Novos casos de HIV dobram em 1 ano em Vila Velha, segundo prefeitura

O número de novos casos de infectados pelo vírus HIV mais que dobrou em Vila Velha, na região Metropolitana do Espírito Santo, segundo dados do Programa DST/AIDS da Secretaria de Saúde do município. De 2011 para 2012, o número saltou de 41 para 103. E neste ano,já foram registrados 41 novos casos. Entre os jovens de 18 e 29 anos, a quantidade de exames positivos também aumentou. Em 2011, foram 21 casos. No ano seguinte, 43 eram jovens.

Para a médica responsável pelo programa, Nilzete Messner, os dados da pesquisa revelam que os jovens não têm mais medo da doença. “Não é como na década de 80, quando as pessoas morriam de AIDS rapidamente. Vários artistas morreram de AIDS e acho que isso fez aquela geração sentir mais medo da doença. Infelizmente esse medo já não é o mesmo nos dias de hoje”, afirmou. 

Uma das pessoas que enfrenta a doença tem 26 anos e prefere manter a identidade preservada. Ela contou que descobriu que era HIV positivo há dois meses, quando teve um problema de saúde. “Há dois anos eu estava em uma relação e acabei não usando preservativo com meu namorado. Depois disso, ele me contou que era HIV positivo. Por dois anos eu imaginei que também pudesse ter HIV, mas não fazia o teste por medo. Até que há dois meses eu tive um problema de saúde, que me fez fazer o teste. Não me surpreendi com o resultado positivo por que já desconfiava. Senti muita raiva dele, por ele ser da área de saúde e saber de sua condição”, disse.

 

A médica também pontuou que o os dois principais motivos para o aumento no número de casos são comportamento sexual de risco e a visibilidade do serviço de testagem rápida para HIV. “O que leva esses jovens a adotar um comportamento de risco é a falta de informação. É cultura antiga que ainda persiste. Em épocas passadas ninguém usava preservativo. Hoje, para iniciar a vida sexual usando camisinha, tem de ser conversado desde o início da adolescência, e isso falta. Falta muita conversa˜, completou.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Vila Velha, é possível realizar o teste gratuito no Centro de Testagem e Aconselhamento DST/AIDS, no prédio da secretaria, que fica no Centro de Vila Velha. O telefone para contato é o (27) 3139-9151.

Fonte: G1

Pacientes com HIV/Aids de São Paulo também sofrem com lentidão e precariedade nos serviços municipais de saúde

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Segundo matéria divulgada na Folha de S. Paulo desta sexta-feira, 18 de janeiro, a cidade de São Paulo tem, na rede municipal, cerca de 661 mil pedidos de exames, consultas ou cirurgias a serem feitos e a espera por alguns deles pode chegar a 35 meses. O novo secretário de saúde, José de Filippi Junior, admitiu a gravidade da situação e disse só ter tomado conhecimento dela na última semana. 

No entanto, para pacientes que fazem o tratamento do HIV na cidade, a situação já é uma velha conhecida. Lucas Soler, representante da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids (RNP+), explica que quando os pacientes saem da área da infectologia e dos serviços especializados e caem na rede básica de saúde, sentem na pele a precariedade do serviço. 

“A infectologia ainda é um serviço especializado para essa população, tem um suporte, uma base, e funciona apesar das adversidades. Mas quando caímos na rede básica, nos deparamos com as mesmas dificuldades que o resto da população e com o despreparo do serviço, inclusive despreparo com as pessoas vivendo com HIV/Aids”, conta. 

Nair Britto, do Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas (MNCP), concorda e narra a mesma cena. “Eu, por exemplo, me trato no Centro de Referência e Tratamento (CRT) em DST/Aids da cidade, e lá conseguimos contar com vários especialistas, então vai rápido. Mas é só sair do CRT que nos deparamos com essa situação. Imagina como é para quem não tem esses especialistas, como nós temos”, diz a ativista. 

Os pacientes narram lentidão e outras falhas em mais de uma especialidade. Lucas Soler, por exemplo, esperou 4 meses por uma ressonância magnética, sob a justificativa que a máquina estava quebrada, até que resolveu fazer o exame pelo convênio. Já Nair relata que uma consulta com um endocrinologista leva, em média, 2 meses para acontecer. 

Já José Araújo Lima, da Associação de Espaço e Prevenção Humanizada (EPAH), destaca que a precariedade é um aspecto comum em todas as áreas, mas que a saúde mental e a correção da lipodistrofia são os maiores problemas enfrentados pelo portador de HIV. Segundo ele, é muito raro conseguir ser atendido por um profissional da área de saúde mental, havendo pouquíssimos disponíveis. 

“E no tratamento da lipodistrofia, embora seja de competência do estado, nós também sentimos a ausência do município”, diz ele. “Conheço casos de pacientes que levaram mais de 3 anos para conseguir a cirurgia de correção. Pra quem vive do SUS, esses dados são verdadeiros”, critica. 

Cid Carvalhaes, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), divulgou nota à imprensa sobre o assunto. Para ele, o quadro alarmante se dá pela precariedade do sistema resultante de diversas administrações que não tiveram a saúde como prioridade. 

“A realidade é que o serviço municipal de saúde está sucateado. Diariamente, a saúde pública foi sendo mais marginalizada pelos administradores até chegar ao estado caótico que encontramos hoje”, afirmou Carvalhaes. Um dos principais problemas avaliados pelo Simesp é a gestão de recursos, além da falta de fiscalização eficiente dos vínculos público-privados. 

Para Lucas Soler, a situação é ainda mais preocupante por causa dos rumores de que os serviços de DST/Aids seriam descentralizados para a atenção básica, o que faria com que estes pacientes passassem a depender ainda mais destes serviços. “A atenção básica está um caos, ela sofre com imensa desorganização, falta de profissionais e outros problemas, então ficamos muito preocupados com a possibilidade”, finaliza.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS

Casos de aids têm queda de 35% em Várzea Grande

O Serviço de Atendimento Especializado e o Centro de Testamento e Aconselhamento (SAE/CTA) da Secretaria Municipal de Saúde divulgam os relatórios estatísticos dos exames de HIV, em Várzea Grande. Os dados são referentes ao período de 01 de janeiro a 26 de novembro de 2011 e 2012.

De acordo com os dados do Sistema de Informação dos Centros de Testagem Aconselhamento em AIDS (Si-CTA), em 2011 foram coletados 1.854 exames, sendo que 41 apresentaram soro positivo. Destes 1854 exames, 600 são homens, resultando em 26 soros positivos. Já nas 1.254 mulheres, 15 delas apresentaram soro positivo.

Em 2012, 2.539 colheram o exame e, em 32 pessoas foram detectados soro positivo. De 804 homens, 17 confirmaram positivos. Entre as 1.735 mulheres atendidas, 15 soro positivo.

Conforme o gerente SAE/CTA – Programa DST/AIDS, João Paulo Alcântara Ortega, os dados estatísticos de HIV correspondem à intensificação dos exames. “Este ano intensificamos os exames e reduzimos o número de casos positivos em comparação ao mesmo período do ano de 2011. Verificamos ainda que os casos são mais incidentes na faixa etária de 20 a 39 anos”, destaca.

João Paulo observa que o número de mulheres que contraíram o vírus em 2011 não diminuiu, continuando com 15 soro positivo. No entanto, nos casos masculinos houve uma redução em 2012, de 26 soro positivo para 17 confirmados, ou seja, uma redução de quase 35%.

Fonte: O Documento

Rio oferece testes rápidos de aids no próximo sábado

A prefeitura do Rio espera fazer 30 mil testes rápidos de aids no próximo sábado, como parte da campanha nacional Fique Sabendo. Em 2011, foram 17,5 mil exames na capital fluminense, segundo o subsecretário de Atenção Primária e Vigilância da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil, Daniel Soranz. “No ano passado, no Fique Sabendo, a prefeitura do Rio de Janeiro foi a que fez o maior número de exames em um único dia. Nesta nova campanha, a gente pretende repetir a marca, com maior número de exames do País”, disse.

No próximo sábado, Dia Mundial de Luta Contra a Aids, unidades de saúde ficarão abertas das 8h às 17h. Normalmente, as unidades funcionam de 8h às 12h. Iniciada no dia 10 de novembro, a campanha Carioca da Prevenção oferece testes para detecção do vírus HIV e da sífilis em 200 postos de saúde e clínicas da família em toda a capital, em parceria com a Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual, órgão da prefeitura. Somente no dia 10 de novembro, quando teve início a ação, 21,6 mil exames foram feitos.

Daniel Soranz explicou que qualquer cidadão pode fazer os exames. É coletado sangue do paciente e o resultado sai em aproximadamente oito dias. O resultado ficará disponível nas unidades de saúde e na internet. Segundo Soranz, os casos de aids e sífilis no Rio estão dentro da média brasileira. “Com o aumento da disponibilidade de exames, a gente espera encontrar mais casos precocemente para proteger a população de casos futuros”, disse.

Quem procurar as unidades de saúde também poderá se vacinar contra a hepatite B e, no caso das mulheres, fazer o exame preventivo do câncer de colo de útero. Haverá ainda aferição de pressão arterial, distribuição de material educativo e de preservativos, além de atividades de promoção à saúde. Para obter mais informações sobre onde fazer o teste, os interessados podem ligar para a central de atendimento da prefeitura pelo telefone 1746.

Fonte: Terra

Cursos de testes rápidos de AIDS, Sífilis e Hepatites estão sendo ministrados a profissionais da saúde

Enfermeiras de Três Lagoas estão recebendo cursos de capacitação para implantação e realização de testes rápidos de diagnóstico de AIDS, sífilis e hepatites virais em gestantes.

A capacitação é promovida pela Secretaria Municipal de Saúde em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde de Mato Grosso do Sul.

