Atendimento de pessoas com HIV e aids no sistema básico de saúde gera preocupação durante reunião do Fórum de ONGs Aids

Aconteceu na ultima sexta-feira, 15 de março, a reunião mensal do Fórum de ONGs aids do Estado de São Paulo. Durante o período da tarde, Artur Kalichman, coordenador adjunto do Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo, respondeu a dúvidas dos ativistas e comentou sobre a capacitação dos profissionais da saúde básica. 

Os participantes falaram sobre a desinformação e o despreparo dos serviços básicos de saúde, diferente dos especializados no tratamento do HIV. Dentre os exemplos citados, estavam dúvidas, como a forma de contágio da doença. Esses comentários refletem o receio que ativistas e pessoas vivendo com HIV têm de que o tratamento contra a aids seja realizado, num futuro próximo, em unidades básicas de saúde, da mesma forma que acontece com outras doenças, como o diabetes e a hipertensão.

Artur descartou a possibilidade dessa mudança e afirmou que realmente “nos serviços pequenos, até por causa da pouca quantidade de pacientes e casos de aids, a qualidade do serviço é pior do que nos grandes postos específicos de atendimento”. 

Rodrigo Pinheiro, presidente do Fórum, colocou ainda duvidas do movimento social sobre as mudanças na prestação de contas do Centro de Referências e Treinamento em DST/Aids de São Paulo (CRT – DST/Aids), que passará a se reportar também à Coordenadoria de Serviços de Saúde do Estado. (Saiba mais aqui

A maior preocupação era que essa mudança prejudicasse no andamento do trabalho, mas Artur garantiu que “agora é como se o serviço tivesse ‘duas mães’. Não acredito que irá atrapalhar em alguma coisa, só que as demandas serão divididas entre elas”, disse. 

Convênios de ONGs via SINCOV

Também foi discutido na reunião a migração que está ocorrendo no financiamento das ações da sociedade civil para o Sistema de Convênios (SICONV) do Ministério da Saúde. Cláudio, que esteve esta semana em Brasília participando da reunião da Comissão Nacional de Aids (CNAIDS), trouxe a informação que em breve será lançado um edital, voltado para a sociedade civil com atuação em diversas patologias (Aids, hepatites virais, tuberculose, dengue, hanseníase etc..), e que os processos de seleção ocorrerão via SICONV.

Os dirigentes de ONGs afirmaram que o sistema é de difícil manejo, exige muita capacitação, técnicos habilitados para inscrição no sistema e posterior concorrência de projetos.

Rodrigo lembrou que quando ocorreram reuniões com o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, em março de 2012, foi colocado sobre as dificuldades gerenciais e institucionais das ONGs para cumprir com todas as exigências do SICONV. 

O Fórum afirma que planeja uma capacitação inicial sobre o sistema para as ONGs afiliadas e que “estará entrando em contato com o Ministério da Saúde para esclarecer esta migração e as etapas de preparação para isto”.

Fonte: Agência de Noticias da AIDS

Pedágio lembra Dia Mundial de Combate a Aids em São Vicente, SP

O dia mundial de combate à AIDS é comemorado neste sábado (1) e, na Baixada Santista, várias ações lembram a data. Na região, ONGs se mobilizaram para conscientizar com o objetivo de prevenir a doença. Na Baixada Santista, mais de 5400 pessoas contraíram a doença nos últimos dez anos. Quase metade desse número é formado por homens entre 30 e 49 anos. O grupo formado por jovens entre 20 e 29 anos vem logo na sequência. Mesmo com a evolução do tratamento, nesse período a doença provocou a morte de 8.195 pessoas.

Segundo Beto Volpe, presidente de uma ONG que trabalha com soropositivos em São Vicente, no litoral de São Paulo, as estatísticas oficiais não representam a realidade. “Não estão incluídas as mortes por efeitos colaterais do tratamento que já superam as mortes por Aids. A gente tem que ter muito cuidado quando a gente menospreza uma doença de apenas 30 anos de conhecimento e com uma complexidade cada vez maior”, diz.

A organização realizou neste sábado um pedágio para conscientizar a população sobre os riscos da doença. Foram distribuídos preservativos e folhetos com informações. A partir das 19h deste sábado acontecerá uma vigília à luz de velas em frente à igreja matriz de São Vicente, em memória das pessoas que morreram vítimas da doença.

