Pesquisadores vão à África para missão de prevenção da AIDS

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A partir da próxima segunda-feira (23), por duas semanas, o coordenador do Mestrado em Saúde e Desenvolvimento Humano do Unilasalle Canoas, Alexandre Lazzarotto, e o enfermeiro formado pelo Unilasalle Canoas Cezar Gustavo Araújo Pacheco, estarão em Moçambique. A missão dará continuidade ao projeto Estamos Juntos Pela Vida que começou em 2011 e já promoveu a educação integral e a promoção da saúde de 1652 africanos das comunidades da Beira e Mangunde, em Moçambique. 

Lazzarotto está em sua sétima viagem à localidade e, desta vez, levará o resultado da pesquisa feita com crianças,  adolescentes, professores, voluntários do corpo da Paz, religiosos e profissionais da saúde. “É o primeiro fôlder bilíngue, produzido em português e‘ndau’, um dos 22 idiomas falados em Moçambique”, descreve. A iniciativa faz parte da atuação didática de prevenção da Aids junto à comunidade. “A pesquisa se beneficia com a criação de ações permanentes sobre o HIV nos centros sociais onde o grupo de pesquisa e saúde atuou, formando multiplicadores”, informa. A meta da viagem é aumentar a capacidade de atendimento do Centro Social de Mangunde, que fica no interior moçambicano.

Com a pesquisa realizada nas duas comunidades, o principal obstáculo foi o desconhecimento quanto à transmissão do HIV, tido como uma doença espiritual. “A expectativa de vida em Moçambique é de 42 anos”, conta Lazzarotto. No entanto, os resultados do trabalho são uma vitória. “Hoje, entre 84% e 93% querem fazer o teste do HIV”, observa. 

Fonte: Diário de Canoas

Teste do HIV poderá ser obrigatório em Moçambique

Os testes do HIV/SIDA poderão passar a ser de carácter obrigatório em Moçambique, segundo a previsão do Conselho Nacional de Combate à Sida (CNCS).

A medida tem em vista monitorar a prevalência da doença oficialmente ainda sem cura no mundo, segundo o CNCS em informação dada a Alberto Vaquina, Primeiro-ministro, durante uma reunião de trabalho.

No referido encontro foi igualmente apreciado o impacto da pandemia na Indústria Extractiva em Moçambique, com base em resultados de um estudo específico realizado na província central de Tete, tendo na altura sido abordada a situação do abandono de crianças nas escolas devido à doença, em particular.

Fonte: Verdade.co.mz

Especialistas pregam prudência após “cura” de bebê com AIDS

A aparente “cura” de um bebê soropositivo tratado menos de 30 horas depois de seu nascimento provocou esperança, mas ainda falta confirmação, alertam os especialistas que apontam que o acesso à prevenção e ao tratamento ainda é ilusório em muitos países.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) comemorou esta novidade que, sujeita a confirmação, “permite esperar que uma cura da Aids é possível para as crianças”, enquanto a cada ano 330.000 crianças nascem contaminadas, principalmente na África sub-saariana.

Mas para a OMS, ainda são necessárias pesquisas complementares.

Ainda estamos longe de poder afirmar que tratar mais cedo e de forma mais agressiva os bebês com alto risco de nascerem infectados permitirá evitar um tratamento para a vida inteira, ressaltaram especialistas entrevistados pela AFP.

“É preciso prudência”, destaca o professor Stéphane Blanche, pediatra especialista em Aids, que considera “o termo cura não pertinente”.

A criança, nascida nos Estados Unidos, foi infectada pelo vírus HIV no ventre materno. O bebê foi tratado com antirretrovirais até seus 18 meses de idade, quando o tratamento foi suspenso. Dez meses depois, os exames não detectaram qualquer presença do HIV no sangue.

A pesquisa é original porque a criança foi tratada muito cedo, desde os primeiros dias de vida, enquanto geralmente os portadores são tratados após algumas semanas (de 15 dias a um mês), revela Blanche.

Esta cura é chamada de “funcional” porque o vírus não é totalmente erradicado do organismo. Neste estado ela se apresenta mais como uma “remissão”, que deve ser acompanhada por mais tempo para verificar se o vírus se reativa, observa por sua vez John Frater da universidade de Oxford.

“Esta mãe descapou da detecção e da prevenção. É preciso evitar esta situação”, indicou Blanche.

Na França, nos último anos, com o tratamento preventivo da transmissão do vírus da mãe para a criança (um coquetel como o administrado ao bebê americano), apenas 0,5% dos recém-nascidos são contaminados.

Mas em alguns países pobres, apenas 60% das mulheres infectadas pelo HIV se beneficiam de uma terapia com antirretrovirais.

Para a cientista Deborah Persaud, do Centro de Crianças do Hospital Universitário Johns Hopkins de Baltimore (Maryland), principal autora do estudo, o tratamento precoce e intensivo do bebê teria impedido que o vírus se instalasse em estado adormecido nos “reservatórios”, de onde poderia ressurgir.

Ela deseja conduzir teste clínicos em um número suficiente de crianças para verificar se este tratamento radical em bebês nas primeiras horas de vida permitirá confirmar o resultado apresentado.

“Será que isso é válido para outras crianças? É preciso esperar para poder dizer”, ressalta Blanche.

“Nós não estamos certos de que este resultado é generalizável e reprodutível”, ressalta o Dr. Harry Moultrie (University the Witwatersrand, África do Sul). Para este especialista sul-africano um caso único não constituiu uma estratégia aplicável a todos.

Nos países pobres e endêmicos de HIV, pensar que faremos testes e trataremos bebês em seus primeiros dias de vida é “ilusório”, acredita Blanche. Quanto a ideia de tratar sistematicamente todo recém-nascido de mãe soropositivo privada de tratamento preventivo durante a gravidez, significaria tratar 80% das crianças, afirma ironicamente.

Fonte: Exame

Aids continua sendo epidemia grave apesar da queda da mortalidade

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O total mundial de soropositivos, 34 milhões, reflete uma grave epidemia, embora tenha sido possível reduzir a mortalidade graças aos tratamentos antirretrovirais e os índices estejam “estáveis” na América Latina.

Às vésperas da celebração do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, o Programa Conjunto da ONU para o HIV/aids (Unaids) divulgou seu relatório anual em que se destaca que o continente mais afetado é a África.

Cerca de 70% dos portadores do HIV – 23,5 milhões – vivem na África Subsaariana, onde 3,1 milhões de crianças estão infectadas (94% do total mundial das crianças infectadas).

Apesar da força desses números, a região também viu uma grande diminuição das mortes relacionadas à aids, 32% entre 2005 e 2011 – ano em que o número de mortos foi de 1,2 milhão.

Graças aos investimentos em tratamentos antirretrovirais o número de mortes anuais por essa doença caiu e passou de 2,2 milhões em 2005 a 1,7 milhão em 2011.

Só nos dois últimos anos o acesso aos tratamentos contra o vírus HIV aumentou 63% no mundo todo.

Atualmente, 8 milhões de pessoas recebem tratamento antirretroviral, o que significa que mais pacientes do que nunca recebem ajuda para ter vidas mais prolongadas, mais saudáveis e mais produtivas, segundo a Unaids.

Na América Latina, onde a epidemia da aids, que afeta 1,4 milhão de pessoas, se encontra em uma fase “estável”, as pesquisas também revelam uma leve queda de casos de novos infectados.

A América Latina se mantém como a região – entre as de renda média e baixa – com a maior cobertura de tratamento para portadores do HIV, com uma taxa de 68% em comparação a uma média mundial de 54%, segundo a Unaids.

Além disso, as mortes relacionadas à aids também caíram na América Latina e no Caribe 10% entre 2005 e o ano passado.

No Caribe, a prevalência do HIV chega a 1%, acima de qualquer outra região do mundo exceto a África Subsaariana, embora a epidemia seja relativamente restrita e o número de pessoas com o vírus tenha se mantido relativamente baixo (230 mil) e quase não tenha variado desde o final da década de 1990.

Outros casos de sucesso são os do Peru e México, onde o número de mortes por aids baixou em 55% e 27%, respectivamente.

Por outro lado, na Europa Oriental e na Ásia Central (com 1,4 milhão de portadores do HIV), e no Oriente Médio e o norte da África houve “preocupantes aumentos na mortalidade relacionada à aids”, com porcentagens entre 17% e 21%.

Assim, na China a aids causou 17.740 mortes de janeiro a outubro deste ano, o que representa um aumento de 8,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o Ministério da Saúde chinês.

No entanto, o país quadruplicou suas despesas contra a aids, dos US$ 124 milhões em 2007 para US$ 530 milhões em 2011, investimento que foi elogiado neste ano pela ONU quando a China se tornou um dos cinco países que mais contribuem para a campanha global para combater a síndrome.

Ao menos uma pessoa a cada hora contrai HIV na Tailândia, onde o número de pessoas infectadas durante as últimas duas décadas supera 1 milhão.

Na Rússia, o número de portadores do vírus dobrou nos últimos cinco anos. O país experimenta um aumento contínuo de casos de infecção: foram 60 mil somente em 2012.

Em relação a grupos de risco, a infecção por HIV é sistematicamente superior entre os profissionais do sexo (em torno de 23% de infectados) e entre os que consomem drogas injetáveis (com ocorrência 22 vezes maior do que na população geral).

Mas a situação também é preocupante entre as crianças, já que menos de um terço dos que convivem com o HIV recebem tratamento antirretroviral o que impede de alcançar o objetivo de conseguir uma geração livre da aids, segundo denunciou a Unicef.

No entanto, a Unicef destacou o “excepcional” avanço conseguido nos últimos anos, quando se registrou uma queda de 24% das novas infecções em crianças: das 430 mil confirmadas em 2009 às 330 mil em 2011.

Um dos problemas em relação à doença é que dos 34 milhões de portadores do HIV, apenas 50% sabem que estão infectados pelo vírus.

Apesar de tudo, os dirigentes da Unaids asseguraram que pela primeira vez, os investimentos nacionais superaram as doações globais para a aids, passando de US$ 3,9 bilhões anuais em 2005 para quase 8,6 bilhões em 2011.

Fonte: Estadão

Papa pede maior acesso de crianças a remédios contra a Aids

O Papa Bento XVI lembrou nesta quarta-feira as crianças que sofrem de Aids, e pediu a ampliação de seu acesso aos remédios contra a doença, que causa milhões de mortes por ano em todo o mundo.

O pedido foi feito às vesperas do 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids.

“Penso no grande número de crianças que, anualmente, contraem o vírus de suas mães, apesar da existência de tratamentos para impedi-lo”, disse o Papa durante a tradicional audiência das quartas-feiras na sala Paulo VI do Vaticano.

Bento XVI citou os “sofrimentos trágicos” causados pela doença nas “regiões mais pobres do mundo”.

Segundo organizações internacionais, 70% dos infectados estão na África, continente devastado pela Aids.

O Papa lembrou ainda o papel das organizações católicas que trabalham pelo mundo na prevenção, tratamento, cura e ajuda a doentes, viúvos e órfãos da Aids.

Fonte: Portal Terra

Infecções por HIV caem mais de 50% em 25 países

As novas infecções por HIV caíram mais de 50% em 25 países de média e baixa renda, a maioria deles no Continente Africano. Os dados foram divulgados pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids).

De acordo com o relatório, alguns dos países com as maiores taxas de prevalência de HIV no mundo vêm registrando quedas consideradas significativas nos índices de novas infecções desde 2001, como Malawi (-73%), Botsuana (-71%), Namíbia (68%), Zâmbia (-58%), Zimbábue (-50%), África do Sul e Suazilândia (-41%).

No caso específico da África Subsaariana, a região conseguiu reduzir em um terço as mortes provocadas pela aids nos últimos seis anos, além de aumentar em 59% o acesso aos antirretrovirais apenas nos últimos dois anos.

Já a África do Sul ampliou em 75% o acesso ao tratamento em dois anos, garantindo medicação para mais de 1,7 milhão de pessoas. As novas infecções no país caíram em mais de 50 mil no mesmo período.

Os dados gerais mostram que o número infectados no mundo com acesso ao tratamento aumentou em 63% nos últimos 24 meses, enquanto as mortes decorrentes da doença no mundo caíram mais de 25% entre 2005 e 2011.

Ao todo, foram registradas 500 mil mortes a menos em 2011 do que em 2005, sendo que as maiores quedas ocorreram em países como África do Sul (-100 mil), Zimbábue (-90 mil), Kênia (-71 mil) e Etiópia (-48 mil).

A queda nas infecções por HIV em crianças também chama a atenção, considerando-se que mais da metade da redução de novas infecções registrada nos últimos dois anos foi entre recém-nascidos. Em seis países, o número de crianças infectadas caiu pelo menos 40% entre 2009 e 2011. São eles:  Burundi, Quênia, Namíbia, África do Sul, Togo e Zâmbia.

Também foi observada uma redução de 13% no número de mortes por tuberculose relacionadas à infecção pelo HIV. Entretanto, o Unaids ressaltou que é preciso fazer mais para diminuição considerável desse tipo de morte.

O levantamento aponta que os países estão assumindo maior responsabilidade em investimentos contra a epidemia. Mais de 81 países aumentaram as verbas de combate à aids em 50% entre 2001 e 2011.

A data ecolhida para a divulgação dos resultados, de acordo com o Unaids, marca mil dias antes do vencimento do prazo para o cumprimento das metas fixadas para a redução da epidemia de aids no mundo até 2015.

A estimativa do órgão é que 6,8 milhões de pacientes infectados não têm acesso ao tratamento e que 4 milhões de casais sorodiscordantes (quando um dos parceiros vive com HIV) poderiam se beneficiar do tratamento caso o acesso fosse ampliado.

Dos 34 milhões de pessoas que vivem com HIV atualmente, cerca de metade não sabe que têm o vírus e, portanto, não faz uso de antirretrovirais.

Fonte: JB

3,4 milhões de crianças têm HIV e apenas 28% estão em tratamento, informa Unicef

No ano passado, cerca de 3.4 milhões de crianças com menos de 15 anos estavam vivendo com HIV e aids em todo o mundo, informa um recente relatório do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). Aproximadamente 91% do total de casos estavam na África Subsaariana.

De acordo com o Unicef, o tratamento infantil da aids continua baixo no mundo, pois apenas 28% das crianças que precisariam estar recebendo os medicamentos antirretrovirais estão, contra uma cobertura de quase 60% do tratamento para adultos.

O relatório, no entanto, mostra progressos mundiais na prevenção da transmissão vertical do HIV. Nos países de renda alta, por exemplo, esta estratégia de profilaxia está diminuindo para cerca de 2% a transmissão do vírus da mãe para o bebê. Já nos países de renda baixa ou média, observou-se, em 2011, que 57% das gestantes estavam em tratamento contra a aids para prevenir a transmissão vertical.

Os resultados integram o documento “O compromisso com a sobrevivência da criança: Uma promessa renovada”, e analisa as tendências nas estimativas de mortalidade de crianças pequenas desde 1990.

Os dados, divulgados em parceria com Grupo Interinstitucional de Estimativas sobre Mortalidade Infantil das Nações Unidas, mostram ainda que o número de crianças menores de cinco anos que morreram em todo o mundo caiu de quase 12 milhões, em 1990, para 6, 9 milhões, em 2011.

“O declínio global na mortalidade entre crianças menores de cinco anos é uma conquista significativa e uma prova do trabalho duro e da dedicação de muitos, incluindo governos, doadores, agências internacionais e as famílias”, disse o Diretor Executivo do UNICEF, Anthony Lake, durante o lançamento do documento na semana passada em Nova York.

Contudo, Lake lembra que ainda há tarefas inacabadas nesta área. “Milhões de crianças menores de cinco anos ainda morrem a cada ano de causas evitáveis para os quais existem intervenções comprovadas e acessíveis. Essas vidas poderiam ser salvas por meio de vacinas, nutrição adequada e cuidados básicos e de saúde materna. O mundo tem a tecnologia e o conhecimento para fazer isso. O desafio é torná-los disponíveis para todas as crianças”, disse.

E mostra que, em todas as regiões do globo, as reduções mais significativas foram alcançados na mortalidade de crianças menores de 5 anos. Os dados divulgados pelo UNICEF e pelo Grupo Interinstitucional de Estimativas sobre Mortalidade Infantil das Nações Unidas mostram que o número de crianças menores de 5 anos que morreram em todo o mundo caiu de quase 12 milhões, em 1990, para 6, 9 milhões, em 2011.

O relatório destaca também que a região onde se localiza o País e sua situação econômica não são obstáculos para a redução da mortalidade na infância. Países de baixa renda, como Bangladesh, Libéria e Ruanda, de renda média, como Brasil, Mongólia e Turquia, e de renda alta, como Omã e Portugal, têm feito progressos impressionantes na redução das taxas de mortalidade de crianças menores de cinco anos, diminuindo a mortalidade infantil em mais de dois terços, entre 1990 e 2011.

Brasil – Segundo o Boletim Epidemiológico de DST/Aids do Ministério da Saúde, observa-se no período de 1980 a junho de 2011 um total de 771 casos de aids em menores de cinco anos, a maioria no Pará (370 casos; 48%), seguido pelo Amazonas (231; 30%), Rondônia (59; 7,6%), Tocantins (38; 4,9%), Amapá (27; 3,5%), Roraima (25; 32,4%), e Acre (21; 2,7%).

Em 2010 foram registrados 79 casos, a maioria no Pará (40 casos; 50,63%) e no Amazonas (30 casos; 37,97%), com taxa de incidência regional de 5,1/100.000 habitantes. No ano de 1998, o número de casos nessa faixa etária foi de 22, com taxa de incidência de 1,4/100.000 habitantes, ou seja, houve um aumento de 259% no número absoluto de casos e de 264% na taxa de incidência entre 1998 e 2010.

Foram notificados também, em 2010, 5.666 casos de HIV em gestantes, com taxa de detecção de 2,0 casos por 1.000 nascidos vivos.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS