro das empresas é de grande eficácia. Está provado que as pessoas querem fazer o exame e, nem sempre, têm a facilidade em realizá-lo”, disse Almir Santana.

Além do Teste Rápido, os trabalhadores tiveram acesso aos materiais informativos sobre as DST/AIDS, preservativos e gel lubrificante. “As informações passadas dentro das empresas para os trabalhadores são levadas para as famílias”, pontuou Almir Santana.

O trabalho da Comissão de Prevenção de Acidentes (CIPA) da unidade de Carmópolis da Petrobrás envolveu sete mil trabalhadores próprios da empresa e terceirizados. “A produtividade da empresa depende, também, do funcionário estar saudável. Consideramos muito importante o trabalho de conscientização”, disse Waldemar Fontes Cardoso Neto, presidente da CIPA.

“A Secretaria de Estado da Saúde há muito tempo apoia nossas ações com palestras e agora com a vinda da Unidade Móvel Fique Sabendo. Sempre solicitamos e as equipes estão sempre de prontidão para realizar os trabalhos de prevenção”, finalizou o presidente da CIPA.

Fonte: Aqui Acontece

Ativistas se dizem chocados com restrições de horário para realização do teste rápido de HIV na cidade de São Paulo

A denúncia de que os horários para a realização do teste rápido do HIV estão sendo restritas na cidade de São Paulo chocou ativistas. Para eles, isso é um “retrocesso” e um “desestímulo” à testagem como forma de prevenção. 

Imagem

Segundo divulgou no sábado passado o jornal Agora, 23 dos 25 SAEs não cumprem o horário de atendimento divulgado no site. O texto destacou que há centros que não atendem todos os dias, e outros que fazem o teste em apenas um período (saiba mais). 

Para o presidente do Fórum de ONG/Aids de São Paulo, Rodrigo Pinheiro, “isso é muito grave”. Ele afirma que ainda vai apurar o que está acontecendo e que, se for necessário, irá “acionar o Ministério Público para que o problema seja investigado”. 

“Essa postura está em desencontro com o que já foi acertado na época que foi lançada a iniciativa (da testagem rápida). Isso está sendo um desestímulo e indo totalmente contra a política de incentivo do teste, ainda mais no maior município do País”, argumenta. 

O professor e especialista em Saúde Pública, Mario Scheffer, lembra que o teste rápido é importante para evitar o problema da pessoa não voltar para buscar o diagnóstico, evitando, muitas vezes, a descoberta da doença apenas em um estágio mais avançado. “É inadmissível existirem obstáculos para a pessoa realizar o exame quando ela quer”, opina. 

“Normalmente a população procura o serviço quando foi exposta a infecção, e dificultar ou negar o acesso ao teste é, na verdade, negar o direito dessa pessoa de receber o diagnóstico”, explica. Ele ainda defende que o serviço deve estar disponível durante todo o horário de funcionamento do SAE. “Afinal, qual é o sentido de um serviço especializado se ele não está disponível justamente para quem o procura?”, completa.

O coordenador do Espaço de Prevenção e Atenção Humanizada (EPAH), José Araújo Lima Filho, afirmou que o que está acontecendo é um verdadeiro “sucateamento” dos serviços de teste rápido. “Estão acabando com o pouco que tinha e que era bom”. O ativista ainda completa que essa restrição está indo na contramão da história. “Eu nunca pensei que São Paulo fosse ser um mau exemplo na testagem, que até então estava indo tão bem”, comenta. 

O presidente do Movimento Paulistano de Luta Contra a Aids (Mopaids), Américo Nunes, disse ter ficado “muito surpreso” com a denúncia, pois se reuniu recentemente com o Secretário Adjunto de Saúde, Paulo de Tarso Puccini, que não comentou sobre o assunto.

Secretaria de Saúde informa que são oferecidas capacitações para realização do teste periodicamente

A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal da Saúde informa que o município tem 25 serviços especializados em DST/Aids, sendo 10 Centros de Testagem e Aconselhamento e 15 Serviços de Assistência. Os horários divulgados no site são os de funcionamento desses serviços, não especificando horários de testagem. 

Sobre a realização de testes em horários específicos, a pasta ressalta que isto ocorre mais em casos de realização do teste rápido de HIV, uma vez que o procedimento requer treinamentos específicos e profissionais de nível superior da área da saúde. “Estas informações são frequentemente passadas por telefone para otimização do fluxo do serviço. No entanto, ao chegar a um serviço especializado, o usuário é acolhido por um profissional e lhe é ofertada a sorologia convencional (coleta de sangue)”, diz em nota.

A secretaria destaca ainda “que são realizadas capacitações periódicas de profissionais para a realização do teste rápido”.

Fonte: Agência de Noticias da AIDS

Descoberta sobre mudança no microbioma do pênis após circuncisão pode contribuir com novas pesquisas para prevenção do HIV

A circuncisão altera drasticamente o microbioma do pênis, o que pode representar mais uma razão para que os homens circuncidados tenham maior proteção contra o HIV e outras infecções durante o ato sexual sem camisinha com mulheres, informa um estudo publicado nesta terça-feira, 16 de abril, no jornal on-line da Sociedade Americana de Microbiologia, mBio

O estudo pesquisou o efeito da circuncisão em tipos de bactérias que vivem abaixo do prepúcio do pênis antes e depois da circuncisão. Um ano após o procedimento, o total de bactérias na área mudou drasticamente. A prevalência de bactérias anaeróbias, que se proliferam em ambientes com pouco oxigênio, diminuiu e a quantidade de algumas das aeróbias aumentou. 

