Teste do HIV poderá ser obrigatório em Moçambique

Os testes do HIV/SIDA poderão passar a ser de carácter obrigatório em Moçambique, segundo a previsão do Conselho Nacional de Combate à Sida (CNCS).

A medida tem em vista monitorar a prevalência da doença oficialmente ainda sem cura no mundo, segundo o CNCS em informação dada a Alberto Vaquina, Primeiro-ministro, durante uma reunião de trabalho.

No referido encontro foi igualmente apreciado o impacto da pandemia na Indústria Extractiva em Moçambique, com base em resultados de um estudo específico realizado na província central de Tete, tendo na altura sido abordada a situação do abandono de crianças nas escolas devido à doença, em particular.

Fonte: Verdade.co.mz

Novos números AIDS em Sorocaba/SP

De acordo com levantamento do Programa Municipal de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/Aids), da Secretaria de Saúde de Sorocaba, desde 1984 foram diagnosticados oficialmente no município um total de 3.409 pacientes com aids. Somente neste ano, já foram 35 novos casos. Mas esse número pode ser muito maior. A estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de que a aids atinja o equivalente a 1% da população, o que corresponde a cerca de 7 mil pessoas infectadas em Sorocaba.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

Cientistas estão mais perto de impedir a reprodução do HIV

Investigadores dos Estados Unidos conseguiram decifrar a estrutura química do vírus HIV pela primeira vez. Isso permitirá explorar novos tratamentos para a Aids e até impedir a reprodução do vírus, segundo a agência de notícia EFE.

Os especialistas da Universidade de Pittsburgh decifraram o capsídio do vírus, a estrutura protéica que contém o material genético do HIV e chave para o desenvolvimento de novos remédios.

“O capsídeo é muito importante e conhecer sua estrutura em detalhes pode nos levar a criar novos fármacos que possam tratar e prevenir infecções”, afirmou Paijun Zhang, professora associada do Departamento de Biologia Estrutural da Escola de Medicina da Universidade Pittsburgh.

“Nosso enfoque tem a possibilidade de ser uma alternativa poderosa aos nossos atuais tratamentos do HIV, que trabalham atacando certas enzimas, mas a resistência aos fármacos é um enorme desafio devido ao alto nível de mutação do vírus”, acrescentou.

Para decifrar o capsídeo, os especialistas utilizaram um microscópio de alta resolução, e depois analisaram os dados em potentes computadores. Os cientistas indicaram que a estrutura não é uniforme e assimétrica, por isso era difícil conhecer o número exato das proteínas que contém.

Fonte: Olhar Digital

Aceleradores NVIDIA Tesla ajudam pesquisa contra a AIDS

Em colaboração com pesquisadores da Escola de Ciências Médicas da Universidade de Pittsburgh, cientistas da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign (UIUC) chegaram a um grande avanço na luta contra o HIV. Pela primeira vez na história, eles conseguiram determinar a estrutura química do “capsídio”, cápsula de proteína que protege o material genético do vírus.

A descoberta pode ser a chave para a criação de medicamentos antirretrovirais que se mostrem mais eficientes no combate à doença, que já matou 25 milhões de pessoas. Para conseguir esse feito, os pesquisadores utilizaram o supercomputador Blue Waters, que conta com 3 mil aceleradores NVIDIA Tesla K20X GPU em sua composição.

O projeto marcou a maior simulação já publicada na área, envolvendo 64 milhões de átomos em sua análise. “Seria bem difícil executar uma simulação desse porte sem a potência da supercomputação acelerada por GPU no sistema Blue Waters”, afirma Klaus Schulten, professor de Física da Universidade de Illinois. “Começamos a usar aceleradores de GPU há mais de cinco anos e as GPUs foram fundamentais para acelerar o ritmo de nossa pesquisa”, explica.

