Associação de indústria pornô dos EUA pede pausa por casos de HIV

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Uma associação que representa a indústria de cinema pornográfico nos Estados Unidos pediu na sexta-feira (6) uma nova parada na produção de filmes para adultos em todo o país, depois que um novo caso de HIV em um ator pornô foi detectado.

A associação Free Speech Coalition forçou uma suspensão na produção de cinema pornô durante uma semana no mês passado, depois que a atriz Cameron Bay foi diagnosticada com o vírus HIV.

As análises com os parceiros de elenco de Bay deram negativo.

O novo pedido de moratória acontece depois que outro ator, vinculado sentimentalmente a Bay, Rob Daily, anunciou que também está infectado com o HIV.

As moratórias tentam fazer com que os atores voltem a se submeter a testes de doenças sexualmente transmissíveis antes de começar a realizar novas filmagens.

Em comunicado, a associação diz que apesar de não haver provas de que a transmissão do HIV tenha acontecido durante uma filmagem, preferiu tomar esta medida de precaução para evitar novos contágios.

Estes últimos casos aumentam a pressão para que a indústria americana de filmes para adultos se submeta à obrigação generalizada de utilizar preservativos nas filmagens, algo que o condado de Los Angeles já faz.

A Califórnia, referência desta indústria nos Estados Unidos, está debatendo a possibilidade de obrigar o uso do preservativo em todo o Estado para evitar problemas de saúde como os que ocorreram no último mês.

Fonte: Folha de São Paulo

Epidemia de Aids em pessoas com mais de 50 será um dos desafios de Obama

Reeleito presidente dos Estados Unidos, Barack Obama terá entre seus maiores desafios o avanço econômico do país, a geração de empregos e a criação de um sistema universal de acesso à saúde. No combate à aids, Obama terá que enfrentar uma epidemia crescente em pessoas com mais de 50 anos.

Atualmente, cerca de 10% das novas infecções pelo HIV nos Estados Unidos ocorrem entre pessoas com mais de 50 anos. Segundo o diretor do Escritório Nacional de Políticas Anti-Aids, Grant Colfax, ” a prevenção entre pessoas mais velhas é mais complicada porque os médicos são menos propensos a considerar a possibilidade de infecção nesta população.”

Segundo dados nacionais, as taxas de HIV entre pessoas com mais de 50 anos são 12 vezes maiores em afro-descendentes e cinco vezes maiores nos latinos, em comparação com os brancos. Um dos fatores que colaboram com este fenômeno é o fato das populações negras e latinas terem, em geral, menos acesso aos cuidados clínicos.

Durante sua campanha à reeleição, Obama não citou o combate à aids como prioridade, segundo reportagem publicada recentemente pelo site Global Post. Este conceituado portal de notícias ressalta que, apesar de ter mantido o PEPFAR (Plano de Emergência do Presidente dos EUA para o alívio da Aids) – criado em 2003 por George W. Bush – a gestão Obama deixou de usar, em 2012, quase 1,5 bilhão de dólares reservados para este Plano.
Taxas de HIV entre pessoas com mais de 50 anos são 12 vezes maiores em afro-descendentes e cinco vezes maiores nos latinos

O presidente reeleito foi elogiado por criar um plano nacional contra a epidemia, mas segundo ativistas, os meios para se atingir as metas traçadas ainda não estão claros.

Em 2010 e 2012, durante as Conferências Internacionais de Aids na Áustria e nos Estados Unidos, respectivamente, ativista criticaram Obama por manter as mesmas políticas conservadoras que Bush na área.

Os militantes destacaram o fato do governo Obama continuar trabalhando como ” parceiro e amigo” da indústria farmacêutica. Segundo documento divulgado na Conferência de Washington, os Estados Unidos criaram uma lista de ” Atenção Especial” para alguns países, como o Brasil, a Índia e a Tailândia, depois que essas nações se recusaram a pagar pelos altos preços das patentes dos medicamentos antiaids fabricados por laboratórios.

