Saúde (Sergipe) leva teste rápido de DST/Aids aos trabalhadores da Petrobras

A Unidade Móvel ‘Fique Sabendo’, do programa DST/Aids da Secretaria de Estado da Saúde (SES) está fortalecendo a credibilidade na capital e no interior. Dessa vez, o veículo foi até a unidade da Petrobrás, situada no município de Carmópolis, para participar da Semana de Prevenção de Acidentes da empresa, realizando gratuitamente exames para detecção da Aids e da Sífilis.

De acordo com Almir Santana, gerente do programa DST/Aids da SES, o objetivo de levar o TesteRápido foi fazer com que os trabalhadores, que em geral não procuram o serviço de saúde ou os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) com frequência, detectem precocemente a existência ou não dessas doenças.

“Essa ação dentro das empresas é de grande eficácia. Está provado que as pessoas querem fazer o exame e, nem sempre, têm a facilidade em realizá-lo”, disse Almir Santana.

Além do Teste Rápido, os trabalhadores tiveram acesso aos materiais informativos sobre as DST/AIDS, preservativos e gel lubrificante. “As informações passadas dentro das empresas para os trabalhadores são levadas para as famílias”, pontuou Almir Santana.

O trabalho da Comissão de Prevenção de Acidentes (CIPA) da unidade de Carmópolis da Petrobrás envolveu sete mil trabalhadores próprios da empresa e terceirizados. “A produtividade da empresa depende, também, do funcionário estar saudável. Consideramos muito importante o trabalho de conscientização”, disse Waldemar Fontes Cardoso Neto, presidente da CIPA.

“A Secretaria de Estado da Saúde há muito tempo apoia nossas ações com palestras e agora com a vinda da Unidade Móvel Fique Sabendo. Sempre solicitamos e as equipes estão sempre de prontidão para realizar os trabalhos de prevenção”, finalizou o presidente da CIPA.

Fonte: Aqui Acontece

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Ativistas se dizem chocados com restrições de horário para realização do teste rápido de HIV na cidade de São Paulo

A denúncia de que os horários para a realização do teste rápido do HIV estão sendo restritas na cidade de São Paulo chocou ativistas. Para eles, isso é um “retrocesso” e um “desestímulo” à testagem como forma de prevenção. 

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Segundo divulgou no sábado passado o jornal Agora, 23 dos 25 SAEs não cumprem o horário de atendimento divulgado no site. O texto destacou que há centros que não atendem todos os dias, e outros que fazem o teste em apenas um período (saiba mais). 

Para o presidente do Fórum de ONG/Aids de São Paulo, Rodrigo Pinheiro, “isso é muito grave”. Ele afirma que ainda vai apurar o que está acontecendo e que, se for necessário, irá “acionar o Ministério Público para que o problema seja investigado”. 

“Essa postura está em desencontro com o que já foi acertado na época que foi lançada a iniciativa (da testagem rápida). Isso está sendo um desestímulo e indo totalmente contra a política de incentivo do teste, ainda mais no maior município do País”, argumenta. 

O professor e especialista em Saúde Pública, Mario Scheffer, lembra que o teste rápido é importante para evitar o problema da pessoa não voltar para buscar o diagnóstico, evitando, muitas vezes, a descoberta da doença apenas em um estágio mais avançado. “É inadmissível existirem obstáculos para a pessoa realizar o exame quando ela quer”, opina. 

“Normalmente a população procura o serviço quando foi exposta a infecção, e dificultar ou negar o acesso ao teste é, na verdade, negar o direito dessa pessoa de receber o diagnóstico”, explica. Ele ainda defende que o serviço deve estar disponível durante todo o horário de funcionamento do SAE. “Afinal, qual é o sentido de um serviço especializado se ele não está disponível justamente para quem o procura?”, completa.

O coordenador do Espaço de Prevenção e Atenção Humanizada (EPAH), José Araújo Lima Filho, afirmou que o que está acontecendo é um verdadeiro “sucateamento” dos serviços de teste rápido. “Estão acabando com o pouco que tinha e que era bom”. O ativista ainda completa que essa restrição está indo na contramão da história. “Eu nunca pensei que São Paulo fosse ser um mau exemplo na testagem, que até então estava indo tão bem”, comenta. 

O presidente do Movimento Paulistano de Luta Contra a Aids (Mopaids), Américo Nunes, disse ter ficado “muito surpreso” com a denúncia, pois se reuniu recentemente com o Secretário Adjunto de Saúde, Paulo de Tarso Puccini, que não comentou sobre o assunto.

Secretaria de Saúde informa que são oferecidas capacitações para realização do teste periodicamente

A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal da Saúde informa que o município tem 25 serviços especializados em DST/Aids, sendo 10 Centros de Testagem e Aconselhamento e 15 Serviços de Assistência. Os horários divulgados no site são os de funcionamento desses serviços, não especificando horários de testagem. 

Sobre a realização de testes em horários específicos, a pasta ressalta que isto ocorre mais em casos de realização do teste rápido de HIV, uma vez que o procedimento requer treinamentos específicos e profissionais de nível superior da área da saúde. “Estas informações são frequentemente passadas por telefone para otimização do fluxo do serviço. No entanto, ao chegar a um serviço especializado, o usuário é acolhido por um profissional e lhe é ofertada a sorologia convencional (coleta de sangue)”, diz em nota.

A secretaria destaca ainda “que são realizadas capacitações periódicas de profissionais para a realização do teste rápido”.

Fonte: Agência de Noticias da AIDS

Descoberta sobre mudança no microbioma do pênis após circuncisão pode contribuir com novas pesquisas para prevenção do HIV

A circuncisão altera drasticamente o microbioma do pênis, o que pode representar mais uma razão para que os homens circuncidados tenham maior proteção contra o HIV e outras infecções durante o ato sexual sem camisinha com mulheres, informa um estudo publicado nesta terça-feira, 16 de abril, no jornal on-line da Sociedade Americana de Microbiologia, mBio

O estudo pesquisou o efeito da circuncisão em tipos de bactérias que vivem abaixo do prepúcio do pênis antes e depois da circuncisão. Um ano após o procedimento, o total de bactérias na área mudou drasticamente. A prevalência de bactérias anaeróbias, que se proliferam em ambientes com pouco oxigênio, diminuiu e a quantidade de algumas das aeróbias aumentou. 

Segundo os pesquisadores, outros estudos já mostraram que a circuncisão masculina diminui o risco de infecção pelo HIV entre 50% e 60%, além de reduzir o risco de infecção pelo Vírus do Papiloma Humano (HPV) e do herpes, mas a biologia por trás desses dados ainda não é totalmente compreendida. Eles explicam que pode ser que a anatomia do pênis circuncidado ajude a prevenir a infecção, ou que a mudança no microbioma confira esta proteção, ou ainda uma combinação de ambos. 

“A mudança na comunidade (de micro-organismos) é realmente caracterizada pela perda de anaeróbias”, diz Lance Price, um dos autores do estudo. “Da perspectiva ecológica, é como rolar uma pedra e ver o ecossistema mudar. Você remove o prepúcio e aumenta a quantidade de oxigênio, diminuindo a umidade. Nós mudamos o ecossistema”, diz o cientista.

Price e seus colegas pesquisadores das universidade TGen e Johns Hopkins (EUA) avaliaram uma amostra de homens de Uganda para chegar a essa conclusão. Esses homens foram divididos em dois grupos, um de circuncidados e o outro não. Os pesquisadores compararam amostras de ambos os grupos antes do procedimento e um ano após o procedimento. 

Segundo Price, esse trabalho vai além da circuncisão. “Se nós descobrirmos, por exemplo, que é um grupo de anaeróbias que está aumentando o risco de transmissão e contração do HIV, nós podemos achar formas alternativas de diminuir a quantidade dessas bactérias e prevenir a infecção pelo vírus em homens sexualmente ativos”, diz.

Fonte: EurekAlert

Pesquisadores brasileiros e estrangeiros se reúnem em Conferência no Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro sediará, entre os dias 17 e 19 de abril, a XI Conferência Brasil John Hopkins University em HIV/Aids. 

O evento é voltado para médicos e demais pesquisadores e contará, ao longo dos três dias, com palestras sobre a epidemia entre os homens que fazem sexo com homens (HSH), tratamento em mulheres, HIV em idosos, pacientes pediátricos e adolescentes, câncer anal e tuberculose, além de debater os próximos desafios no combate à aids e as questões éticas que envolvem a profilaxia pré-exposição (PrEP). 

Antes do início do evento, estão sendo oferecidas oficinas aos participantes sobre os temas: Resistência a antirretrovirais e tratamento do paciente previamente exposto a antirretrovirais; Complicações do tratamento de HIV: renal, ósseo e metabólico; Oficina para profissionais de saúde não médicos e Coinfecção hepatite / HIV.

Durante a Conferência, será relançado ainda o Guia de Investigação, Manejo e Prevenção das Comorbidades Associadas ao HIV, produzido por profissionais do Instituto de Infectologia Emílio Ribas de São Paulo. A segunda edição do Guia conta com dois novos capítulos, sobre Hipogonadismo e Carcinoma de Canal Anal. 

A publicação visa auxiliar os médicos na prevenção, investigação diagnóstica e manejo terapêutico das principais comorbidades identificadas em pacientes com HIV e será distribuída gratuitamente no evento. 

A conferência é uma realização do Hospital Federal dos Servidores do Estado, do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC) – Fiocruz, da Johns Hopkins University e da Universidade Federal do Rio de Janeiro e conta com o apoio da Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, da Secretaria Estadual de Saúde do Estado do Rio de Janeiro e da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. 

John Hopkins

A John Hopkins University é uma instituição de ensino superior privada situada em Baltimore, nos Estados Unidos. Foi fundada em 1876 por Daniel Coit Gilman. 
A missão da Universidade é educar os estudantes e cultivar sua capacidade para um aprendizado para a vida toda, fomentar pesquisas originais e independentes e trazer os benefícios das descobertas para o mundo. 

A univerisidade conta com mais de 5 mil alunos de 71 países e possui pesquisas nas mais diversas áreas do conhecimento. Quatro ganhadores do prêmio Nobel são ex-alunos da instituição.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS

Frascos de remédios contra Aids são jogados em complexo esportivo no PI

Vários frascos de medicamentos usados no tratamento da Aids foram encontrados  abandonados nesta ultima segunda-feira (15) no  Complexo Esportivo e Cultural Antônio Rodrigues da Costa, no bairro Mocambinho, Zona Norte de Teresina. O local está abandonado e tem sido usado como depósito de lixo.

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Caixas dos remédios Reyataz, Mapitrim e Altiva  estavam próximo ao vestiário do complexo esportivo, que segundo, um vigia – que trabalha perto do local – está abandonado há meses. “O local é utilizado constantemente como depósito de lixo e de animais mortos”, afirmou o vigia que não quis se identificar.

Por volta das 12h desta segunda-feira uma equipe da Vigilância Sanitária Municipal esteve no local e recolheu o material. Segundo o fiscal Jobert Aires, os medicamentos que foram achados no local são indicados no tratamento da Aids. Ele afirmou ainda que através do lote será possível identificar a quem pertencia os remédios.

“O que mais chama atenção neste caso é o fato de várias caixas e frascos terem sido jogados em grande quantidade, quando o normal é a  pessoa jogar no lixo assim que termina sua utilização. Entretanto, vamos recolher o material, fazer uma análise e descobrir de onde veio a medicação”, disse o fiscal.

Fonte: G1 / Piauí

 

Estudos mostram que a cura da Aids pode estar próxima

O Fantástico conheceu o que há de mais avançado na luta contra a Aids, uma doença que atinge mais de 400 mil brasileiros.  Nesta semana, alguns dos maiores especialistas do mundo se reuniram em São Paulo. O doutor Drauzio Varella esteve no local, e mostra que existe esperança nessa luta.

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Aos oito anos de idade, Rose sentiu medo, como qualquer criança. Mas os seus temores já eram de gente grande.

“Eu achei que ia ficar daquele jeito até morrer. Achei que ia ficar debilitada, ou para sempre, não morrer, mas ficar sofrendo”, lembra Rose.

Rose, que não quis usar seu nome verdadeiro, nasceu com o vírus da Aids, mas os pais adotivos só descobriram quando a menina caiu de cama com uma meningite grave.

Drauzio: E que ideia você fazia da Aids nesse tempo?
Rose: A única coisa que me preocupava quando ela me falou, minha médica, era de que não tinha cura.

A cura ainda não chegou. Mas está mais perto para Rose e todos os infectados pelo HIV.

Esta semana, os maiores especialistas no assunto estiveram na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Eles contam agora, no Fantástico, como pretendem vencer as últimas etapas para chegar à cura da Aids.

A infecção pelo HIV ocorre quando o vírus penetra nos glóbulos brancos, as células de defesa do organismo.

Para conseguir se multiplicar, ele precisa misturar os seus genes com os genes da célula.

E, quando esse vírus escapa para cair na circulação e infectar novos glóbulos, o HIV recém-nascido mata a célula que lhe deu origem.

É um ciclo que pouco a pouco destrói o sistema de defesa. Por isso a Rose ficou tão mal.

Os remédios que ela toma matam os vírus assim que eles saem das células.

Grande parte das pessoas HIV positivas tratadas com antivirais consegue eliminar o vírus da circulação. O exame de sangue mostra: carga viral indetectável. O problema é que elas não conseguem ficar livres do vírus que está escondido dentro das células.

O coquetel não consegue atingir o HIV que permanece dentro dos glóbulos brancos. O vírus continua ali, protegido.

O desafio que a ciência enfrenta é como retirar esses vírus dos esconderijos e jogá-los na circulação para que eles possam ser destruídos pelos antivirais altamente eficazes que nós temos hoje.

A nossa suspeita é a de que algumas medicações agem melhor nesses esconderijos, explica o pesquisador escocês Mario Stevenson, da Universidade de Miami.

O grande diferencial da pesquisa dele é o uso de medicamentos antivirais em doses capazes de obrigar os vírus indetectáveis a sair das células e aparecer na corrente sanguínea.

Se nós conseguirmos que as drogas entrem nesses esconderijos, nós podemos reduzir drasticamente a duração da vida do vírus, completa o especialista.

Por enquanto, o teste está sendo feito com macacos. Os resultados são animadores.

O estudo será publicado numa das mais respeitadas revistas científicas, a Science.

O esloveno Matija Peterlin tem focado sua atenção na chamada cura funcional da Aids.

Durante décadas, o coquetel de remédios mantém a carga viral no sangue igual a zero.

Mas basta interromper os medicamentos por alguns dias para que o HIV volte para a circulação.

A cura funcional traz para fora o vírus escondido, até um ponto em que sobre tão pouco que o sistema de defesas convive com ele sem problemas.

Foi isso que aconteceu com um bebê norte-americano, no mês passado. Mas o diagnóstico foi comemorado com cautela pelos médicos.

No bebê, a ação foi mais eficaz do que em adultos porque a medicação foi aplicada logo após o nascimento, sem dar chance para o vírus se esconder, contou o médico.

Em todo mundo, até agora, apenas uma pessoa eliminou a Aids do corpo.

A esperança está viva, comemorou um paciente.

O americano Timothy Ray Brown era HIV positivo e tinha leucemia. Em 2007, ele recebeu um transplante de medula óssea. Todo seu sistema imunológico foi substituído pelo o que veio do doador.

Acontece que o doador não tinha a proteína que serve de maçaneta para o vírus abrir a porta de entrada da célula. Sem essa proteína, o vírus no corpo de Timothy morreu por conta própria.

Enquanto a tecnologia mais avançada ajuda os cientistas a encontrar a cura da Aids, no Brasil enfrentamos os velhos problemas. Por medo, as pessoas não fazem o teste. Só descobrem que são HIV positivo na fase avançada da doença. Quando correm o risco de morte.

São 38 mil casos novos a cada ano. Ao todo, 11 mil brasileiros ainda morrem da doença todos os anos. 135 mil pessoas têm o vírus, mas não sabem.

Drauzio: Maria Clara, por que pessoas que têm práticas sexuais arriscadas não fazem o teste?
Maria clara: Eu acho que as pessoas ainda têm medo.

Marcelino viveu anos sem saber que estava infectado pelo HIV. Nunca fez o teste, nem mesmo quando um médico recomendou o exame após um quadro de anemia intensa.

Marcelino: Quando ele me deu o exame e eu olhei HIV, eu fiquei tão abisuntado que eu rasguei e fui embora para casa. Aí depois de um mês eu caí de cama.

A toxoplasmose já era uma manifestação grave da Aids. Marcelino ficou em coma. Passou três meses sem falar e ainda recupera alguns movimentos do lado esquerdo do corpo.

Hoje ele ajuda a conscientizar as pessoas sobre a necessidade de se fazer o teste, gratuito pelo Sistema Único de Saúde. E, principalmente, que o melhor caminho ainda é a prevenção.

Drauzio: Você acha que os mais jovens estão conscientes
Marcelino: Não. O que a gente está pegando de pessoas com 20, 22 a 24 anos que estão infectados e chegam. Eles acham que o vizinho pode pegar HIV. Mas eles não.

ImagemFonte: TV GLOBO / Fantástico