Número de grávidas com HIV registra crescimento de 76% em Alagoas

O número de grávidas infectadas com o vírus HIV em Alagoas subiu mais de 76% este ano, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Segundo a superintendente de Atenção à Saúde, Sandra Canuto, a detecção das mulheres infectadas aumentou depois que o teste rápido foi distribuído nos municípios.

A Sesau atribui o alto índice de infecção à falta de conscientização, principalmente entre os jovens. “As mães infectadas geralmente são as mais jovens e com baixa instrução”, revelou a superintendente, que destacou também a importância dessas mulheres fazerem o pré-natal corretamente para que o bebê não seja infectado pelo vírus.

Mais de 24 municípios receberam o teste rápido de HIV e cerca de 500 profissionais foram capacitados para realizar o exame. Isso fez com que mais mães infectadas fossem identificadas.

De acordo com Sandra Canuto, apesar do aumento, o número ainda está abaixo do esperado. “A tendência é que esse número aumente com o envio de mais testes rápidos para o interior”, afirmou.

Fonte: TNH1

Descoberta sobre mudança no microbioma do pênis após circuncisão pode contribuir com novas pesquisas para prevenção do HIV

A circuncisão altera drasticamente o microbioma do pênis, o que pode representar mais uma razão para que os homens circuncidados tenham maior proteção contra o HIV e outras infecções durante o ato sexual sem camisinha com mulheres, informa um estudo publicado nesta terça-feira, 16 de abril, no jornal on-line da Sociedade Americana de Microbiologia, mBio

O estudo pesquisou o efeito da circuncisão em tipos de bactérias que vivem abaixo do prepúcio do pênis antes e depois da circuncisão. Um ano após o procedimento, o total de bactérias na área mudou drasticamente. A prevalência de bactérias anaeróbias, que se proliferam em ambientes com pouco oxigênio, diminuiu e a quantidade de algumas das aeróbias aumentou. 

Segundo os pesquisadores, outros estudos já mostraram que a circuncisão masculina diminui o risco de infecção pelo HIV entre 50% e 60%, além de reduzir o risco de infecção pelo Vírus do Papiloma Humano (HPV) e do herpes, mas a biologia por trás desses dados ainda não é totalmente compreendida. Eles explicam que pode ser que a anatomia do pênis circuncidado ajude a prevenir a infecção, ou que a mudança no microbioma confira esta proteção, ou ainda uma combinação de ambos. 

“A mudança na comunidade (de micro-organismos) é realmente caracterizada pela perda de anaeróbias”, diz Lance Price, um dos autores do estudo. “Da perspectiva ecológica, é como rolar uma pedra e ver o ecossistema mudar. Você remove o prepúcio e aumenta a quantidade de oxigênio, diminuindo a umidade. Nós mudamos o ecossistema”, diz o cientista.

Price e seus colegas pesquisadores das universidade TGen e Johns Hopkins (EUA) avaliaram uma amostra de homens de Uganda para chegar a essa conclusão. Esses homens foram divididos em dois grupos, um de circuncidados e o outro não. Os pesquisadores compararam amostras de ambos os grupos antes do procedimento e um ano após o procedimento. 

Segundo Price, esse trabalho vai além da circuncisão. “Se nós descobrirmos, por exemplo, que é um grupo de anaeróbias que está aumentando o risco de transmissão e contração do HIV, nós podemos achar formas alternativas de diminuir a quantidade dessas bactérias e prevenir a infecção pelo vírus em homens sexualmente ativos”, diz.

Fonte: EurekAlert

Colombiano é preso por contagiar 50 mulheres com aids

A polícia colombiana prendeu em Bogotá um caminhoneiro de 57 anos que supostamente contagiou com aids 50 mulheres com as quais teve relações sexuais. O coronel Mariano Botero, da Polícia de Bogotá, disse a jornalistas que José Libardo Rojas tinha ainda uma ordem de prisão vigente por ter estuprado uma menina há alguns anos no sul do país.

Acrescentou que, após ser capturado, o homem seria enviado à prisão, mas seu grave estado de saúde obrigou sua transferência a um hospital.

Segundo as primeiras informações, o caminhoneiro seduziu mulheres em pelo menos cinco departamentos do país.

Fonte: Agência EFE

Caminhada de mulheres marca Dia Mundial de Luta contra Aids no DF

O Dia Mundial de Luta contra Aids neste sábado (1º) foi marcado em Brasília por uma caminhada de mulheres, no Parque da Cidade, a partir das 9h.

“Não fique na dúvida, fique sabendo” é o tema da campanha deste ano com propostas de ações de prevenção e conscientização.

Durante o ato, foi feita uma pesquisa para avaliar o conhecimento das mulheres sobre a camisinha feminina. Uma equipe vai entregar questionários e distribuir preservativos. O teste será feito na unidade móvel que foi oferecida pela Embaixada dos Estados Unidos e estará instalada ao lado do Quiosque do Atleta.

O encontro deste sábado é promovido pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Fundo de População das Nações Unidas, Secretaria da Mulher e da Saúde do Distrito Federal, Ministério da Saúde e Embaixada dos Estados Unidos.

Incidência 
A taxa de incidência de Aids no Distrito Federal aumentou acima da média nacional nos últimos dois anos, segundo dados do Ministério da Saúde. No estudo, Brasília aparece como a 25ª colocada. Em 2010 eram 16,7 portadores da doença a cada grupo de 100 mil pessoas no DF. Esse número aumentou para 19,5, o que representa um crescimento de 16,7%.

No período, a taxa de incidência nacional passou de 17,9 infectados com o vírus HIV a cada grupo de 100 mil habitantes para 20,2, um aumento de 12,8%. Apesar do aumento maior que a média do país, Brasília ocupa a 25ª posição no número de casos de contaminação entre as capitais do Brasil.

A maior parte das pessoas que têm Aids no DF são homens, brancos, heterossexuais e com idade entre 30 e 44 anos, de acordo com o ministério. O número de mortes ficou praticamente estável nos últimos dois anos. Em 2011, 117 pessoas morreram de Aids; em 2010 foram 118.

A Secretaria de Saúde informou que está implantando, em alguns centros de saúde (veja lista abaixo), o exame rápido para detecção da doença e início imediato do tratamento. Até a publicação desta reportagem, a data do início dos exames ainda não havia sido divulgada. Segundo a pasta, o grupo mais vulnerável atualmente são os homens heterossexuais que também fazem sexo com outros homens sem proteção.

Veja os locais onde o exame rápido para detecção da doença será realizado
– Ambulatório de Especialidades do Hospital Regional de Ceilândia (QNM 17, Área Especial nº 1)
– Centro de Saúde nº 01 de Planaltina (Entre as Vias WL 4 e NS1, Área Hospitalar)
– Centro de Saúde nº 01 de Sobradinho (Quadra 14 – Área Especial – nº. 22/23)
– Centro de Saúde nº 02 do Guará (QE 17, AE)
– Centro de Saúde nº 05 do Gama (Q. 38 – Área Especial – Setor Central – Lado Leste)
– Centro de Saúde nº 11 de Brasília (SGAN – Quadra 905 – Módulo D – Asa Norte)
– Hospital Universitário de Brasília – HUB – Ambulatório – Serviço de Doenças Infecciosas e Parasitárias (SGAN 605 – L2 Norte)
– Unidade Mista – Regional Sul – Hospital Dia (EQS – 508/509 – Asa Sul)
– Unidade Mista de Taguatinga (C 12 – Área Especial nº 01 – Taguatinga Centro)
– Rodoviária Plano Piloto – Estação Rodoviária de Brasília – Zona Cívico Administrativa

Fonte: G1

Aids afeta mais homens que mulheres no RN, aponta estudo

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O vírus da Imunodeficiência Humana (HIV/Aids) contamina mais homens que mulheres no Rio Grande do Norte. Dos 3.122 diagnósticos de contaminação, 67% são do sexo masculino, segundo o Programa Estadual de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/Aids). A presença dos soropositivos é maior em Natal e na Região Metropolitana da capital. Essas áreas concentram 60% dos casos, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesap).

“A cultura masculina de procurar pouco o serviço de saúde e o fato de terem mais parceiros sexuais, deixam o homem mais vulnerável”, afirmou Sônia Cristina Lins, coordenadora do Programa Estadual DST/Aids. Para difundir a cultura da testagem para identificação do HIV e acompanhamento dos soropositivos, o estado disponibiliza os serviços de referência no tratamento em Natal, São Gonçalo do Amarante, Macaíba, Parnamirim, São José de Mipibu, Caicó, Pau dos Ferros e Santa Cruz.

Mas os serviços não têm conseguido conter a incidência da doença no estado. Segundo o coordenador local da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS, Edvaldo Andrade, em 2011 foram registrados 399 casos a mais do que no ano anterior. E morreram mais soropositivos: 124 em 2011 contra 108 mortes em 2010. De 2000 à 2011 a Aids matou 826 potiguares.

“É preciso investir mais no tratamento das doenças oportunistas. Não basta o Governo Federal fornecer o coquetel para o controle do vírus. É necessário ter tratamento para as outras doenças que vem com a Aids. Deve ter medicamentos e médicos suficientes na rede pública de Saúde, tanto Municipal quanto Estadual”, enfatizou Edvaldo Andrade.

Edvaldo é funcionário público e tem 47 anos. Ele foi diagnosticado com o vírus HIV há 17 anos. “Eu recebi o resultado faltando poucos dias para o meu aniversário de 30 anos. Foi uma mudança radical na minha vida. Repensei valores, mudei muita coisa e consegui ter qualidade de vida”, declarou.

Ele lembra que é sempre difícil saber que se é soropositivo, principalmente pelo preconceito que se tem em torno da doença. “Sempre foi vista como uma peste gay. Eu tive que ser aposentado na época, parei de trabalhar. São estigmas que precisam sair da sociedade”, desabafou.

Edvaldo se considera feliz, mas ao olhar a realidade das pessoas que convivem com a Aids, disse que a tristeza aparece. “O RN está na contramão do Brasil. O último boletim do Ministério da Saúde mostrou que em 2011 o número de casos no país diminuiu 11%, já no nosso estado cresceu 17%. Precisamos mudar esta realidade. É preciso informação”, asseverou.

Serviço

Para solicitar atendimento, os portadores da doença podem entrar em contato com a Sesap através do telefone (84) 3232-6963.

Fonte: G1 / RN

Sul e Norte do País têm maiores taxas de transmissão vertical. Ativistas pedem atenção com realidades locais da epidemia

Embora a transmissão vertical do HIV possa ser evitada caso a mãe adote algumas medidas profiláticas, que incluem o tratamento da aids durante a gravidez, o Brasil ainda não conseguiu eliminar essa forma de contágio, contabilizando 745 casos em 2011.

Estudos com parturientes indica que, em 2004, 63% das mulheres gestantes realizaram o teste no País. Entre 2010 e 2011, esse índice foi de 84%, um aumento de 21 pontos percentuais.

O Boletim Epidemiológico divulgado nesta semana contabiliza 5,4 casos de aids em menores de cinco anos a cada 100 mil habitantes. O número é ligeiramente menor que o de 2010 (6 casos para 100 mil), mas ainda considerado inaceitável por ativistas e pelo próprio governo.

“O teste precisa ser ofertado para 100% das gestantes. Ainda não estamos satisfeitos com esses 84% de cobertura”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta quinta-feira, 22 de novembro, durante encontro com jornalistas em São Paulo.

Se a média nacional já é considerada alta, ainda há as disparidades regionais. O Norte e Sul do País se destacam com taxas maiores do que a média nacional, com 7,1 e 8,6, casos de aids respectivamente em menores de cinco anos a cada 100 mil habitantes. O Rio Grande do Sul é o estado com o maior índice do País, chegando a 16,5 em 2011, número maior que em 2010.

Márcia Leão, do Fórum de ONGs/Aids do Rio Grande do Sul, culpa a falta de investimentos. Segundo ela, o estado sofre há mais de 10 anos com uma redução de recursos na área. “A aids saiu da agenda política do município de Porto Alegre, do estado e do governo federal também. O resultado é o crescimento desta epidemia, não só na transmissão vertical mas em todas as variáveis”, disse.

A ativista disse que há dois anos a atitude das coordenações estadual e municipais de aids começou a mudar, mas que o processo ainda está muito aquém do necessário. “Conseguimos enxergar uma luz no fim do túnel, mas isso não vai se resolver em um ou dois anos, porque sofremos um período muito grande de desmonte. E é necessário que se invista muito mais do que é feito atualmente”, criticou Márcia.

A respeito da gravidade da epidemia no estado, a ativista diz que a epidemia no Rio Grande do Sul não é como no resto do Brasil, não sendo tão concentrada e beirando uma generalização: “é muito maior do que seria tolerável”, disse. Para ela, não há uma perspectiva rápida de melhora: “Eu gostaria de dizer que nos próximos anos vamos ver os números estagnarem, mas não posso garantir isso. Se continuar do jeito que estamos, as altas taxas ainda ficarão por muito tempo”.

Região Norte

A região Norte do país, embora tenha o estado com a menor taxa brasileira de transmissão vertical a cada 100 mil habitantes (Tocantins, com 1,6 casos), também registra uma média maior que a nacional, puxada especialmente pelos estados de Rondônia e Amazonas (com 10,1 e 8,8 casos, respectivamente).

José Rayan, coordenador Nacional da Rede de Jovens Vivendo com HIV/Aids, residente em Manaus, pontua que o tamanho do estado e o fato de alguns lugares só serem acessíveis de barco são obstáculos no trabalho de prevenção. “O Amazonas é um estado muito vasto e que apresenta alguns problemas de logística que dificultam o acesso à prevenção, ao tratamento e ao pré-natal”, disse.

Ele conta que pelo fato de vários municípios não terem os serviços adequados, muitas pessoas têm que se deslocar para fazer o tratamento, o que dificulta o processo.
Apesar da incidência mais alta que a média nacional, o Amazonas conseguiu reduzi-la em quase 4 pontos em relação a 2010. Rayan atribui esta queda ao Projeto Nascer, voltado para a assistência de gestantes com HIV e aids. “Esta iniciativa conseguiu dar uma resposta, mas precisa ser ampliado e fortalecido, principalmente no interior, para que esses números caiam ainda mais”, disse. Para o jovem ativista, é necessário pensar cada vez mais na realidade local para combater a epidemia.
O representante do Movimento Nacional de Luta Contra a Aids no Conselho Nacional de Saúde, Carlos Alberto Duarte, concorda. Ele acredita que a epidemia de aids ‘não pode ser olhada por um número só’. “Precisamos olhar cada estado, cada região e analisar esta epidemia. Precisamos analisar cada tipo de epidemia que existe no País”, disse.

Essa opinião também é reforçada por Francisco Rodrigues dos Santos, do Fórum de ONGs/Aids do Pará. Segundo ele, o combate à transmissão vertical do HIV deve ter o entendimento que o enfrentamento é diferente em cada região. “As mulheres não são iguais no Brasil. Os entendimentos de sexualidade, feminilidade, etc, também são diferentes”. Para Francisco, a redução da transmissão vertical está ligada ao tratamento da mulher como um todo, e por isso ele cobra o plano de combate à feminização da aids no país. “Foi criado pelo Departamento, mas não chegou a cumprir todas as metas e não se adaptou bem ao SUS. Estamos preocupados com isso”.

O ativista paraense diz que a Rede Cegonha não basta para resolver este problema, pois foca a mulher mãe. “Mas antes de ser mãe, ela é mulher. A Rede Cegonha não atinge todas as mulheres”, diz. Francisco acha necessária a discussão de que tipo de mulher está sendo mãe, e não só a prevenção da transmissão vertical. Ele define a taxa do estado como preocupante. O Pará apresenta uma incidência de aids em menores de cinco anos parecida com a média nacional, de 5,6 casos a cada 100 mil habitantes. Mas para Francisco, “deveria estar abaixo de um”.

Fonte: Agências de Notícias da AIDS

UNAIDS lança campanha Mulheres e Direitos em Brasília

A segunda edição da campanha “Mulheres e Direitos – Violência e HIV” foi lançada nesta terça-feira, dia 9 de outubro, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, em Brasília. O lançamento foi promovido pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS), a ONU/Mulheres, a União Europeia e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). O objetivo era sensibilizar a população brasileira para a redução da violência e a promoção da igualdade de gênero e saúde da mulher.

A campanha também quer valorizar a contribuição da Lei Maria da Penha e da rede de serviços de atendimento às mulheres em situação de violência no Brasil, a exemplo da Central 180, delegacias especializadas, casas-abrigo, juizados, varas criminais, núcleos e centros de atendimento.

No evento foram apresentados spots de rádio, folder, DVDs, painéis de pano e filmes para TV, que mostram situações baseadas em fatos reais. O material estará disponível em português, inglês, espanhol e, pela primeira vez, também em tikuna– idioma indígena falado por mais de 30 mil pessoas no Brasil.

A primeira edição da iniciativa foi promovida em agosto, no Rio de Janeiro, as vésperas da comemoração de cinco anos da criação da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06).

Maria da Penha

Todas as peças da campanha “Mulheres e Direitos” são estreladas pela biofarmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes, que foi agredida pelo seu ex-marido por seis anos e alvo de duas tentativas de assassinato.

Sobrevivente e em busca dos seus direitos, Maria da Penha obteve apoio dos movimentos de mulheres e encaminhou o seu caso à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Entre as recomendações da OEA, em 2001, estavam a criação de uma lei para prevenção, punição e eliminação da violência contra as mulheres e a indenização de Maria da Penha, que de fato se concretizou sete anos após a sugestão da OEA e 25 anos após às tentativas de assassinato.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS