Pílula que concentra quatro drogas diferentes anti-HIV se mostra eficaz e segura em testes clínicos

Testes clínicos envolvendo um comprimido que combina quatro drogas para o tratamento da aids mostraram que essa é uma alternativa segura e eficaz para pacientes recém diagnosticados com a doença. Segundo a pesquisa, publicada na edição desta semana da revista The Lancet, a pílula ‘quatro em um’, chamada Quad, tem uma atuação mais rápida, não apresenta efeitos colaterais neuropsiquiátricos e pode melhorar a adesão das pessoas ao tratamento.
O pilar do tratamento destinado a um paciente infectado pelo vírus HIV é a combinação de ao menos três antirretrovirais. Essas drogas, embora reduzam drasticamente a presença do vírus no sangue, não conseguem agir nos vírus que estão inativos no organismo, e, portanto, não são capazes de curar a doença.
Os autores do estudo, que são do Hospital Brigham and Women, ligado à Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, explicam que a adesão do paciente à terapia contra a aids é vital, e que deixar de tomar algum medicamento pode fazer com que o vírus HIV passe a ser resistente às drogas. “Trabalhos têm demonstrado que tratamentos com uma única pílula melhoram a adesão e a satisfação do paciente, além de ajudar a evitar erros de prescrição e reduzir a probabilidade de falha do tratamento e a resistência à droga”, diz o coordenador da pesquisa, Paul Sax.
Eficácia e segurança — Nos testes, os cientistas compararam, em 700 pacientes infectados pelo vírus HIV, o efeito do tratamento com a pílula Quad ao do melhor tratamento contra aids que está disponível atualmente. Após 48 semanas, os pesquisadores concluíram que o comprimido é tão eficaz e seguro quanto as opções disponíveis, com a vantagem de concentrar em apenas uma cápsula quatro drogas. No entanto, os pacientes que fizeram uso da cápsula apresentaram um maior índice de problemas renais.
“Se a pílula for aprovada pelas agências reguladoras dos países, essa seria a primeira vez em todos os medicamentos utilizados no tratamento da aids se concentrariam em apenas um comprimido, o que é um grande avanço. Seria mais uma opção de tratamento para pacientes com essa doença”, diz Brian Kearney, que também participou da pesquisa.
Fonte: Folha do Sertão
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Içara promove o IV Seminário de Redução de Perdas e Danos

A Administração Municipal de Içara, através da secretaria de Saúde, Subsecretaria de Políticas Sobre Drogas e Programa Municipal DST/HIV/AIDS, realizou nesta quinta-feira, dia 28, em comemoração a semana de luta contra as drogas, o quarto Seminário Municipal de Redução de Danos: AIDS/Drogas. O evento aconteceu no salão São Donato, Centro da cidade.

No local aconteceram, desde as 8 horas, mesas de debates sobre os temas: A realidade das drogas no cenário brasileiro e as políticas públicas; Prevenção também se ensina; Criminalidade e Aspectos Legais; Fé na prevenção; A droga como desafio para as políticas Públicas. Os assuntos foram abordados pelos profissionais Jair Arruda (enfermeiro), Marcos Vaz Pinto (pedagogo), Fernando de Faveri (delegado), e Padre Eloir Borges, também subsecretário de Políticas Públicas Sobre Drogas do município.

O seminário tem como objetivo discutir políticas de saúde com foco na redução de danos, que de acordo com o secretário de Saúde, Fernando Mazzuchetti, aborda um conjunto de estratégias individuais e coletivas que pretendem diminuir as conseqüências prejudiciais do consumo de álcool e outras drogas. “É possível diminuir o numero de casos através de um intenso trabalho de conscientização e a criação da subsecretaria de Políticas Sobre Drogas vem de encontro com a proposta, pois encaramos a situação de frente reunindo nesta grande proposta diversos segmentos da sociedade”.

“Içara está na frente. Implantamos a subsecretaria, iniciamos uma forte campanha, e conseguimos unir grupos diferenciados da sociedade. Este trabalho é indispensável para vencermos o grande mal do século, que são as drogas, prevenindo e fazendo com que as pessoas se conscientizem e ajudem a disseminar esta idéia”, destacou Padre Eloir Borges.

De acordo com a coordenadora do Programa DST/AIDS do município, Samira Abdenur, o uso de drogas ainda é um dos maiores facilitadores para a infecção do vírus HAIV. “Em Içara 40% dos infectados pelo vírus HIV se deu devido ao uso de drogas o que acaba se tornando uma cadeia de transmissão. Com certeza o usuário de drogas se torna mais vulnerável”, explica.

Fonte: Difusora 910

Pílula ‘quatro em um’ torna tratamento do HIV mais ‘seguro, simples e eficaz’

Um novo comprimido que combina quatro drogas anti-HIV em um único tratamento diário é seguro e eficaz, de acordo com um estudo publicado nos EUA.

Espera-se que a “pílula quatro em um” torne mais fácil para os pacientes manter a medicação e melhorar os efeitos de seu tratamento.

Um estudo publicado na revista especializada Lancet afirma que esta poderia ser uma “nova opção de tratamento”.

Um especialista britânico disse que a pílula era “uma grande notícia” e fazia parte de um movimento em direção a doses diárias únicas para portadores do HIV.

O HIV é incurável, e o tratamento da infecção requer terapia que combina múltiplas drogas usadas para controlar o vírus.

Isso pode significar tomar vários comprimidos em diferentes horários do dia. E esquecer de um significa que o corpo pode perder a luta contra o HIV.

Pesquisadores e empresas farmacêuticas têm combinado alguns medicamentos em comprimidos individuais, para facilitar a administração das doses.

A “pílula quatro em um” é a primeira a incluir um tipo de droga anti-HIV conhecido como um inibidor da integrase, que interrompe a replicação do vírus.

‘Segura, simples, eficaz’

Paul Sax, diretor clínico do Brigham and Women’s Hospital, em Boston, Massachusetts, e professor associado da Harvard Medical School, disse: “A adesão dos pacientes à medicação é vital, especialmente para pacientes com HIV, onde a perda de doses pode levar o vírus a tornar-se resistente.”

Ele liderou a pesquisa comparando o efeito da pílula quatro em um com o do melhor tratamento disponível até então em 700 pacientes. Ele disse que a pílula quatro em um era tão segura e eficaz quanto as opções anteriores, embora houvesse um nível maior de problemas renais, entre aqueles que a tomam.

“Nossos resultados fornecem uma opção adicional altamente potente e bem tolerada, e reforça a simplicidade do tratamento através da combinação de vários anti-retrovirais em um único comprimido.

Dr. Steve Taylor, especialista em HIV no Birmingham Heartland Hospital, disse: “Sem dúvida, o desenvolvimento de uma pílula única é um grande avanço no combate ao HIV.

“Passamos um longo tempo com pessoas tomando até 40 comprimidos três vezes ao dia”, diz.

Ele disse que o novo comprimido foi “uma grande notícia” para as pessoas com HIV e que a pílula quatro em um aumentaria as opções de tratamento.

No entanto, ele alertou que muitas pessoas ainda tinham o HIV não diagnosticado. Um quarto das pessoas com HIV no Reino Unido não sabem que estão infectadas.

A pesquisa foi financiada pela empresa de biotecnologia Gilead Sciences.

Fonte: Uol Notícias

A maconha contra o desenvolvimento do HIV

Alguns componentes da maconha podem inibir a multiplicação do HIV, ao menos em sua etapa final, ao atuar sobre os receptores virais, afirmam cientistas da Escola de Medicina Mount Sinai (EUA).

Os pesquisadores acharam que as células imunitárias dos receptores do cannabis (canabinoides CB1 e CB2) podiam afetar à propagação do HIV, publicou a revista PLoS ONE.

Os CB1 são os responsáveis da euforia e dos efeitos anticonvulsivos da maconha; os CB2 (no sistema imune a maioria) são responsáveis da ação anti-inflamatória.

Quando os cientistas de Mount Sinai trataram as células com um canabinoide que desencadeia CB2 encontraram que o receptor CB2 bloqueava um processo de sinalização do HIV e desse modo suprimia a infecção de células imunitárias em repouso.

Usaram então terapias só com receptores CB2, usando um químico que provocava CB2 nas células imunitárias infectadas pelo HIV. A consequência foi que se reduziu a infecção do resto das células.

Depois da investigação, os cientistas querem agora compreender como se comportam estes receptores sobre o vírus. Desse modo poderiam desenvolver novos fármacos que freassem a progressão da Aids.

Fonte: Bulhulfas

A AIDS E A VULNERABILIDADE

A percepção da complexidade do sujeito acometido por uma doença o leva, e a todos que estão ao seu redor, a uma reflexão do porquê de seu adoecimento, principalmente no caso de doenças que têm início em situações difíceis, como no caso da AIDS, seja pelos primeiros segmentos da sociedade a serem contaminados, como homossexuais, prostitutas e usuários de drogas, seja pela sua forma de contaminação, por sua rápida propagação e pela alta taxa de letalidade, que causam grandes impactos no modo viver dos indivíduos. Por ser transmitida via sexual, o que interfere na sexualidade, e pela forma como se deu o início da epidemia e os segmentos atingidos, símbolos do preconceito e da marginalidade, é que a AIDS ainda hoje é considerada uma doença da “moralidade”.

Apesar dos avanços, com a redução considerável na mortalidade por AIDS e uma melhora na qualidade de vida das pessoas, o estigma da moralidade e letalidade ainda é bastante presente. A síndrome foi tida inicialmente como a peste gay, pois atingia os homossexuais masculinos “desviantes de condutas” e depois grupos de riscos como prostitutas e “drogaditos”, que também estão fora dos padrões das sociedades judaico-cristãs. Tanto a AIDS como a sífilis são doenças de transmissão sexual, e as duas estão vinculadas ao sentido da moralidade: no caso da sífilis, a mulher pecadora, que é a prostituta; e no da AIDS os homossexuais masculinos. Esses estigmas e preconceitos têm implicações que vão desde o isolamento e a baixa autoestima até o abandono e a rejeição social. Com graves conseqüências físicas e psicológicas, a AIDS é também um fenômeno de natureza social acompanhado de processos de segregação baseados nos estigmas socialmente construídos e ligados às representações da doença.

Quando falamos da morte, cada sociedade reage de forma diferente. A sociedade ocidental tem grande dificuldade em lidar com este tema, não aceitando a nossa fragilidade diante da inevitabilidade de morte. No início da epidemia, receber o resultado da soropositividade era receber sentença de morte. Ainda hoje, apesar dos avanços e da AIDS já ter adquirido o status de doença crônico-degenerativa, ela ainda é carregada da simbologia da letalidade.

Muitos são os desafios que enfrentamos quando lidamos com a defesa da vida. Estar diante da doença – “A doença põe em evidência a fragilidade humana e, no caso das doenças graves e letais, a questão da finitude” (Georgia Sibele) – esse desafio é muito maior. Quando lidamos com o estigma de uma doença como a AIDS, que está associada a preconceitos e tabus desde seu surgimento, o portador de HIV deve ser acolhido nos serviços com suas dores, suas alegrias, suas necessidades, suas diferenças, seus modos de viver, sentir e estar na vida. Os profissionais que o atendem devem se despir de preconceitos e valores preexistentes, principalmente sobre sexualidade e direitos reprodutivos, possibilitar a construção de uma relação de confiança e estabelecer vínculos.

Fonte: Vermelho

Contaminação da Aids aumenta na América Latina por falta de prevenção

O número de mortos pela Aids na América Latina diminuiu devido ao maior acesso ao tratamento antirretroviral, mas a contaminação continua aumentando pela falta de programas de prevenção, informou nesta quinta-feira o Programa da ONU sobre a Aids (Unaids).

“Para cada pessoa em tratamento temos duas novas infecções. Assim nunca acabaremos com a doença. Claro que é preciso evitar as mortes, mas mais importante ainda é prevenir o contágio”, disse nesta quinta-feira à Agência Efe o diretor regional para a América Latina da Unaids, César Núñez.

Dois terços do investimento para combater a epidemia na América Latina são destinados ao tratamento, e o restante à prevenção. “Além disso, esses programas se dedicam quase que exclusivamente à população mais afetada: homossexuais, prostitutas e usuários de drogas”, indicou Núñez.

Para ele, os programas de prevenção deveriam ser mais amplos e abranger todas as pessoas, principalmente os mais jovens, que parecem ter perdido o medo da Aids. “Segundo a Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (Cepal), 25% dos partos na América Latina são de menores de 17 anos, o que significa que os jovens fazem sexo sem proteção. Embora seja um dado indireto, nos mostra que eles são passíveis de contaminação. É óbvio que falta informação e educação sexual”, explicou.

Estima-se que a cada ano ocorram na região 100 mil novas infecções. O número de pessoas com o vírus do HIV aumentou de 1,3 milhão, em 2001, para 1,5 milhão em 2010. Desse total, 36% são do sexo feminino, um número que aumentou dramaticamente nos últimos dez anos, já que em 2001 para cada dez homens infectados havia uma mulher.

Uma das razões que explicam esse crescimento da contaminação entre as mulheres é que elas são contaminadas por seus maridos ou parceiros que tiveram relações não seguras com prostitutas, ou em muitos casos, com outros homens. O principal foco de transmissão na região são os homens que mantêm relações com outros homens sem proteção. “Na América Latina, o estigma contra os homossexuais permanece. Por isso a prática continua sendo escondida em muitos lugares, e esses homens contaminam suas esposas ou parceiras””, disse Núñez.

O Panamá e a Nicarágua foram os últimos países latino-americanos a abolirem leis homofóbicas, em 2008. “Mas o estigma social continua, por isso é preciso fazer campanhas que combatam a discriminação, o que ajudará na luta contra a doença”, especificou Núñez.

De acordo com os dados disponíveis, entre 3% e 20% dos homens latino-americanos têm relações sexuais com outros homens ao longo de sua vida. Dependendo do país, entre 32% e 78% dos homens que fazem sexo com outros homens também mantêm relações com mulheres, e entre 1,7% e 41% são casados.

Atualmente, 64% da população infectada têm acesso a tratamento, algo que precisa melhorar, já que em muitos casos “chega tarde demais, quando a doença já se desenvolveu”.

Núñez destacou um problema que, apesar de estar melhorando, ainda persiste: a falta de planejamento, que gerou a ausência de remédios em países que inclusive são produtores de genéricos, como o Brasil.

Fonte: Agência EFE

Fiocruz adquire tecnologia para produzir remédio contra a Aids

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) assinou na última sexta-feira (11) uma parceria para produzir no Brasil um dos remédios usados no tratamento contra a Aids. O atazanavir faz parte do coquetel de drogas usadas no combate ao vírus HIV e é produzido pelo laboratório norte-americano Bristol-Myers.

Com o acordo, a tecnologia será transferida ao Instituto de Tecnologia em Fármacos da Fiocruz, conhecido como Farmanguinhos. De acordo com o diretor da unidade, Hayne Felipe, o acordo deve durar até 2017 – tempo necessário para que todo o conhecimento sobre o medicamento seja aprendido pelos profissionais no Brasil e o remédio seja fabricado totalmente em território nacional.

“Esse tempo é normal para a transferência de uma tecnologia deste tipo e é também quando termina a patente do produto”, explica. Já em 2013, o laboratório norte-americano irá produzir o remédio com a identidade nacional da Farmanguinhos. Dois anos mais tarde, o instituto brasileiro já estará respondendo por 50% da produção do atazanavir.

Vendida com o nome de Reyataz, a droga é classificada como um antirretroviral inibidor de protease, um tipo de remédio que impede o amadurecimento do vírus e que ele infecte outras células.

O Ministério da Saúde espera reduzir em 41% seus gastos com o atazanavir. Além disso, a pasta vê o domínio tecnológico como uma garantia de acesso do paciente ao medicamento. Somente em 2011, o governo federal gastou R$ 128,2 milhões para comprar mais de 25 milhões de cápsulas do medicamento. Cerca de 43 mil pessoal foram beneficiadas no período.

Para 2012, a Fiocruz ainda deverá debater com o Ministério da Saúde sobre qual será a demanda. “Nós vamos conversar, talvez o Ministério precise adquirir até mais do que neste ano que estamos”, afirma Hayne Felipe.

A nova tecnologia vai ajudar no desenvolvimento do laboratório nacional. “Nosso grande desafio é adquirir competitividade frente às grandes indústrias internacionais. Por outro lado, o acordo com a Bristol contribui para maior disponibilidade do medicamento”, argumenta.

Fonte: EPTV