Secretaria estadual de Saúde do Tocantins realiza campanhas de prevenção às DST/Ais para as férias

Equipes da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) do Tocantins estão percorrendo durante o mês de junho 14 praias do estado para reuniões com equipes municipais para a Campanha de DST/Aids e hepatites virais para a temporada de praia 2013. O objetivo das visitas é preparar a população local para a chegada dos turistas no mês de julho e férias.

“Durante esse período as praias geram grande expectativa para população tocantinense. Por isso aproveitamos esse o momento para realizar a campanha de prevenção contra as doenças sexualmente transmissíveis e hepatites virais” revela o gerente de captação, Alexandre Araripe.

As visitas consistem em reuniões com equipes municipais para discutir estratégias de prevenção e abordagens da população. Serão repassadas informações para os técnicos sobre a forma correta do uso dos insumos de prevenção (preservativos masculinos, preservativo feminino e gel lubrificante), bem como o armazenamento correto, preenchimento do mapa mensal e estratégias de acesso ao público em geral.

Cada município é orientado a realizar uma serie de atividades para envolver os jovens e a população conscientizando sobre como se divertir com segurança. Uma das ações é disponibilizar “barracas da saúde” nas praias, nos postos de gasolina e em lugares com grande fluxo de pessoas. Serão realizadas também blitz para entrega de foolderes e preservativos em bares, blocos, rodoviárias e terminais de Van.

Municípios

Os municípios que estão recebendo visitas são: Araguatins, Araguanã, Araguacema, Caseara, Pedro Afonso, Peixe, Filadélfia, Formoso do Araguaia, Lagoa da Confusão, Juarina, Paranã, Porto Nacional, Itaguatins e Tocantinópolis

Fonte: Secretaria de Saúde do estado de Tocantins

Atendimento de Aids precisa do dobro de médicos

O serviço municipal de atendimento a pacientes com DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) e Aids de São Paulo precisa do dobro de médicos infectologistas que tem hoje para conseguir suprir a demanda de novos casos e oferecer um serviço mais próximo do que já foi considerado modelo para o resto do mundo. Essa é a conclusão de um levantamento feito pela Comissão Municipal de Aids nas 15 unidades paulistanas que oferecem esse tratamento.

O órgão, que reúne poder público, sociedade civil e sindicatos de saúde, é um braço do Conselho Municipal de Saúde. Ele analisou os SAE (Serviços de Assistência Especializada) e CR (Centros de Referência) em DST/Aids, em relação a questões como oferta de médicos e outros especialistas e infraestrutura das unidades.

Os dados foram obtidos em entrevistas com os gerentes de cada serviço. E foi com base na percepção deles sobre o que seria preciso para oferecer um atendimento humanizado, de qualidade, que se chegou aos números de quantos profissionais são necessários a mais na rede.


De acordo com o levantamento, é preciso ter pelo menos 43 novos infectologistas. As 15 unidades têm hoje 41 desses profissionais. Além dessa especialidade, eles relatam falta também de ginecologistas, sanitaristas, nutricionistas, pediatras, psiquiatras, clínicos, fora assistentes sociais, psicólogos e os chamados AGPP (agentes de políticas públicas), que fazem toda a recepção dos pacientes. Só nessa categoria foi relatada uma falta de 72 profissionais.

“O problema vem dos últimos anos. Não houve investimento adequado e temos um grande número de profissionais se aposentando. “Não há reposição””, diz Sérgio Rodrigues, coordenador da comissão. Segundo ele e outros ativistas, com essa precarização do serviço tem ocorrido uma demora de três a cinco meses para o início do tratamento de pessoas recém diagnosticadas.

A percepção foi corroborada pelos gerentes. Uma delas contou que em dois anos sua unidade teve uma redução pela metade no número de infectologistas. “

— Não tenho condições mais de receber novos casos. Toda semana fecho a porta para 3, 4. Justo quando a pessoa acabou de saber que tem HIV e está mais fragilizada”. As pessoas sentaram em cima do conceito de que o Brasil era modelo no tratamento e esqueceram de evoluir. Só que o modelo está defasado.”

O próprio secretário de Saúde do Município, José de Filippi Junior, admitiu em maio, em encontro com ONGs ligadas à questão, essa demora. Já Eliana Gutierrez, coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids, afirmou que o início do atendimento pode chegar a esse tempo, mas que nos casos em que a pessoa já chega com o sistema imunológico muito abalado o tratamento começa imediatamente.

“Três meses é só nos casos menos graves”, afirma. Mas ela admite que faltam médicos e diz que no segundo semestre haverá um concurso para contratar 58 infectologistas.

Fonte: R7