Exame que detecta Aids e hepatite C com rapidez passa a ser obrigatório

A partir de agora um exame que detecta com mais rapidez a presença dos vírus da Aids e da hepatite C passa a ser obrigatório na rede pública e particular de saúde de todo Brasil

A vantagem desse teste em relação aos convencionais é que ele detecta a presença do DNA, ou seja, do material genético dos vírus que causam as doenças. Já os exames convencionais só identificam que organismo está infectado depois que um anticorpo se manifesta. Nesse estágio, a doença já está em um estágio mais avançado.

Segundo o Ministério da Saúde, o tempo de detecção da Aids vai cair de 22 para 10 dias e o da hepatite C, de 35 para 10 dias. Dessa forma, o sangue que estiver livre desses dois vírus também vai ser liberado mais rapidamente e com mais segurança para a doação.

Outra novidade anunciada é que a idade máxima para a doação de sangue aumentou de 67 para 69 anos. Com isso, segundo o Governo, dois milhões de pessoas poderão se tornar doadoras de sangue.

Fonte: G1

Cai número de mortes causadas pela Aids no DF

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De acordo com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, o número de mortes causadas pelo vírus HIV caiu 7,2 por 100 mil habitantes de 1996 a 2012. Apesar do dado ser positivo, a doença ainda é motivo de preocupação já que pelo menos 500 novos casos são identificados no DF todos os anos.

Hoje, o Distrito Federal ocupa o 25º lugar dentre as capitais brasileiras, com um coeficiente de incidência média de 18 casos de Aids por 100 mil habitantes. Desde a identificação do primeiro caso, em 1985, já foram notificados mais de oito mil casos da doença, segundo dados da Secretaria de Saúde.

Com o surgimento dos antirretrovirais, o conhecido “coquetel”, que se incorporaram ao tratamento desde 1996, mudou drasticamente o cenário de infecção no Brasil, principalmente no que se refere à mortalidade.

Segundo o gerente da Gerência de Doenças Sexualmente Transmissíveis, Sérgio Dávila, a o uso desses medicamentos reduziu as taxas de óbitos no DF.

— A sua utilização no tratamento oferecido pelos serviços de referência da secretaria reduziu a taxa de 11,6 mortes por 100 habitantes (em 1996) para 4,2 mortes por 100 mil habitantes em 2012.

Os tratamentos disponíveis na rede pública de saúde estão cada vez mais eficientes e garantindo qualidade de vida às pessoas que vivem com o vírus. A oferta de testagem, principalmente com a utilização dos testes rápidos, aumenta a capacidade de realizar diagnóstico precoce, o que traz menos prejuízo à saúde do portador da doença.

Sérgio Dávila destaca, ainda, que a Aids continua sendo uma doença grave e, portanto, devem ser mantidos e ampliados os esforços na redução de sua transmissão.

— Para reduzir esses índices é preciso melhorar continuamente os serviços de saúde, o tratamento das outras doenças sexualmente transmissíveis e distribuir preservativos masculinos e femininos para adoção de práticas sexuais mais seguras.

Fonte: R7

Aumenta 36% o número de mortes de portadores do vírus da aids no Amazonas

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Aumentou em 36% o número de mortes entre infectados pelo vírus da aids no Estado de janeiro a agosto deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado. Os dados são da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas (FMT/AM), que alerta ainda para o crescimento de 14% de novos casos da doença.

A FMT registrou 112 óbitos relacionados ao HIV nos oito primeiros meses de 2013. De janeiro a agosto do ano passado foram 82 mortes. As novas contaminações subiram de 557, em 2012, para 640, o equivalente a 14%, na comparação entre janeiro e agosto de cada ano.

O especialista em infectologia da FMT, Antônio Magela, avalia que as novas contaminações notificadas não representam o total de portadores do vírus HIV no Estado. Ele destaca que o Amazonas reproduz o índice nacional catalogado pelo Ministério da Saúde, indicativo de que um em cada quatro contaminados não sabe que está infectado e atua como transmissor da doença. “Fazemos analogia dos dados oficiais com a ponta de um iceberg, ou seja, apenas uma pequena mostra da dimensão da situação”, explica.

Magela observa que os novos casos estão, em grande maioria, relacionados ao chamado ‘comportamento de risco’, caracterizado pela promisquidade e falta de prevenção nas relações sexuais. O infectologista ressalta que os adolescentes estão iniciando a vida sexual mais cedo, proporcionalmente aos idosos, que prolongam as atividades sexuais, ambas as faixas etárias sem fazer uso do preservativo. “Temos mais pessoas expostas ao vírus”.

Para o especialista, a negligência quanto o uso de preservativos está ligada também às novidades na qualidade de vida dos portadores da doença. “Hoje, o Brasil é referência mundial no tratamento da aids. Aqui no Amazonas, por exemplo, nós disponibilizamos todos os medicamentos na rede pública”, afirmou.

A FMT chama atenção para o aumento gradativo de mulheres infectadas. Há 20 anos para cada 27 homens contaminados, havia uma mulher. Hoje, a relação está em torno de dois homens para uma mulher. Entre 1986 a agosto de 2013, foram diagnosticados 9.089 casos de aids no Estado. Atualmente, 7.120 pessoas estão em tratamento no Amazonas.

Nesta quinta-feira, começa o 12º Encontro Macrorregional de Coordenadores de Programas de DST/Aids e Hepatites Virais da Região Norte, que reúne especialistas para debater políticas públicas de combate às doenças sexualmente transmissíveis.

Levantamento do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, referência no tratamento de aids no País, mostrou que um em cada cinco adolescentes com aids acompanhados pelo hospital abandonou o tratamento no ano passado. Foram avaliados 581 adolescentes, de 12 a 17 anos, dos quais 131 estão há pelo menos seis meses sem ir ao médico ou sem voltar ao consultório para nova avaliação. Dos jovens avaliados, a maioria foi infectada pela mãe durante o parto (transmissão vertical).

De acordo com o levantamento anual do Ministério da Saúde, anualmente são registradas em média 36 mil novos casos de aids no país, e em torno de 135 mil pessoas não sabem que estão infectadas.

Fonte: D24AM

Reportagem da revista Caros Amigos mostra momento crítico na resposta à aids no Brasil

A revista Caros Amigos deste mês traz reportagem sobre o enfraquecimento do Programa brasileiro de Aids, reconhecido mundialmente pela eficiência e ousadia no enfrentamento à epidemia.

Segundo texto da jornalista Marina Pecoraro, a resposta brasileira contra a doença “está passando por um momento difícil”. Em entrevista à revista, o pesquisador da Faculdade de Medicina da USP e ex-coordenador do Programa de Aids do Ministério da Saúde Alexandre Grangeiro diz que “o Brasil está na contramão do processo de fim da pandemia. Há uma tendência de aumento dos casos de Aids e de óbito em decorrência da Aids, e estamos muito longe de acabar com a transmissão vertical do HIV (da mãe para o filho), apesar de termos todas as ferramentas disponíveis”.

Grangeiro ainda comenta o aumento do número de óbitos em algumas regiões do país como norte, sul e nordeste. “Os dados mostram que, nessas regiões, morre mais gente do que antes da entrada do coquetel, em 1996. O diagnóstico tardio do HIV é outro grande problema. Cerca de 30% das pessoas que chegam ao SUS já estão muito doentes e um em cada 20 vai morrer em até 20 dias após o diagnóstico”.

A reportagem ressalta que “a epidemia no Brasil é concentrada nos grupos mais vulneráveis, como homens que fazem sexo com outros homens, usuários de drogas e pessoas em situação de rua. No campo da prevenção, o País continua focando as ações exclusivamente no uso de camisinha. O conjunto de métodos de prevenção capazes de evitar a infecção na cadeia de transmissão tem passado ao largo das discussões, e tal posição vem contribuindo para o aumento de novos casos.”

O enfraquecimento das ONGs que lidam com Aids é outro problema apontado pelo pesquisador da Faculdade de Medicina. Ele ressalta que isso está relacionado à diminuição dos recursos destinados, que tem forte impacto na prevenção entre os grupos mais vulneráveis. “Essas organizações sempre foram as responsáveis pela inovação das ações de prevenção. O Estado nunca conseguiu chegar nessa população, todo o know-how sempre foi das ONGs”, afirma Grangeiro, que prossegue relatando os desafios enfrentados pelo Programa no campo da assistência, cuja rede não cresceu na mesma proporção que os casos de Aids. “ Não se expandiu e foi depauperada nos últimos anos. Faltam médicos, psicólogos e toda a equipe multidisciplinar que foi referência no atendimento aos portadores do HIV. Não consegue acolher os novos casos e nem tratar adequadamente os que estão matriculados”.

O texto revela ainda uma pesquisa realizada recentemente pela Comissão Municipal de Aids na rede assistencial do município de São Paulo que mostrou uma carência de 43 infectologistas na cidade. O levantamento mostrou também que o tempo de espera para marcar a primeira consulta em um serviço especializado em aids em São Paulo varia entre três e cinco meses.

“A experiência acumulada nos trinta anos de luta contra aids não pode ser jogada fora. É preciso que o governo retome o diálogo com todas as áreas envolvidas no combate à doença , profissionais de saúde, ativistas, pessoas vivendo com aids e mídia”, salientou a fundadora e editora executiva da Agência de Notícias da Aids, Roseli Tardelli.

A revista termina a reportagem relacionando uma série de alternativas de prevenção ao HIV que trazem otimismo no combate à Aids, tais como a profilaxia pré-exposição (PREP), pós-exposição (PEP) e microbicidas, entre outros.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS

Atendimento de Aids precisa do dobro de médicos

O serviço municipal de atendimento a pacientes com DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) e Aids de São Paulo precisa do dobro de médicos infectologistas que tem hoje para conseguir suprir a demanda de novos casos e oferecer um serviço mais próximo do que já foi considerado modelo para o resto do mundo. Essa é a conclusão de um levantamento feito pela Comissão Municipal de Aids nas 15 unidades paulistanas que oferecem esse tratamento.

O órgão, que reúne poder público, sociedade civil e sindicatos de saúde, é um braço do Conselho Municipal de Saúde. Ele analisou os SAE (Serviços de Assistência Especializada) e CR (Centros de Referência) em DST/Aids, em relação a questões como oferta de médicos e outros especialistas e infraestrutura das unidades.

Os dados foram obtidos em entrevistas com os gerentes de cada serviço. E foi com base na percepção deles sobre o que seria preciso para oferecer um atendimento humanizado, de qualidade, que se chegou aos números de quantos profissionais são necessários a mais na rede.


De acordo com o levantamento, é preciso ter pelo menos 43 novos infectologistas. As 15 unidades têm hoje 41 desses profissionais. Além dessa especialidade, eles relatam falta também de ginecologistas, sanitaristas, nutricionistas, pediatras, psiquiatras, clínicos, fora assistentes sociais, psicólogos e os chamados AGPP (agentes de políticas públicas), que fazem toda a recepção dos pacientes. Só nessa categoria foi relatada uma falta de 72 profissionais.

“O problema vem dos últimos anos. Não houve investimento adequado e temos um grande número de profissionais se aposentando. “Não há reposição””, diz Sérgio Rodrigues, coordenador da comissão. Segundo ele e outros ativistas, com essa precarização do serviço tem ocorrido uma demora de três a cinco meses para o início do tratamento de pessoas recém diagnosticadas.

A percepção foi corroborada pelos gerentes. Uma delas contou que em dois anos sua unidade teve uma redução pela metade no número de infectologistas. “

— Não tenho condições mais de receber novos casos. Toda semana fecho a porta para 3, 4. Justo quando a pessoa acabou de saber que tem HIV e está mais fragilizada”. As pessoas sentaram em cima do conceito de que o Brasil era modelo no tratamento e esqueceram de evoluir. Só que o modelo está defasado.”

O próprio secretário de Saúde do Município, José de Filippi Junior, admitiu em maio, em encontro com ONGs ligadas à questão, essa demora. Já Eliana Gutierrez, coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids, afirmou que o início do atendimento pode chegar a esse tempo, mas que nos casos em que a pessoa já chega com o sistema imunológico muito abalado o tratamento começa imediatamente.

“Três meses é só nos casos menos graves”, afirma. Mas ela admite que faltam médicos e diz que no segundo semestre haverá um concurso para contratar 58 infectologistas.

Fonte: R7

Teste do HIV poderá ser obrigatório em Moçambique

Os testes do HIV/SIDA poderão passar a ser de carácter obrigatório em Moçambique, segundo a previsão do Conselho Nacional de Combate à Sida (CNCS).

A medida tem em vista monitorar a prevalência da doença oficialmente ainda sem cura no mundo, segundo o CNCS em informação dada a Alberto Vaquina, Primeiro-ministro, durante uma reunião de trabalho.

No referido encontro foi igualmente apreciado o impacto da pandemia na Indústria Extractiva em Moçambique, com base em resultados de um estudo específico realizado na província central de Tete, tendo na altura sido abordada a situação do abandono de crianças nas escolas devido à doença, em particular.

Fonte: Verdade.co.mz

Aceleradores NVIDIA Tesla ajudam pesquisa contra a AIDS

Em colaboração com pesquisadores da Escola de Ciências Médicas da Universidade de Pittsburgh, cientistas da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign (UIUC) chegaram a um grande avanço na luta contra o HIV. Pela primeira vez na história, eles conseguiram determinar a estrutura química do “capsídio”, cápsula de proteína que protege o material genético do vírus.

A descoberta pode ser a chave para a criação de medicamentos antirretrovirais que se mostrem mais eficientes no combate à doença, que já matou 25 milhões de pessoas. Para conseguir esse feito, os pesquisadores utilizaram o supercomputador Blue Waters, que conta com 3 mil aceleradores NVIDIA Tesla K20X GPU em sua composição.

O projeto marcou a maior simulação já publicada na área, envolvendo 64 milhões de átomos em sua análise. “Seria bem difícil executar uma simulação desse porte sem a potência da supercomputação acelerada por GPU no sistema Blue Waters”, afirma Klaus Schulten, professor de Física da Universidade de Illinois. “Começamos a usar aceleradores de GPU há mais de cinco anos e as GPUs foram fundamentais para acelerar o ritmo de nossa pesquisa”, explica.

Acelerando pesquisas

Os pesquisadores acreditam que, ao adicionar mais GPUs ao sistema Blue Waters, eles vão ser capazes de aumentar os tempos da simulação, o que resultaria em uma maior compreensão da estrutura do capsídio do HIV. Essa parte do vírus se tornou um alvo atraente após a descoberta de que macacos Rhesus desenvolveram imunidade à doença graças a uma proteína que afeta o funcionamento dessa cápsula.

Até o momento, não existe qualquer tratamento com medicamentos comerciais que tenha sido desenvolvido para atacar o capsídio. Através da pesquisa realizada pela UIUC, farmacologistas ganham uma grande quantidade de informações para desenvolver produtos que se mostrem mais eficientes no combate a esse problema de saúde.
Fonte: TECMUNDO