Aids: descoberta de nova estrutura do HIV pode levar a drogas mais eficazes

Cientistas conseguiram pela primeira vez determinar a estrutura de um dos dois coreceptores utilizados pelo vírus HIV para entrar no sistema imunológico dos humanos – e esperam, com isso, contribuir para o desenvolvimento de medicamentos mais potentes contra a doença. Através de uma imagem em alta resolução, os pesquisadores poderão analisar melhor a estrutura e, assim, desenvolver drogas com maior eficácia no combate ao causador da aids. O estudo será publicado na edição desta semana da revista científica Science.

O CCR5, um receptor que fica na superfície das células humanas, é uma das duas principais formas de entrada que o vírus aproveita para iniciar um ataque ao sistema imunológico. Ao se ligar a essa proteína, o HIV consegue se fundir à membrana da célula que fica abaixo, com o tempo sendo capaz de percorrer seu caminho para dentro da célula. O outro receptor, ainda não totalmente desvendado pelos cientistas – apesar de já analisado -, é conhecido como CXCR4, porém o o CCR5 é considerado o mais importante coreceptor durante a infeção.

Ambas as proteínas (tanto a CCR5 quanto a CXCR4) pertencem a uma família conhecida como “receptores acoplados à proteína G” (GPCRs, na sigla em inglês), responsáveis pela mediação de uma variedade de funções no corpo e, assim, importantes objetos a serem atacados pelos medicamentos. Apenas recentemente, porém, cientistas conseguiram produzir uma imagem em alta resolução dos GPCRs – considerado um passo importante para o futuro desenvolvimento de vacinas, por exemplo.

“Estudos estruturais desses receptores são incrivelmente desafiadores”, explicou a pesquisadora Beili Wu, da Academia Chinesa de Ciências, uma das autoras do estudo que permite aos cientistas, de maneira inédita, observar em detalhes a CCR5. Eles já descobriram, por exemplo, que o complexo é distinto do outro coreceptor, CXCR4: aquele se liga de maneira mais profunda à membrana celular e também ocupa uma área maior.

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Fonte: Portal Terra

‘Eu me sentia perdida’, diz mulher infectada pelo vírus HIV

“A gente pensa que Aids só dá em quem é profissional do sexo, quem mexe com drogas, quem é homossexual. Eu sempre fui mãe de família, dona de casa. E acabei sendo infectada”. O relato é da professora e tradutora Denise Hecksher, de 51 anos, que há oito anos descobriu ter a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, a Aids, provocada pelo retrovírus HIV.

A notícia foi recebida em março de 2005, no Dia Internacional da Mulher. Na época, Denise morava no Rio de Janeiro, era casada e tinha dois filhos. “Uma amiga, que é médica ginecologista, pediu alguns exames porque que eu tinha emagrecido muito. Mas não perguntei para que era. Naquele dia, fui informada por telefone que o resultado de HIV deu positivo. Na hora, não tinha entendido o sentido desse positivo. Depois que fui descobrir o significado daquela notícia”, disse.

Ela lembra que não foi fácil começar a encarar a situação. “Eu me sentia totalmente perdida. Cada vez que eu sangrava, tinha muito medo, principalmente por causa de meus filhos. Só comecei a tomar os medicamentos dois anos depois”, contou.

“Eu sofria violência do meu ex-marido. Fui agredida por várias vezes. Cheguei a ir à Delegacia da Mulher por várias vezes. Então, na situação que eu vivia, sofrendo violência, o positivo foi bom. Comecei a viver. Tomei coragem para sair dessa situação”, afirma.

quarta-feira, em Londrina (Foto: Divulgação/NLDR)

Denise ficou na mesma casa com o marido até 2009, após o filho caçula completar 18 anos. Neste ano ela se mudou para Londrina, no norte do Paraná. Na cidade, conheceu o Núcleo Londrinense de Redução de Danos (NLDR), onde trabalha como secretária. Ela começou a participar do Grupo de Ajuda Mútua, que reúne pessoas com HIV de ambos os sexos. Ali, Denise conseguiu perder o medo e ganhou forças para enfrentar a doença e ajudar outras pessoas que passam pelo mesmo problema.

Em 2011, Denise ajudou a organizar o Grupo de Mulheres Positivas de Londrina, um grupo específicos para mulheres com Aids. As reuniões ocorrem toda quarta-feira, no NLDR.

“São muitas mulheres que não têm voz. Sofrem em silêncio, por medo do parceiro ou da família. Queria ser um travesseiro para elas, para poderem desabafar e contar todo o seu sofrimento. Eu sei o quanto isso faz falta”, diz Denise.

“Falar é a melhor saída”
As reuniões do Grupo de Mulheres Positivas contam com a presença de Christina Franzon, psicóloga, que atua como voluntária no Núcleo desde 2012. “É um grupo de ajuda mutua. Não há regras, nem protocolo. Apesar de não ser soropositiva, sou mais uma entre elas”, explicou.

Para a psicóloga, a decisão de ir até o grupo mostra que a pessoa já começou a vencer os medos. “Muitas vezes, as mulheres chegam ali ao acabar de saber. As pessoas chegam fragilizadas, sem saber como vai ser. Nesse momento, acontece o choque, o sentimento de culpa por ter contraído o vírus, e sente a necessidade de pertencer a um grupo”, disse Franzon.

A participação das reuniões auxilia na busca pelo tratamento, aponta a psicóloga. “Falar sobre a doença é a melhor saída para enfrentá-la. Geralmente, quem não vai até o grupo, acaba não aderindo ou abandonando o tratamento”, analisa.

Número de mulheres com HIV cresce
Segundo dados da Secretaria de Saúde de Londrina, até dezembro de 2012 foram registrados 2.048 casos de pessoas portadoras de HIV na cidade. Dessas, 660 são mulheres. A proporção de mulheres com o vírus tem crescido gradativamente nos últimos anos, de acordo com a gerente do Programa de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) da secretaria, Regina Cortez.

“Atualmente são dois casos de homens para um de mulher. Essa proporção já foi de 20 para um, há duas décadas, e de dez para um, há dez anos”, aponta Regina, que completa dizendo que em algumas regiões, como áreas portuárias ou onde o turismo sexual é explorado, o número de mulheres com HIV passa o de homens.

Para a gerente do programa, esse crescimento acontece porque a mulher fisiologicamente acaba mais exposta a receber o vírus durante a relação sexual. “E também é uma questão da postura feminina com seu parceiro. Muitas ainda têm receio de pedir ao homem que use preservativo. Isso acaba influenciando nesse aumento de casos”, opina.

Outro problema apontado pela Secretaria de Saúde de Londrina é que 70% das mulheres que descobrem ter o retrovírus HIV dizem estar em um relacionamento estável. “Elas acham que estão seguras por manter o mesmo parceiro, mas muitas vezes o homem tem mais de uma relação, ou até mesmo tem o vírus e nunca fez exame”, explica Cortez.

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Tratamento e exames
O tratamento para pessoas com Aids é disponibilizado pela rede pública de saúde. Em Londrina, três mil pessoas são acompanhadas pela Secretaria de Saúde, seja em caso de Aids ou portadores de HIV. O paciente conta com o apoio de médicos, enfermeiros, dentistas, psicólogos, além dos medicamentos, todos de forma gratuita.

A gerente do Programa de DST em Londrina lembra ainda a importância de se realizar os exames de Aids e HIV. “Quanto mais rápido for detectado o vírus, melhor o tratamento e maior a qualidade de vida da pessoa. Temos o caso de um paciente que está em tratamento há 24 anos”, afirma Regina.

Para acelerar o resultado dos exames de DST, HIV e Aids, a Prefeitura de Londrina ampliou a disponibilidade de testes rápidos, que podem ser encontrados em 90% das Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade. Conforme a Secretaria de Saúde, o resultado para HIV sai em 15 minutos. Já o resultado para o teste completo, que engloba HIV, sífilis e hepatite tipos B e C, sai em 40 minutos.

O sistema mais ágil ampliou a procura aos exames. Entre janeiro e maio de 2013, foram realizados 1300 testes, contra 1800 em todo o ano de 2012.

“Os exames ajudam tanto a pessoa, que já sabe a necessidade de começar ou não o tratamento, e também ao sistema público de saúde, que poderá mapear e saber como agir para conter a doença”, explica Cortez.

Serviço – Grupo Mulheres Positivas de Londrina
Data/Horário: Todas as quartas-feiras, a partir das 16h.
Local: Núcleo Londrinense de Redução de Danos – Rua Senador Souza Naves, 189, salas 12 e 13 – Centro – Londrina (PR).

Relatório da ONU diz que fim da Aids é “totalmente viável”

Relatório das Nações Unidas divulgado nesta terça-feira afirma que a erradicação da Aids está próxima, graças ao melhor acesso a drogas que podem tratar e prevenir o incurável vírus humano da imunodeficiência humana (HIV), causador da doença.

A meta de pôr fim à epidemia mundial de Aids não é “meramente visionária”, mas “totalmente viável”, diz o relatório da agência das Nações Uidas para a Aids (Unaids).

O sucesso no combate à doença na última década permitiu que se fincassem as “fundações para o eventual fim da Aids”, ao reduzir a cifra de mortos e ajudar a estabilizar o número de pessoas infectadas na pandemia, assinalou o relatório anual.

No final de 2011, cerca de 34 milhões de pessoas tinham o vírus HIV no mundo.

O número de novos infectados com a doença, transmitida por sangue ou pelo sêmen durante a relação sexual, está caindo em todo o mundo. O número de novas infecções em 2011, de pelo menos 2,5 milhões de pessoas, é 20 por cento inferior ao de 2001.

As mortes pela Aids caíram em 2011, ficando em 1,7 milhão, abaixo do pico de 2,3 milhões em 2005 e do 1,8 milhão em 2010. A África Subsaariana é a região mais afetada, com quase 1 em cada 20 adultos infectados, aproximadamente 25 vezes a taxa na Ásia –há quase 5 milhões de pessoas com o HIV no Sul, Leste e Sudeste da Ásia.

“Embora a Aids continue a ser um dos mais sérios desafios à saúde, a solidariedade mundial na resposta à Aids na última década continua a gerar ganhos extraordinários na saúde”, diz o relatório.

Segundo o documento, isso ocorreu graças ao “sucesso histórico” na promoção de programas em escala junto com a emergência de novas combinações de remédios para evitar que pessoas sejam infectadas e que morram da doença.

Cerca de 8 milhões de pessoas estavam sendo tratadas com drogas para a Aids no fim de 2011, um aumento de 20 vezes desde 2003. A meta da ONU é elevar esse número para 15 milhões até 2015.

Fonte: Reuters

Morre em Sorocaba/SP, primeira criança a tomar coquetel contra Aids

Morreu na madrugada desta quinta-feira (5) em Sorocaba (SP) Luciane Aparecida Conceição, conhecida como a primeira criança do mundo a tomar coquetel contra a Aids.

Luciane, de 24 anos, estava internada no Hospital Regional há uma semana, com insuficiência renal e pressão baixa. Na segunda-feira (1º) ela entrou em coma e foi transferida para a UTI.

Segundo familiares, ela tinha parado de tomar remédios contra a doença há cinco anos e estava bastante debilitada, tendo sido internada mais de 10 vezes só neste ano. “Infelizmente ela não aceitava mais tomar o remédio, e não dizia o motivo. Simplesmente não queria mais se tratar. A gente insistia para que ela voltasse a usar a medicação, adiantava”, conta a irmã Andreia Cristina Conceição.

A jovem contraiu o vírus HIV ao nascer. A mãe havia contraído a doença em uma transfusão de sangue durante a gravidez.

Luciane deu à luz uma menina em 2008. Apesar da mãe e da avó serem soropositivas, a criança nasceu sem a doença.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a causa da morte foi infecção generalizada e Aids.

O enterro de Luciane Aparecida Conceição está marcado para este sábado (6), às 8h, no cemitério Santo Antônio.

Fonte: G1

Especialistas em comunicação e saúde debatem em SP a cobertura da mídia sobre drogas e aids

“Mídia, Drogas e HIV: conflitos e possibilidades”. Este foi o lema do Seminário promovido pelo Centro de Convivência É de Lei nesta sexta-feira, 14 de agosto, em São Paulo, reunindo jornalistas, ativistas, especialistas em saúde e representantes do governo.

A pernambucana Manuela Estolano, da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids, logo chamou a atenção dos participantes ao revelar que se descobriu soropositiva há apenas cinco meses e usou as redes sociais da internet como primeiro canal de comunicação para conhecer outros jovens infectados. “Dias depois de receber meu diagnóstico, já estava no computador procurando saber mais sobre esta doença e conhecendo pessoas que também têm o vírus”, conta. “Dizem que eu fui muito pró ativa, pois hoje já estou na Rede de Jovens e fazendo ativismo”, acrescenta.

A internet, base de comunicação de várias mídias alternativas, ajudou a democratizar e ampliar os debates sobre aids e drogas, disse Caio Westin, do Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo. Caio citou a Agência de Notícias da Aids como um dos veículos exemplares na cobertura desse tema.

Segundo os participantes do Seminário, os mesmos avanços conquistados sobre a abordagem da mídia na questão das doenças sexualmente transmissíveis, como a aids, espera-se ainda em relação às drogas.

Bruno Rico, jornalista e coordenador do Ponto de Cultura – projeto do É de Lei que realiza oficinas de foto e vídeo, buscando redução de vulnerabilidade dos participantes – defende mais “humanização” dos usuários de drogas por parte da imprensa. “Fazemos isso nos nossos vídeos. Mostramos os usuários de droga se vestindo, fazendo alguma atividade do seu dia a dia e não ali apenas naquele ato de fumar o crack”, explica.

Para a também jornalista Laura Capriglione, da Folha de S.Paulo, a recente ação policial na Cracolândia marcou um novo e melhor, na sua opinião, olhar da mídia sobre os usuários de crack. “Pelo fato da Cracolândia estar no centro de São Paulo e muito perto da nossa Redação, conseguimos fazer uma cobertura muito próxima e intensa deste caso… E o que marcou muito pra mim esta cobertura foi ouvir mais os dependentes de crack”, disse.

Antes, segundo Capriglione, os médicos e outros especialistas em drogas eram sempre os primeiros e principais entrevistados sobre o assunto. Agora, no entanto, criou-se uma divisão melhor das fontes. “O que estava claro para muitos jornalista é que os craqueiros eram lixos, que os filhos deles eram coitados e que a internação compulsória era mesmo a única saída. Hoje, isto parece ter caiu por água abaixo. Passamos a ver e ouvir os usuários de crack de fato como seres humanos”, comparou.

Representando o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde no evento, Márcia Colombo reforçou a importância de envolver os públicos-alvo das campanhas de prevenção nos processos de criação. “Quando chamamos os usuários para conversar, o resultado fica melhor”, disse.

O Seminário ocorreu no Hotel Excelsior, no centro de São Paulo, e teve apoio do Programa Estadual de DST/Aids.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS

EUA: pílula para combater Aids é aprovada

Uma nova pílula única diária para combater a Aids – que combina duas drogas já autorizadas – foi aprovada para adultos portadores do vírus HIV, informou  a agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos (FDA).

Chamado de Stribild, este comprimido único diário proporciona um tratamento completo contra a Aids e faz parte de opções cada vez mais simples contra o HIV, destacou a FDA (Administração de Drogas e Alimentos), sigla em inglês.

“Através da pesquisa continuada e do desenvolvimento de medicamentos, o tratamento para os infectados com o HIV tem evoluído de múltiplas pílulas para apenas um comprimido” diário, destacou Edward Cox, diretor do Bureau de Produtos Antimicrobiais da FDA para avaliação de medicamentos.

“Novas combinações de medicamentos para o HIV, como o Stribild, ajudarão a simplificar os tratamentos”.

O novo remédio, fabricado pela Gilead Sciences na Califórnia, foi testado em mais de 1.400 pacientes em dois testes clínicos e os resultados mostraram que o Stribild é tão eficaz ou mais que outras duas combinações de tratamentos, reduzindo o HIV a níveis indetectáveis em nove entre dez pacientes após 48 semanas de ingestão.

Stribild combina Truvada – emtricitabina e tenofovir contra uma enzima que o HIV usa para se reproduzir – ao Elvitegravir, outra substância que combate uma enzima, associado ao Cobicistat, que potencializa os efeitos do Elvitegravir.

O medicamento foi testado em pacientes adultos não previamente tratados de Aids. A FDA afirma que serão necessários mais estudos para determinar a segurança entre crianças e mulheres e se há interação com outras substâncias.

Fonte: Band.com.br

EUA estendem recomendação de uso do Truvada também para prevenção de heterossexuais em risco

As autoridades americanas recomendaram nesta quinta-feira que o medicamento Truvada seja usado também por heterossexuais com risco elevado de contrair o vírus HIV — como homens e mulheres que têm vários parceiros sexuais, usuários de drogas injetáveis e casais soro discordantes. Na primeira aprovação da droga com fins preventivos, em 16 de julho deste ano, o FDA, órgão do governo americano que controla drogas e alimentos, havia liberado abertamente o uso da pílula para evitar a infecção do vírus em casais homossexuais de alto risco.

O órgão havia, então, aconselhado que os médicos prescrevessem uma dose diária do medicamento para homens que faziam sexo com homens – entre eles, casais homossexuais e homens bissexuais. A nova indicação é justificada porque, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, sigla em inglês), mais de um quarto de todas as infecções pelo vírus nos Estados Unidos ocorre entre heterossexuais. “Essa não é uma parcela da epidemia que queremos ignorar”, diz David Smith, médico coordenador da nova recomendação.

 

Tratamento – O Truvada é encontrado no mercado americano desde 2004 como tratamento para pessoas infectadas com HIV. O medicamento é usado em combinação com outros remédios antirretrovirais. Agora, com a aprovação do FDA, a droga passa a ser recomendada também para pessoas não infectadas.

Apesar de comemorada por grande parte da comunidade científica, a nova indicação para o Truvada foi rejeitada por alguns grupos de prevenção a aids, como a Aids Healthcare Foundation, dos Estados Unidos. De acordo com a organização, o uso contínuo do medicamento pode induzir a uma falsa sensação de segurança. Isso levaria, segundo a organização, a um menor uso de métodos preventivos mais eficazes, como a camisinha.

Saiba mais:

TRUVADA
Comercializado desde 2004, o medicamento é a combinação de outras duas drogas, mais antigas, usadas no combate ao HIV: Emtriva e Viread. Os médicos normalmente receitam a medicação como parte de um coquetel que dificulta a proliferação do vírus, reduzindo as chances de a aids se desenvolver.

A capacidade de prevenção do Truvada foi anunciada pela primeira vez em 2010 como um dos grandes avanços médicos na luta contra a epidemia de aids. Um estudo de três anos descobriu que doses diárias diminuíam o risco de infecção em homens saudáveis em 44%, quando acompanhados por orientação e pelo uso de preservativo.

O Truvada costuma provocar, como efeito colateral, vômitos, diarreia, náuseas e tontura. Há casos também de intoxicação do fígado, perda óssea e alteração da função renal. O remédio já está no mercado para tratar a doença. A aprovação do FDA permite que a empresa Gilead Sciences, fabricante da medicação, venda a droga formalmente nas condições estabelecidas pelo órgão.

Fonte: Veja