Cientistas anunciam cura de criança portadora do HIV

Exatamente trinta anos depois da descoberta do HIV, a esperança na luta contra a AIDS continua mais viva do que nunca. Uma criança contaminada pelo vírus da AIDS estaria completamente curada. A notícia é considerada como o principal anúncio da 20ª edição da conferência sobre o retrovírus. O evento acontece esta semana em Atlanta, nos EUA. Alguns cientistas festejam a novidade, enquanto outros continuam prudentes.

Uma menina americana de dois anos e meio, contaminada pelo vírus da AIDS desde o nascimento, não apresenta nenhum vestígio do vírus atualmente. A história começa em Baltimore, nos Estados Unidos, três anos atrás. Os médicos descobrem que a mãe, portadora do vírus, não foi tratada e que os riscos de contaminação da menina estavam muito elevados.

A equipe de especialistas da Universidade de Johns Hopkins, de Baltimore, decidem iniciar um tratamento com o bebê desde a sua trigésima hora de vida, à base de três medicamentos conhecidos como antirretrovirais. Três semanas depois, o vírus não foi mais detectado.

Inúmeros exames foram repetidos na época para provar a eficácia do tratamento intensivo inicial. O mais surpreendente: a criança, 33 meses mais tarde, sem nenhum tratamento específico durante todo esse tempo, realizou novos exames de sangue e testes ultrassofisiticados, que não detectaram nenhum vestígio do HIV.

Alguns especialistas, mais céticos, preferem dizer que a criança talvez nunca tenha sido infectada. A médica Débora Persaud, da Universidade Johns Hopkins de Baltimore, prefere classificar o fenômeno como “cura funcional”.

Segundo ela, o vírus não seria mais detectável, mas também não estaria completamente eliminado. A médica pensa que o tratamento intensivo administrado desde as primeiras horas de vida do bebê teria evitado que o vírus se instalasse.

A equipe de Baltimore pretende agora avaliar essa estratégia de tratamento intensivo em outros recém-nascidos para confirmar o resultado, que traria esperança para milhões de pessoas em todo o planeta.

Coquetel antiaids possibilita vida normal

O tratamento da Aids também evoluiu nos últimos anos. O coquetel com os antiretrovirais ainda provoca muitos efeitos colaterais, segundo a coordenadora de DST/Aids da Secretaria Municipal de Saúde, Sandra Gomes, mas possibilita a boa parte dos portadores do HIV, uma vida normal de trabalho e lazer. “Há pessoas que convivem bem com o vírus há mais de 20 anos”, diz ela, alertando que, para isso, é preciso evitar os excessos e adotar os cuidados necessários a evitar a transmissão do vírus para outras pessoas. Cuidados estes, aliás, que devem ser de todos, para não transmitir ou não pegar o vírus da Aids e outras doenças.

O uso da camisinha é fundamental, desde o início da vida sexual. E para os usuários de drogas injetáveis, a seringa deve ser de uso individual. Uma única vez que se deixe de usar a camisinha ou que se compartilhe uma seringa, pode ser exatamente a vez de contrair o vírus, se a outra pessoa estiver infectada. E como ninguém tem isso na cara, prevenir é o caminho. “O preço da doença é muito alto para a vida de qualquer cidadão”, destaca Sandra Gomes.

Fonte: Gazeta de Alagoas WEB

Aids | Alunos da UnB fazem exposição sobre doença

Um dia após o Dia Mundial de Luta contra a Aids, os alunos da disciplina “Criatividade em Publicidade e Propaganda”, da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília, começam a realizar exposição de cartazes lembrando os “30 anos de AIDS no mundo”, referência à data que o vírus HIV foi descoberto pelo Centro de Controle de Doenças de Atlanta, nos Estados Unidos, no dia 5 de junho de 1981.

Os 31 alunos receberam esclarecimentos sobre o assunto, em sala de aula, de representantes do Ministério da Saúde. O objetivo da exposição é incentivar jovens hetero e homossexuais, de ambos os sexos, em idade entre 15 e 30 anos, a usarem preservativos em suas relações sexuais, tendo em vista que a principal forma de prevenção é o uso de preservativos.

 

 

Exposição “30 anos de AIDS no mundo”
2 a 9 de dezembro de 2011,
Subsolo da Biblioteca Central da UnB (BCE).

 

Fonte: Blog da Saúde / Ministério da Saúde

Seminário nacional sobre a epidemia de AIDS no Brasil acontecerá em Salvador

Trinta anos se passaram desde que o vírus da imunodeficiência humana (HIV) foi relato pela primeira vez ao mundo. Para promover o debate sobre esse período histórico e traçar reflexões mais embasadas sobre os rumos do HIV/Aids, que hoje é considerada uma pandemia,  pesquisadores de todo Brasil e representantes de movimentos sociais se reunirão em Salvador no I Seminário Nacional sobre Dilemas Contemporâneos da Epidemia da AIDS, no Hotel Pestana, entre os dias 11 e 14 de outubro.

De acordo com o Grupo de Apoio à Prevenção à AIDS da Bahia (GAPA-BA), organizador do evento, um dos motivos que preocupam os especialistas é o fato de que o índice de mortalidade por HIV no Brasil ainda é preocupante. A doença atinge principalmente jovens de 13 a 24 anos. De acordo com dados do último boletim epidemiológico, nos últimos 10 anos foram registrados uma média de 589 óbitos, por ano, somente entre jovens.

As mesas temáticas, palestras e debates deverão também abordar os avanços no tratamento, especialmente com a criação de novos remédios. Além disso, os impactos sociais, como a questão do respeito aos Direitos Humanos,  a difusão da informação no sentido de fortalecer a prevenção e o papel hoje cumprido pelas políticas públicas também terão destaque na programação. A expectativa é que o encontro, que conta com a parceria do Departamento Nacional de DST-HIV/Aids e a Coordenação Estadual de DST/AIDS da Bahia,  reúna 250 participantes.

Para maiores informações sobre inscrição, o interessado em participar pode entrar em contato com a organização através do número (71) 3328-9200 ou pelo email encontros2011@yahoo.com.br.

Fonte: Correio 24 Horas

Número de idosos com AIDS dobra nos últimos dez anos

O vírus HIV está com cara nova, nos últimos dez anos o número de idosos com AIDS dobrou. As drogas que devolveram a vida sexual à terceira idade estimularam o sexo sem cuidados. Essas pessoas acreditam estar fora do grupo de risco e não se protegem.

Para assistir ao vídeo clique aqui

Fonte: Jornal do SBT

Número de idosos com Aids subiu 60% em cinco anos no Emílio Ribas

O programa desta terça-feira (16 de agosto) mostrou como vivem os portadores da Aids 30 anos depois da descoberta da doença. A equipe do “Profissão Repórter” acompanhou a rotina de médicos e pacientes no Emílio Ribas, o maior hospital de infectologia da América Latina, localizado em São Paulo.

Caco Barcellos e Wellington Almeida mostraram a situação dos pacientes idosos. Em cinco anos, o número de pessoas contaminadas com mais de 50 anos subiu para 60%. Uma das principais razões do contágio é a falta de prevenção nas relações sexuais.

Os repórteres Gabriela Lian e Felipe Bentivegna acompanham o movimento de pessoas que procuram o Instituto para fazer o diagnóstico. Em um mês, o hospital realiza 500 exames. Desse total, cerca de dez são positivos.

Durante o período em que ficou no hospital, a repórter conheceu a professora de ioga Dulce, diagnosticada soropositiva há 27 anos, e que conseguiu superar as dificuldades da doença para viver bem e com longevidade.

O tratamento das crianças e adolescentes com o vírus é mostrado por Thiago Jock, que registra a realidade de jovens que diariamente usam a criatividade para driblar a doença e conseguir ter uma rotina normal.

Para assistir aos vídeos exibidos acesse: PROFISSÃO REPÓRTER,

Fonte: Profissão Repórter / TV Globo

Aids: 30 anos de incompreensão

Neste domingo (5) comemora-se os 30 anos da descoberta da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, ou aids como é mais popularmente conhecida. A doença foi observada pela primeira vez no Centro de Controle de Doenças de Atlanta, nos Estados Unidos, em 1981, mas apenas no ano seguinte foi batizada e, em 1983, cientistas franceses conseguiram isolar o vírus da doença, o HIV e determinar as vias de contágio – sangue, secreções vaginais, leite materno e sêmen.

 

Trinta anos depois, a aids, antes tida como uma sentença de morte – que já matou mais de 25 milhões de pessoas em todo o mundo -, hoje é vista como uma doença crônica. Diferentemente de outras doenças do tipo, no entanto, quem é soropositivo frequentemente é vítima de preconceito. Se na época de sua descoberta, na década de 80, a aids era tida como “a praga gay”, atualmente já é sabido que todos estamos expostos à doença – no Brasil, a cada oito meninos infectados, com idades entre 13 e 19 anos, dez meninas possuem a doença. Ainda assim, se assumir como um soropositivo é certeza de olhares desconfiados e até mesmo medo de aproximação por parte dos mais desenformados.

 

Foi o que aconteceu com o coordenador geral da ONG recifense GTP+, Wladimir Cardoso Reis. Ele conta que decidiu fazer o teste de HIV há 17 anos, quando perdeu o companheiro para a aids.  “Naquela época, se colocava cal e fechava o caixão com pregos. As pessoas não encostavam no caixão. Isso me deixou muito sensibilizado, porque eram amigos que estavam lá.” Apesar do resultado não conclusivo – a certeza só veio três testes depois -, Wladimir afirma que já começou a sentir o preconceito. “As pessoas perguntavam em quanto tempo eu ia morrer, se podiam comer no mesmo prato que eu, era traumático”, desabafa.

 

Hoje, quase duas décadas depois do diagnóstico, Wladimir, ativista na luta contra a aids, afirma que já enfrenta o preconceito mais fortalecido, mas que muito ainda precisa ser melhorado.  “Querem criminalizar o soropositivo, e isso leva muita gente a não fazer o teste ou não tomar a medicação com medo de ser estigmatizado”, alerta.

 

Felizmente, no entanto, o número de testes pagos e distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) saiu de 3,3 milhões, em 2005, para 8,9 milhões em 2009, de acordo com dados do Ministério da Saúde. E quanto mais cedo é feito o diagnóstico da doença, menores são as chances de complicações na saúde advindos de doenças oportunistas. “A taxa de mortalidade ainda é muito alta. Doze mil pessoas que vivem com AIDS morrem por ano no Brasil por conta de doenças como toxoplasmose e tuberculose”, conta Wladimir. Por isso, a importância da adesão ao tratamento.

 

O coordenador estadual de DST/AIDS de Pernambuco, François Figueirôa, conta que, com o apoio da sociedade civil, muito foi conquistado na área de prevenção e tratamento à doença. Os antirretrovirais, medicamentos utilizados no controle da doença, são distribuídos gratuitamente pelo SUS, assim como remédios para as doenças oportunistas. “Também pelo SUS é possível fazer exames de acompanhamento da condição imunológica, genotipagem, que indica a resistência do vírus e de mudança no coquetel (que é a combinação dos medicamento utilizados para o tratamento da AIDS)”, garante o coordenador.

 

Mesmo com maior acesso à prevenção, no entanto, presente nas campanhas pelo uso da camisinha, ou talvez pela “facilidade” no acesso ao tratamento, o fato é que muitas pessoas continuam se expondo a comportamentos de risco, como o sexo desprotegido. “As pessoas ainda acham que o HIV está longe dela, e quando percebem que alguém da comunidade está com aids acha que com o preconceito e descriminando está afastando a doença dela”, afirma Wladimir. Com mais de 592 mil casos acumulados de aids no Brasil e 15,8 mil notificados em Pernambuco, fica óbvio como essas pessoas estão enganadas.

Fonte: NE10