‘Transando Saúde’ faz palestras sobre prevenção contra DSTs/Aids no Amapá

O projeto “Transando Saúde” realizado pelo Serviço Social do Comércio (Sesc) promoverá até 20 de setembro um ciclo de palestras sobre doenças sexualmente transmissíveis. As palestras acontecerão na biblioteca do Sesc no Amapá e serão voltadas para os comerciários.

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No Brasil, há 608.230 casos registrados de Aids (doença já manifestada), de acordo com o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde (MS). Somente em 2010, foram notificados 34.218 caos da doença e a taxa de incidência de Aids no país foi de 17,9 casos por 100 mil habitantes.

De acordo com o MS, existem mais casos da doença entre os homens do que em mulheres, mas essa diferença vem diminuindo ao longo dos anos.

“O HIV e as doenças sexualmente transmissíveis não escolhem raça, religião ou etnia para serem contraídas. Diante do contexto, é inegável a importância do conhecimento em educação em saúde como elemento básico e único para a prevenção desses agravos”, comenta a coordenadora estadual de DST/Aids, Silvia Maués. Técnicos da Coordenação Estadual de DST/HIV/Aids serão os palestrantes.

Fonte: G1

Reportagem da revista Caros Amigos mostra momento crítico na resposta à aids no Brasil

A revista Caros Amigos deste mês traz reportagem sobre o enfraquecimento do Programa brasileiro de Aids, reconhecido mundialmente pela eficiência e ousadia no enfrentamento à epidemia.

Segundo texto da jornalista Marina Pecoraro, a resposta brasileira contra a doença “está passando por um momento difícil”. Em entrevista à revista, o pesquisador da Faculdade de Medicina da USP e ex-coordenador do Programa de Aids do Ministério da Saúde Alexandre Grangeiro diz que “o Brasil está na contramão do processo de fim da pandemia. Há uma tendência de aumento dos casos de Aids e de óbito em decorrência da Aids, e estamos muito longe de acabar com a transmissão vertical do HIV (da mãe para o filho), apesar de termos todas as ferramentas disponíveis”.

Grangeiro ainda comenta o aumento do número de óbitos em algumas regiões do país como norte, sul e nordeste. “Os dados mostram que, nessas regiões, morre mais gente do que antes da entrada do coquetel, em 1996. O diagnóstico tardio do HIV é outro grande problema. Cerca de 30% das pessoas que chegam ao SUS já estão muito doentes e um em cada 20 vai morrer em até 20 dias após o diagnóstico”.

A reportagem ressalta que “a epidemia no Brasil é concentrada nos grupos mais vulneráveis, como homens que fazem sexo com outros homens, usuários de drogas e pessoas em situação de rua. No campo da prevenção, o País continua focando as ações exclusivamente no uso de camisinha. O conjunto de métodos de prevenção capazes de evitar a infecção na cadeia de transmissão tem passado ao largo das discussões, e tal posição vem contribuindo para o aumento de novos casos.”

O enfraquecimento das ONGs que lidam com Aids é outro problema apontado pelo pesquisador da Faculdade de Medicina. Ele ressalta que isso está relacionado à diminuição dos recursos destinados, que tem forte impacto na prevenção entre os grupos mais vulneráveis. “Essas organizações sempre foram as responsáveis pela inovação das ações de prevenção. O Estado nunca conseguiu chegar nessa população, todo o know-how sempre foi das ONGs”, afirma Grangeiro, que prossegue relatando os desafios enfrentados pelo Programa no campo da assistência, cuja rede não cresceu na mesma proporção que os casos de Aids. “ Não se expandiu e foi depauperada nos últimos anos. Faltam médicos, psicólogos e toda a equipe multidisciplinar que foi referência no atendimento aos portadores do HIV. Não consegue acolher os novos casos e nem tratar adequadamente os que estão matriculados”.

O texto revela ainda uma pesquisa realizada recentemente pela Comissão Municipal de Aids na rede assistencial do município de São Paulo que mostrou uma carência de 43 infectologistas na cidade. O levantamento mostrou também que o tempo de espera para marcar a primeira consulta em um serviço especializado em aids em São Paulo varia entre três e cinco meses.

“A experiência acumulada nos trinta anos de luta contra aids não pode ser jogada fora. É preciso que o governo retome o diálogo com todas as áreas envolvidas no combate à doença , profissionais de saúde, ativistas, pessoas vivendo com aids e mídia”, salientou a fundadora e editora executiva da Agência de Notícias da Aids, Roseli Tardelli.

A revista termina a reportagem relacionando uma série de alternativas de prevenção ao HIV que trazem otimismo no combate à Aids, tais como a profilaxia pré-exposição (PREP), pós-exposição (PEP) e microbicidas, entre outros.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS

Secretaria estadual de Saúde do Tocantins realiza campanhas de prevenção às DST/Ais para as férias

Equipes da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) do Tocantins estão percorrendo durante o mês de junho 14 praias do estado para reuniões com equipes municipais para a Campanha de DST/Aids e hepatites virais para a temporada de praia 2013. O objetivo das visitas é preparar a população local para a chegada dos turistas no mês de julho e férias.

“Durante esse período as praias geram grande expectativa para população tocantinense. Por isso aproveitamos esse o momento para realizar a campanha de prevenção contra as doenças sexualmente transmissíveis e hepatites virais” revela o gerente de captação, Alexandre Araripe.

As visitas consistem em reuniões com equipes municipais para discutir estratégias de prevenção e abordagens da população. Serão repassadas informações para os técnicos sobre a forma correta do uso dos insumos de prevenção (preservativos masculinos, preservativo feminino e gel lubrificante), bem como o armazenamento correto, preenchimento do mapa mensal e estratégias de acesso ao público em geral.

Cada município é orientado a realizar uma serie de atividades para envolver os jovens e a população conscientizando sobre como se divertir com segurança. Uma das ações é disponibilizar “barracas da saúde” nas praias, nos postos de gasolina e em lugares com grande fluxo de pessoas. Serão realizadas também blitz para entrega de foolderes e preservativos em bares, blocos, rodoviárias e terminais de Van.

Municípios

Os municípios que estão recebendo visitas são: Araguatins, Araguanã, Araguacema, Caseara, Pedro Afonso, Peixe, Filadélfia, Formoso do Araguaia, Lagoa da Confusão, Juarina, Paranã, Porto Nacional, Itaguatins e Tocantinópolis

Fonte: Secretaria de Saúde do estado de Tocantins

Teste rápido de Aids alerta para diagnóstico

Até amanhã é possível realizar um teste rápido  de Aids na tenda da Secretaria Municipal de Saúde, na Praça da República, Centro da capital. A expectativa da pasta é que 1,2 mil pessoas realizem o teste gratuito, que começou ontem. A resposta sai em 20 minutos.

Os testes fazem parte da campanha Fique Sabendo, que tem como objetivo estimular a população a realizar o teste, já que o diagnóstico precoce pode ajudar muito no tratamento do paciente. A ação do governo municipal ocorre na semana que antecede a Parada do Orgulho LGBT, domingo, pois, segundo a coordenadora do programa DST/ Aids, os homossexuais, sobretudo homens que fazem sexo com outros homens, estão entre os grupos mais vulneráveis. Ao longo da semana, as secretarias municipal e estadual de Saúde vão distribuir material de conscientização sobre o tema.

“A pessoa tratada tem uma qualidade de vida melhor e, após seis meses com medicamentos e com o vírus controlado, o portador reduz a chance de transmissão da doença a quase zero”, explica a coordenadora do programa DST/Aids, Eliana Battagia Gutierrez.

números positivos/ O número de homens com Aids na capital caiu 58,3% se comparado o pico de incidência da doença, em 1996 — com 67 casos a cada 100 mil pessoas do sexo masculino — com o último dado disponível da Secretaria Municipal de Saúde, de 2011, quando a incidência foi de 28 casos para 100 mil pessoas.

O percentual de mulheres com o vírus HIV em São Paulo também diminuiu. No ano de 1998, quando foi registrado o pico de incidência da doença, havia 30 pessoas do sexo feminino infectadas para 100 mil mulheres. Já em 2011, foram registrados 10 casos em mulheres para cada 100 mil delas, uma queda de 66,7%.

Fonte: Rede Bom dia

PROCURA-SE URGENTE! JOVENS SOROPOSITIVOS PARA CAMPANHA MTV

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Uma de nossas amigas leitoras do blog está a procura de jovens soropositivos de até 27 anos, que morem em SP, para participar de matérias sobre Prevenção da Aids. Os depoimentos serão para a MTV. 

Por favor, quem puder ajudar entrem em contato com a Milene Ruiz pelo e-mail: mileneruiz.mrr@gmail.com até 25/05/2013 ou entrem em contato com a gente via inbox, no facebook.com/hivempauta

Novos casos de HIV dobram em 1 ano em Vila Velha, segundo prefeitura

O número de novos casos de infectados pelo vírus HIV mais que dobrou em Vila Velha, na região Metropolitana do Espírito Santo, segundo dados do Programa DST/AIDS da Secretaria de Saúde do município. De 2011 para 2012, o número saltou de 41 para 103. E neste ano,já foram registrados 41 novos casos. Entre os jovens de 18 e 29 anos, a quantidade de exames positivos também aumentou. Em 2011, foram 21 casos. No ano seguinte, 43 eram jovens.

Para a médica responsável pelo programa, Nilzete Messner, os dados da pesquisa revelam que os jovens não têm mais medo da doença. “Não é como na década de 80, quando as pessoas morriam de AIDS rapidamente. Vários artistas morreram de AIDS e acho que isso fez aquela geração sentir mais medo da doença. Infelizmente esse medo já não é o mesmo nos dias de hoje”, afirmou. 

Uma das pessoas que enfrenta a doença tem 26 anos e prefere manter a identidade preservada. Ela contou que descobriu que era HIV positivo há dois meses, quando teve um problema de saúde. “Há dois anos eu estava em uma relação e acabei não usando preservativo com meu namorado. Depois disso, ele me contou que era HIV positivo. Por dois anos eu imaginei que também pudesse ter HIV, mas não fazia o teste por medo. Até que há dois meses eu tive um problema de saúde, que me fez fazer o teste. Não me surpreendi com o resultado positivo por que já desconfiava. Senti muita raiva dele, por ele ser da área de saúde e saber de sua condição”, disse.

 

A médica também pontuou que o os dois principais motivos para o aumento no número de casos são comportamento sexual de risco e a visibilidade do serviço de testagem rápida para HIV. “O que leva esses jovens a adotar um comportamento de risco é a falta de informação. É cultura antiga que ainda persiste. Em épocas passadas ninguém usava preservativo. Hoje, para iniciar a vida sexual usando camisinha, tem de ser conversado desde o início da adolescência, e isso falta. Falta muita conversa˜, completou.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Vila Velha, é possível realizar o teste gratuito no Centro de Testagem e Aconselhamento DST/AIDS, no prédio da secretaria, que fica no Centro de Vila Velha. O telefone para contato é o (27) 3139-9151.

Fonte: G1

Correios capacitam 117 mil funcionários sobre aids e outras doenças

Cerca de 117 mil funcionários dos Correios serão capacitados sobre a prevenção e o diagnóstico da aids e de outras doenças sexualmente transmissíveis (DST). A segunda fase da campanha Correios contra a Aids foi lançada nesta terça-feira e prevê ainda a distribuição de material informativo ao público em geral em 150 agências do Rio Grande do Sul, da Bahia e do Amazonas.

De acordo com o vice-presidente de Gestão de Pessoas dos Correios, Larry Manoel Medeiros de Almeida, as ações devem atingir até 500 mil pessoas, considerando empregados e estagiários, além de parentes, dependentes e comunidades onde essas pessoas vivem.

“Estaremos trabalhando fortemente na educação, capacitando nossos trabalhadores por meio de cursos. Eles poderão, a partir dali, com esse conhecimento, serem disseminadores na luta da campanha contra a aids”, explicou.

Para o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, a campanha é importante em razão da capilaridade dos Correios. Ele lembrou que algumas parcelas da população, como homens jovens, não têm o hábito de frequentar unidades de saúde e podem ampliar o conhecimento sobre a prevenção e o diagnóstico da aids por meio das agências dos Correios.

“As pessoas, às vezes, têm medo de saber a sua condição – se estão infectadas ou não. Saber se está infectado é muito importante para a própria pessoa, porque ela vai começar a se tratar mais cedo, a ter melhor qualidade de vida. Também é muito importante porque uma pessoa que está em tratamento praticamente elimina a possibilidade de transmitir para outras pessoas”, destacou.

Dados da pasta indicam que, no Brasil, a prevalência do HIV está em torno de 0,4% a 0,5% da população, índice considerado baixo na escala mundial. Jarbas ressaltou, entretanto, que o País registra uma espécie de epidemia concentrada de aids, uma vez que jovens gays, travestis e profissionais do sexo, por exemplo, chegam a registrar uma prevalência de até 10%.

“Esses grupos têm que ter muito cuidado, usar a camisinha e procurar conhecer a sua situação porque, entre eles, o risco de um estar com HIV é 20 vezes maior que o da população em geral”, alertou.

Fonte: Terra