Ribeirão é a 3ª do Estado em mortes por Aids

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Ribeirão Preto é a terceira cidade do Estado de São Paulo com o maior número de mortos por Aids, só perdendo para São Paulo e Santos. Nos últimos 16 anos, 1.729 pessoas morreram em Ribeirão Preto por causa da doença, segundo dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Datasus (Departamento de Informática do SUS).

Na segunda metade da década de 1990, as mortes ultrapassaram os 230 casos. Em 2011, ano mais recente do levantamento, o número caiu para 69 óbitos causados pela doença, em uma redução de 70% em relação à década de 1990.

Estudo

A coordenadora do programa municipal de DST/Aids, Fátima Regina de Almeida Lima Neves, diz que fez um estudo com o número de pacientes internados pela doença, entre outubro de 2011 e agosto de 2012, para entender o alto número de óbitos.

Dos 60 pacientes internados por Aids nesse período, 40 não faziam o uso dos coquetéis com rigor. “O uso dos medicamentos precisa ser muito rigoroso, mas ele também traz efeitos colaterais. É um tratamento muito difícil e ainda é falível”, explica Fátima.

Outro fator comprometedor da adesão ao tratamento é que 20 desses 60 pacientes internados por Aids eram moradores de rua, ou seja, sem rotina para seguir rigorosamente o tratamento. Além disso, 27 deles faziam uso de drogas.

“A Saúde sozinha não consegue resolver o problema. É preciso uma integração com as outras secretarias para uma ação de políticas públicas. Nós oferecemos o tratamento, temos disponibilidade de consultas, mas a prevenção é o mais importante e não pode parar”, argumenta.

Tabu

Segundo a coordenadora, a prevenção com as crianças nas escolas ainda não é feita de forma eficaz, porque falar abertamente sobre sexo ainda é um tabu.

“A prevenção precisa virar um hábito, não uma obrigação, quando você cria o hábito, você está conscientizando as pessoas. Mas é preciso uma integração maior entre os serviços para que isso seja feito”, afirma a coordenadora do programa.

Para Ruy Barros, tratamento deve ser seguido rigorosamente (Foto: Matheus Urenha / A Cidade)

‘Passei a cuidar mais de mim’

O comerciante Ruy Rego Barros, 55 anos, representante da Rede Nacional dos Portadores do HIV, convive com a Aids há oito anos.

Quando descobriu que tinha a doença já estava com uma infecção grave no pulmão e chegou a tomar 16 comprimidos de um forte antibiótico no mesmo dia. Os seis comprimidos que ele toma hoje religiosamente o acompanham até se ele vai viajar. No último fim de semana, ele engoliu os comprimidos sem água, para não deixar atrasar o horário do medicamento.

“Quando eu descobri que tinha a doença passei a cuidar mais de mim e faço esse alerta para as outras pessoas. Tive vários amigos que desistiram do tratamento e outros que nem quiseram tentar”, conta.

Município tem cinco locais para teste de HIV

O município de Ribeirão Preto oferece o teste de HIV em cinco unidades especializadas espalhadas pelos distritos da cidade.

Elas estão localizadas nas ruas Prudente de Morais nº 35, Abílio Sampaio nº 637, Antonio Augusto de Carvalho nº 672, Dom Luis do Amaral Mousinho nº 3.300 e Teresina nº 690.
Um exame de sangue é que vai detectar se a pessoa tem ou não o vírus.

Quem tiver se exposto a situações de risco, como a prática de sexo sem preservativo, compartilhamento de agulhas ou seringas ou, até mesmo, acidentes de trabalho onde há contato com o sangue de outras pessoas pode procurar uma dessas unidades e solicitar o exame.

O objetivo da coordenadoria do programa DST/Aids é fazer o teste na população que tem vida sexual ativa e nunca passou pelo exame.

Fonte: Jornal A Cidade

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