Acelerando pesquisas

Os pesquisadores acreditam que, ao adicionar mais GPUs ao sistema Blue Waters, eles vão ser capazes de aumentar os tempos da simulação, o que resultaria em uma maior compreensão da estrutura do capsídio do HIV. Essa parte do vírus se tornou um alvo atraente após a descoberta de que macacos Rhesus desenvolveram imunidade à doença graças a uma proteína que afeta o funcionamento dessa cápsula.

Até o momento, não existe qualquer tratamento com medicamentos comerciais que tenha sido desenvolvido para atacar o capsídio. Através da pesquisa realizada pela UIUC, farmacologistas ganham uma grande quantidade de informações para desenvolver produtos que se mostrem mais eficientes no combate a esse problema de saúde.
Fonte: TECMUNDO

Ativistas se reúnem em Brasília para discutir metas para enfrentar o HIV e aids até 2015

O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, realizou na quarta-feira, 29 de maio, em Brasília, a Consulta Nacional com representantes da sociedade civil, academia e gestores da área de saúde para avaliar as políticas sobre o HIV e aids no país no sentido de atingir as dez metas definidas pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) para 2015.

Durante a reunião, foram apresentadas informações sobre o Relatório de Meio Termo – Dez Metas pelo Unaids, que vem identificando os desafios e validando o conjunto de recomendações sugeridas pela sociedade civil, gestores de saúde e comunidade acadêmica para o País atingir as metas definidas pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids para 2015. O relatório discutido nesta reunião será apresentado na 68º Assembleia Geral das Nações Unidas dedicada às dez metas em HIV e aids, que acontecerá em Genebra, em setembro deste ano.

Para Ernandi Costa, representante da Comissão Nacional de DST, Aids e Hepatites Virais, o reunião foi muito produtiva e trouxe uma série de contribuições importantes para o alcance das metas de forma a incrementar a estratégia nacional de enfrentamento do HIV, aids e hepatites virais.

Adele Swechwartz, representante do Unaids, apresentou os marcos e contextos dos compromissos assumidos para o enfrentamento da epidemia e ressaltou a importância da reunião para a discussão dos avanços e desafios que as metas trazem ao país entre todos os setores da sociedade envolvidos.

Veja abaixo as dez metas a serem globalmente alcançadas até 2015 por todos os países:

1 – Reduzir a transmissão sexual do HIV em 50%;
2 – Reduzir a transmissão do HIV entre pessoas usuárias de drogas em 50%;
3 – Eliminar a transmissão vertical com amis acesso aos medicamentos pelas crianças e incentivo à realização de3 pré-natal com testagem;
4 – Aumentar o acesso à terapia antirretroviral para alcançar 15 milhões de pessoas em tratamento;
5 – Reduzir pela metade a mortalidade por tuberculose em pessoas vivendo com HIV e aids em 50%;
6 – Reduzir a lacuna global de recursos para aids e reconhecer que o investimento na resposta é responsabilidade compartilhada;
7 – Eliminar as iniquidades e violências baseadas em gênero e fortalecer as capacidades de meninas e mulheres de se protegerem;
8 – Eliminar o estigma e discriminação contra pessoas vivendo ou afetadas pelo HIV, por meio da promoção de leis e políticas que assegurem a realização total dos direitos humanos e liberdades individuais;
9 – Eliminar as restrições de trânsito, permanência e residência re3alcionados ao HIV;
10 – Eliminar os sistemas paralelos e fortalecer ações integradas em HIV.

Fonte: Departamento de DSTs, aids e hepatites virais

Teste rápido de Aids alerta para diagnóstico

Até amanhã é possível realizar um teste rápido  de Aids na tenda da Secretaria Municipal de Saúde, na Praça da República, Centro da capital. A expectativa da pasta é que 1,2 mil pessoas realizem o teste gratuito, que começou ontem. A resposta sai em 20 minutos.