Segundo a assessoria da prefeitura, mais de 20 enfermeiras das Unidades Básicas de Saúde (UBS), Estratégia de Saúde da Família (ESF) e Estratégia de Agentes Comunitários de Saúde (EACS), participam da capacitação nesta terça-feira (13) e nesta quarta-feira (14), nos períodos matutino e vespertino.

Ainda de acordo com informações da assessoria, o curso é um dos passos iniciais de procedimentos exigidos pela Secretaria Estadual de Saúde para que Três Lagoas possa participar do Programa de Testes Rápidos, custeados com recursos do Ministério da Saúde.

Além de exames de extrema importância para o pré-natal de gestantes de alto risco, serão testes rápidos de gravidez, sífilis, HIV e proteinúria.

Integrando as múltiplas ações da Secretaria Municipal de Saúde, a capacitação das enfermeiras prepara Três Lagoas para a Mobilização do Diagnóstico de Aids, Sífilis e Hepatites Virais que acontece no próximo dia 26 de novembro e se estende até 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta Contra a AIDS.

Na data da luta contra a AIDS a Praça Senador Ramez Tebet irá receber diversas atividade relacionadas ao tema.

Fonte: Capital NEWS

Aids preocupa e Jundiaí faz testes gratuitos

Jundiaí aderiu à campanha “Fique Sabendo 2013” e, a partir desta semana, vai ampliar o acesso da população ao teste HIV/Aids. De quinta-feira até o dia 30, o exame poderá ser feito em cinco UBSs (Unidades Básicas de Saúde), além do CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento), onde já são feitos rotineiramente.

De acordo com a coordenadora do CTA, Maria de Lurdes Munhoz, a campanha será realizada em todo Brasil, tendo em vista a importância do diagnóstico precoce para o controle da doença, a garantia da qualidade de vida do paciente e a diminuição da transmissão involuntária. “Em 2011 realizamos mais de 350 testes no período de campanha”, informou. Do total de testes feitos no ano passado, foi diagnosticado um caso positivo. Para 2012 estarão disponíveis 500 testes convencionais e 200 testes rápidos. Jundiaí registrou, segundo o Sinan – Sistema Nacional de Informação de Agravos de Notificação, no período de 2007 a 2011, 216 casos de Aids em pessoas residentes na cidade, sendo 162 homens e 54 mulheres.

Segundo Maria de Lurdes, o teste é sigiloso e gratuito e deve ser feito por todas as pessoas que passaram por uma situação ou comportamento de risco, ou seja, relações sexuais (oral, anal ou vaginal) sem preservativo ou compartilhamento de agulhas, seringas e outros materiais perfurocortantes contaminados.

Tome nota/ De 22 a 30 de novembro, das 8h às 18h, serão feitos testes convencionais nas UBSs Tamoio e São Camilo. No mesmo período, só que das 8h às 16h, o atendimento será na UBS Morada das Vinhas e no CTA. A Secretaria de Saúde vai oferecer testes rápidos que poderão ser feitos no dia 24 de novembro, das 9h às 15h, na UBS Novo Horizonte, e nos dias 29 e 30, das 17h às 21h, na UBS Central.

Fonte: Agência Bom Dia

A Aids que (ainda) mata

Dois conhecidos morreram em decorrência da Aids na ultima semana. Um com 29 anos e outro com 33. Ambos bem bonitos e animados. Eu nem imaginava que eles tinham o vírus. E nem eles. Em comum, ambos morreram porque não sabiam que estavam infectados. Esse é, hoje, o maior problema da Aids: morre quem não sabe que tem o vírus e quando descobre é tarde demais.

Vou explicar melhor: esses dois amigos já chegaram ao hospital com alguma doença oportunista (no caso, pneumonia). No hospital, como é praxe, os médicos pediram a coleta de sangue e só então eles souberam que tinham o HIV. E, pior, que o sistema imunológico já havia sido afetado de tal forma que o corpo não conseguia mais lutar contra a doença oportunista. Ainda que os médicos administrasseem o coquetel anti-HIV em altas doses, o corpo não reagiria a tempo. A pneumonia levou ambos a insuficiência respiratória e, consequentemente, à morte.

Por outro lado, tenho amigos (e são vários) que convivem muito bem com o tratamento anti-HIV e levam uma vida bem próxima do normal. Mas, claro, não é fácil para eles: são doses cavalares de remédios diários, exames periódicos e o preconceito todo que ainda sofrem. Ainda que com todos esses percalços, nunca vi nenhum deles que se tratam de forma séria ser internado ou ficar doente. Portanto, mil vezes saber que está com HIV e se tratar do que não saber e acabar no leito de um hospital entre a vida e a morte.

Passado o susto de saber que se está com HIV (ou o alívio de não estar) vem a hora de enfrentar o novo momento e há uma rede enorme de assistência médica e psicológica no Brasil para isso. Não tenha medo e vá se testar.

Escrito por Marcelo Cia

Fonte: MIX Brasil