Vacina brasileira contra aids testada em macacos pode esbarrar na falta de financiamento, informa agência EFE

macaco

O Brasil começou a testar em primatas uma nova vacina contra a aids que utiliza partes do vírus HIV inalteráveis, ao contrário da maioria de pesquisas realizadas até o momento nas quais são utilizadas a proteína inteira, mas a iniciativa pode acabar esbarrando na falta de financiamento, informou a agência de notícias EFE.

A vacina, que está sendo desenvolvida pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) junto com o Instituto Butantan, tem como objetivo encontrar um método seguro e eficaz de imunização contra a aids para ser usado em seres humanos, declarou à EFE o pesquisador Edécio Cunha Neto.

“Todas as vacinas que foram testadas em humanos estavam baseadas em proteínas inteiras do vírus e nós não queríamos isso. Primeiro, porque as análises não tinham dado resultados e segundo porque a proteína inteira do vírus está altamente especializada em esconder-se da resposta efetiva do sistema imune”, explicou Cunha Neto, um dos responsáveis do projeto.

A opção escolhida pelos pesquisadores brasileiros, que foi aplicada em quatro macacos-rhesus adultos de entre dois e sete anos, foi a de isolar regiões constantes do subtipo mais comum do vírus e escolher dentro delas as mais “identificáveis” pelo sistema imune.

Durante a primeira fase dos testes, serão aplicadas nos macacos quatro doses, das quais três contêm fragmentos do HIV, enquanto a quarta tem como vetor um vírus que causa resfriado. A combinação de ambos os vírus causa uma resposta imune mais eficaz.

O objetivo dos testes, iniciadas no princípio de mês, é começar a identificar como o sistema imunológico responderá à vacina, que a partir do ano que vem começará a ser testada em um número maior de 28 primatas.

Nesta nova etapa, que durará dois anos, serão analisadas as combinações de três vírus diferentes compatíveis com os fragmentos do HIV usados na imunização dos animais.

No entanto, após a polêmica levantada pelas recentes invasões de ativistas no Instituto Royal, Cunha Neto lembrou que em nenhum momento os animais serão sacrificados.

“Como esses vetores virais já foram muito testados em macacos, nossa expectativa é que induzam a uma boa resposta”, declarou.

No entanto, a continuidade do projeto dependerá por último da autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e o financiamento para os testes clínicos em seres humanos, última fase antes do chamado “teste de eficácia” em grupo de população com risco de contrair o vírus.

Caso os testes tenham êxito, a vacina aumentaria as reações dos imunizados ao vírus, a capacidade de transmissão a outras pessoas, assim como uma melhora na qualidade de vida dos pacientes, embora seja pouco provável que erradique a infecção.

“O que vai acontecer no final da linha é que, se tivermos êxito, vamos ter uma vacina testada em um estudo clínico de fase 1 com um bom resultado, mas que vai depender do interesse de investidores e do governo para passar ao teste de eficácia”, disse o cientista.

Neste sentido, o pesquisador não confia na chegada de investimento privado já que, segundo sua opinião, além do custo e o risco de não funcionar, a vacina apresenta oportunidades de lucros “limitadas”.

“Seria uma vacina que depois sofreria uma pressão social muito grande para que o acesso chegue a países pobres, o que não pode ser um bom negócio para as empresas”, acrescentou.

Por este motivo, para Cunha Neto há poucas oportunidades reais de chegar ao último degrau previsto para 2020.

“Para ser realista, a oportunidade de chegar à fase três vai de mais para menos que de menos para mais. Mas, de minha parte, o que eu puder fazer para chegar a este ponto vou fazer”, lembrou.

Em sua opinião, até o momento só o governo brasileiro poderia ser um “potencial investidor” para a quantia exigida que o financiamento do projeto requer, já que só o investimento inicial para os “testes de eficácia” é de US$ 100 milhões.

“Eu não tenho como solicitar esse dinheiro às agências de fomento. Eu posso tentar convencer o governo a financiar esse tipo de despesa, mas para este tipo teste o valor geralmente não é atribuído”, lamentou Cunha Neto.

Fonte: EFE

Pacientes com HIV terão tratamento antecipado; pelo menos cem mil novos casos serão atendidos

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Pacientes adultos com HIV terão o tratamento antecipado no Brasil. O Ministério da Saúde ofertará a terapia com antirretrovirais assim que a infecção for identificada, qualquer que seja o estágio da doença. Com a mudança, a expectativa é de que pelo menos cem mil novos pacientes passem a fazer uso do remédio. Atualmente, são 313 mil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

“A nova estratégia coloca o País na vanguarda do tratamento”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A oferta de antiaids para todos os portadores do vírus é adotada somente pelos Estados Unidos e pela França. A mudança na indicação do uso do remédio deve ser posta em prática até o fim de 2013. Está prevista também a incorporação no protocolo de uma nova droga, combinada, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O três em um, composto por tenofovir, lamivudina e efavirenz, aguarda certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Assim que for liberado, o produto deverá ser indicado para pacientes no início de tratamento.

O tratamento precoce tem dois objetivos. O primeiro deles é ampliar a proteção do paciente com HIV. Pesquisadores concluíram que a estratégia melhora de forma significativa a qualidade de vida do soropositivo, além do efeito protetor. A medida também tem um caráter de saúde pública. Ao tomar o antirretroviral, os níveis de vírus no organismo são reduzidos de forma significativa, dificultando a infecção do parceiro, no caso de relação sexual sem camisinha.

“Isso não impede, mas reduz a transmissão”, afirmou. A coordenadora do Programa Estadual de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST)-Aids de São Paulo, Maria Clara Gianna, disse considerar a antecipação do tratamento uma medida importante. “Não há dúvida de que é um avanço”, declarou. Maria Clara destacou no entanto ser necessário agora organizar o sistema de atendimento porque, “certamente”, a demanda nos serviços deverá crescer. De acordo com ela, um outro ponto importante é assegurar a precocidade no diagnóstico da doença. Caso contrário, ainda há uma legião de pacientes que não se beneficiará com a mudança da recomendação.

Padilha disse não haver, no momento, a estimativa de qual será o impacto no orçamento para ampliação da indicação do remédio. Atualmente, do R$ 1,2 bilhão reservado no orçamento para aids, R$ 770 milhões são destinados para medicamentos. O ministério afirmou que, para o cálculo exato, é preciso saber qual será o preço da droga combinada, produzida pela Fiocruz.

A política de antecipar o tratamento de pacientes com HIV é adotada pelo governo há alguns anos. Em 2012, o início do uso de drogas passou a ser indicado para pacientes com contagem de defesa no organismo (CD4) igual ou inferior a 500. Soropositivos com parceiros sem HIV também passaram a ter indicação do uso precoce do medicamento, independentemente da carga viral.

Fonte: O Estado de São Paulo

Cresce registros de aids no Piauí; maioria é do sexo masculino

Cresce o número de casos de Aids no Piauí, segundo levantamento da Secretaria Estadual de Saúde.  O Estado está na contramão do País que tem diminuído os números de pessoas infectadas. O aumento foi de 32% de casos em relação ao ano passado. Em 2012, foram 341 novos casos confirmados de Aids, em quanto o ano anterior o número foi 258 casos notificações.
 
 
Segundo a coordenadora estadual de Doenças Transmissíveis, Karina Amorim, os dados revelam ainda que o número de homens infectados (229) é um pouco mais que o dobro do número de mulheres que adquiriram a doença (112).
 
A pesquisa aponta também que Teresina registrou 185 casos, liderando o ranking piauiense. Em segundo lugar ficou Parnaíba, com 14 registros, seguida de Altos (11), Picos (10), Oeiras (9) e Campo Maior e Luzilândia, ambos com 8 casos.
 
Além da maioria dos infectados ser do sexo masculino, o perfil mostra ainda que em 68% dos casos os infectados têm entre 20 e 34 anos e 80% contraiu a doença através do ato sexual.
 
Nacionalmente os números apontam que o Brasil tem reduzido o número de pessoas com Aids, mas no Piauí, assim como em todo o Norte e Nordeste, a realidade é inversa.
 
“A tendência é o aumento do número de casos confirmados no Estado. Isso porque os exames para detectar a doença estão mais populares e muitos soro positivos não sabem que têm a o vírus. Por isso é importante que as gestantes incluam o teste de HIV e Sífilis no pré-natal”, disse a coordenadora.
 
O primeiro caso de Aids registrado no Piauí data de 1981.
 
O vírus e a doença
 
Ter o vírus HIV é diferente de ter Aids. Isso porque muitas pessoas possuem o vírus, mas por meio do tratamento adequado, não manifestam a doença. Quando a pessoa é portadora do vírus – ou soropositiva – significa que ele está em seu organismo, mas não que ela vá, necessariamente, desenvolver a doença.
 
Porém, se não propriamente tratado, o vírus pode se proliferar e atacar o sistema imunológico da pessoa. “A Aids é uma infecção que atinge o sistema imunológico, facilitando que a pessoa adquira várias doenças e possa morrer por causa de suas complicações”, explica Figueiredo.
 
A Aids se caracteriza por um conjunto de sinais e sintomas causados pela queda da taxa dos linfócitos CD4 (células muito importantes na defesa imunológica do organismo). Quanto mais a doença progride, mais o sistema imunológico fica comprometido, tornando cada vez mais difícil para o organismo se defender de infecções. Assim, um simples resfriado pode se tornar um problema muito difícil de resolver.
 
Com o sistema imunológico enfraquecido, o organismo fica mais sujeito a pegar infecções e doenças – que se tornam mais frequentes e agressivas conforme a doença progride. Doentes em estágio final podem pegar até cinco ou seis infecções oportunistas de uma só vez, então o organismo não consegue mais reagir e o paciente acaba morrendo.
 
Sinais de alerta
 
Os primeiros sintomas da doença podem ser tão leves que frequentemente são confundidos com um mal-estar passageiro. Mesmo quando se manifestam com mais intensidade, podem ser interpretados como os sintomas de uma virose. Por isso é importante fazer o teste – que permite a verificação da infecção com resultado na hora e está disponível em vários postos de saúde do país – para confirmar.
 
Os sintomas mais comuns são febre constante, manchas na pele, calafrios, diarreia constante, crescimento dos gânglios linfáticos e perda de peso, além de dores de cabeça, de garganta ou muscular. Geralmente, esses sintomas surgem de duas a quatro semanas após a pessoa contrair o vírus. Nas fases mais avançadas, é comum o aparecimento de doenças oportunistas como tuberculose, pneumonia e meningite.
 
Fonte: CidadeVerde

Casos de aids caem no mundo, mas Mato Grosso acumula aumento de 77%

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Uma pesquisa apontou redução de 52% dos novos casos de HIV/Aids no mundo no últimos 11 anos. Esta é a primeira vez que houve registro de queda no número de infectados. Porém, em Mato Grosso, nos últimos seis anos houve um aumento de 77% no número de novos casos.

De acordo com levantamento feito pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), a redução também foi observada fortemente em crianças, onde o índice caiu 33% no período. Em 2012, 2,3 milhões de novas pessoas foram infectadas, entre as quais aproximadamente 260 mil crianças.

Segundo informações da Secretaria de Saúde do Estado (SES), 3,4 mil novos casos foram registrados em Mato Grosso nos últimos seis anos. Destes, 42 são de crianças e 795 são gestantes.

O ano mais crítico para o estado foi 2011, quando 805 pessoas foram infectadas. Porém, após o período o número começou a cair em 2012 foram contabilizados 637 casos e até agora 2013 conta 397 registros.

Conforme a vice-presidente da Ong Grupo de Apoio ao Soro Positivo (Gasp) Corações Amigos, Kátia Damascena, o cenário global não reflete a realidade local. “É um paradoxo quando você fala em redução mundial e vê o SAE (Serviços de Atendimento Especializado em HIV/Aids) dizer que dois casos são registrados por dia aqui.”

