Em congresso realizado no Ceará, médico afirma que a cura da Aids está próxima

O médico e cientista Steven Deeks afirmou que a cura da Aids é uma realidade cada vez mais possível. “Em clínicas no Brasil e nos Estados Unidos, os pacientes que se submetem aos tratamentos estão com a saúde mais estável”. A declaração foi feita no XVIII Congresso de Infectologia 2013, realizado na semana passada, no Centro de Eventos do Ceará.

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Durante a palestra, o doutor formado pela Universidade da California apresentou ao público outras possibilidades de terapia. “Uma opção efetiva é o transplante de células tronco. Reportei que um de meus pacientes em Boston se beneficiou com o procedimento e hoje se encontra em estágio de cura potencial”.

Steven Deeks é professor residente de medicina na Universidade da Califórnia e membro da ala de Aids do Hospital Geral de São Francisco, na Califórnia. Além de ser um membro da American Society for Clinical Investigation (respaldo médico mais respeitada nos Estados Unidos), Deeks já publicou mais de 150 artigos e editorias relacionados com o vírus da imunodeficiência humana.

Acessibilidade aos tratamentos são as maiores dificuldades

Apesar dos avanços em testes e pesquisas, o maior obstáculo continua sendo a acessibilidade. “Os tratamentos são caros, os pacientes precisam estar dispostos a pagar um alto valor. Contudo, anualmente os valores diminuem, mas ainda não estão acessíveis a todos”. Em regiões mais pobres como no sul da África, continente mais afetado pelo vírus, por exemplo, essa alternativa é praticamente inviável.

Os pacientes submetidos a terapia acabam debilitados durante o processo por causa das substâncias tóxicas as quais são submetidos. Em seu tratamento, Steven Deeks costuma não utilizar Zidovudina (AZT), fármaco utilizado como antiviral e inibidor da transcriptase, em seus enfermos pelo seu alto teor de tóxina.

Busca pela cura é fundamental

O doutor alerta que o fundamental é que pessoas que convivem com Aids busquem o tratamento por imediato, pois as chances de cura se tornam mais otimistas. “Não esperem por remédios, o ideal é que todos tenham a consciência de que eles precisam lutar contra o vírus e não desistir”.

A epidemia também cresce em países da Europa Ocidental e no Sul da Ásia. A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) estima que existem hoje aproximadamente 530 mil infectados pelo vírus HIV no Brasil, sendo em torno de 10 mil pessoas no Ceará.

Fonte: Diário do Nordeste

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