Brasil
Em entrevista à Agência de Notícias da Aids em 2011, a coordenadora no Brasil do Departamento de Aids da USAID (Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional), Nena Lentini, afirmou que o foco da Agência é apoiar estratégias de aconselhamento e testagem rápida entre grupos de maior vulnerabilidade ao HIV.

Uma das ações que a agência apoia no Brasil é o projeto Quero Fazer. Trata-se de uma unidade móvel de teste rápido para HIV que oferece o resultado em cerca de 30 minutos, com sigilo e segurança. O trailer fica estacionado próximo a locais onde gays, HSH (homens que fazem sexo com homens) e travestis costumam frequentar, em horários alternativos aos serviços disponíveis. A iniciativa é executada pelo Espaço de Prevenção e Atenção Humanizada (EPAH) em parceria com o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

Fonte: Midia News

Elton John denuncia discriminação de presos com AIDS nos EUA

O cantor e compositor Elton John denunciou nesta semana, no jornal The Washington Post, a discriminação e injustiça de que são vítimas os detentos soropositivos nas prisões do Alabama (sul) e Carolina do Sul (sudeste) dos Estados Unidos. “No Alabama, os prisioneiros soropositivos devem usar uma braçadeira branca para distingui-los dos outros detentos”, explicou o cantor em um editorial.

Na Carolina do Sul, cerca de 400 portadores do vírus HIV, mesmo os presos por infrações menores, são encerrados em infraestruturas dotadas de segurança máxima, similares a “corredores da morte”, criticou o presidente da Fundação de Combate a Aids que leva seu nome. “O HIV não é uma condenação à morte. Ser um simples portador do vírus não merece nem uma pena cruel e incomum, nem ter negadas as possibilidades de reinserção na sociedade”, escreveu ainda.

O astro do rock denuncia também que a maior parte dos detentos nestes dois estados passarão mais tempo atrás das grades do que outros prisioneiros soronegativos condenados a penas similares simplesmente porque não são elegíveis para de programas de libertação antecipada.

Fonte: Portal Terra /AFP

Doença semelhante a aids é descoberta por pesquisadores

Pesquisadores identificaram uma doença misteriosa que causa sintomas semelhantes aos da aids e já afetou pessoas na Ásia e nos Estados Unidos, embora elas não estejam infectadas pelo HIV. Com a doença, o sistema imunológico dos pacientes fica frágil e incapaz de se defender de germes e possíveis problemas. A causa da doença é desconhecida, mas parece não ser contagiosa.

Esse é um outro tipo de imunodeficiência adquirida que não é hereditária e afeta os adultos, mas não espalha da mesma maneira como a aids por meio de um vírus, disse Sarah Browne, cientista do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas. Ela ajudou a conduzir o estudo com pesquisadores na Tailândia e Taiwan, onde a maior parte dos casos foram encontrados desde 2004. O relatório está na New England Journal of Medicine.

De acordo com Dennis Maki, especialista em doenças infecciosas da Universidade de Wisconsin, em Madison, é possível que algum tipo de infecção desencadeie a doença, mesmo que a doença em si não se propague de uma pessoa para outra.

No geral, a doença se desenvolve em torno de 50 anos de idade, mas não é uma característica de grupos familiares, o que torna improvável a causa genética, disse Browne. Alguns pacientes morreram de fortes infecções, entre eles alguns asiáticos que vivem nos Estados Unidos.

Kim Nguyen, de 62 anos, uma costureira do Vietnã que viveu no Tennessee desde 1975, estava gravemente doente quando procurou ajuda para uma febre persistente, infecções ao longo de seus ossos e outros sintomas estranhos em 2009. Ela esteve doente por vários anos e visitou o Vietnã em 1995 e em 2009. “Ela estava com uma infecção sistêmica, que a princípio parecia tuberculose, mas não era¿, disse o Carlton Hays Jr, um médico de família na Clínica Jackson em Jackson, em Tennessee. “Ela é uma mulher pequena, seu peso foi de 91 kg para 69 kg”.

Nguyen foi encaminhada para especialistas do Instituto Nacional de Saúde e está fazendo tratamento. “Eu me sinto muito bem agora, mas sentia tonturas, dores de cabeça e não conseguia comer nada”, contou a costureira.

O HIV destrói células T, responsável por defender o sistema imunológico. Por outro lado, a nova doença não afeta as células, mas causa um tipo diferente de danos no organismo. Em um estudo feito com mais de 200 pessoas, Browne descobriu que a maioria dos pacientes criava anticorpos que bloqueavam o interferon gama, um sinal químico que ajuda o corpo a eliminar as infecções.

Assim, a doença deixa a pessoa vulnerável a vírus, infecções por fungos e parasitas, mas especialmente micobactérias, um grupo de germes semelhantes a tuberculose, que pode causar danos graves nos pulmões.

Como os antibióticos nem sempre são eficazes, os médicos têm tentado várias abordagens, incluindo medicamentos contra o câncer que ajudam a suprimir a produção de anticorpos. A doença desaparece assim que a infecção é controlada, mas como afeta o sistema imunológico, se torna uma condição crônica, dizem os especialistas.

O fato de que quase todos os pacientes afetados com a doença viverem na Ásia ou serem de origem asiática sugere que fatores ambientais ou genéticos podem desencadeá-la, segundo os pesquisadores.

Fonte: Portal Terra

Estudo: novo coquetel reduz risco de mãe transmitir HIV para bebê

Após dez anos de pesquisa, um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Universidade da Califórnia (Ucla), feito na África do Sul, Argentina, nos Estados Unidos e no Brasil, aponta que a combinação de dois ou três antirretrovirais diminui o risco de mães portadoras do vírus HIV contaminarem seus bebês recém-nascidos. A pesquisa foi publicada na revista científica The New England Journal of Medicine.

O protocolo até então adotado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para evitar a chamada transmissão vertical, quando o vírus vai da mãe para o bebê durante a gestação, era iniciar o tratamento do recém-nascido com o antirretroviral AZT em até 48 horas depois do parto. Essa medida reduz o risco de contaminação da criança para 5%.

Uma das coordenadoras gerais da pesquisa, a médica infectologista Valdiléa Veloso, diretora do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Ipec/Fiocruz), explica que participaram do estudo mulheres que não sabiam da condição de soropositivas durante a gestação e descobriram a doença pouco antes do parto. Portanto, não foram tratadas com o AZT durante a gravidez.

“Para essas crianças cujas mães são diagnosticadas muito tardiamente, dando uma combinação de medicamentos, em parte, compensa-se o tratamento da mãe que não foi feito. Assim, se consegue proteger melhor essas crianças”, explicou Valdiléa Veloso.

A pesquisa foi feita com 1.684 crianças, separadas em três grupos. O primeiro foi tratado apenas com o AZT. O segundo grupo recebeu AZT e nevirapina. O terceiro grupo recebeu AZT, nelfinavir e lamivudina. Em todos os casos, a primeira dose foi ministrada nas primeiras 48 horas de vida da criança, e o tratamento durou seis semanas.

O resultado mostrou que 140 bebês foram contaminados antes do tratamento, sendo 97 durante a gestação e 43 no parto. Três meses depois do tratamento, 4,8% dos bebês que tomaram apenas AZT tinham sido contaminados. Entre os que receberam dois medicamentos, o índice caiu para 2,2% e, entre os que tomaram a combinação de três antirretrovirais, a taxa de contaminação ficou em 2,8%, sendo essa terapia a mais tóxica.

A pesquisadora lembra que filhos de mães soropositivas tratadas durante a gestação já apresentam menos de 1% de chance de serem contaminados. Sem o tratamento, o risco chega a 25% e sobe para 40% no caso da mãe amamentar a criança.

Valdiléa lembra que o protocolo de prevenção e tratamento da aids no Brasil existe desde 1994, mas nem sempre é seguido. “Infelizmente, nem todas fazem o pré-natal, nem todas que fazem o pré-natal fazem o teste, nem todas que fazem o teste recebem o resultado a tempo de serem medicadas, nem todas que são indicadas para o tratamento dão continuidade ao tratamento durante o pré-natal. Então, a gente vai perdendo um pouquinho em cada etapa. E o mais grave é que, infelizmente, em uma parte das mulheres, ainda, o diagnóstico é feito ali, na hora que ela chega na maternidade já em trabalho de parto”.

De acordo com a médica, os padrões de tratamento no mundo já mudaram com base nesses resultados, sendo recomendados oficialmente pela OMS e adotados nos Estados Unidos, na Europa e no Brasil.

Fonte: Portal Terra

CRT DST/AIDS recebe delegação americana

Uma delegação do Congresso dos EUA e do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC-sigla em inglês) visitou o Centro de Referência e Treinamento em DST/aids da Secretaria de Estado da Saúde do Estado de São Paulo na manhã da última segunda-feira, 13 de agosto.

Segundo a coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids, Maria Clara Gianna, responsável pela recepção da delegação, “o encontro teve o objetivo de avaliar o resultado da parceria estabelecida entre o governo norte-americano e o brasileiro em relação ao financiamento de projetos para o enfrentamento da epidemia de HIV/aids em São Paulo e no País.”

Fizeram parte da delegação John Bartrum (Casa Branca), Laura Friedel (Senado dos EUA), Dr. Tom Frieden (CDC), Dr. Abraham Miranda (Departamento de Saúde), Dr. Edward Trimble (National Cancer Institute), Gray Handley (National Health Institute), Kristin Kelling (CDC) e Kimerbly Dills (CDC).

E do Brasil, Susan Boggess (Consulado dos EUA em São Paulo), Juliana Vallini (Secretaria de Vigilância em Saúde), Dr. Aristides Barbosa (CDC-Brasil), Dr. Marcos Boulos (Coordenação de Controle de Doenças, Secretaria de Estado da Saúde) e Hélio Caiaffa (Coordenação de Controle de Doenças, Secretaria de Estado da Saúde).

Fonte: Agência de Notícias da AIDS

Conferência Internacional de Aids: contradições entre discurso e ação

Com o subtítulo de “Mudando a maré juntos”, a 19ª Conferência Internacional de Aids, realizada em Washington DC em julho, pautou o que a sociedade civil diz há anos: apenas uma aproximação maior entre a perspectiva biomédica e comunitária pode alcançar resultados efetivos em programas de prevenção ao vírus, e ao tratamento e apoio às pessoas vivendo com HIV. Mas, mesmo não sendo uma novidade, foi muito importante que esta certeza estivesse presente no discurso de autoridades políticas relevantes.

A Conferência abriu e fechou com falas convergentes entre ciência e política – iniciando pela Secretária de Estado americana, Hillary Clinton e concluindo com a maravilhosa e a recém-empossada diretora da Sociedade Internacional de Aids (IAS) e uma das descobridoras do HIV, Dra. Françoise Barré-Sinoussi que destacaram que uma articulação efetiva entre ciência, mobilização comunitária, se adequadamente financiada, pode tornar real o sonho de novas gerações viverem livres da aids. Elton John, Bill Gates e o presidente francês François Hollande fizeram coro: para mitigar os efeitos da epidemia é preciso expandir o acesso ao tratamento em todo o mundo e aumentar esforços coletivos e articulados.

O resultado do estudo HPTN052, por exemplo, que demonstrou a eficácia do acesso a tratamento como uma ferramenta de prevenção, foi debatido em várias sessões. Porém, como foi mostrado em artigo da publicação científica The Lancet, não se trata apenas de tornar pílulas disponíveis às pessoas. Os meios biomédicos não podem ser isolados das ações comunitárias de educação para promover comportamentos preventivos que incluam diferentes alternativas – desde o contínuo uso de preservativos até os consistentes programas de redução de danos para as populações usuárias de drogas injetáveis.

Nesse contexto de expansão do tratamento e prevenção, foi interessante também notar o reconhecimento formal da comunidade científica de que há uma enorme lacuna a ser suprida no campo das pesquisas com foco na mulher. Isso é especialmente importante ao considerarmos que, ao longo dos anos, a infecção pelo HIV vem crescendo entre as mulheres em todo o mundo. Na América Latina, como destacou o Coordenador Regional do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (Unaids), César Nuñez, as mulheres representam um terço do um milhão e meio de pessoas infectadas.

Mas, como falar em expansão e sustentabilidade das respostas ao HIV em um cenário de crise mundial?

Esse foi um tema que permeou muitos dos debates em Washington e logo na abertura, a Secretária Clinton anunciou a doação de dois milhões de dólares para o Fundo Robert Carr, voltado a projetos de base comunitária em redes. Já o Presidente François Hollande declarou publicamente seu compromisso em direcionar dez por cento dos recursos obtidos com os Tributos sobre Transações Financeiras (TTFs) criados na França para o combate à pobreza e às vulnerabilidades sociais e ambientais, como também para projetos de expansão do acesso a tratamento ao HIV em países com alto grau de infecção. As TTFs, aliás, foi um dos temas novos desta Conferência. Além de serem sugeridas em diferentes ocasiões como mecanismo inovador de financiamento pelo Diretor Executivo do Unaids e sub-secretário geral da ONU, Michel Sidibé, e ter um dos grandes blocos da marcha da aids pelas ruas da capital norte-americana, foi alvo de sessões organizadas pela sociedade civil – duas, inclusive organizadas pela LACCASO (www.laccaso.org).

Mas, claro, nem tudo são flores. E, como sempre, coube às organizações da sociedade civil chamar atenção para as contradições entre os discursos oficiais e as práticas nos países. Profissionais do sexo e pessoas que usam drogas continuam impedidas de entrarem nos Estados Unidos apesar dos Direitos Humanos, por exemplo, terem sido celebrados em todas as sessões. Além disso, em vários painéis foram apresentadas situações nas quais, apesar da comprovação de que o ambiente jurídico deve ser um garantidor de direitos ao invés de incentivador de estigma e discriminação, países continuam sem reconhecer que a falta de garantia dos Direitos Humanos são evidentes barreiras tanto para a prevenção quanto ao acesso a tratamento.

A sociedade civil também destacou que os impactos dos acordos econômicos de zonas de livre comércio, que reforçam as teses de propriedade intelectual, continuam a dificultar o acesso a medicamentos genéricos para o tratamento ao HIV. Houve grande ênfase na cobrança de maior responsabilidade e coerência entre os discursos e ações dos países doadores – a União Europeia, por exemplo, está em negociação com a indústria farmacêutica para o endurecimento de leis de propriedade intelectual para medicamentos.

Finalmente, reforçando a demanda pelo monitoramento dos acordos internacionais para enfrentar o HIV e a aids, a Gestos, LACCASO e ITPC soltaram o teaser da campanha 15 milhões de pessoas até 2015 – “15 até 15: Não esqueceremos. Não perdoaremos”, que seré lançada em dezembro, em Genebra.

Mesmo com os discursos enfáticos durante toda a Conferência de políticos e gestores, também continua óbvio que sem superar as barreiras legais e de financiamento, sem diminuir o estigma e discriminação e sem melhorar significativamente a gestão da saúde, promovendo uma real interface com outros setores, as metas acordadas não serão alcançadas. No entanto, apenas em um painel, organizado pela delegação da sociedade civil no Conselho do Unaids, debateu-se sobre o futuro dos compromissos após 2015.

A 19ª Conferência deixou claro que a aids continuará sendo um desafio excepcional ainda por muitas décadas. A nossa sessão, porém, mostrou que infelizmente nas Nações Unidas ainda não se sabe como pautar o tema na agenda que agora se firma como Pós-2015 e que será mais disputado com a Rio+20. O aprofundamento deste debate, certamente, foi uma das grandes lacunas em Washington.

*Alessandra Nilo teve apoio de Claudio Fernandes na producção deste arigo

Alessandra Nilo é jornalista e coordenadora de Políticas Estratégicas da Gestos, Secretária Regional da LACCASO (Conselho Latinoamericano e do Caribe de ONG/AIDS) e representante da América Latina na delegação da sociedade civil no PCB Unaids (Conselho Diretor do Unaids).

Claudio Fernandes é economista e ativista voluntário da Gestos e LACCASO.

Fonte: Agência de Noticias da AIDS