Os testes fazem parte da campanha Fique Sabendo, que tem como objetivo estimular a população a realizar o teste, já que o diagnóstico precoce pode ajudar muito no tratamento do paciente. A ação do governo municipal ocorre na semana que antecede a Parada do Orgulho LGBT, domingo, pois, segundo a coordenadora do programa DST/ Aids, os homossexuais, sobretudo homens que fazem sexo com outros homens, estão entre os grupos mais vulneráveis. Ao longo da semana, as secretarias municipal e estadual de Saúde vão distribuir material de conscientização sobre o tema.

“A pessoa tratada tem uma qualidade de vida melhor e, após seis meses com medicamentos e com o vírus controlado, o portador reduz a chance de transmissão da doença a quase zero”, explica a coordenadora do programa DST/Aids, Eliana Battagia Gutierrez.

números positivos/ O número de homens com Aids na capital caiu 58,3% se comparado o pico de incidência da doença, em 1996 — com 67 casos a cada 100 mil pessoas do sexo masculino — com o último dado disponível da Secretaria Municipal de Saúde, de 2011, quando a incidência foi de 28 casos para 100 mil pessoas.

O percentual de mulheres com o vírus HIV em São Paulo também diminuiu. No ano de 1998, quando foi registrado o pico de incidência da doença, havia 30 pessoas do sexo feminino infectadas para 100 mil mulheres. Já em 2011, foram registrados 10 casos em mulheres para cada 100 mil delas, uma queda de 66,7%.

Fonte: Rede Bom dia

Para ativistas brasileiros, aids também está longe ser controlada e principal desafio é prevenção

aids capa

A co-descobridora do vírus HIV e ganhadora do prêmio Nobel de Medicina Françoise Barré-Sinoussi disse em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, publicada neste domingo, 26 de maio, que a aids não é uma doença superada e nem o HIV um vírus vencido. A opinião da pesquisadora francesa é endossada por ativistas brasileiros ouvidos pela Agência de Notícias da Aids, que acreditam que os maiores desafios no País se referem à prevenção do HIV.

Integrante do Movimento Nacional das Cidadãs PositHIVas (MNCP) e do projeto Saber Para Reagir em Língua Portuguesa, que trabalha com mulheres vivendo com HIV no Brasil e nos países africanos de língua portuguesa, a ativista Jenice Pizão diz que não consegue imaginar o fim da epidemia sabendo da situação atual de enfrentamento nos países pobres.

“Pelo o que vi na África, a epidemia está longe de ser superada. Em Moçambique, 85 crianças contraem o HIV por dia, principalmente por causa do aleitamento materno. No Brasil, temos o acesso universal ao tratatamento e um sistema público, mas não temos campanhas efetivas de prevenção. Se o número de casos aumenta, como a epidemia pode ser controlada com o acesso ao tratamento?”, questiona Jenice, em referência à fala de Françoise Barré-Sinoussi. “O que foi descrito por ela pode ser uma realidade no primeiro mundo, mas se tratando de Brasil e África, não consigo ver o fim da epidemia”, complementa a ativista.

Rodrigo Pinheiro, presidente do Fórum de ONGs/Aids do Estado de São Paulo, também acha que a aids está longe de não ser mais um grande problema. Segundo ele, as ideias da cientista francesa são parecidas com as críticas antigas do ativistas brasileiros e com constantes cobranças do movimento social ao governo.

“Precisamos de campanhas para conscientizar a população, de um governo com atitudes inovadoras e não conservadoras. Enquanto não trabalharmos a epidemia desta forma, nao vamos avançar em seu combate”, diz ele.

Para Rodrigo, é primordial que se reduza a incidência dos novos casos no País, sendo este o principal desafio no combate à aids. “Do jeito que estamos a epidemia tende a crescer, porque não a enfrentamos de frente e não atingimos as populações mais vulneráveis”, opina

Na visão de Jenice Pizão “a aids é uma doença relativamente jovem e é inegável que tivemos grandes avanços, mas ainda há muito para ser feito”.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS