No ES, 6,5 mil pessoas podem ter Aids sem saber, diz Sesa

De acordo com cálculos da Secretaria de Saúde do Espírito Santo (Sesa), estima-se que uma média de 6,5 mil capixabas tenham o HIV, mas não sabem. Por isso, a campanha de 1º de dezembro – Dia Mundial de Luta contra a Aids – neste ano pretende estimular as pessoas a realizarem o teste rápido. O objetivo, segundo a Sesa, é diagnosticar a presença do vírus causador da doença o quanto antes para começar o tratamento e levar uma vida normal.

Os testes rápidos de HIV podem ser realizados em todos os 78 municípios, nas unidades de saúde. “Neste ano capacitamos todos os municípios na realização desse exame. Fornecemos a eles regularmente, por mês, 30 mil testes rápidos. As pessoas devem procurar os Serviços de Atendimento Especializado (SAEs), Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs) e algumas unidades municipais de saúde”, ressalta a coordenadora do Programa de DST/Aids da Sesa, Sandra Fagundes.

De 1985 até 2011, 8.505 capixabas foram diagnosticados com a doença, segundo a secretaria. “Estamos promovendo o teste rápido porque é importante que a pessoa fique sabendo de sua condição. Se der negativo, a preocupação será em continuar a prevenção. Se der positivo, a pessoa já começa o acompanhamento. Não significa que está ou vai ficar doente”, diz a médica.

Para aqueles que ainda resistem ao assunto, Sandra Fagundes conta que hoje é possível uma pessoa com HIV ter uma vida normal, desde que siga todas as orientações.

“Ter o vírus não quer dizer que a pessoa ficará doente e morrerá. Quando alguém é diagnosticado, passa a ser acompanhado pelos serviços especializados e recebe o tratamento adequado. O paciente consegue ter uma vida normal no trabalho e na escola”.

Tudo isso tem uma razão, o diagnóstico precoce. “Às vezes, o vírus da Aids demora a se manifestar no organismo. Pode chegar até dez anos sem sintomas e, quando se descobre, já é tarde. Estamos convidando a todos, em especial àqueles que mantêm relações sexuais, a fazer o teste”, salienta Sandra. A escolha deste público-alvo tem um motivo: 71% das pessoas com Aids no Espírito Santo foram infectadas por meio de relações sexuais.

Entretanto, a principal dica ainda é usar a camisinha – masculina ou feminina. “O mecanismo mais importante de prevenção ainda é o uso do preservativo e a mudança de comportamento”, ressalta a coordenadora.

Sexo

De 1985 até 2011 foram notificados 5.318 homens e 3.187 mulheres com Aids. A proporção, em 2011, foi de dois homens com a doença para cada mulher com Aids. Essa incidência já chegou a ser de 9 para 1 no começo da epidemia.

Faixa etária
Em 2011, a faixa etária mais atingida entre o sexo masculino foi de 35 a 39 anos de idade. A incidência é de 43,47 casos para cada 100 mil habitantes. Em números absolutos isso corresponde a 55 homens diagnosticados com Aids no ano passado.

Neste mesmo período, as mulheres com idade entre 40 e 49 anos foram as mais acometidas, com incidência de 21,48 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Ou um total 52 em 2011.

Homossexuais
No ano 2000, observava-se a queda da doença entre a população homossexual masculina por transmissão sexual. Porém, em 2011, ocorreu aumento dos casos entre os homossexuais, pois os números aumentaram proporcionalmente 19,2%.

Municípios
Os municípios que apresentam taxa de incidência de pessoas com Aids maior do que a do Estado (14,5 para cada 100 mil habitantes) são: Viana (33,4), Vitória (31,2), Anchieta (24,7), Serra (23,6), Cariacica (18,0), Baixo Guandu (17,1), Vila Velha (16,7) Guarapari (16,0) e Colatina (15,1).

Transmissão vertical
A transmissão de Aids de mãe para filho sofreu uma redução de 2000 a 2011, passando de 27 para 03 casos notificados em crianças abaixo de cinco anos de idade. Nesse período, a taxa de incidência caiu de 19,07 para 2,49 casos para cada grupo de 100 mil habitantes, queda de 87%. “Isso demonstra melhorias no manejo clínico e na prevenção da transmissão vertical”, explica a coordenadora do Programa de DST/Aids da Sesa, Sandra Fagundes.

Ações
Na sexta-feira (30), será ofertado teste rápido de HIV na Central Administrativa de Sesa, na Avenida Marechal Mascarenhas de Moraes, 2.025, Bento Ferreira, Vitória.

No dia 1º de dezembro, a Secretaria de Estado da Saúde promoverá o show “Canto Solidário”, com Elaine Rowena, no Teatro Carlos Gomes, no Centro de Vitória, às 19h30. O evento fará homenagem ao cantor e compositor Chico Buarque, reunindo artistas capixabas em alusão ao Dia Mundial de Luta contra a Aids. O valor da entrada é de R$ 10 e será revertido para uma casa de apoio a crianças com a doença.

Fonte: G1 / ES

Casos de aids têm queda de 35% em Várzea Grande

O Serviço de Atendimento Especializado e o Centro de Testamento e Aconselhamento (SAE/CTA) da Secretaria Municipal de Saúde divulgam os relatórios estatísticos dos exames de HIV, em Várzea Grande. Os dados são referentes ao período de 01 de janeiro a 26 de novembro de 2011 e 2012.

De acordo com os dados do Sistema de Informação dos Centros de Testagem Aconselhamento em AIDS (Si-CTA), em 2011 foram coletados 1.854 exames, sendo que 41 apresentaram soro positivo. Destes 1854 exames, 600 são homens, resultando em 26 soros positivos. Já nas 1.254 mulheres, 15 delas apresentaram soro positivo.

Em 2012, 2.539 colheram o exame e, em 32 pessoas foram detectados soro positivo. De 804 homens, 17 confirmaram positivos. Entre as 1.735 mulheres atendidas, 15 soro positivo.

Conforme o gerente SAE/CTA – Programa DST/AIDS, João Paulo Alcântara Ortega, os dados estatísticos de HIV correspondem à intensificação dos exames. “Este ano intensificamos os exames e reduzimos o número de casos positivos em comparação ao mesmo período do ano de 2011. Verificamos ainda que os casos são mais incidentes na faixa etária de 20 a 39 anos”, destaca.

João Paulo observa que o número de mulheres que contraíram o vírus em 2011 não diminuiu, continuando com 15 soro positivo. No entanto, nos casos masculinos houve uma redução em 2012, de 26 soro positivo para 17 confirmados, ou seja, uma redução de quase 35%.

Fonte: O Documento

Campanha realiza testes rápidos de HIV no Centro de Sorocaba/SP

Com a meta de realizar dois mil testes de HIV até 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta Contra a Aids, a campanha Fique Sabendo mobilizou neste sábado cerca de 100 pessoas na ação que aconteceu na Praça Coronel Fernando Prestes, região central da cidade, onde realizaram testes rápidos para HIV na Policlínica Móvel. De acordo com o coordenador do Programa Municipal de DST/ Aids, José Ricardo Pio Marins, a procura pelo teste foi boa, principalmente pelo pouco tempo para o resultado, cerca de 20 minutos. “E tem a mesma eficácia dos testes realizados nas unidades”, explica o médico, lembrando que a campanha segue também nas unidades de saúde da cidade.

Como reforça Marins, o teste é importante principalmente para que, caso acuse positivo, o tratamento adequado seja realizado de forma mais rápida, garantindo uma vida normal para a pessoa. O médico lembra ainda que as ações realizadas no município são responsáveis por bons números. Como lembrou, há quatro anos não nasce uma criança que tenha contraído a doença pela mãe em Sorocaba, e se comparar o último ano com o ano de 1998, houve uma queda de 58% no número de casos registrados e de 70% no número de mortes pela doença. “Sorocaba é uma das cidades brasileiras com melhores resultados na contenção da epidemia, mas ainda temos óbitos nos hospitais, de pessoas que não sabiam que tinham o HIV”, comenta o médico.

O foco da campanha é testar pessoas sexualmente ativas que nunca realizaram o teste, mas também aqueles que temem fazê-lo. “Também queremos acessar e sensibilizar as pessoas mais expostas ao HIV a fazerem o teste, ajudando-as a superar o medo de realizá-lo. Além disso, a campanha também tem como objetivo acompanhar todos os casos positivos e reduzir o número de novas infecções, com o tratamento precoce”, pontua.
Aos 53 anos, uma mulher viúva que não quis se identificar, foi uma das pessoas que aproveitaram a manhã de sábado para realizar o teste de HIV. Desde que ficou sabendo que haveria a ação, resolveu que já era hora de fazer o teste. “Acho importante”, disse. Além dela, cerca de 10 pessoas aguardavam para o teste na manhã de ontem, a maioria com idade superior a 30 anos.

Onde fazer?
Quem não conseguiu fazer o teste neste sábado é bom saber que durante a campanha Fique Sabendo 2012, os testes estão sendo realizados em 35 unidades da rede municipal de saúde. Nas 31 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da cidade são realizados testes de HIV e sífilis de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h. O Serviço de Assistência Municipal Especializada (Same) também oferece os testes das 7h às 17h, e o Centro de Orientação e Aconselhamento de Sorocaba (Coas) ampliou o horário e dias de funcionamento para a campanha, atendendo a população de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 19h.

Os Ônibus da Mulher e do Homem também participam das atividades do Fique Sabendo, realizando os testes convencionais para HIV e sífilis, sempre das 9h às 16h.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

Movimento Social teme o fechamento de leitos do CRT e critica atendimento no Emílio Ribas

Integrantes do Fórum de ONGs/aids do Estado de São Paulo continuam apreensivos quanto ao fechamento de leitos do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids (CRT). Ativistas temem que o episódio do fechamento da Casa da Aids se repita e que os pacientes do CRT sejam transferidos para o Hospital Emílio Ribas.

Segundo os representantes do movimento social presentes na reunião do Fórum de ONGs Aids do Estado de São Paulo desta sexta-feira, 14 de setembro, o atendimento no Emilio Ribas piorou após a transferência dos pacientes da Casa da Aids.

O representante do grupo Pela Vidda, Murilo Duarte, afirmou que os antigos pacientes da Casa disseram que o atendimento do Emilio Ribas está muito demorado, além de muitas vezes não receberem orientações adequadas de onde retirar os medicamentos. “Os antigos pacientes do Emílio Ribas e os que vieram da Casa da Aids são atendidos em locais diferentes. Até serem indicados ao local certo de atendimento acabam permanecendo muito tempo no hospital”, afirma Murilo. “O atendimento está muito desorganizado”, completa.

Antigos pacientes do Emílio Ribas também declararam hoje, durante a reunião do Fórum, que, com a chegada dos novos pacientes, o atendimento e a retirada de medicamentos também pioraram.

O presidente do Fórum, Rodrigo Pinheiro, sugeriu que estas reclamações sejam encaminhadas ao Ministério Público.

Ativistas falam sobre o evento que reuniu Fóruns e Congressos em São Paulo

Durante a reunião do Fórum, alguns ativistas comentaram sobre suas impressões do evento que reuniu Fóruns e Congressos de Prevenção em DST, Aids e Hepatites Virais em São Paulo entre os dias 28 e 31 de agosto.
O representante do Grupo de Incentivo à Vida, Jorge Beloqui, afirmou que saiu entusiasmado do evento ao saber das novidades sobre as novas formas de prevenção ao HIV.

Américo Nunes Neto, do Movimento Paulistano de Luta contra a Aids (MOPAIDS), disse ter sentido falta da apresentação de documentos políticos no encerramento do evento. Outra crítica dos representantes foi sobre a má distribuição das UNGs no espaço do evento. Segundo os ativistas o local reservado as instituições estava escuro e era muito pequeno, sendo que o localo do evento tinha muitos outros espaços vazios.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS

Centro Francisco de Luta contra a Aids promove ações de prevenção ao HIV na estação Belém do metrô de SP

Em comemoração aos 18 anos de trabalho com pessoas vivendo com HIV e aids, o Centro Franciscano de Luta contra a Aids (Cefran) está promovendo nesta semana uma série de ações de prevenção ao vírus no bairro do Belém, zona leste da cidade de São Paulo.

A equipe de trabalhadores, voluntários e participantes do Cefran, escolheu à estação do metrô do Belém para essa ação de prevenção. Primeiro porque o serviço é localizado no bairro e, segundo, porque é um local de bastante fluxo de pessoas de diversas idades, explica a coordenadora do Centro, Margareth Crispim.

O Cefran atende, semanalmente, cerca de 180 pessoas que vivem e convivem com HIV e aids, promovendo atividades socioeducativas que contribuem com a autoestima e cuidando da segurança alimentar e nutricional dos participantes.

Segundo Margareth, a celebração dos 18 anos de acolhida às pessoas vivendo e convivendo com HIV/aids visa lembrar a missão que o serviço tem de transformar a “dor em amor” e ainda, o compromisso em realizar ação de prevenção como um dos melhores instrumentos no combate às DST/aids.

“Nossa ideia foi comemorar com uma grande ação preventiva no bairro onde está localizado o serviço, pois, sabemos que a discriminação contra as pessoas vivendo com HIV/aids é a maior barreira no combate à doença. Devemos fazer desta comemoração um momento de reflexão, pois, acabar com o preconceito e aumentar a prevenção devem ser hábitos diários em nossas ação social”, destacou.

O Cefran fica na Rua Serra de Jairé, 316, Belenzinho, São Paulo.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS

Mais idosos realizam teste de HIV

Mais idosos passaram por testes de HIV na cidade e no Estado de São Paulo em 2011, em comparação com o ano anterior. É o que mostram levantamentos feitos a pedido do Jornal da Tarde por três laboratórios privados e por um Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids da secretaria estadual de Saúde.

O fenômeno reflete, segundo especialistas, mudanças comportamentais nesse grupo, que passou a prolongar a vida sexual com a ajuda de medicamentos contra impotência, como o Viagra.

No Laboratório Delboni Auriemo, por exemplo, foram feitos 3.730 testes de HIV em idosos da capital paulista em 2011. O aumento foi de 26,3% na comparação com 2010, quando foram realizados 2.952 testes.

Outro laboratório que registrou esse movimento foi o Salomão-Zoppi Diagnósticos, também na capital paulista. Lá, a porcentagem de crescimento do exame na terceira idade foi de 46% entre 2010 e 2011. Quando a comparação é feita entre os cinco primeiros meses deste ano em relação aos cinco primeiros meses do ano passado, constata-se um aumento de 75% nos pedidos de testes.

No Lavoisier, um levantamento feito em todo o Estado de São Paulo com 11.739 pessoas mostrou que, entre 2010 e 2011, ocorreu aumento de 28,6% em exames feitos por pessoas com mais de 60 anos de idade. Se 2.937 idosos procuraram o laboratório para saber se tinham HIV em 2010, no ano passado esse número subiu para 3.779.

Para a infectologista do Lavoisier Maria Lavinea Figueiredo, a aids é um problema sério entre pessoas com idade acima de 60 anos por causa da situação imunológica mais frágil dessa população, uma vez que a doença ataca justamente o sistema de defesa do corpo.

Além disso, o próprio tratamento com antirretrovirais pode agravar problemas típicos da idade avançada, como colesterol alto, diabete e hipertensão. Outra dificuldade é que o idoso, muitas vezes, acredita que a aids é uma doença que atinge apenas os mais novos.

— Hoje em dia eles têm acesso a remédios que permitem que tenham relações sexuais, apesar da idade avançada. E ficam mais suscetíveis a contrair doenças sexualmente transmissíveis.

No Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, o número de idosos testados para aids passou de 75, em 2010, para 101, em 2011. O aumento foi de 34,6%, mas, de acordo com a assistente de gerência do núcleo de DST e do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) Angela Maria Peres, esse ainda não é o público principal do núcleo – que costuma realizar mais de 3 mil exames por ano.

— Quem sempre nos procurou foi a população mais vulnerável: homens que fazem sexo com homens, travestis, transexuais. Essa população que tem mais de 60 anos só passa a nos procurar quando tem alguma indicação de que o parceiro ou a parceira é HIV positivo.

Fonte: Jornal da Tarde

CRT DST/AIDS recebe delegação americana

Uma delegação do Congresso dos EUA e do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC-sigla em inglês) visitou o Centro de Referência e Treinamento em DST/aids da Secretaria de Estado da Saúde do Estado de São Paulo na manhã da última segunda-feira, 13 de agosto.

Segundo a coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids, Maria Clara Gianna, responsável pela recepção da delegação, “o encontro teve o objetivo de avaliar o resultado da parceria estabelecida entre o governo norte-americano e o brasileiro em relação ao financiamento de projetos para o enfrentamento da epidemia de HIV/aids em São Paulo e no País.”

Fizeram parte da delegação John Bartrum (Casa Branca), Laura Friedel (Senado dos EUA), Dr. Tom Frieden (CDC), Dr. Abraham Miranda (Departamento de Saúde), Dr. Edward Trimble (National Cancer Institute), Gray Handley (National Health Institute), Kristin Kelling (CDC) e Kimerbly Dills (CDC).

E do Brasil, Susan Boggess (Consulado dos EUA em São Paulo), Juliana Vallini (Secretaria de Vigilância em Saúde), Dr. Aristides Barbosa (CDC-Brasil), Dr. Marcos Boulos (Coordenação de Controle de Doenças, Secretaria de Estado da Saúde) e Hélio Caiaffa (Coordenação de Controle de Doenças, Secretaria de Estado da Saúde).

Fonte: Agência de Notícias da AIDS