Casos de aids caem no mundo, mas Mato Grosso acumula aumento de 77%

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Uma pesquisa apontou redução de 52% dos novos casos de HIV/Aids no mundo no últimos 11 anos. Esta é a primeira vez que houve registro de queda no número de infectados. Porém, em Mato Grosso, nos últimos seis anos houve um aumento de 77% no número de novos casos.

De acordo com levantamento feito pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), a redução também foi observada fortemente em crianças, onde o índice caiu 33% no período. Em 2012, 2,3 milhões de novas pessoas foram infectadas, entre as quais aproximadamente 260 mil crianças.

Segundo informações da Secretaria de Saúde do Estado (SES), 3,4 mil novos casos foram registrados em Mato Grosso nos últimos seis anos. Destes, 42 são de crianças e 795 são gestantes.

O ano mais crítico para o estado foi 2011, quando 805 pessoas foram infectadas. Porém, após o período o número começou a cair em 2012 foram contabilizados 637 casos e até agora 2013 conta 397 registros.

Conforme a vice-presidente da Ong Grupo de Apoio ao Soro Positivo (Gasp) Corações Amigos, Kátia Damascena, o cenário global não reflete a realidade local. “É um paradoxo quando você fala em redução mundial e vê o SAE (Serviços de Atendimento Especializado em HIV/Aids) dizer que dois casos são registrados por dia aqui.”

Entre as diversas dificuldades, que as pessoas que convivem com o HIV em Cuiabá tem que enfrentar está a demora no atendimento. O tempo de espera para consultas é de aproximadamente dois meses. “O que está acontecendo? Se está reduzindo o número de casos e o governo diz que está investindo bem mais e aumentando o número de médicos. Alguma conta não bate.”

Segundo o Gasp, o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie) também não funciona adequadamente. “Há aproximadamente três meses ele mudou de endereço e desde então não conseguimos mais marcar consultas ou realizar exames”.

Para A.F., de 37 anos, o drama com a falta de atendimento é ainda maior. Ela contou que descobriu a doença durante a gravidez, por volta de quatro anos atrás e a filha também contraiu a doença.

Ela explicou que como os as pessoas conviventes com a Aids tem muita facilidade de contrair outras doenças, por conta da baixa imunidade, a unidade tem um setor de vacinas, porém há dois meses ela não encontra as doses que a filha precisa tomar para se proteger. “Eu já fui a diversos lugares e eles me mandam para outro lugar. Ligo na gerência do Crie e eles mandam ligar no SAE, ir nos postinhos ou outro tipo de unidade, mas continuamos sem vacina. Inclusive, por estes dias acaba o prazo para a minha filha tomar a terceira dose para hepatite.”

A Direção do Crie informou que desconhece as reclamações, pois a unidade está funcionando normalmente e nenhuma vacina tem faltado.

Fonte: O documento

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