Entre as diversas dificuldades, que as pessoas que convivem com o HIV em Cuiabá tem que enfrentar está a demora no atendimento. O tempo de espera para consultas é de aproximadamente dois meses. “O que está acontecendo? Se está reduzindo o número de casos e o governo diz que está investindo bem mais e aumentando o número de médicos. Alguma conta não bate.”

Segundo o Gasp, o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie) também não funciona adequadamente. “Há aproximadamente três meses ele mudou de endereço e desde então não conseguimos mais marcar consultas ou realizar exames”.

Para A.F., de 37 anos, o drama com a falta de atendimento é ainda maior. Ela contou que descobriu a doença durante a gravidez, por volta de quatro anos atrás e a filha também contraiu a doença.

Ela explicou que como os as pessoas conviventes com a Aids tem muita facilidade de contrair outras doenças, por conta da baixa imunidade, a unidade tem um setor de vacinas, porém há dois meses ela não encontra as doses que a filha precisa tomar para se proteger. “Eu já fui a diversos lugares e eles me mandam para outro lugar. Ligo na gerência do Crie e eles mandam ligar no SAE, ir nos postinhos ou outro tipo de unidade, mas continuamos sem vacina. Inclusive, por estes dias acaba o prazo para a minha filha tomar a terceira dose para hepatite.”

A Direção do Crie informou que desconhece as reclamações, pois a unidade está funcionando normalmente e nenhuma vacina tem faltado.

Fonte: O documento

Número de pessoas com aids cai quase 30% em um ano no Distrito Federal

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O número de pessoas com aids no Distrito Federal registra queda nos últimos anos. De acordo com a Secretaria de Saúde do DF, a média histórica na unidade da Federação era de 500 novos casos por ano. Em 2011, foram registrados 473 e no ano passado, 337, redução de 28,75%. 

O número de mortes também caiu. Ao todo, foram 117 em 2011 contra 79 em 2012. 

Segundo relatório da ONU (Organização das Nações Unidas), esse cenário é percebido no mundo todo. Entre 2001 e 2012, a queda geral no número de pessoas contaminadas foi de 33%. 

Brasília ocupa a 25ª colocação em casos da doença entre as capitais do País. 

O gerente de DSTs, Aids e Hepatites virais da Secretaria de Saúde, Sérgio D’Ávila, atribui os bons números ao tratamento mais acessível e ao diagnóstico cada vez mais precoce entre os portadores de HIV do DF.

Fonte: R7 

Aumenta 36% o número de mortes de portadores do vírus da aids no Amazonas

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Aumentou em 36% o número de mortes entre infectados pelo vírus da aids no Estado de janeiro a agosto deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado. Os dados são da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas (FMT/AM), que alerta ainda para o crescimento de 14% de novos casos da doença.

A FMT registrou 112 óbitos relacionados ao HIV nos oito primeiros meses de 2013. De janeiro a agosto do ano passado foram 82 mortes. As novas contaminações subiram de 557, em 2012, para 640, o equivalente a 14%, na comparação entre janeiro e agosto de cada ano.

O especialista em infectologia da FMT, Antônio Magela, avalia que as novas contaminações notificadas não representam o total de portadores do vírus HIV no Estado. Ele destaca que o Amazonas reproduz o índice nacional catalogado pelo Ministério da Saúde, indicativo de que um em cada quatro contaminados não sabe que está infectado e atua como transmissor da doença. “Fazemos analogia dos dados oficiais com a ponta de um iceberg, ou seja, apenas uma pequena mostra da dimensão da situação”, explica.

Magela observa que os novos casos estão, em grande maioria, relacionados ao chamado ‘comportamento de risco’, caracterizado pela promisquidade e falta de prevenção nas relações sexuais. O infectologista ressalta que os adolescentes estão iniciando a vida sexual mais cedo, proporcionalmente aos idosos, que prolongam as atividades sexuais, ambas as faixas etárias sem fazer uso do preservativo. “Temos mais pessoas expostas ao vírus”.

Para o especialista, a negligência quanto o uso de preservativos está ligada também às novidades na qualidade de vida dos portadores da doença. “Hoje, o Brasil é referência mundial no tratamento da aids. Aqui no Amazonas, por exemplo, nós disponibilizamos todos os medicamentos na rede pública”, afirmou.

A FMT chama atenção para o aumento gradativo de mulheres infectadas. Há 20 anos para cada 27 homens contaminados, havia uma mulher. Hoje, a relação está em torno de dois homens para uma mulher. Entre 1986 a agosto de 2013, foram diagnosticados 9.089 casos de aids no Estado. Atualmente, 7.120 pessoas estão em tratamento no Amazonas.

Nesta quinta-feira, começa o 12º Encontro Macrorregional de Coordenadores de Programas de DST/Aids e Hepatites Virais da Região Norte, que reúne especialistas para debater políticas públicas de combate às doenças sexualmente transmissíveis.

Levantamento do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, referência no tratamento de aids no País, mostrou que um em cada cinco adolescentes com aids acompanhados pelo hospital abandonou o tratamento no ano passado. Foram avaliados 581 adolescentes, de 12 a 17 anos, dos quais 131 estão há pelo menos seis meses sem ir ao médico ou sem voltar ao consultório para nova avaliação. Dos jovens avaliados, a maioria foi infectada pela mãe durante o parto (transmissão vertical).

De acordo com o levantamento anual do Ministério da Saúde, anualmente são registradas em média 36 mil novos casos de aids no país, e em torno de 135 mil pessoas não sabem que estão infectadas.

Fonte: D24AM

Senadores irão votar atendimento odontológico obrigatório a pacientes hospitalizados com aids, câncer e outras doenças graves

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado deverá votar na próxima quarta-feira, 18 de setembro, em decisão terminativa, o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 34/2013, que torna obrigatória a prestação de assistência odontológica a pacientes em regime de internação hospitalar ou domiciliar, entre eles, doentes com aids.

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No âmbito do SUS, a Lei nº 8.080/1990 já prevê o atendimento e a internação domiciliares, mas não estabelece claramente a obrigatoriedade de prestação de cuidados odontológicos. Por sua vez, a Lei dos Planos de Saúde (9.656/1998) também é omissa nesse aspecto, explica o relator do projeto, o senador Sergio Souza (PMDB-PR), favorável a sua aprovação.

O PLC 34/2013 determina que nos hospitais públicos e privados que mantenham pacientes internados será obrigatória a presença de profissionais de odontologia para a prestação de cuidados de saúde bucal aos internos. A obrigatoriedade alcança apenas os hospitais de médio e grande porte, mas é estendida aos portadores de doenças crônicas que não se encontrem em regime de internação.

O projeto determina que a assistência odontológica aos pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTI) deverá ser obrigatoriamente prestada por cirurgião-dentista. A proposta também permite que os pacientes de outras unidades hospitalares, que não a UTI, sejam assistidos por “outros profissionais devidamente habilitados para atuar na área, supervisionados por um odontólogo”.

O projeto estabelece ainda que a prestação de cuidados de saúde bucal aos pacientes internados não poderá prejudicar os pacientes atendidos nas emergências dos hospitais. A aplicação de penalidade pelo descumprimento da lei será objeto de regulamento.

Sérgio Souza explicou ainda que a Constituição define a integralidade na assistência à saúde como uma das diretrizes a ser observada na organização do Sistema Único de Saúde (SUS). Ele assinala que a lei que instituiu o sistema (8.080/1990) estabelece que a execução de ações de assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica, é parte integrante do campo de atuação do SUS.

O relator observa ainda que, entre as condições mais freqüentes que geram a limitação de pacientes em hospitais estão as sequelas de acidente vascular cerebral (AVC) e aquelas decorrentes de traumatismos cranianos e de medula espinhal, além de transtornos mentais graves e doenças debilitantes, a exemplo do câncer, doentes de aids, obesidade mórbida extrema, entre outros.

Fonte: Agência de Noticias da AIDS / Agência Senado