 Fonte: G1 – Santos

AIDS – Histórias de vitórias

A oitava edição do Cinema Mostra Aids acontece a partir desta quinta (29/11) e vai até 05/12, no Museu Lasar Segall. Realizado pelo Grupo Pela Vidda/SP, ONG  que em 2012 completa 23 anos de luta contra a Aids,  o evento conta com uma seleção de 16 títulos, entre curtas, longas e, principalmente, documentários, alguns premiados em festivais mundo afora. A ideia é despertar a atenção e o interesse para um tema que não está mais na ordem do dia: o impacto da aids na sociedade e na vida das pessoas.
Miss HIV (EUA), documentário de Jim Hanon, premiado no Festival de Cinema de Redentora, em 2007, é um dos filmes em destaque. Trata-se da história de uma entidade em Botswana, que organizou um concurso de Miss com belas jovens infectadas e que sobrevivem bem com a doença.

Outro destaque é o filme Filhos de Lwala (EUA e Quênia), que conta a história de dois irmãos, Milton e Fred, que saíram do Quênia com a tarefa de estudar medicina nos Estados Unidos e voltar ao vilarejo onde nasceram para cuidar da saúde dos moradores. Sua clínica, sustentada pela Lwala Community Alliance, é um exemplo de como iniciativas locais podem fazer a diferença para a população rural africana.

Serão exibidos ainda os filmes Canção de Ninar (Índia), de Sundeep Malani; Jobriath (EUA), de Kieran Turner; Estávamos Aqui (EUA), de David Weissman; Arriscar-se com Deus (EUA), de Brendan Fay; Um Beijo para Gabriela (Brasil), de Laura Murray; Máscaras (Brasil), de Vagner de Almeida; Parente (Brasil), de Aldemar Matias, entre outros.

A entrada é gratuita.

Veja a seguir a programação completa:

Dia 29/11 (quinta-feira)
17h – MISS HIV – Dir. Jim Hanon
19h – VITO – Dir. Jefferey Schwarz

Dia 30/11 (sexta-feira)
17h – Filme 2 Tapestries of Hope
Parente – Dir. Aldemar Matias
19h – Filme 1 Tapestries of Hope
Mascaras – Dir. Vagner de Almeida

Dia 01/12 (sábado)
17h – ESTÁVAMOS AQUI – Dir. David Weissman
19h – ARRISCA-SE COM DEUS – Dir. Brendan Fay
UM BEIJO PARA GABRIELA – Dir. Laura Murray

Dia 02/12 (Domingo)
17h – POSITIVAS – Dir. Susanna Lira
ACT UP – Dir. James Wentzy e Jim Hubbard
19h – FILHOS DE LWALA – Dir. Barry Simmnos
CANÇÃO DE NINAR – Dir. Sundeep Malani

Dia 03/12 (segunda-feira)
17h – PEDRO – Dir. Nick Oceano
19h – JOBRIATH – Dir. Kieran Turner

Dia 04/12 (terça-feira)
17h – MASCARAS – Dir. Vagner de Almeida
SEXO POSITIVO – Dir. Darul Wein
19h – MISS HIV – Dir. Jim Hanon

Dia 05/12 (quarta-feira)
17h – VITO – Dir. Jefferey Schwarz
19h – UM BEIJO PARA GABRIELA – Dir. Laura Murray
POSITIVAS – Dir. Susanna Lira

Cine Lasar Segall – Rua Berta, 111

Assista ao trailer de Filhos de Lwala:

Fonte: BRPRESS

Começa nesta quinta-feira a VIII Cinema Mostra Aids em São Paulo

O Museu Lasar Segall sedia a oitava edição da mostra Cinema Mostra Aids,uma realização do Grupo Pela Vidda/SP, ONG que em 2012 completa 23 anos de luta contra a aids. O evento acontece de 29 de novembro a 5 de dezembro e tem o apoio da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo.

Com uma seleção de 16 títulos, entre curtas, longas e, principalmente, documentários, a idéia da mostra é despertar a atenção e o interesse para um tema que não está mais na ordem do dia: o impacto da aids na sociedade e na vida das pessoas.

A mostra exibirá “Miss HIV” (EUA), documentário de Jim Hanon, premiado no Festival de Cinema de Redentora, em 2007. O filme conta a história de uma entidade em Botswana, que organizou um concurso de Miss com belas jovens infectadas e que sobrevivem bem com a doença.

Outro destaque é o filme “Filhos de Lwala” (EUA e Quênia), que conta a história de dois irmãos, Milton e Fred, que saíram do Quênia com a tarefa de estudar medicina nos Estados Unidos e voltar ao vilarejo onde nasceram para cuidar da saúde dos moradores.

A mostra também exibirá os filmes Canção de Ninar (Índia), de Sundeep Malani; Jobriath (EUA), de Kieran Turner; Estávamos Aqui (EUA), de David Weissman; Arriscar-se com Deus (EUA), de Brendan Fay; Um Beijo para Gabriela (Brasil), de Laura Murray; Máscaras (Brasil), de Vagner de Almeida; Parente (Brasil), de Aldemar Matias, entre outros.

O Cine Lasar Segall fica na Rua. Berta, 111 – Vila Mariana, em São Paulo. A entrada é gratuita

Veja a seguir a programação completa:

Dia 29/11 (quinta-feira)
17h – MISS HIV – Dir. Jim Hanon
19h – VITO – Dir. Jefferey Schwarz

Dia 30/11 (sexta-feira)
17h – Filme 2 Tapestries of Hope
Parente – Dir. Aldemar Matias
19h – Filme 1 Tapestries of Hope
Mascaras – Dir. Vagner de Almeida

Dia 01/12 (sábado)

17h – ESTÁVAMOS AQUI – Dir. David Weissman
19h – ARRISCA-SE COM DEUS – Dir. Brendan Fay
UM BEIJO PARA GABRIELA – Dir. Laura Murray

Dia 02/12 (Domingo)
17h – POSITIVAS – Dir. Susanna Lira
ACT UP – Dir. James Wentzy e Jim Hubbard
19h – FILHOS DE LWALA – Dir. Barry Simmnos
CANÇÃO DE NINAR – Dir. Sundeep Malani

Dia 03/12 (segunda-feira)
17h – PEDRO – Dir. Nick Oceano
19h – JOBRIATH – Dir. Kieran Turner

Dia 04/12 (terça-feira)
17h – MASCARAS – Dir. Vagner de Almeida
SEXO POSITIVO – Dir. Darul Wein
19h – MISS HIV – Dir. Jim Hanon

Dia 05/12 (quarta-feira)
17h – VITO – Dir. Jefferey Schwarz
19h – UM BEIJO PARA GABRIELA – Dir. Laura Murray
POSITIVAS – Dir. Susanna Lira

Fonte: Agência de Notícias da AIDS

Mundo descumprirá metas para Aids por falta de empenho, diz ONG

O mundo está menos empenhado na luta contra a epidemia de Aids, e milhões de pessoas são contaminadas a cada ano, afirmou a fundação ONE em um relatório divulgado nesta terça-feira.

A conclusão contrasta com um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) na semana passada, segundo o qual o fim da Aids está à vista graças à melhora no acesso a medicamentos.

Mas a ONE disse que “o começo do fim da Aids” continua inatingível, já que o número de novos contaminados a cada ano supera o de pessoas que começam a ter acesso ao tratamento.

No ano passado, líderes globais se comprometeram em alcançar o “começo do fim da Aids” até 2015. Os avanços na última década têm reduzido a mortalidade da doença, principalmente devido ao melhor acesso a medicamentos capazes de tratar e prevenir a difusão do vírus HIV, segundo a avaliação da ONU na semana passada.

Mas, embora o acesso ao tratamento tenha melhorado, em 2011 houve 2,5 milhões de novos casos da doença. Isso é mais do que o dobro da meta de limitar o número de novas contaminações a 1,1 milhão por ano, segundo a ONE, entidade beneficente voltada para o combate à pobreza e a doenças evitáveis, e que tem o roqueiro irlandês Bono como um dos seus fundadores.

No fim do ano passado, havia no mundo 34 milhões de pessoas vivendo com Aids. No atual ritmo, o mundo só atingirá a meta de reversão do avanço da epidemia em 2022, sete anos depois da meta, disse a ONE.

“Reconhecemos que o mundo tem feito maravilhas (no combate à Aids) nos últimos dez anos. Mas 2015 está logo virando a esquina”, disse o executivo-chefe da ONE, Michael Elliott.

Grande parte do buraco é devido a cortes no financiamento dos principais países doadores. A ONU estima que há uma lacuna de financiamento de 6 bilhões de dólares para a Aids a cada ano. Os países também não coordenaram uma estratégia global para combater a epidemia, como tratamentos para os grupos de risco mais elevado.

O relatório da entidade critica Alemanha e Canadá por estarem atrás de outros países desenvolvidos do G7 –Estados Unidos, Canadá e França– em termos de financiamento e liderança política para o combate à epidemia. Japão e Itália, que completam o grupo, também ficaram bem para trás, por causa do terremoto de março de 2011 e da atual crise nas finanças públicas, respectivamente.

Mas Elliott disse que questões fiscais não deveriam impedir os países de fazerem doações para a luta contra a Aids, já que a ajuda ao desenvolvimento representa uma parcela ínfima da maioria dos orçamentos nacionais, um argumento que a ONE repete com frequência durante a recessão global.

“A Itália pode ter problemas fiscais, mas não vai resolver seus problemas fiscais em cima da assistência ao desenvolvimento”, disse ele.

Mas, com as medidas de austeridade que estão sendo adotadas nos países que são grandes doadores, nações de baixa e média renda estão ocupando o espaço, e agora respondem por mais de metade das verbas para o combate à Aids, segundo a ONE.

No futuro, acrescenta o relatório, grandes nações emergentes, como Brasil e China, devem assumir a dianteira nos programas de combate à Aids.

“É importantíssimo que as pessoas reconheçam ser uma luta global”, disse Elliott. “Não é uma luta que deva ser travada sobre as costas do generosíssimo contribuinte americano e britânico.”

Fonte: Reuters

ONG do DF promove debate sobre Aids e preconceito

A organização não governamental Vida Positiva, que atua no Distrito Federal, promove nesta quarta-feira (28) um debate sobre Aids e preconceito. A mesa-redonda ocorre a partir das 19h30, no Hotel Mercure Brasília.

A iniciativa, em comemoração ao Dia Mundial de Combate à Aids, celebrado no dia 1º de dezembro, tem entrada gratuita e contará com a participação médicos do Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde do DF.

Também farão parte da discussão a psicóloga Regina Cohen, diretora da Associação Brasiliense de Combate a AIDS, e a presidente do Instituto Vida Positiva, Vicky Tavares.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS

Como marco do Dia Mundial de Luta contra a Aids, ativistas irão protestar contra o enfrentamento da doença em SP

Ativistas irão protestar contra a política atual de enfrentamento da aids no estado de São Paulo no dia 30 de novembro, data que antecede o Dia Mundial de Luta contra a Aids. Membros de ONGs, pacientes, familiares, amigos e outros segmentos sociais se concentrarão em frente ao prédio da Secretaria Estadual de Saúde. Segundo o presidente do Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo, Rodrigo Pinheiro, o ato de protesto quer pressionar as autoridades públicas e fazer do dia 1° de dezembro uma oportunidade de luta e não de festa.

Os ativistas informaram que no estado, segundo o último boletim epidemiológico, entre os anos de 2003 e 2010, o número de pessoas com aids cresceu de 65 mil para 100 mil, isto não incluindo as que são assintomáticas (as que não apresentam nenhuma alteração de saúde apesar de serem portadoras do HIV). A aids é a principal causa de morte entre pessoas na faixa de 35 a 44 anos e a primeira doença entre homens e mulheres entre 24 e 25 anos.

Segundo os ativistas, mesmo com esta realidade o governo do estado fechou a Casa da Aids, transferindo os mais de 3300 pacientes para o Hospital Emílio Ribas, que passou a atender mais de 10 mil pessoas. Membros do movimento social também reclamam, segundo eles, da ameaça do fechamento de leitos do Centro de Referência de Aids.

“O que se vive são ações de desmonte da saúde pública e da falta de compromisso efetivo de gestores, além do crescente fechamento das ONGs/Aids sem apoio para seu funcionamento”, afirma Rodrigo. “O colegiado que reúne mais de cem organizações com ações voltadas a aids em todo o estado, programa diversas manifestações em várias cidades do interior paulista para marcar o 1° de dezembro”, completa.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS