Ministério da Saúde prepara plano emergencial para enfrentar epidemia de aids no Rio Grande do Sul

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Um Grupo de Trabalho reuniu-se na última sexta-feira, em Porto Alegre (RS) para discutir um plano de ação para o enfrentamento da situação epidemiológica do estado. Atualmente, o Rio Grande do Sul é o estado com as maiores taxas de detecção de aids no país, ocupando o primeiro lugar entre as Unidades da Federação desde 2006, com taxa atual de 40,2 por 100 mil habitantes. A taxa geral do Brasil é de 20,2.

Para Fábio Mesquita, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, o Rio Grande do Sul “apresenta um panorama epidêmico muito particular, com concentração em populações específicas e tendência de crescimento para além das populações mais vulneráveis”. Essa situação emergencial levou o Ministério da Saúde a instituir uma Cooperação Interfederativa entre os governos estadual, municipal e federal, em conjunto com representantes locais da sociedade civil, como universidades, a Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids, o Movimento da Cidadãs Positivas, a Rede de Jovens Vivendo e Convivendo com HIV e Aids e o Fórum ONG/Aids do Estado.

Ricardo Kuchenbecker, coordenador geral do Grupo de Trabalho, destacou “o caráter inédito da iniciativa do Ministério da Saúde, que pela primeira vez reúne uma gama ampla de atores envolvidos na resposta à epidemia para, num plano de emergência, enfrentar as peculiaridades da situação epidemiológica do estado”. Kuchenbecker disse ainda que, num primeiro momento, será criada uma sala de situação que irá monitorar a assistência, prevenção e a gestão dos serviços, de forma a se ter um panorama geral da situação. A partir daí, a meta é estabelecer um plano de trabalho para, em 120 dias, fazer um diagnóstico da situação e um plano de trabalho para estabelecimento de ações nos próximos 12 meses, explicou o coordenador.

Nas discussões desta sexta-feira, ficou acertada como ação de emergência a ampliação da testagem e da oferta do diagnóstico, de forma a iniciar imediatamente o tratamento das pessoas infectadas. Além disso, foi definido como eixo prioritário o combate ao estigma e preconceito, integrado à incorporação de novas tecnologias. O grupo reunido nesta sexta-feira apontou, como principal tarefa para responder à epidemia no RS, a mudança de paradigma de uma “lógica da prestação de serviços para a lógica das redes de atenção”. O movimento social presente manifestou a posição de que as ações relacionadas às novas tecnologias sejam realizadas dentro das estruturas do sistema de saúde existentes.

Também fazem parte do grupo de trabalho reunido hoje representantes do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) e dos Programas de DST e Aids de municípios prioritários como Porto Alegre, Caxias do Sul, Rio Grande, São Leopoldo e Viamão. O grupo, que reuniu cerca de 40 pessoas, conta com assessoria de um grupo de apoio técnico especializado, composto por Paulo Roberto Teixeira, do programa estadual de DST e Aids do estado de São Paulo; Ésper Georges Kallas, da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP); Valdiléia Gonçalves Veloso dos Santos, da Fiocruz; e Amilcar Tanuri, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Situação epidemiológica – O estado do Rio Grande do Sul identificou (de 1983 a junho de 2012) 65.852 casos de aids, representando 50,3% dos casos acumulados na Região Sul e 10,0% dos casos identificados no Brasil. Em 2011, a população do estado representava cerca de 5,6% da população do Brasil e seu número de casos para o mesmo ano representava 11,1% do total de casos do país.

De 2002 a 2011, o estado apresentou as maiores taxas de detecção de aids do país, quando comparadas às taxas observadas nas demais Unidades da Federação e às taxas do Brasil e da Região Sul. De 2009 a 2011, as taxas de detecção do Rio Grande do Sul foram duas vezes maiores do que as taxas do país.

Fonte: Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais 

Infectologista alerta para atenção global com a AIDS

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Apesar da queda generalizada nas taxas de mortalidade da Aids, a doença está presente em todo o mundo e nenhum país está isento de dar continuidade às medidas de prevenção e combate, disse o infectologista e professor de medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu Alexandre Naime Barbosa.

Entre 2006 e 2010, as mortes em decorrência da Aids aumentaram em 98 países, como mostra o estudo O Peso do HIV: Percepções a partir do Estudo Global sobre o Peso de Doenças 2010, do Instituto de Métricas e Avaliação da Saúde, da Universidade de Washington. 

“As barreiras econômicas, culturais e geográficas estão cada vez mais tênues hoje em dia. Portanto, não há lugar para estigmatizar países de maior risco, todos os locais sofrem com a epidemia e devem somar esforços para uma luta diária contra o HIV”, avaliou Naime.

Dados divulgados pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) indicam que a epidemia foi globalmente interrompida e revertida. No entanto, no Brasil, segundo o estudo, a Aids é apontada como a 11ª causa de doenças incapacitantes ou de redução de vida. Dos 17 países da América Latina, Colômbia, Honduras, Panamá e Venezuela têm a aids como uma das dez principais causas de doenças incapacitantes.

“A mortalidade por aids no Brasil tem caído muito nos últimos anos, graças ao sucesso do programa que garante acesso aos medicamentos anti-HIV. Porém, esse dado positivo não pode ser traduzido em uma sensação de falsa segurança. Esse tipo perigoso de banalização não leva em conta os múltiplos efeitos adversos a curto, médio e longo prazo, bem como o estigma e o preconceito que ainda sofrem as pessoas vivendo com HIV/aids”, explicou o infectologista.

O médico é enfático ao defender a prevenção da doença. “O recado é bem simples e conhecido, porém atual e necessário: use o preservativo em todas as relações sexuais”.

Fonte: Info

Fundo Global de combate à aids, tuberculose e malária: US$ 15 bi em 3 anos salvarão milhões de vidas

Com um investimento de 15 bilhões de dólares ao longo dos próximos três anos, a comunidade internacional pode fazer grandes progressos no combate a pandemias, salvando milhões de vidas e economizando muito dinheiro. A avaliação está no relatório do Fundo Global, apoiado pela ONU, para combater HIV/aids, Tuberculose e Malária.

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O estudo divulgado nesta quinta-feira (12) adverte que se o financiamento global para as três doenças infecciosas acabar, graves consequências humanitárias serão desencadeadas e combatê-las poderá custar até 47 bilhões de dólares.

O documento “O Custo da Inação” afirma que, sem o financiamento, a cada ano 2,6 milhões de pessoas seriam infectadas com HIV, 3 milhões de pessoas não receberiam o tratamento para tuberculose e 1 milhão morreria por causa disso. Outras 196 mil morreriam de malária.

“Há três fatores convincentes que tornam esta uma oportunidade única para lutar e derrotar essas doenças”, disse o diretor executivo do Fundo Global, Mark Dybul, falando sobre a experiência, novas ferramentas científicas e a compreensão epidemiológica. “Nós podemos fazer uma diferença transformadora e, se não agirmos agora, as consequências serão atordoantes.”

Fonte: ONU

Estilista chileno cria vestido com preservativos em campanha contra a aids

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Um vestido (foto) confeccionado com 500 preservativos pelo estilista chileno Ricardo Oyarzún foi exibido pela primeira vez em um evento nesta última segunda-feira, 12 de agosto, em Santiago com o objetivo de arrecadar fundos para crianças soropositivas.

Em entrevista à Agência de Notícias Efe, Oyarzún explicou que na hora de desenhar uma peça para o “Gran Desfile de Moda Vivir con Amor”, levou em conta que, quando se trata do tema HIV “é indispensável falar do preservativo”.

“É a única maneira de prevenir a propagação do vírus”, opinou o designer. “Não tocar nesse tema é como varrer o lixo para baixo do tapete: em cima está tudo lindo mas embaixo, tudo sujo”, disse Oyarzún à Efe.

Fonte: EFE 

Informação precoce é arma contra a Aids

O ano de 2005 bateu o recorde de novos casos de contaminação pelo HIV: 4,9 milhões de pessoas foram infectadas no mundo, segundo levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado há uma semana.

Reunidos no 14º Congresso Brasileiro de Infectologia, que acontece em Belo Horizonte, especialistas avaliam que, para barrar o avanço da doença, é necessário antecipar as ações educativas e preventivas tendo como principal alvo os pré-adolescentes, ou seja, aqueles que ainda não iniciaram sua vida sexual.

“É preciso mudar o comportamento de quem já iniciou a vida sexual, mas é fundamental criar um novo comportamento entre os mais jovens para que eles cresçam sabendo como lidar com a doença”, afirmou Luiz Antônio Loures, vice-diretor da Unaids, organismo da ONU de combate à Aids.

Segundo o especialista, o entrave à prevenção não é a falta de informação e sim os tabus sociais envolvendo a questão do sexo, o que dificulta colocar em prática o conhecimento adquirido.

Para o presidente da Sociedade Mineira de Infectologia, Antônio Toledo, o combate à doença deve, também, levar em conta o contexto socioeconômico do segmento social ao qual se dirige a campanha contra a Aids e critica os programas públicos de prevenção por ignorarem esse fato.

Preconceitos 
O presidente da comissão científica do congresso, Dirceu Bartolomeu Greco, compartilha dessa idéia. “Existe o problema do gênero. Por exemplo, o preconceito contra a mulher que anda com camisinha na bolsa”, disse.

Ele ainda chama a atenção para comportamentos comuns, mas perigosos, como o de pessoas que deixam de usar o preservativo por acreditar que a estabilidade da relação põe fim ao risco ou o de pessoas habituadas a usar o preservativo e que acabam abrindo exceções.

Os especialistas apontam, ainda, para outro desafio a ser vencido na luta contra o HIV: o problema da discriminação. “As pessoas vêem a Aids como um problema alheio e os portadores como um problema para a sociedade”, afirma Loures.

A discriminação, informam, ocorre principalmente na América Latina, onde atualmente há o maior crescimento no número de contaminados: 200 mil novas infecções só em 2005.

Vacina 
Em 2005 a Aids, no mundo, consumiu investidos de US$ 8,3 bilhões. Um valor bem maior do que o de 1996, de US$ 300 milhões, e inferior ao previsto para 2007: US$ 20 bilhões.

Apesar do aumento nas cifras, Loures afirma que os recursos são insuficientes para buscar uma vacina e não arrisca fazer previsões para a descoberta do medicamento. Por outro lado, o especialista explica que houve um avanço científico, resultando em tratamentos mais efetivos e menos tóxicos ao paciente.

O problema dos medicamentos mais recentes é o preço, o que restringe seu consumo em países economicamente atrasados. A solução para isso, segundo o especialista, seria existir uma maior solidariedade internacional, além da busca de formas alternativas para baratear o custo dos medicamentos como a produção de genéricos.

Os especialistas continuam reunidos até o próximo dia 30, no Minascentro. Além da Aids, durante o evento também serão debatidos temas como doenças emergentes ” como a gripe aviária “, transmissão de tuberculose e tratamento de hepatite.

Fonte: O Tempo

ONU: Brasil pode ser o 1º país a derrotar a Aids

O Brasil tem condições de ser o primeiro país a declarar o fim da Aids. Essa é a opinião de um brasileiro, que acaba de ser escolhido pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, para coordenar as políticas públicas da Unaids (braço da organização contra a Aids).

Luiz Loures vai assumir em janeiro a vice-diretoria executiva dos programas da entidade e também um cargo mais político, o de secretário-geral assistente da ONU. O médico foi um dos pioneiros no cuidado a pacientes com Aids no Brasil.

Loures está há 16 anos na Unaids, hoje em Genebra. Ele diz que espera ver o fim da epidemia da Aids em 15 anos. Mas, para isso, é preciso quase dobrar o número de pessoas em tratamento, investir em diagnóstico precoce e no fim do preconceito.

Segundo o médico brasileiro, está havendo uma mudança na etapa de combate a doença. “Começamos a falar do fim da epidemia. O progresso científico permite isso. E estou sendo colocado neste posto para mudar e intensificar os programas e levar o maior número de países a essa meta que, agora, a gente pode começar a estimar”, observa.

Na visão de Loures, serão necessários muitos e muitos anos para erradicar o vírus, contudo, em relação à epidemia, esse horizonte seria bem mais curto e otimista. “Eu penso em 15 anos. A Aids vai continuar existindo provavelmente, a não ser que se consiga erradicar o vírus – o que é uma questão para o futuro muito mais distante. Mas vamos poder dizer que não há mais epidemia. Talvez não em todos os países ao mesmo tempo”.

Brasil

O médico brasileiro afirma não ter dúvidas de que o Brasil seja um dos líderes mundiais nesse processo. Na opinião dele, é o país que apresenta as políticas de Aids mais avançadas e mais inclusivas do mundo.

Ele se baseia nas estatísticas de acesso ao tratamento no Brasil, relatando que as coberturas são as mais altas entre as mais elevadas do mundo. Segundo o médico, isso ocorre exatamente porque o Brasil foi o primeiro país a despontar no tratamento.

“Seguindo esse parâmetro, não tenho dúvida de dizer que o Brasil tem condições de ser o primeiro país a declarar o fim da Aids”, revela, ressaltando que é preciso continuar e até intensificar essa política quem tem dado certo durante todos esses anos.

“Claro que é um país continental, complexo. E não que seja uma tarefa fácil, mas não foi fácil em nenhum momento. A trajetória do Brasil nessa área foi marcada pela coragem”, afirmou.

Fonte: Diário do Nordeste

Praça do Cinquentenário sedia 1º evento da programação de Natal

A Praça do Cinquentenário sedia nesta sexta-feira o primeiro evento da programação “Dourados Brilha”. Será um festival de música que vai lembrar o Dia Mundial de Combate à AIDS (1º de dezembro). Nesta sexta também acontece o Jantar Cristão, realizado pela Fundação 3º Milênio, a partir das 21h, no salão de eventos da Unigran.

Nesta quinta a praça recebe os últimos retoques da reforma executada ao longo deste ano. Este será o primeiro evento realizado pela Prefeitura de Dourados e parceiros após a revitalização do espaço.

A praça recebeu nova iluminação, reforma dos banheiros, cercamento e pintura nova. Na parte externa também foram feitos calçamento e instalação elétrica e hidráulica para que os produtores de hortifrutigranjeiros possam vender seus produtos durante a semana.

Festival e combate à AIDS

A realização do festival de música, que começa às 19h30 desta sexta e segue até a madrugada de sábado, é uma forma de chamar atenção da população através de trabalhos dos artistas para promover melhor impacto dessa sensibilização.

O festival é promovido pela ONG (Organização Não Governamental) Submarino Amarelo, com apoio da prefeitura, que estará durante todo o evento fazendo ações educativas voltadas ao combate ao HIV/Aids.

Durante o festival vão subir ao palco diversos artistas, como DanTTas, Kico, Daniel, André Pantera, Dagata, Aki Jazz, The Luganos e Batucasurdo. Os shows seguem até a madrugada de sábado, com apresentação de Big Band e encerrando às 01h30 com Tekilera.

Além dos shows do festival, o Programa Municipal DST/Aids e Hepatites Virais vai realizar blitz de conscientização e sensibilização da importância do sexo seguro. Também haverá testagem sorológica e distribuição de material educativo e de preservativos.

As ações do Dia Mundial de Combate à Aids continuam no dia 1º de dezembro, das 8h às 20h, na Praça Antônio João, e com testes rápidos para HIV, Hapatite B e C e Sifilis, na unidade do Programa Municipal DST/Aids, na Rua dos Missionários, 420, Jardim Caramuru.

Dourados Brilha

A abertura oficial da programação Dourados Brilha, no sábado, será às 19h, na Praça Antônio João. Estarão presentes o prefeito Murilo, a primeira-dama e coordenadora das ações Cecília Zauith, o governador André Puccinelli e demais autoridades.

Haverá apresentação da Banda Lira Douradense. Às 19h30 está programado o acendimento das Luzes de Natal. Em seguida tem a chegada do Papai Noel, abertura da Casa do Papai Noel e abertura da pista de patinação no gelo.

Ainda no sábado tem apresentações da Orquestra Jovem da Fundação Barbosa Rodrigues às 21h e da dupla douradense “Peu & Piu”, às 22h.

Fonte: AgoraMS