Número de mortos por Aids em 2013 em Araraquara já supera 2012 inteiro

O número de pessoas que morreram de Aids em Araraquara (SP) em 2013 já superou o total de mortes pelo mesmo motivo no ano passado inteiro. De janeiro a julho deste ano, 12 pessoas foram vítimas da doença, segundo dados da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. É o maior índice da região.

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Com medo de descobrir a Aids, muita gente prefere ficar na dúvida e não faz o teste de HIV. Quando a doença começa a apresentar os sinais, significa que o tempo de sobrevida da pessoa é menor.

A dona de casa Eliana Aparecida dos Santos fez o exame durante a gravidez. A princípio parecia tudo bem, mas um segundo o teste mudou tudo. “Eu já tinha feito exame no início da gravidez e não deu nada. E quando eu estava com oito meses, acho que minha resistência baixou e minhas glândulas começaram a inflamar, então o médico pediu um novo teste e aí deu que eu era soropositivo. Minha primeira reação foi achar que eu ia morrer”, contou.

Ela não se prevenia durante as relações sexuais e contraiu a doença do marido. Assim que soube, começou o tratamento, há 17 anos. O filho não tem o vírus e ela nem se lembra do problema. “Tem algumas coisas que é preciso ter medida, não pode extrapolar, mas eu vivo bem”, falou Eliana.

De acordo com dados do programa de combate à Aids na cidade, as mortes foram de pessoas que conviviam com o problema havia muitos anos. Mas o presidente de uma ONG de apoio a soropositivos diz que o número é preocupante.

“É um índice grande, é um índice de que as pessoas estão morrendo e a gente não sabe se é por conta da falta do tratamento porque elas não querem, ou se de fato é por conta do prazo da sobrevida”, analisou o presidente da RNP+Sol, Alberto Carlos Andreoni de Souza.

Terceira idade
Até hoje mais de 1,5 mil pessoas foram notificadas com o vírus em Araraquara, 68% homens. Um dado que chama a atenção é a quantidade de idosos: 10% detectaram a doença depois dos 60 anos. A coordenadora do programa DST/Aids, Elizane Regina Sandor, diz que no estado de São Paulo também foi registrado um aumento nessa faixa etária.

“As pessoas estão se conhecendo, se relacionando, só que não fazem o uso do preservativo e isso os coloca numa situação de maior vulnerabilidade, porque estão tendo mais acesso e se contaminando mais com o vírus HIV”, disse Elizane.

Prevenção
Como a forma de contágio mais frequente ainda é durante as relações sexuais, em vários prédios municipais é feita a distribuição de preservativos, mas agora por um método diferente, a própria pode retirar o seu, sem a necessidade de pedir a um funcionário. A iniciativa deu certo e ainda este ano vai ser expandida para pontos comerciais como casas noturnas.

“Fica num local mais discreto onde a pessoa tem o acesso, então nós percebemos uma procura maior em relação aos preservativos nesses locais”, comentou Elizane.

Fonte: G1

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