Segundo os pesquisadores, outros estudos já mostraram que a circuncisão masculina diminui o risco de infecção pelo HIV entre 50% e 60%, além de reduzir o risco de infecção pelo Vírus do Papiloma Humano (HPV) e do herpes, mas a biologia por trás desses dados ainda não é totalmente compreendida. Eles explicam que pode ser que a anatomia do pênis circuncidado ajude a prevenir a infecção, ou que a mudança no microbioma confira esta proteção, ou ainda uma combinação de ambos. 

“A mudança na comunidade (de micro-organismos) é realmente caracterizada pela perda de anaeróbias”, diz Lance Price, um dos autores do estudo. “Da perspectiva ecológica, é como rolar uma pedra e ver o ecossistema mudar. Você remove o prepúcio e aumenta a quantidade de oxigênio, diminuindo a umidade. Nós mudamos o ecossistema”, diz o cientista.

Price e seus colegas pesquisadores das universidade TGen e Johns Hopkins (EUA) avaliaram uma amostra de homens de Uganda para chegar a essa conclusão. Esses homens foram divididos em dois grupos, um de circuncidados e o outro não. Os pesquisadores compararam amostras de ambos os grupos antes do procedimento e um ano após o procedimento. 

Segundo Price, esse trabalho vai além da circuncisão. “Se nós descobrirmos, por exemplo, que é um grupo de anaeróbias que está aumentando o risco de transmissão e contração do HIV, nós podemos achar formas alternativas de diminuir a quantidade dessas bactérias e prevenir a infecção pelo vírus em homens sexualmente ativos”, diz.

Fonte: EurekAlert

Pesquisadores brasileiros e estrangeiros se reúnem em Conferência no Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro sediará, entre os dias 17 e 19 de abril, a XI Conferência Brasil John Hopkins University em HIV/Aids. 

O evento é voltado para médicos e demais pesquisadores e contará, ao longo dos três dias, com palestras sobre a epidemia entre os homens que fazem sexo com homens (HSH), tratamento em mulheres, HIV em idosos, pacientes pediátricos e adolescentes, câncer anal e tuberculose, além de debater os próximos desafios no combate à aids e as questões éticas que envolvem a profilaxia pré-exposição (PrEP). 

Antes do início do evento, estão sendo oferecidas oficinas aos participantes sobre os temas: Resistência a antirretrovirais e tratamento do paciente previamente exposto a antirretrovirais; Complicações do tratamento de HIV: renal, ósseo e metabólico; Oficina para profissionais de saúde não médicos e Coinfecção hepatite / HIV.

Durante a Conferência, será relançado ainda o Guia de Investigação, Manejo e Prevenção das Comorbidades Associadas ao HIV, produzido por profissionais do Instituto de Infectologia Emílio Ribas de São Paulo. A segunda edição do Guia conta com dois novos capítulos, sobre Hipogonadismo e Carcinoma de Canal Anal. 

A publicação visa auxiliar os médicos na prevenção, investigação diagnóstica e manejo terapêutico das principais comorbidades identificadas em pacientes com HIV e será distribuída gratuitamente no evento. 

A conferência é uma realização do Hospital Federal dos Servidores do Estado, do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC) – Fiocruz, da Johns Hopkins University e da Universidade Federal do Rio de Janeiro e conta com o apoio da Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, da Secretaria Estadual de Saúde do Estado do Rio de Janeiro e da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. 

John Hopkins

A John Hopkins University é uma instituição de ensino superior privada situada em Baltimore, nos Estados Unidos. Foi fundada em 1876 por Daniel Coit Gilman. 
A missão da Universidade é educar os estudantes e cultivar sua capacidade para um aprendizado para a vida toda, fomentar pesquisas originais e independentes e trazer os benefícios das descobertas para o mundo. 

A univerisidade conta com mais de 5 mil alunos de 71 países e possui pesquisas nas mais diversas áreas do conhecimento. Quatro ganhadores do prêmio Nobel são ex-alunos da instituição.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS

Frascos de remédios contra Aids são jogados em complexo esportivo no PI

Vários frascos de medicamentos usados no tratamento da Aids foram encontrados  abandonados nesta ultima segunda-feira (15) no  Complexo Esportivo e Cultural Antônio Rodrigues da Costa, no bairro Mocambinho, Zona Norte de Teresina. O local está abandonado e tem sido usado como depósito de lixo.

Imagem

Caixas dos remédios Reyataz, Mapitrim e Altiva  estavam próximo ao vestiário do complexo esportivo, que segundo, um vigia – que trabalha perto do local – está abandonado há meses. “O local é utilizado constantemente como depósito de lixo e de animais mortos”, afirmou o vigia que não quis se identificar.

Por volta das 12h desta segunda-feira uma equipe da Vigilância Sanitária Municipal esteve no local e recolheu o material. Segundo o fiscal Jobert Aires, os medicamentos que foram achados no local são indicados no tratamento da Aids. Ele afirmou ainda que através do lote será possível identificar a quem pertencia os remédios.

“O que mais chama atenção neste caso é o fato de várias caixas e frascos terem sido jogados em grande quantidade, quando o normal é a  pessoa jogar no lixo assim que termina sua utilização. Entretanto, vamos recolher o material, fazer uma análise e descobrir de onde veio a medicação”, disse o fiscal.

Fonte: G1 / Piauí