Mortes no trânsito devem superar Aids até 2030, diz OMS

O número de mortes causadas por acidentes de trânsito pelo mundo já chegou a 1,24 milhões. Um relatório feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em 2030 esse número chegará a 3,6 milhões.

Nos países em desenvolvimento, onde essa “pandemia” é maior, os acidentes de trânsito serão a 5ª principal causa de mortes, ultrapassando Aids, malária, tuberculose e outras doenças. Veja abaixo uma relação dos acidentes de trânsito em alguns países.

Nigéria: É surpreendente, mas em diversos países não saber dirigir ou não ter carteira de motorista não é um problema na hora de assumir o volante.

Na Nigéria, somente agora o governo passou a exigir que os novos motoristas tenham aulas de direção e passem por testes antes de obter uma carteira. Antigamente, bastava comprar uma. A África registra um grande número de acidentes fatais no trânsito, com 24 mortes para cada 100 mil habitantes. A Nigéria é o país africano com mais acidentes e mortes envolvendo veículos.

Suécia: Se classificarmos os acidentes de trânsito como uma doença, a Suécia já erradicou este mal. O país escandinavo registra uma taxa de três mortes no trânsito para cada 100 mil habitantes, a mais baixa entre os países desenvolvidos.

República Dominicana: No continente americano, a República Dominicana é o país mais perigoso para dirigir. O país tem uma taxa de 42 mortes no trânsito para cada 100 mil habitantes. Cinquenta e oito porcento das mortes é causada por acidentes envolvendo veículos de duas ou três rodas.

Colômbia: Em Bogotá, os taxistas andam tão rápido que os passageiros se sentem como peças em um jogo de pinball. Além disso, a criminalidade é um fator agravante das mortes no trânsito no país. Apesar disso, o país evoluiu em relação a segurança no trânsito. Este ano a taxa de mortes no trânsito caiu de 280 para 180 em cinco meses. O país tem uma taxa de 15,6 acidentes fatais para cada 100 mil habitantes. O número é inferior aos 22,5 para cada 100 mil habitantes registrado pelo Brasil.

Fonte: Opinião e Notícia

OMS: mais antirretrovirais para evitar 3 milhões de mortes por Aids até 2025

A Organização Mundial da Saúde anunciou neste domingo que 9,3 milhões de pessoas a mais terão direito a receber medicamentos antirretrovirais contra o HIV, com o objetivo de evitar os 3 milhões de mortos relacionados com o vírus da Aids até 2025.

Calcula-se que 26 milhões de pessoas que vivem com o HIV em países com pouca renda cumprem com os critérios das novas diretrizes da OMS para receber a terapia antirretroviral (TAR). Nas recomendações da agência em 2010, esse número era de apenas 16,7 milhões.

A aplicação de novas diretrizes da OMS poderá prevenir até 3 milhões de mortes relacionadas com a Aids e 3,5 milhões de novas infecções pelo HIV entre 2013 e 2025.

Para conseguir esses objetivos, o investimento financeiro anual total para a luta contra o HIV deverá ser aumentado de forma considerável.

“Os cálculos para 2011 mostram que uma resposta eficaz ao HIV – segundo as recomendações de 2010 -, nos países de baixas ou médias rendas, custaria entre 22 e 24 bilhões de dólares por ano até 2015”, explicou Gundo Weiler, coordenador do departamento HIV/Aids da OMS.

“Agora calcula-se que essa cifra anual deverá incrementar-se em 10% se aplicadas plenamente novas recomendações”, ou seja mais de 2 bilhões ao ano, acrescentou.

Baseado em um enfoque de saúde pública que visa a ampliar aina mais o uso de medicamentos antirretrovirais para o tratamento e prevenção do HIV, as novas diretrizes da OMS respondem aos novos dados científicos e às práticas surgidas depois de 2010, que recomendavam em particular tratar os pacientes de um modo mais precoce para frear o quanto antes o desenvolvimento do vírus no sangue.

Agora, a OMS recomenda começar com os antirretrovirais em todas as pessoas que vivem com o HIV e cuja contagem de linfócitos CD4 seja menor ou igual a 500 células/mm3 de sangue contra 350 células/mm3 de antes. Este novo nível permitirá proteger um maior número de pessoas, já que o número de glóbulos brancos, os linfócitos, é mais alto no começo da doença.

Por outro lado, a agência afirma que agora as grávidas ou lactantes também podem ser tratadas.

Além disso, as crianças menores de 5 anos devem começar o tratamento o quanto antes possível, seja qual for a contagem de CD4 ou sua etapa clínica.

Na opinião do chefe da ONUAids, Michel Sidibé, as novas recomendações vão permitir à comunidade internacional “estar mais perto do final da epidemia de Aids”.

“Estas novas recomendações visam ao futuro, são mais otimistas”, afirmou, por sua parte, o diretor do departamento da HIV/Aids da OMS, Gottfried Hirnschall.

Em 2012, 9,7 milhões de pessoas estavam recebendo terapia antirretroviral em países de baixa ou média renda, frente aos 300.000 em 2002.

Em 2012, o aumento do acesso ao tratamento continuou e, ao final do ano, havia 1,6 milhão de beneficiários mais que 2011, o maior aumento anual já registrado, e principalmente na região africana.

A comunidade internacional deverá, no entanto, redobrar seus esforços para garantir que todas as pessoas que tenham direito a um tratamento possam recebê-lo, sem mencionar que alguns pacientes sequer sabem que estão infectados.

No momento, a OMS fixou como objetivo mundial 15 milhões de pessoas recebendo tratamento até 2015.

Segundo estimativas da OMS e da ONUAids, no final de 2011, 34 milhões de pessoas viviam com HIV no mundo.

Fonte: Portal Terra / AFP

Médico brasileiro comandará ações contra a aids no mundo

O médico brasileiro Luiz Loures foi nomeado pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, subsecretário-geral da ONU e vice-diretor executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids). Ele já fala na nova fase de combate à doença e no fim de seu estágio como epidemia até 2030. “Estamos iniciando o que seria a fase final da epidemia e será nesse contexto que vou atuar”, declarou. Ao assumir a função em 2013, ele será o brasileiro com posto mais alto na hierarquia da ONU.

 

Em sua avaliação, o progresso científico, o maior consenso internacional sobre o tratamento e a mobilização da sociedade abriu o caminho para que a guerra contra a aids inicie sua fase final. Pelo menos como epidemia, de 25 anos para cá. “Temos uma grande oportunidade. Como epidemia, minha previsão é de que a aids tenha seu fim em 15 anos”, declarou. Um ponto que promete ser revolucionário é o fato de que portadores do vírus que estejam sob tratamento têm redução de 96% nas chances de transmissão. “Com o tratamento chegando a número cada vez maior de pessoas, será dado grande passo para frear essa transmissão. Obviamente que casos vão continuar a surgir, mas acredito que poderemos deixar de chamar a doença de epidemia em 15 anos se os avanços forem mantidos”, disse.

 

Segundo ele, a tarefa até lá é “imensa” e o combate terá de avançar rápido. “Ainda temos 2,5 milhões de novos infectados por ano e 1,7 milhão de mortes”, adiantou. Um dos riscos, em sua avaliação, é de que a aids deixe de estar entre as prioridades na agenda internacional, cedendo lugar ao clima e outras crises. Loures foi um dos criadores do programa brasileiro de combate à aids. Mas alerta que nem sempre o Brasil foi exemplo. Ele lembra de que, no final dos anos 1990, ele era o único em reuniões da OMS a defender a democratização do acesso aos remédios e tratamentos para todos. “Naquele momento, só eu e o Brasil defendíamos essa posição. Hoje, ela é um consenso internacional”, lembrou. O médico vai comandar os programas que já existem na ONU e garantir que o acesso aos remédios seja o mais amplo possível. (das agências de notícias)

 

ENTENDA A NOTÍCIA

Loures vai comandar os programas que já existem na ONU e garantir que o acesso aos remédios seja o mais amplo possível. “Todos precisarão passar por uma mudança profunda na forma de lidar com a doença”, afirma.

Fonte: O Povo

Estrela de Bollywood será embaixadora da ONU contra a Aids

A ONU nomeou a atriz indiana Aishwarya Rai Bachchan como sua embaixadora honorária com a missão de combater a transmissão da Aids para crianças e promover a universalização do tratamento com antirretrovirais.

Rai, que deu à luz pela primeira vez em novembro, vai trabalhar com a Unaids (programa da ONU para o combate à Aids), defendendo o “plano global para a eliminação das novas infecções entre crianças e para manter suas mães vivas”.

“Conscientizar sobre questões de saúde, especialmente relativas a mulheres e crianças, sempre foi uma prioridade para mim”, disse a atriz de Bollywood em nota. “E agora, como uma nova mãe, posso me identificar pessoalmente com isso – as alegrias e preocupações de cada mãe e as esperanças que temos pra os nossos filhos.”

O plano com o qual ela se envolverá abrange 22 países, inclusive a Índia, que juntos respondem por mais de 90 por cento das novas infecções pelo vírus HIV entre crianças. Os demais 21 países ficam na África Subsaariana.

Rai, que costuma aparecer na lista das mulheres mais bonitas da Índia e é casada com o ator Abhishek Bachchan, ganhou o concurso Miss Mundo em 1994 e depois fez carreira de sucesso no cinema popular indiano. Também atuou em filmes de Hollywood, como “A Pantera Cor-de-Rosa 2”, e é presença habitual no Festival de Cinema de Cannes.

Fonte: Portal Terra

Projeto “Fronteiras” da Cooperação Intergovernamental sobre HIV/Aids é lançado em Foz do Iguaçu

Diretores dos programas de Aids do Brasil, Argentina e Uruguai e representantes da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) desses países participaram, nesta última quarta-feira, 8 de agosto, no Parque Tecnológico Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR), do lançamento do Projeto Fronteiras, da Comissão Intergovernamental sobre o HIV/Aids. O projeto irá promover ações de prevenção, cuidado e atenção sobre as doenças sexualmente transmissíveis (DST) e a aids nas regiões de fronteira entre o Brasil e os outros países do Mercosul.

Segundo a coordenadora do lançamento, Luisa Guimarães Queiroz, da Assessoria de Cooperação Internacional do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, a agenda de atividades do lançamento terá três dias (de 8 a 10 de agosto), contemplando discussões políticas, definição de estratégias de ação e visitas a serviços de saúde que prestam serviços de atenção à aids na fronteira.

“Faremos visitas técnicas no Centro Materno-Infantil e no Centro de Atendimento Ambulatorial, para que possamos conhecer a realidade e, a partir daí, definir o melhor caminho a seguir”, comentou Luisa.

Para o diretor financeiro do Departamento, Ruy Burgos, que também está participando do lançamento em Foz do Iguaçu, as ações do projeto serão direcionadas para reduzir a transmissão vertical do HIV e para ampliar o acesso ao diagnóstico. “Vamos estabelecer um plano de trabalho realista para que, na reunião de ministros de Saúde do Mercosul, essas ações estejam refletidas à realidade local de cada país”, afirmou.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS

Estratégia global de combate ao HIV/aids será na próxima semana durante Assembleia Mundial da Saúde

Nesta sessão, a Assembleia – principal órgão decisório da Organização Mundial de Saúde (OMS) – irá discutir questões de saúde pública, como a implementação do Sistema de Saúde Mundial, as Metas de Desenvolvimento do Milênio e a prevenção e o controle de doenças não-transmissíveis.

Os resultados da Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde, realizada no Rio de Janeiro em outubro de 2011, também serão debatidos na Assembleia. O evento, promovido pela OMS, reuniu autoridades políticas, pesquisadores e representantes de movimentos sociais para traçar estratégias e definir metas para reduzir as desigualdades sociais na saúde em escala local e global.

Outros temas em pauta serão a prevenção e o controle da tuberculose multirresistente, das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e das hepatites virais, além da erradicação da poliomielite.

Entre as estratégias de combate ao HIV/aids no mundo que serão discutidas na reunião está a otimização da prevenção, diagnóstico, tratamento e cuidados; a construção de um sistema forte e sustentável, a redução da vulnerabilidade e a remoção das barreiras estruturais de acesso aos serviços.

A Assembleia também submeterá à aprovação dos países membros a nomeação de Margaret Chan para um segundo mandato como diretora geral da OMS.

Fonte: Agência de Noticias da AIDS

Primeiras-damas africanas coordenam luta contra a aids

A primeira-dama da Namíbia, Penehupifo Pohamba, que coordena a Organização das Primeiras-Damas Africanas contra HIV/Aids, apelou nesta semana para que pais, maridos, companheiros e namorados se envolvam mais nas ações de combate à doença na região. Na 11ª assembleia da organização, o assunto predominou nos debates.

Penehupifo Pohamba destacou que na maioria dos países africanos “a falta de envolvimento dos homens” em programas de saúde sexual e reprodutiva é um desafio. Para ela, é possível vislumbrar uma África com zero de contaminação desde que uma campanha na região tenha apoio também dos homens.

“Vamos realizar essa campanha sob o tema Uma Geração Livre de HIV, é necessário que homens e mulheres se cuidem a partir de hoje”, disse a primeira-dama da Namíbia. “Acredito que em zero de infecções pelo [vírus] HIV entre bebês recém-nascidos é uma meta alcançável”, disse ela.

O diretor executivo do Programa das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), Michel Sidibé, elogiou o trabalho das primeiras-damas. “[O empenho das primeiras-damas] gera resultados cada vez mais visíveis e está fazendo a diferença na vida das mulheres, jovens e crianças em toda a África”, destacou.

Pelos últimos dados do Unaids, houve um progresso na última década na redução de novas infecções pelo vírus HIV entre crianças na África Subsaariana. A estimativa é que cerca de 350 mil tenham sido foram infectadas na região, em 2010. Em comparação a 2001, houve redução de 30%. Naquele ano, os casos somavam aproximadamente 500 mil.

Fonte: DCI